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21 de set. de 2023

Estivadores os pioneiros da previdência

 

A União dos Operários Estivadores, entidade de cunho sindical, tinha por objetivos gerais lidar com as questões referentes a regularização do serviço de estiva, a luta por uma remuneração adequada, a disciplinarização dos trabalhadores e das associações mutualistas de autoproteção características do século XIX, cuja preservação de elementos de assistência e auxílio mútuo a associados e suas famílias ainda persistiam.

A União sempre foi a responsável pelas questões referentes ao amparo dos seus associados e familiares em caso de acidentes, doenças, falecimentos e aposentadorias.

O sindicato organizava com diretoria própria, mas sob sua tutela uma Caixa de Aposentadorias e Pensões que tinha um fundo de arrecadação própria que superava até mesmo as arrecadações da própria União dos Operários Estivadores.

A prestação de serviços assistenciais era uma prática obrigatória na organização associativa dos operários estivadores. Além da CAP que possuía na estrutura sindical, ainda eram fornecidos outros serviços, como atendimentos ambulatoriais e dentários. A necessidade da robustez física para a obstinação no serviço caracteriza a própria necessidade da boa saúde dos operários, deixando à categoria o entendimento de que se precisava fazer presente mediante a situação precária no município.

A provisão de fundos que garantiriam ao trabalhador acesso a benefícios eram estratégias de auxílio entre eles.

No dia 1º /06/ 1939, o jornal O Radical, publicou a manchete “Na vanguarda do seguro social brasileiro”, o regimento interno que vigoraria a partir da reformulação do Instituto de Aposentadoria e Pensões da Estiva, publicado em Diário Oficial da União vinte dias depois.

O completo amparo dos estivadores pela reforma do regulamento do Instituto de Aposentadoria e Pensões da Estiva . Seguro invalidez, morte, auxilio-funeral, empréstimos, fiança, pecúlio - assistência médica-cirurgiã e hospitalar (O Radical, 1/6/1939)

 Antes de anunciar nas páginas do periódico as mudanças regimentares para Instituto de Aposentadoria e Pensões da Estiva, O Radical havia lançado sob o título de “A estiva vae viver melhor” em 5 /06/ 1939.

- "Dentre as providências de iniciativa da atual administração, destaca-se a tabela para uniformização da cobrança de contribuições e fixação de vencimentos e salários base de classe".

"o salário convencionado para servir de base ao cálculo de benefícios em Manaus era de 11$000 , em Aracaju o salário era de 8$500 e as aposentadorias de 42$500 ou 63$750; em Santos o salário de 20$000 e aposentadorias de 100$ ou 150$000. Mas a média de salário efetivo de um estivador de Santos era de 900$000.De modo que o estivador contribuía sobre 900$000 mas recebia o benefício sobre 600$000.

Em maio de 1934 é instituído o Decreto Nº 24.275 que garantiria a criação da Caixa de Aposentadoria e Pensões dos Operários Estivadores. Delimitando com mais precisão as diferenciações nos auxílios, como por exemplo, assistência médica e social, caracterizando uma preconização mais sistemática do caráter pecuniário provenientes das contribuições, ou seja, pensões e aposentadorias. Por esse motivo, o Artigo 4º do Decreto-lei 24.275 dispunha que:

“benefícios e vantagens de que devem gozar os associados consistirão, de preferência, na aposentadoria por invalidez e na pensão por falecimento, e serão atuarialmente determinados, dentro dos limites da receita prevista, assegurada a plena estabilidade da caixa” (Decreto-lei 24.275, de 22 /05/1934)

 No que concerne a União dos Operários Estivadores, as medidas passavam por um processo de institucionalização jurídica do que já predispunha o próprio estatuto da agremiação operária carioca. O modo de gestão baseado nas necessidades do indivíduo supõe uma implementação do modelo de CAP no sindicato com uma certa facilitação. A solidariedade e as redes proteção internas na categoria  formavam bases na qual as CAPs podiam ter uma atuação mais efetiva. Para além disso, é necessário a lembrança que ao contrário do contexto da implementação da Lei Eloy Chaves, o Decreto 24.275 se insere num contexto de preocupação do Estado como um todo com as políticas sociais relativos à questão do trabalho.

A CAP destinado aos estivadores é criada com sede no Rio de Janeiro e tem agências regionais onde se localizam outros sindicatos de estivadores pelo país e os fundos que compunham partiam das contribuições feitas por operários, pelos contratantes e a contribuição do Estado. Os associados contribuíam com cerca de 3 a 5% dos proventos, sendo o valor descontado no ato do pagamento e os empregadores, contribuíam com a mesma parcela e eram obrigados por lei a pagar a sua parte sendo o trabalhador sindicalizado ou não.

Essa situação reflete uma dinâmica própria do serviço da estiva, mas também demonstra o quanto é importante a conquista do mercado de trabalho, o closed-shop, por parte desses operários, já que a lei parece considerar que não parte da empresa a prerrogativa de contar com trabalhadores não sindicalizados para o pagamento da caixa.



Nesse sentido, se faz importante as considerações presentes nos artigos do estatuto da União dos Operários Estivadores a questão da disciplina e da organização do trabalho. Um brio que perpassa toda uma organização que luta para garantir seus direitos, empregando na política de valorização do trabalho exercida através de um reconhecimento coletivo que abarcava diversos fatores, desde a experiência de trabalho mais evidente nas funções relativas ao ofício de estivar, até o respaldo de uma instituição, que organiza as forças de trabalho em um setor preponderante para o desenvolvimento do modelo econômico nacional.

O Estado por sua vez, seria responsável pela contribuição da quota de previdência, implementada pelo Decreto 22.872 de 29 /06/1933, correspondente a 2% dos serviços remunerados pagos pelas empresas. Especificamente para a CAP dos estivadores, a contribuição se fazia com três quartos da importância relativa à quota de previdência. Vale salientar que o Decreto 22.872 é a lei de criação do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Marítimos. O que justifica a inserção da CAP dos estivadores na quota de previdência destinado aos marítimos é o fato de que os contratantes dos serviços dos quais as empresas acordavam eram os mesmos contratados por estivadores de uma maneira geral.

 O exemplo do decreto que cria a CAP dos estivadores prevê o citado artigo que preferencialmente se refere a esta como um órgão responsável não pela assistência, mas sim pelo benefício de aposentadoria por invalidez e na pensão por falecimento.

 Um exemplo das assistências já exercidas pela União dos Operários Estivadores, está nas páginas do Diário Carioca, no dia 7 /07/ 1935, as quais noticiam o parecer negativo dado ao Projeto de Lei Nº 34 de 1935 que teria por objetivo extinguir a CAP dos estivadores e incluir os seus associados na categoria dos marítimos, agregando-a ao Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Marítimos. O parecer favorável aos estivadores remonta a uma vitória de mais de vinte mil associados à CAP dos estivadores. Muito embora o próprio Instituto de Aposentadorias e Pensão da Estiva, em um outro momento, acabe por ser incorporado.

Embora o modelo referente aos estivadores tivesse um relativo êxito concedendo benefícios regularmente aos associados, incluindo projetos de cunho assistencialista, envolvendo construções de habitações operárias no bairro de Ramos no Rio de Janeiro, Manaus e na cidade de Paranaguá, a proposta do Ministério do Trabalho já considerava a transformação de todas as CAPs remanescentes em Institutos de Previdência Social das suas respectivas categorias.

No que tange aos beneficiados pelo Instituto de Aposentadoria e Pensões da Estiva (IAPE), há conformação das diferentes funções dos estivadores, incluindo os trabalhadores avulsos em carga e descarga desde que seja sobre a água – tal característica é um elemento fundamentalmente novo em relação às CAPs, que apesar de exigir dos empregadores a contribuição para a quota de previdência em caso de contratação dos estivadores, não abarcavam os benefícios para estes trabalhadores.

O que se aprofunda nas transformações específicas do IAPE é o Decreto Lei Nº 1.355 de 19 /06/1939, responsável pela reorganização do Instituto de Aposentadoria e Pensões da Estiva. O decreto sistematiza de maneira mais abrangente as funções conferidas ao IAPE. Além de contemplar e inseriu novos dados a artigos que já haviam sido conferidos desde a criação da CAP.

Destaca-se a incorporação de  vigias de carga e carregadores de bagagens aos assegurados obrigatórios;   composição da receita com uma porcentagem equivalente a 3% até 8% sobre os vencimentos, com máximo de dois contos de réis, quando proventos mensais e trezentos mil réis, quando proventos diários; a contribuição da União agora se equiparava proporcionalmente às contribuições dos assegurados; especifica doações e legados, além de contribuições espontâneas dos trabalhadores; especifica também juros e multas de qualquer natureza. O novo modelo garantia aos segurados assistência especificas como: doença, acidente de trabalho e velhice, além das já planejadas, invalidez e morte. Contém também as regras para auxílios variados, que independente de contribuição suplementar, estariam à disposição dos segurados, como no caso de fiança, auxílio natalidade e funeral.

A cargo das sobras líquidas referentes à premiação de seguros e das contribuições suplementares ficam as formas de assistência médica, cirúrgica e hospitalar, além de serviços médicos e ambulatoriais básicos de assistência de gestação, infância e juventude.

A reformulação do IAPE definitivamente serviu a pelo menos dois interesses, ele atendeu às demandas imediatas dos trabalhadores, tendo em vista a insegurança cotidiana do ambiente profissional e aliou-se como um instrumento de solidificação das bases previdenciárias que almejavam o Estado brasileiro.

Ao Decreto-lei de número 1.355, somou-se o Decreto-lei 4.264 responsável pelo regulamento interno do IAPE. Nesse regulamento, as três primeiras partes estão ligadas à administração do Instituto, bem como a esclarecer quem se definiam como os segurados: trabalhadores estivadores (cargas e descargas em água); conferentes, concertadores, separadores de carga e vigia (que não se caracterizavam como trabalhadores estivadores, mas também não estavam inseridos em outras categorias de trabalho específicas na logística portuária); e os que trabalhavam exercendo função de carga e descarga em navios de minérios.

Os estivadores adotaram uma posição estratégica baseada na negociação, não sem conflitos, com o Estado, apoiando-se no indicativo de ser uma categoria estratégica para o desenvolvimento econômico do País.

 OLIVEIRA, Guilherme Santos Cabral de. “Na vanguarda do seguro social brasileiro”: Estiva, previdência e cidadania nas décadas de 1930 e 1940 (Rio de Janeiro). 2017. 134 f. Dissertação (Mestrado em História). Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2017.

 

27 de set. de 2020

A NOVA CINGAPURA

O Porto de Tuas está sendo desenvolvido como o porto de contêineres de próxima geração em Cingapura. Gordon Feller avalia o que o projeto incluirá.

Quando totalmente concluído na década de 2040, após construção de até 30 anos, o Porto de Tuas será o maior porto de contêineres do mundo, com capacidade para movimentar até 65 milhões de TEU por ano. O novo porto deve acomodar a movimentação dos terminais atuais da cidade quando seus arrendamentos expirarem e será o local consolidado para todas as atividades de contêineres de Cingapura, reduzindo significativamente as operações de transporte entre terminais e as emissões de gases de efeito estufa.

De acordo com Er Tham Wai Wah, Engenheiro-Chefe e Diretor Sênior das Autoridades Marítimas e Portuárias de Cingapura (Engenharia e Gerenciamento de Projetos), "Tuas Port representa uma visão ousada para Cingapura" com foco no "compromisso de equilibrar a proteção ambiental com o desenvolvimento portuário".


Para se adaptar ao aumento do nível do mar, o Porto de Tuas terá uma plataforma operacional de cinco metros acima do nível máximo da mare, com mais de 50 por cento do total de materiais de enchimento provenientes de material dragado e terra escavada de construção. Reutilizar esses materiais reduz a dependência de areia para recuperação, economizando mais de S $ 2 bilhões em custos de material. A recuperação começou em 2015 e deve terminar em 2021.

O processo de recuperação está realocando corais, com uma taxa de sobrevivência esperada de 80%. (Os recifes de coral de Cingapura são o lar de mais de 250 espécies de corais e habitats para um grande número de organismos marinhos).

ALTURA DE UM EDIFÍCIO DE 10 ANDARES

Caixas (estruturas de retenção estanques) para a construção do Terminal de Tuas foram determinadas como uma pedra angular da abordagem de construção. Os caixões usados ​​são alguns dos maiores do mundo. Serão pré-fabricados no local, pesa 15.000 toneladas e mede 40m de comprimento, 28m de largura e 28m de altura - o equivalente à altura de um edifício de 10 andares.

Píeres usando paredes de cais em caixotões devem ser adotados para maximizar o espaço limitado de terra e mar, criando mais 115ha de terra. Juntamente com longos berços lineares e uma profundidade de projeto de -23m no Chart Datum, o projeto acomodará navios de megacontêineres com comprimento superior a 450m. Espaço acima do solo também será introduzido, adicionando 240ha de área de terra para usos portuários.

O Tuas Port será automatizado, digital. Os sistemas Digitalport @ SG e Just-in-Time (JIT) irão agilizar os processos de liberação da embarcação, melhorando assim os tempos de resposta da embarcação. O uso extensivo de automação e robótica será empregado em conjunto com sistemas de manuseio de carga na beira do cais e pátio com operações controladas a partir de um Centro de Operações remoto.

O novo porto também abrangerá o que se refere como uma “cadeia de abastecimento complementar” - ou seja, inclusão de armazenamento, depósitos de contêineres, fábricas e outras instalações portuárias-satélite típicas. O objetivo é apoiar a conectividade de fluxos de carga eficientes entre as instalações marítimas e as indústrias localizadas de alto crescimento.

A localização do Porto de Tuas está perto das áreas industriais de Jurong e Tuas, com isso capitalizando no menor transporte de contêineres de importação e exportação de e para o novo porto.

TERRA VALIOSA LIBERTADA

O desenvolvimento do Porto de Tuas irá liberar valiosos terrenos na cidade e áreas mais urbanizadas, que serão usados ​​para atividades comerciais e residenciais. Cingapura tem um espaço terrestre e portuário limitado - já existem muitas demandas concorrentes por espaço para instalações marítimas, além de terminais de manuseio de carga, que vão desde estaleiros, terminais de petróleo e produtos químicos até terminais de passageiros de cruzeiro.

Em um discurso de 2019, o primeiro-ministro de Cingapura reiterou a importância nacional de se adaptar às mudanças climáticas, especialmente à elevação do nível do mar. Consequentemente, o país se compromete a gastar S $ 100 bilhões, que inclui o desenvolvimento do Porto de Tuas.

https://www.portstrategy.com/news101/world/asia/the-new-singapore-rises

26 de jun. de 2020

O porto de Algeciras prioriza a inovação


Ele está comprometida em ser o primeiro porto inteligente no sul da Europa, digitalizando suas operadoras para tornar o fluxo de empresas de transporte mais flexível, o que permitirá superar um tráfego anual de 7 milhões de TEUs em uma década.

A Autoridade Portuária, presidida por Gerardo Landaluce, está imersa no desenvolvimento de um ambicioso programa de P&D, sob a iniciativa "Algeciras Brainport 2020".
 O plano quer ser "um fator determinante para aumentar a competitividade e gerar valor agregado".


Melhorar os processos internos será fundamental para a competitividade.
O principal objetivo é envolver todos os operadores que trabalham no cais da Andaluzia em um sólido compromisso de implementar a digitalização e flexibilizar o fluxo de carga das companhias de navegação, reduzindo os picos de congestionamento das instalações portuárias.

Para esse fim, o porto ativou diferentes projetos que incluem melhorar as comunicações na rodovia, otimizar o processo de importação e exportação de contêineres, o trânsito de mercadorias e passageiros no Estreito de Gibraltar e melhorar a duração da estadia. de navios nas instalações do enclave.


O compromisso com a digitalização é uma resposta do porto ao forte cenário de concorrência existente no ambiente do Estreito de Gibraltar, onde as companhias de navegação têm usado os portos espanhol e marroquino de Tânger-Med como centros de transbordo para o tráfego transoceânico.


A aplicação de novas tecnologias é chamada para tornar o fluxo das linhas de transporte ao longo das estradas mais flexível, melhorando os tempos de escala e a produtividade de seus dois terminais de contêineres. O objetivo é superar um tráfego anual de 7 milhões de TEUs em uma década, de acordo com os cenários estabelecidos pela Autoridade Portuária em seu Plano Diretor de Infraestrutura.


De fato, o aumento da conectividade de expedição da baía, com um número maior de serviços nos últimos meses no terminal TTIA e uma progressão das atividades da aliança 2M nos terminais APM Algeciras, causou uma reativação de volumes de carga em 2019, acima das previsões do enclave.


No final de 2019, o porto de Bahía de Algeciras movimentava 5,1 milhões de TEUs, número que, segundo o melhor cenário previsto pela rodovia, não era esperado que fosse alcançado antes de 2021, portanto, apesar da desaceleração que pode advir A pandemia de coronavírus, o primeiro porto espanhol em volumes totais de tráfego e trânsito, tem uma vantagem em seus números de dois anos, “uma situação que deve nos levar a acelerar várias obras planejadas e lançar mais espaço na Isla Verde Exterior para containers ”, indica à TRANSPORTE XXI um representante do grupo de empresas de expedição que opera no complexo espanhol.


Do enclave, esclarece-se que "desde que a superfície dos terminais não seja um fator limitante, as companhias de navegação atrairão todos os contêineres que decidirem por razões de custo ou decisões estratégicas".


Liderança no Estreito

Atualmente, o porto de Algeciras concentra 55% do tráfego de contêineres em trânsito que é tratado no Estreito de Gibraltar.

Na opinião da Autoridade Portuária, "essa situação não é mantida", pois o porto espanhol tem "pouco espaço para crescimento, devido às limitações de capacidade de seus dois terminais atuais", enquanto em Tânger-Med há capacidade de mais dobrar o tráfego atual após a entrada em operação da instalação semi-automatizada dos terminais APM na rodovia marroquina.


O grande objetivo em Algeciras é lançar novos espaços na Isla Verde Exterior. E isso cumpre o pedido feito pela TTIA em 2018 para iniciar o terreno da Fase B do cais exterior da Isla Verde, contíguo ao terreno operado pelas instalações pertencentes à Hyundai sul-coreana desde 2010.


Esse projeto permitiria a Algeciras manter grande parte de seu peso no Estreito, além de gerar crescimento direto no tráfego de importação e exportação, uma vez que a acessibilidade do enclave à terra fosse melhorada.

https://www.transportexxi.com/el-puerto-de-algeciras-prioriza-la-innovacion/

17 de mai. de 2020

A privatização do Porto

Com a política de redução da maquina publica, camuflada de redução de custo.
 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) já iniciou os estudos dos novos modelos de gestão e exploração dos portos de Santos. 
A ideia é verificar se a administração dos complexos portuários será leiloada de maneira conjunta ou separadamente, concessão do canal de navegação e quais serão as regras de desestatização. Ao custo de R$ 23,8 milhões ao contribuinte.

Pesquisas e estudos identificam que o potencial do porto não e ampliado deviso a falta de infraestrutura de aceso e só depois vem a dragagem. Mas, por outro lado, qual modelo a seguir, o inglês, o australiano, nova zelandia ou o Brasil vai criar seu próprio sem parâmetros intencionais.

A primeira etapa do processo de desestatização já, sentida e vista na beira do cais.
 Os trabalhos de redução de custos, envolveu corte de aparelhos celulares para funcionários, demissão de pessoal, como copeiras e motoristas, redução da frota de veículos, revisão de contratos de terceiros, cancelamento de alguns serviços, a adequação e abandono de alguns gates de acesso pela Autoridade Portuária.

Para os TPAS busca-se um modelo mais eficiente, flexível e que amplie o ganho dos empresários e não tem nada ha ver com o bem-estar da comunidade entorno do porto.

Pegamos como exemplo uma carga a Celulose, que possui no porto possui 5 ponto de movimentação, com a peripécia de navio ir de ponto a ponto carregado partes do todo.

E o porto tera dois novos terminais de celulose que serão leiloados em 28 de agosto, do edital STS14 e STS14A , com a premissa que às duas instalações recebam investimentos de R$ 420 milhões da iniciativa privada na área da Libra, do 33 ate o 35.

Os especialistas cheios de estimativas que apontam que as outorgas devem girar em torno de milhões, ampliará a capacidade para armazenagem de celulose em 248,8 mil toneladas e de movimentar cerca de 5 milhões de toneladas por ano.

O Porto de Santos tem novos arrendatários, que vão atuar de forma temporária.
 Brasil Terminal Portuário (BTP), Santos Brasil e Set Port vão explorar três áreas no cais do Saboó.
Isto renderá cerca de R$ 1,2 milhão, por mês, aos cofres da Autoridade Portuária de Santos, mas poderia gerar muito mais se ela fosse a operadora portuária.
Os contratos integram o processo seletivo simplificado, aberto para ocupar áreas no Saboó. Muito preocupante a pressa para manter a política de favelização do porto no Saboo.

A área, que será operada pela BTP, tem 19 mil metros quadrados e movimentara carga geral conteinerizada ou não.
Outra área, de 42 mil metros quadrados, será operada pela Santos Brasil para à movimentação de celulose e veículos.
Já o terceiro lote, com 21 mil metros quadrados, será operado pela empresa Set Port para movimentação de granéis sólidos e carga geral.

A desestatização os portos de Santos e positiva para a comunidade do setor portuário.

Retornaremos ao tempo da (CDS), pois, será o responsável pela administração e operação do complexo portuário. Desta forma, poderá concorrer uma redução gradativa do número de operadores portuário e uma grande baixa de vagas na área administrativa portuária. Com o retorno dos arrendamentos de áreas para a autoridade portuária, com as operações ao final de cada contrato.

Uma queixa dos especialista e a correria do governo em querem renovar arrendamentos e fazer leiloes de áreas paradas e não usá-las pela santos port autority para fixar operações sem intermediários, pois, esta sera a atitude da empresa vencedora da estatização do porto. O correndo uma grande redução de atravessadores logístico que hoje e corriqueira no setor, principalmente se o vencedor seguir o modelo inglês.

Administrar o porto na forma de gestor do condomínio não e um bom negócio, pois, o ganho esta na operação da guarda e na movimentação de cargas.

Realmente, se o vencedor utilizar o entendimento de porto dos ingleses a celulose sera uma das primeiras cargas, seguido da carga geral, de projeto e veículos ha sofrem o jogo das cadeiras num porto organizado. Que tem um terminal que haje como porto, atitude esse que nãos era tao despercebidas como e na atualidade.

Voltando ao princípio, sabemos que o crescimento do porto está sujeito aos acessos, problema grave e da burocracia dos órgãos públicos como a alfandega por exemplo . Estes continuara como antes nas mãos dos mesmos onde suas atitudes e convicções não permitem o crescimento do porto.

9 de jan. de 2020

Prinses Amaliahaven


A Autoridade Portuária do Porto de Rotterdam decidiu desenvolver totalmente o porto da Prinses Amaliahaven em Maasvlakte e quer encomendar a construção de 2.400 metros de cais de alto mar para os terminais de contêineres RWG e APMT2 no meio deste ano.
Trata-se de dois cais marítimos em ambos os lados da bacia do porto de Maasvlakte 2, que entraram em operação em 2015, nos quais os dois terminais estão localizados um a frente do outro. Ambos têm opções nos locais ao longo da parte adjacente de Amaliahaven, mas ainda não decidiram realizar as fases de acompanhamento. As especificações técnicas dos novos cais serão ajustadas em conformidade.

A Autoridade Portuária decidiu investir na expectativa de que o crescimento da taxa de transferência de contêineres continue nos próximos anos. "Para fortalecer ainda mais nossa posição de liderança como o maior porto de contêineres da Europa, antecipamos o  investimento na expansão do porto de Princess Amalia. Isso é bom para nossos clientes, é  fortalece a economia e  aposição competitiva de Rotterdam ", segundo o gerente do porto.


O atual cais APMT2 no lado leste será estendido em quase 1600 metros, o do RWG no lado oeste com mais de 800 metros. Os novos cais terão um calado de  profundidade de 22 metros, mais do que suficiente para a atual geração dos maiores navios  acima de 22.000 TEU .

O novo cais do RWG deve ser concluído em dois anos, o do APMT2 em duas fases de aproximadamente 800 metros ate o final de 2022 e  mais 800 ate o final de 2024.

Centenas de milhões
O gerente do porto já iniciou a licitação e deseja contratar um empreiteiro em meados deste ano. Os valores ainda não foram mencionados, mas é claro que uma obra  de centenas de milhões.

O projeto também inclui dois cais de navegação interior "públicos" de cerca de 150 metros em ambos os lados do final de Amaliahaven. A Autoridade Portuária também quer licitações para a construção das "pistas traseiras dos guindastes" (sobre as quais as pernas traseiras dos guindastes de contêineres correm.), Que devem ser conectadas aos trilhos existentes.

Há dois anos, a Autoridade Portuária licitou a construção de 650 metros de cais   e 450 metros de cais de navegação interior para a segunda fase de aproximadamente 50 hectares do RWG.

Naquela época, parecia haver uma grande pressão nesse projeto, porque, de acordo com o planejamento da época, essa expansão deveria ter sido realizada em meados de 2020. Não está claro por que o gerente da porta não continuou o projeto naquele momento.

Guindastes de cais novos
Niels Dekker, porta-voz do RWG, afirma que ainda não foi tomada nenhuma decisão sobre o desenvolvimento da segunda fase. A empresa encomendou dois novos porteinres da ZPMC chinesa no ano passado e 25 veículos guiados automaticamente da Konecranes . Ele enfatiza que o novo equipamento, que será entregue nos próximos meses, é destinado ao terminal existente de mais de cem hectares.

Etapa lógica
A expansão parece um passo lógico para o APMT2, agora que a A.P Moller-Maersk decidiu vender seu outro terminal de Maasvlakte, APMTR, para a Hutchison Ports, empresa controladora da ECT.

Embora a Maersk dê a garantia de que continuará acessando o terminal antigo com frequência por cinco anos, ela eventualmente desejará mudar para o terminal totalmente automatizado. A venda da APMTR ainda precisa ser aprovada pela ACM, sindicatos e conselho de trabalhadores.
https://www.nieuwsbladtransport.nl/havens/2020/01/08/havenbedrijf-bouwt-24-kilometer-diepzeekades-voor-rwg-en-apmt/?utm_source=ntweekly&utm_medium=nieuwsbrief&utm_campaign=ntweekly&fbclid=IwAR0R38JkyTgm85XZ0xoHkjWEZJummlT7eoidIr-5vJInO4rLB-2OhZ_471M&gdpr=accept

6 de jan. de 2020

Bigs operadores portuários


O porto é um território  composto por terminais e instalações projetadas para lidar com um tipo de carga específica. Atividades combinadas de vários terminais , cada um lidando com bens e mercadorias , como contêineres, grãos, celulose  ou granel, cada uma desenvolvido para cumprir uma função específica e, no momento certo aos usuários.
 Os tipos de terminais portuários  : Carga geral, Granel seco,Granel líquido, Conteineres , Ro-Ro e Passageiros.

Até a década de 1980, os portos ao redor do mundo eram   dominados pela propriedade e operação públicas. Embora as formas de governança portuária diferissem bastante, dos portos de propriedade municipal no norte da Europa e nos Estados Unidos, aos portos de propriedade do governo federal  na França, Itália e grande parte da America latina ,ou a exemplo do Porto de Santos que era um arrendamento integral a CDS e neste ano volta as mãos do governo federal , assim tornando os portos brasileiros  de propriedade pública se tronam  dominante  nas operações portuárias  . 
Com a vitoria das urnas de Margaret Thacher na Inglaterra  e do presidente americano Ronald Reagan   , junto ha  recomendação do Banco Mundial , seguindo o ideário dos garotos de Chicago ,de que os países em desenvolvimento fariam bem em libertar sua indústria portuária ,reduzindo a presença do estado , emitindo concessões a empresas capazes de modernizar suas indústrias portuárias e gerenciar melhor as operações. 
Nesse entendimento o Banco Mundial criou um Kit de Ferramentas para a Reforma Portuária para demonstrar aos Estados como proceder para afetar as reformas desejadas pelos neoliberais . A  reforma nos portos, conhecida como devolução dos portos,foi fator do governo inglês privatizando e gerando legalmente os dispostos para os portos do  Reino Unido , mas por um tempo parou por ai ,passado 7 anos muitos países estavam dispostos a considerar a concessão de concessões como uma forma intermediária de privatização, levando a várias formas de parcerias público-privadas.

Especialmente para terminais de contêineres. Se as oportunidades de concessão de concessões operacionais podem ser vistas como um aumento na demanda, o crescimento também foi bastante afetado por um aumento no número de empresas que buscam concessões, com muitas se tornando grandes propriedades portuárias.

A exemplo da  Autoridade do Porto de Cingapura (PSA) é o maior operador de terminal global.
Os armadores foram os maiores favorecidos com esta politica criando  estruturas híbridas com unidades de negócios separados do transporte marítimo . 
 A APM Terminals,  da Maersk Line, é o maior operador de terminal global.
Financeiras, incluem vários interesses , desde bancos de investimento, fundos de pensão a fundos soberanos tendo o Dubai Ports World (DPW), uma filial do fundo soberano de Dubai World, é o maior operador de terminal global, proveniente do meio financeiro.
No norte da Europa e nos EUA, muitos portos já operavam por meio de concessões, concedidas a empresas locais . A Stevedore Services of America (SSA), que operava em vários portos da costa oeste dos EUA, que obtiveram arrendamentos no Panamá e em alguns portos  da América Central, e a Eurogate, uma empresa formada por empresas portuárias  de Bremen e Hamburgo, com arrendamentos  na Itália e Marrocos.


 Desde a década de 1990, algumas empresas conseguiram se tornar grandes operadoras globais de terminais, são originárias principalmente da Ásia, com quatro grandes empresas dominando, três provenientes de background da operação portuária  e uma da navegação:

Empresa de Hong Kong, Hutchison Port Holdings (HPH), parte de um grande conglomerado Hutchison Whampoa.
Port of Singapore Authority (PSA), o operador do governo do porto de Singapura.
Dubai Ports World (DPW), que faz parte principalmente de um fundo soberano criado pelo governo de Dubai para investir a riqueza derivada do comércio de petróleo.
AP Moller Terminals (APM), como empresa controladora da maior armadora  do mundo; Maersk.

A configuração dos operadores globais de terminais ocorreu em três etapas . 
A primeira incluiu empresas como HPH, P&O Ports e SSA, que expandiram suas operações em uma escala , beneficiando assim a privatização de portos em muitas regiões do mundo. A HPH, originada como operadora de terminais em Hong Kong, comprou     Felixestowe, o maior porto de contêineres do Reino Unido, e hoje possui um portfólio de mais de 50 terminais em todo o mundo, incluindo Rotterdam e Xangai.

A segunda  começou a buscar expansão internacional (por exemplo, PSA, CSX World Terminals e Eurogate). A PSA atua ativamente na obtenção de concessões na China e na Europa, incluindo Antuérpia. Como o HPH, o PSA tem sua origem em portos de orientação global, oferecendo limitadas oportunidades de expansão a terminais locais. 

A terceira  surgiu quando as principais armadoras de contêineres entraram no setor de terminais, em um esforço para apoiar seus negócios . Isso também incluiu participações financeiras como a DPW, que cresceu através de aquisições, como P&O Ports e CSX World Terminals. As linhas de navegação também participaram de concessões de terminais, mas em menor grau. O mais importante é a empresa operadora de terminais da Maersk; Terminais APM. Além disso, Evergreen, COSCO, MSC, NYK e CMA-CGM mantêm arrendamentos de terminais portuários. 

A rápida expansão das empresas operadoras de terminais é uma estratégia que reflete  e representa um processo de integração horizontal, no qual as empresas, limitadas pelos limites de seus próprios portos, procuram aplicar seus conhecimentos em novos mercados e buscar novas fontes de receita. Segundo, a entrada dos armadores  nas operações dos terminais é um exemplo de integração vertical, na qual as empresas buscam ampliar seu controle sobre outros elos da cadeia logística. 

Quatro grandes empresas portuárias possuem ativos  de cerca de 45 terminais portuários  cada; Terminais APM (da armadora  Maersk; 47 terminais), Dubai Ports World (DPW; ​​48 terminais), Hutchison Port Holdings (Hong Kong; 52 terminais) e o Port of Singapore Authority (PSA; 42 terminais). 
Em conjunto, eles controlaram através de várias participações acionárias 189 terminais de contêineres  em 2019. Seus ativos são geograficamente diversificados, com o Pacífico Asiático sendo o foco principal da HPH e PSA, o Sul da Ásia e o Oriente Médio tendo a DPW bem representada e a APM com um portfólio com uma forte ênfase norte-americana. Eles estão particularmente focados nos principais gateways comerciais do mundo, como o Delta do Rio das Pérolas (Hong Kong) e o Delta do Reno / Scheldt (Rotterdam e Antuérpia).

Existem   outras operadoras portuárias, pertencentes a empresas  especializadas (como a SSA  Ports America, Eurogate e Shanghai International Port Group, são estritamente regionais ), por armadoras (Cosco, Hanjin , CMA-CGM  e Evergreen possuem ativos notáveis e estão embarcando em uma estratégia  assegurando concessões em terminais menores.) ou pelas financeiras (Ports America, de propriedade da AIG). 
 Está ocorrendo uma concentração entre as quatro principais operadoras portuárias. 
Em 2006, quando a DPW adquiriu os  terminais da P&O (Peninsular & Eastern Ports), no entanto, a DPW foi forçada a desistir dos terminais em Baltimore, Miami, Nova Orleans, Nova York e Filadélfia  da  holding AIG (Ports America) devido a  leis americanas ; uma empresa do Oriente Médio operar os principais terminais portuários americanos foi recebida negativamente após-11 de setembro.
Existe uma diversidade geográfica substancial de ativos terminais entre dois grupos; as quatro principais holdings (HPH, PSA, DPW e APM) e os pequenos .

Os terminais DP World e APM possuem o portfólio mais diversificado de terminais em termos de distribuição geográfica e, portanto, podem ser considerados os mais "globais" dos operadores de terminais. No entanto, um nível de orientação regional já é evidente. 
Os terminais da APM não estão presentes na Austrália, enquanto a DP World tem apenas uma na América do Norte (CenTerm em Vancouver). O PSA não tem presença  na América do Norte, mas possui ativos na América Latina e também o HPH.

Portanto, os Bigs operadores   portuários são principalmente o resultado da integração horizontal por meio de expansão e fusões , levando a beira do cais uma descultura de vários idiomas em busca de lucro e deixando na comunidade da cidade portuária terra arrasada a ver navio .

28 de dez. de 2019

Maersk e Hutchison Ports fecham acordo por APM Terminals Rotterdam


A APM Terminals assinou uma carta de intenções para a venda dos APM Terminals Rotterdam à Hutchison Ports. A Hutchison Ports possui o terminal ECT Delta adjacente, localizado no porto de Rotterdam, na Holanda.

A transferência completa de ações é baseada no acordo de que, a curto prazo, a APM Terminals Rotterdam continuará a existir como uma organização independente, com uma garantia de volume de 5 anos da controladora, AP Moller-Maersk e sem redundâncias forçadas dentro de 4 anos de assinar o contrato.

Sob a propriedade da Hutchison Ports, a APM Terminals Rotterdam terá a oportunidade de se transformar em um terminal líder, moderno e à prova de futuro. A Hutchison Ports indicou que está interessado em conversar com a Autoridade do Porto de Rotterdam para uma extensão do contrato de arrendamento.

Com essa ambição e salvaguarda do emprego dos estivadores de Rotterdam  , o futuro do terminal parece robusto e promissor sob novo proprietario. Foi solicitado ao Conselho de Trabalhadores o conselho sobre a possível venda de 100% das ações da APM Terminals Rotterdam para a Hutchison Ports.

Também serão realizadas consultas com sindicatos sobre a venda pretendida. Além disso, deve ser solicitada a aprovação das autoridades competentes da concorrência antes que a venda seja concluída.

Angola lança edital para o Terminal Multiuso do Porto de Luanda


O Governo de Angola lançou segunda-feira, 16 de dezembro de 2019, um edital Público Internacional para a concessão e operação do Terminal Multiuso do Porto de Luanda. Seu principal objetivo será promover o desenvolvimento e a melhoria da eficiência portuária, através do envolvimento de operadores privados com experiência comprovada no setor.

Este edital é direcionado a empresas ou associações de empresas nacionais e estrangeiras que tenham experiência comprovada na atividade portuária , às especificações e à legislação em vigor. O prazo para apresentação de propostas é 30 de março de 2020, de acordo com o Programa do Concurso.

Para empresas interessadas em participar da competição, elas devem atender aos seguintes requisitos:

Capital social  não inferior a US $ 25 milhões .
Um faturamento médio anual dos três últimos exercícios sociais de US $ 100 milhões .
Um ativo líquido não inferior ao equivalente a US $ 100 milhões .
No caso de uma associação de empresas, os requisitos referidos nos parágrafos anteriores devem corresponder aos respectivos indicadores ponderados pela participação respectiva de cada empresa na associação.
As empresas concorrentes deverão ter, diretamente ou por meio de subsidiárias, uma participação de pelo menos 25% em pelo menos três operações de concessão de terminais portuários nos últimos 3 anos e em pelo menos uma dessas operações ter uma participação de pelo menos 50%, com uma quantidade média anual de movimentação nos últimos 3 anos, não inferior a 250.000 TEUs .
As propostas devem ser enviadas na sede da Empresa Portuária de Luanda, em dias úteis, das 09h00 às 17h00, após a entrega na sala de reuniões da Administração B.

O Terminal Multiuso do Porto de Luanda, é uma infraestrutura portuária dedicada à operação simultânea de carga geral e contêineres, possui um cais de 610 metros, profundidade de 12,5 metros e área de 181.070 metros quadrados com capacidade de movimentação de 2,6 milhões de toneladas por ano.

22 de dez. de 2019

Sinal verde na ampliação de Antuérpia

O governo flamengo está dando sinal verde para capacidade adicional de contêineres no porto de Antuérpia

Sob proposta da ministra da Mobilidade e Obras Públicas, Lydia Peeters, e da ministra da Justiça , Meio Ambiente, Energia e Turismo Zuhal Demir, o governo flamengo hoje aprovou em princípio a decisão preferencial. Essa decisão preferencial prevê uma capacidade adicional para aproximadamente 7,1 milhões de contêineres no porto de Antuérpia. A realização disso será feita através da reforma  das docas existentes, complementadas pelo desenvolvimento de um lado de uma nova beira do cais , criando novas perspectivas futuras para a região de Doel.

O projeto CP ECA é um projeto complexo, o que significa que existe primeiro uma fase exploratória , depois uma fase de investigação e uma decisão de preferência e depois a fase de elaboração e a decisão do projeto. O governo flamengo adotou hoje uma decisão preferencial para criar capacidade adicional para manusear mais de 7,1 milhões de contêineres no porto de Antuérpia. Originalmente, 8 alternativas foram investigadas, mas o governo flamengo anterior adicionou uma nona alternativa, que foi confirmada em 17 de maio de 2019 como a  alternativa preferida. Com a decisão de hoje, a escolha se torna definitiva e após uma consulta pública de 8 de junho a 17 de agosto de 2019.

A ministra flamenga da Mobilidade e Obras Públicas, Lydia Peeters: “Com a capacidade extra de contêineres, o governo flamengo está mudando para o futuro. Assim, estamos dando um novo e importante passo no crescimento do porto de Antuérpia. A extensão do porto de Antuérpia com uma nova doca de maré está registrada no acordo de coalizão flamengo. "

“Também estamos de olho na mobilidade e na qualidade de vida. Por exemplo, estamos tomando medidas para alcançar a divisão modal proposta para o transporte de contêineres. Trata-se de 43% de caminhões, 15% de transporte ferroviário e 42% de transporte terrestre. Além disso, são fornecidas garantias para cumprir os objetivos flamengos em relação ao ar e é garantido que o projeto não comprometa as metas relacionadas ao clima. "

Assim, a capacidade adicional do contêiner é amplamente obtida através da violação dentro das docas existentes:

Dentro do porto, haverá espaço para 3,5 milhões de contêineres extras,um novo costado 
ao norte da eclusa Zandvliet, próximo ao terminal do Mar do Norte (0,9 milhões de TEU)
A expansão ao longo do Canal Waasland, a oeste da eclusa de Kieldrecht (1,7 milhão de TEU)
A expansão ao longo do Canal Waasland, a leste da eclusa de Kieldrecht (0,9 milhão de TEU).
Além disso, está sendo criada capacidade para mais 3,7 milhões de contêineres por uma nova doca, que neste decreto será desenvolvida apenas no lado sul.
Ministro do Meio Ambiente Flamengo Zuhal Demir: “Esta é uma escolha ambiciosa para o crescimento do porto de Antuérpia como um dos motores de nossa economia flamenga: fortalecemos assim a posição do porto de Antuérpia como o segundo maior porto da Europa. Além disso, salvaguardamos o espaço aberto ao máximo e prevemos um futuro para a Doel. 

Para a mobilidade urbana   investimentos extras estão sendo feitos e em Waasland para evitar que a região seja sobrecarregada. Por exemplo, é feito um RUP para a conexão entre o E34 e o N70. Além disso, estão planejadas obras a partir de 2021 para o acesso ocidental ao porto de Waasland. Finalmente, o acesso ao interior dos contêineres extras deve ocorrer principalmente por transporte ferroviário e fluvial e não por caminhões.

O projeto agora vai para o Conselho de Estado e depois retorna ao governo flamengo para adoção final. A fase de desenvolvimento pode então começar, durante a qual a alternativa preferida é melhorada ainda mais. 

O porto de Antuérpia está satisfeito com a decisão. CEO Jacques Vandermeiren: “Estamos satisfeitos por podermos fechar 2019 com isso. A necessidade de expansão da nossa capacidade de contêineres é mais do que nunca suportada pelos números anuais positivos. "Annick De Ridder, Navios para o porto:" A urgência econômica do porto, como motor de nossa economia, é fundamental. Essa decisão  é o resultado de uma cooperação longa, mas construtiva. Esperamos continuar com esse ímpeto positivo para que, dentro de 2,6 anos, possamos finalmente começar a construir van het Tweede Getijdendok  e os outros projetos de infração ".

Jan Creve, do Doel 2020, também está satisfeito, porque garante a sobrevivência do centro da vila de Doel e das aldeias vizinhas. “Os novos planos levam 100 ha em vez dos 1000 ha planejados. O significado histórico deste momento dificilmente pode ser negado. Isso mostra que outras soluções são realmente possíveis de cultivar o porto além da destruição de uma região inteira. Com a decisão final do governo flamengo, após 21 anos, a política final pode pôr fim à má administração, pressão persistente sobre os moradores, demolição, negligência deliberada e degradação na área. "

O comitê de ação e moradores também insiste que - justamente por causa do problema de mobilidade - o trabalho está finalmente sendo feito na prometida conexão de ônibus aquático com a Doel.
https://www.lydiapeeters.be/minister/vlaamse-regering-zet-licht-op-groen-voor-extra-containercapaciteit-in-antwerpen/
https://www.gva.be/cnt/dmf20191220_04776581/vlaamse-regering-bevestigt-keuze-voor-uitbreiding-antwerpse-haven?fbclid=IwAR2ADvPUQOeF88RF5TzXBre-eGE5tb1NsEqMCwrFcGuC-D5FpHT6pCkryaw

14 de dez. de 2019

A mira da China


China está injetando bilhões no sul da Europa para reduzir a influencia do  porto de Rotterdam
A China está investindo nos portos do sul da Europa para enfraquecer a posição de Rotterdam. Segundo o professor de Relações Internacionais da Universidade de Leiden, Rob de Wijk, a superpotência asiática acha que isso é ainda mais importante que o ganho econômico.
A China está bombeando bilhões nos portos de Pireu, na Grécia, Trieste e Gênova, na Itália e no Koper esloveno, permitindo que eles manejem  grandes navios de contêineres que vem da Ásia. "Na China, eles não escondem que isso deve ser feito às custas dos portos daqui", disse De Wijk na quarta-feira, durante um debate portuário sobre a ascensão da China.
O primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis anunciou no mês passado que o Pireu, com apoio chinês, se tornará o maior porto da Europa. Rotterdam ocupa agora essa posição.

Empréstimos
De acordo com Rob de Wijk, a China está prestes a fazer valer o poder. “A China está trabalhando em uma nova ordem mundial.” Por um lado, tornando os países dependentes de investimentos e empréstimos. Por outro lado, alterando os fluxos comerciais. "A Europa está dividida de tal maneira que não pode ser fechada". "O professor descreve a China como um" país capitalista de estado onde a economia é  a política ".
A Europa está dividida de tal maneira que não pode lutar 

Ele ressalta que, no caso de conflitos no Ocidente, o juiz ainda está "mas na China você não pode recorrer a um sistema legal". Ele também menciona a nova rede 5G para internet móvel. Uma vez instalada por empresas estatais como a Huawei, isso é vulnerável a espionagem e hackers. "A China pode simplesmente fechar a torneira fictícia deste sistema."

"Não há escolhas erradas"
Michiel Nijdam, estrategista da Autoridade Portuária do  Porto de Rotterdã,am diz que os bilhões de chineses no Pireu não estão fazendo nada. "É preciso mais para isso." O presidente Steven Delk, da Deltalinqs, acha que a China não tem dinheiro suficiente para dificultar Antuérpia e Rotterdam. O chefe da koepelorganisatie van bedrijven no porto de Rotterdam acredita que De Wijk está "certo em muitas coisas", mas também vê oportunidades de negócios e acolhe empresários chineses. "Nós simplesmente não precisamos fazer escolhas erradas."
De Wijk culpa as empresas e também o governo holandês por não ter uma estratégia sobre como lidar com as ambições chinesas. - O mundo está se tornando menos ocidental e mais oriental. Isso não é um susto. Isso acontece e você tem que pensar sobre isso. 

O mundo está se tornando menos ocidental e mais oriental

https://www.ad.nl/rotterdam/china-pompt-miljarden-in-zuid-europa-om-rotterdamse-haven-klein-te-krijgen~a132554b/?referrer=https://t.co/CbHbTfYqbF?amp%3D1

5 de out. de 2019

Detector de TWIST LOCK


Um novo sistema para detecção de twist lock de contêineres não removidos foi implementado em um terminal sul-coreano para aumentar a segurança.

O terminal PNC no porto de Busan implementou recentemente o sistema LASE, que detecta se os twist lock do contêiner (castanha) ainda estão conectados ao contêiner enquanto são levantados do chassi do terminal por equipamentos de RMG ou RTG antes de serem movidos para o pátio. O sistema também detecta portas abertas de contêineres. Após um teste bem-sucedido, o terminal encomendou 69 sistemas à LASE.

Jason Hwang, líder da equipe de engenharia da PNC, disse: “Foi uma grande cooperação entre o LASE e a PNC. Desde discutir a ideia com o LASE, bem como com o experiente fornecedor de soluções de medição a laser, até a criação de um projeto comum para qualificar a solução em um extenso teste e até a decisão final de implementar esse tipo de sistema em nossa frota completa de RMGs automáticos. É um sistema bem projetado e esperamos evitar o risco de segurança em nosso terminal! "

Scanners a laser 2D

O sistema LaseUCD - Detecção de twist lock não removido consiste em dois scanners a laser 2D montados no feixe de soleira de um guindaste a uma altura de aproximadamente 5m acima da pista do caminhão. Os dois scanners a laser 2D constroem um plano de varredura horizontal na direção da pista do caminhão.

Quando um contêiner é içado do chassi do caminhão pelo guindaste, ele passa pelo plano de varredura onde o perfil do contêiner é varrido. Os dados da digitalização são processados ​​no software aplicativo LaseUCD, que gera uma nuvem de pontos 3D do contêiner na primeira etapa.

Se qualquer obstáculo embaixo do contêiner se projetar do contêiner, é um indicador de que um ou mais twist locks ainda estão conectados ao contêiner. Em ambos os casos, o software aplicativo envia um sinal de alarme ao PLC para interromper o movimento de elevação guindaste e realizar uma inspeção visual do problema detectado no contêiner.



O sistema é altamente recomendado para terminas automatizados, onde os operadores de RTG e RNG estão localizados no prédio central e não precisam mais observar o processo.

5 de ago. de 2019

Complexo portuário vai criar 10.300 empregos no ES

O Centro Portuário de São Mateus em instalação em Urussuquara, no distrito de Barra Nova na cidade de São Mateus no Espirito Santo . Trata-se de um complexo multimodal que atende a diversos tipos de embarcações e características específicas de cargas, por meio de ponte de acesso, berços de atracação e quebra-mar.

De propriedade da empresa Petrocity, o CPSM é composto por seis berços, que totalizam 2.360 metros de estrutura de atracação, protegidos por quebra-mares e ligados por uma ponte de acesso de 1.800 metros de comprimento. Tal estrutura atenderá a navios de contêineres e carga geral, rochas ornamentais, celulose e papel, veículos e supply offshore (apoio às operações de óleo e gás). 

O complexo terá previsão de movimentação de cargas, em um ano, que chegam a 1.770.000 toneladas de rochas ornamentais, 11.300.000 toneladas de contêineres, 158.400 veículos e 155.100 de supply. Tal movimentação acontecerá em uma retroárea de três milhões de metros quadrados, que abrigarão sete pátios de estocagem, sendo quatro para cargas gerais e contêineres, um para grãos e rollon e rollof, um para rochas ornamentais, celulose e aço e outro para supply boat.

A  Petrocity Logística, e a responsável por toda a gestão de operação do porto. O  Distrito Industrial Portuário (DIP) de São Mateus. O DIP e instalado em uma área de 300 milhões de metros quadrados, que demandará duas usinas fotovoltaicas (cuja energia é obtida por meio da conversão direta da luz em eletricidade) de 5,0 MW cada, uma petroquímica, duas usinas termoelétricas, uma refinaria modular (com 50 mil barris/dia), duas Eadis (terminais para veículos) e uma unidade de dessalinização de água.

Uma das características do CPSM é o uso intenso da cabotagem, em que os produtos são movimentados em pequenas distâncias, sem perder a costa de vista. O centro portuário ocupará um vácuo entre Vitória e Ilhéus, sendo o único porto do Sudeste na área da Sudene,  promovendo a integração regional e econômica entre norte e nordeste do Espírito Santo, Minas Gerais, sul da Bahia e centro-oeste brasileiro; o escoamento da demanda reprimida dos produtores de cargas que não têm opções logísticas no norte do Estado .

Contratações estão previstas para começar no ano que vem, para as obras de construção do Centro Portuário de São Mateus
Numa época em que ainda se fala muito em desemprego, uma notícia traz otimismo a quem está fora do mercado de trabalho ou deseja galgar novos desafios. Projetos da Petrocity Portos, vai criar cerca de 10.300 postos de trabalho a partir do ano que vem.

A maioria das vagas será para atuar na instalação e na operação do Centro Portuário de São Mateus (CPSM) — que aguarda licença ambiental. São 2.500 empregos na obra e 3 mil na operação.

A empresa espera receber a licença prévia do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) até este mês e a licença de instalação até julho de 2020, data prevista para iniciar as obras.
Até meados de 2020, está prevista a construção de prédios comerciais, administrativos e centro de convenções, que vão integrar o complexo portuário. As obras estão vinculadas a licenças municipais, que já estão em andamento.
Além disso, a empresa espera iniciar a construção de uma usina com capacidade para 2.5 megawatts, com projeto da Badin Energia, e que vai criar cerca de 50 empregos diretos, sendo 40 na obra, e de oito a 10 na operação.

A Badin também deve iniciar a obra de instalação de duas usinas de geração de energia, sendo uma térmica a gás e outra fotovoltaica, conforme explicou o diretor da empresa, Rodrigo Badin.
 A instalação das usinas vai criar 1.100 empregos diretos, e a operação, cerca de 150 vagas.

Para interiorizar a economia capixaba, a Petrocity planeja construir uma ferrovia de 560 quilômetros, ligando São Mateus a Sete Lagoas, em Minas Gerais.

Na primeira fase, até a cidade de Ipatinga (MG), serão criados 3.500 empregos diretos, entre instalação e operação, segundo o presidente da Petrocity, José Roberto Barbosa da Silva.

Empresa vai dar cursos a jovens para atuarem no investimento

A Petrocity vai dar capacitação tecnológica a 3 mil jovens até o fim de 2020, com o objetivo de prepará-los para atuar em projetos da empresa ou mesmo em outros empreendimentos da região.

De acordo com o presidente da Petrocity, José Roberto Barbosa da Silva, duas turmas já estão sendo capacitadas, em Conceição da Barra. “Já assinamos o convênio também com São Mateus e Barra de São Francisco. Esperamos que até o fim deste mês se iniciem os cursos, com duas primeiras turmas em cada cidade. Vamos assinar agora com Sooretama, Jaguaré e Nova Venécia.”

José Roberto ressaltou que a capacitação será em tecnologia, no modo básico, intermediário e avançado. “No processo avançado, os jovens terão condições de disputar trabalho no Brasil e exterior.”
Ele explicou ainda que parte do subsídio do programa PetroCity Social vem das criptomoedas criadas pela empresa e disponibilizadas no mercado a partir de janeiro.

“Até mesmo algumas de nossas ações foram lastreadas. Cerca de 1% desse valor será aplicado em um fundo voltado à capacitação dos jovens, com apoio das prefeituras.”
http://tribunaonline.com.br/porto-com-usinas-e-ferrovia-vai-criar-10-300-empregos?fbclid=IwAR2GqyT7SwcHXQL6JVfcw5W_5iavGDIfbfO6Xw10I8IZnwcJ3OdRm9YuHSI