O conceito de Empregabilidade
A expressão employability skills refere-se aquelas habilidades exigidas para adquirir ou
reter uma ocupação. No passado, considerava-se que essas habilidades eram de natureza estritamente profissionalizantes, relacionadas especificamente ao posto de trabalho, não englobando, portanto, as habilidades acadêmicas mais comumente ensinadas na escola.
Atualmente, a definição de habilidades constituintes da empregabilidade (employability skills) tem sido alargada para incluir também algumas habilidades básicas e uma variedade de atitudes e hábitos valorizados no ambiente de trabalho.
A expressão employability skills refere-se aquelas habilidades exigidas para adquirir ou
reter uma ocupação. No passado, considerava-se que essas habilidades eram de natureza estritamente profissionalizantes, relacionadas especificamente ao posto de trabalho, não englobando, portanto, as habilidades acadêmicas mais comumente ensinadas na escola.
Atualmente, a definição de habilidades constituintes da empregabilidade (employability skills) tem sido alargada para incluir também algumas habilidades básicas e uma variedade de atitudes e hábitos valorizados no ambiente de trabalho.
Na literatura corrente, o termo tem sido utilizado para descrever a preparação das habilidades necessárias para que uma pessoa construa as habilidades específicas que precisará no trabalho. Dentre essas habilidades básicas estão aquelas relativas à comunicação, relações interpessoais, solução de problemas e gestão de processos organizacionais. Nesse sentido, as habilidades de empregabilidade podem ser aplicadas em muitos serviços e podem embasar a preparação para muitas ocupações diferentes.
O conceito de habilidades para a empregabilidade teve origem entre os educadores,
especialmente entre aqueles que trabalhavam em programas destinados a facilitar o emprego (reabilitação profissional, orientação vocacional, treinamento).
O conceito de habilidades para a empregabilidade teve origem entre os educadores,
especialmente entre aqueles que trabalhavam em programas destinados a facilitar o emprego (reabilitação profissional, orientação vocacional, treinamento).
Gradativamente, foram os empregadores que passaram a determinar quais eram as habilidades que de fato permitiriam que um sujeito adquirisse ou não o emprego, focando as habilidades específicas através de testes de admissão que, em geral, consistiam em avaliação de habilidades gerais, testes de personalidade, complementados por avaliação de desempenho para tarefas específicas.
A noção de empregabilidade surge em 1990 na Grã-Bretanha. A primeira versão de
empregabilidade, denominada de empregabilidade dicotômica, foi uma interpretação
classificatória e simples que persistiu sobretudo no Reino Unido e Estados Unidos até o início dos anos 50.
A noção de empregabilidade surge em 1990 na Grã-Bretanha. A primeira versão de
empregabilidade, denominada de empregabilidade dicotômica, foi uma interpretação
classificatória e simples que persistiu sobretudo no Reino Unido e Estados Unidos até o início dos anos 50.
Posteriormente, ainda na década de 50, nos Estados Unidos, uma nova versão da noção foi identificada nos trabalhos de origem médica e médico-social, a qual foi chamada de empregabilidade médico-social. Se em um primeiro momento ela serviu para classificar aqueles que poderiam ou não ser absorvidos pelo mercado de trabalho, em um segundo momento, a noção passou a ter um uso médico que procurou estabelecer tipos de empregabilidade, segundo a gravidade do dano físico ou psíquico apresentado.
Nos dois casos, o papel do Estado seria fundamental na promoção de ações ou programas que possibilitassem a inserção ou simplesmente, a tomada para si, da responsabilidade de sobrevivência dos considerados in-empregáveis.
Mas foi a partir dos anos 60, quando o governo americano começou a desenvolver ações focalizadas em grupos de mão-de-obra em posição desfavorável no mercado de trabalho, que tiveram como objetivo melhorar a formação de pessoas em dificuldades, que se vê aparecer uma nova versão de empregabilidade, denominada de empregabilidade política de mão-de-obra.
Esta noção de empregabilidade teve sua origem nas discussões ocorridas principalmente nos Estados Unidos sobre os caminhos que deveriam seguir as ações que tinham como alvo o aumento da empregabilidade dos grupos socialmente desfavorecidos ou desempregados em dificuldades.
A França foi palco do aparecimento de uma outra versão da noção de empregabilidade
esta com uma conotação puramente estatística denominada empregabilidade-fluxo.
Mas foi a partir dos anos 60, quando o governo americano começou a desenvolver ações focalizadas em grupos de mão-de-obra em posição desfavorável no mercado de trabalho, que tiveram como objetivo melhorar a formação de pessoas em dificuldades, que se vê aparecer uma nova versão de empregabilidade, denominada de empregabilidade política de mão-de-obra.
Esta noção de empregabilidade teve sua origem nas discussões ocorridas principalmente nos Estados Unidos sobre os caminhos que deveriam seguir as ações que tinham como alvo o aumento da empregabilidade dos grupos socialmente desfavorecidos ou desempregados em dificuldades.
A França foi palco do aparecimento de uma outra versão da noção de empregabilidade
esta com uma conotação puramente estatística denominada empregabilidade-fluxo.
Ela se originou a partir da dificuldade de reclassificação de grupos de desempregados e sua utilização foi puramente de recenseamento e de análise de dados.
Posteriormente, no final da década de 70, a versão que predominou foi a de
empregabilidade performance sobre o mercado de trabalho. Esta versão teve sua origem em trabalhos americanos que propunham uma definição estatística mais neutra da noção de empregabilidade. Seu uso possibilitou que fossem feitas avaliações retrospectivas de programas de intervenção.
No início dos anos 90 surgiram duas novas versões da noção de empregabilidade, em
torno das quais, pelo menos na Europa, o debate hoje se centraliza: a empregabilidade iniciativa e a empregabilidade-interativa.
Posteriormente, no final da década de 70, a versão que predominou foi a de
empregabilidade performance sobre o mercado de trabalho. Esta versão teve sua origem em trabalhos americanos que propunham uma definição estatística mais neutra da noção de empregabilidade. Seu uso possibilitou que fossem feitas avaliações retrospectivas de programas de intervenção.
No início dos anos 90 surgiram duas novas versões da noção de empregabilidade, em
torno das quais, pelo menos na Europa, o debate hoje se centraliza: a empregabilidade iniciativa e a empregabilidade-interativa.
A gênese destes dois últimos significados da noção de empregabilidade só pode ser compreendida quando se leva em conta o novo cenário que começou a ser desenhado já a partir da década de 80, mas que atinge seu ápice na década de 1990.
Trata-se da reestruturação produtiva que impôs uma nova dinâmica ao mercado de trabalho, bem como o recrudescimento do desemprego estrutural e a erosão de um modelo de emprego alicerçado em carreiras.
Gazier (1999) diz que a empregabilidade -iniciativa pode ser entendida como aquela que insiste sobre a responsabilidade individual e sobre a capacidade de uma pessoa para mobilizar em torno de seus projetos um processo de acumulação de “capital” humano e de “capital” social.
A noção de empregabilidade tem contornos pouco delineados e se presta a diversos
usos.
Gazier (1999) diz que a empregabilidade -iniciativa pode ser entendida como aquela que insiste sobre a responsabilidade individual e sobre a capacidade de uma pessoa para mobilizar em torno de seus projetos um processo de acumulação de “capital” humano e de “capital” social.
A noção de empregabilidade tem contornos pouco delineados e se presta a diversos
usos.
Na literatura econômica e análises estatísticas, a empregabilidade diz respeito à
passagem da situação de desemprego para a de emprego, ou seja, é definida como
probabilidade de saída do desemprego ou como “capacidade de obter um emprego”
(HIRATA, 1997). Outros definem como “aptidão dos trabalhadores em conquistar um
emprego e mantê-lo todos os dias, sobrevivendo e prosperando numa sociedade sem
empregos” (BUENO, 1996).
passagem da situação de desemprego para a de emprego, ou seja, é definida como
probabilidade de saída do desemprego ou como “capacidade de obter um emprego”
(HIRATA, 1997). Outros definem como “aptidão dos trabalhadores em conquistar um
emprego e mantê-lo todos os dias, sobrevivendo e prosperando numa sociedade sem
empregos” (BUENO, 1996).
No Brasil, algumas empresas já estão implementando seus
projetos de desenvolvimento da empregabilidade, buscando “proporcionar aos empregados condições para que se mantenham permanentemente preparados para enfrentar as demandas de qualificação que estão surgindo a cada momento e que nem sempre são previsíveis” (CASALI, 1997).
projetos de desenvolvimento da empregabilidade, buscando “proporcionar aos empregados condições para que se mantenham permanentemente preparados para enfrentar as demandas de qualificação que estão surgindo a cada momento e que nem sempre são previsíveis” (CASALI, 1997).
Argumentam que “hoje o empresário já não pode mais garantir emprego,cabe-lhe propiciar a empregabilidade, isto é, capacitar seus empregados para as novas necessidades, internas e externas que surgirão no futuro” (CASALI, 1997). O termo empregabilidade, segundo Almeida (2006) baseia-se na recente nomenclatura dada à capacidade de adequação do profissional ao mercado de trabalho. Quanto mais adaptado o profissional, maior sua empregabilidade.
REFLEXÃO SOBRE A EMPREGABILIDADE DA ESTIVA NO PORTO DE SANTOS NA PERSPECTIVA DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Sandra de Oliveira Soares Cardoso; Antonio Carlos Freddo
Sandra de Oliveira Soares Cardoso; Antonio Carlos Freddo
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