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5 de out. de 2019

Detector de TWIST LOCK


Um novo sistema para detecção de twist lock de contêineres não removidos foi implementado em um terminal sul-coreano para aumentar a segurança.

O terminal PNC no porto de Busan implementou recentemente o sistema LASE, que detecta se os twist lock do contêiner (castanha) ainda estão conectados ao contêiner enquanto são levantados do chassi do terminal por equipamentos de RMG ou RTG antes de serem movidos para o pátio. O sistema também detecta portas abertas de contêineres. Após um teste bem-sucedido, o terminal encomendou 69 sistemas à LASE.

Jason Hwang, líder da equipe de engenharia da PNC, disse: “Foi uma grande cooperação entre o LASE e a PNC. Desde discutir a ideia com o LASE, bem como com o experiente fornecedor de soluções de medição a laser, até a criação de um projeto comum para qualificar a solução em um extenso teste e até a decisão final de implementar esse tipo de sistema em nossa frota completa de RMGs automáticos. É um sistema bem projetado e esperamos evitar o risco de segurança em nosso terminal! "

Scanners a laser 2D

O sistema LaseUCD - Detecção de twist lock não removido consiste em dois scanners a laser 2D montados no feixe de soleira de um guindaste a uma altura de aproximadamente 5m acima da pista do caminhão. Os dois scanners a laser 2D constroem um plano de varredura horizontal na direção da pista do caminhão.

Quando um contêiner é içado do chassi do caminhão pelo guindaste, ele passa pelo plano de varredura onde o perfil do contêiner é varrido. Os dados da digitalização são processados ​​no software aplicativo LaseUCD, que gera uma nuvem de pontos 3D do contêiner na primeira etapa.

Se qualquer obstáculo embaixo do contêiner se projetar do contêiner, é um indicador de que um ou mais twist locks ainda estão conectados ao contêiner. Em ambos os casos, o software aplicativo envia um sinal de alarme ao PLC para interromper o movimento de elevação guindaste e realizar uma inspeção visual do problema detectado no contêiner.



O sistema é altamente recomendado para terminas automatizados, onde os operadores de RTG e RNG estão localizados no prédio central e não precisam mais observar o processo.

30 de nov. de 2010

Dutovias o futuro

Dutovias: melhor distribuição de combustíveis

A malha dutoviária brasileira é formada por 569 dutos que somam 17 mil km,
segundo o Anuário
Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2009
da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Desses, 434 dutos ou aproximadamente 7.876 mil km,
são utilizados para transportar petróleo e derivados.
Com as perspectivas para os próximos anos de aumento
da produção de petróleo e gás natural,
bem como do crescimento do mercado de etanol,
torna-se evidente a necessidade de investimento em dutos.

Quantidade e extensão de dutos em operação, por função,
segundo produtos movimentados, em 31/12/2009.
Produtos movimentados Dutos em operação
Função Quantidade Extensão km
Total 569 17,796
Derivados Transferência 304 1,099
Transporte 98 4,792
Gás natural Transferência 61 2,270
Transporte 37 7,574
Petróleo Transferência 32 1,985
Outros Transferência 32 36
Transporte 5 40

Fonte: Estatístico Brasileiro do Petróleo,
Gás Natural e Biocombustíveis 2009 da ANP.
Elaboração: LCA Consultores
Uma parceria formada pela Petrobras com empresas privadas
tem como objetivo desenvolver um projeto de logística para o etanol,
por meio da construção de dutos que ligarão o Centro-Oeste até o litoral do Sudeste.
O alcoolduto terá extensão de mais de 1.000 km,
com tanques e centros de coleta vinculados
às redes hidroviária e rodoviária e
em 2020 a expectativa é de que sejam transportados 23 bilhões de litros.
Os investimentos estão orçados em US$ 1,1bilhão para os próximos 5 anos
e a operação deve começar no segundo semestre de 2011.
O projeto se encontra na fase de licença prévia do IBAMA para as obras.

Outro projeto paralelo de construção de alcoolduto
está sendo desenvolvido por um consórcio de usinas.
Chamado de Uniduto, o projeto ligará Centro Oeste,
interior de São Paulo e baixada santista,
tendo investimentos previstos de R$ 3 bilhões e extensão de 614 km.
O projeto é baseado na construção de uma dutovia
que integrará diferentes modais de transportes
(ferroviário, rodoviário,hidroviário, marítimo e aéreo).
A expectativa é que a obra termine em 2013
e terá capacidade para transportar 16,6 bilhões de litros por ano.
Esse alcoolduto terá sete bases coletoras e distribuidoras do combustível.
Uma delas é o
Anhambi, próximo da hidrovia Tietê-Paraná.
Essa base receberia o combustível
vindo do Centro-Oeste e depois entraria no duto.
Há rumores de que no futuro o Uniduto se junte
com o alcoolduto da parceria formada pela Petrobras,
mas nada fechado até o momento

Atualmente 95% do etanol nacional é transportado por rodovia,
o que gera impactos em custos e cria grandes gargalos logísticos,
além de gerar impactos sociais e ambientais.
A expectativa é que o transporte do etanol por dutos possa reduzir os custos
de transportes em 20%, aumentando a competitividade do produto.
A participação dos dutos na matriz de transporte de cargas
é de aproximadamente 4%.
O PNLT estabelece como meta que para 2025
essa modal represente 5% do total de cargas transportadas.
Dessa forma, para 2022,
com base no PNLT e em informações de mercado
as estimativas da LCA apontam que a participação dos dutos deverá ser de 8,4%
Meta de participação de dutovias na matriz de transportes – 2010-2022.
4,2% 2010 5,6%2014 7,0% 2018 8,4%2022

A principal meta que se coloca para as dutovias é
ampliação da participação na matriz de transporte de cargas

As principais vantagens do transporte dutoviário são:
a grande quantidade de produto que pode ser transportado;
a não necessidade de armazenamento;
diminuição dos custos de transportes;
e menores possibilidades de perdas ou roubos das cargas.
No entanto, o dano ambiental em caso de vazamento
pode ser muito grande.

Um estudo
da Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo
estimou em R$ 27 milhões a redução
com gastos públicos anuais na área de saúde
(prevenção de acidentes e doenças respiratórias)
e pela retirada de 226 mil viagens de caminhões das rodovias.
O estudo considerou um alcoolduto
com capacidade de transportar 12 milhões de litros de etanol por ano.
Outra medida que também se faz necessária
é que o setor dutoviário carece de uma regulamentação.
A falta de um marco regulatório
gera insegurança jurídica e impede novos investimentos.
Esse marco regulatório deve ter como função
a criação de um regulamento que confira eficácia
para a Lei 7.029,
que já existe desde 1982
dispõe sobre o transporte dutoviário e dá outras providência .
Fonte
Construbusiness2010
9ºCongresso Brasileiro de Construção