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8 de jan. de 2022

Análise da medida provisória da Covid portuária

 

O cenário decorrente da pandemia provocada pelo novo coronavírus levou à publicação de profusa legislação, dentre leis e Medidas Provisórias, com a finalidade de adequar o ordenamento jurídico à situação peculiar vivenciada, especialmente no campo trabalhista.

O labor realizado no ambiente portuário é o principal retrato do que se conhece por trabalho avulso. O trabalho avulso, por sua vez, é uma modalidade de prestação de serviços eventual na qual o trabalhador, apresenta-se para múltiplas atividades perante um órgão intermediário o OGMO ou o sindicato. Em outras palavras, o trabalho portuário não compreende uma relação de emprego típica, mas, sim, uma relação jurídica atípica dentro do Direito do Trabalho, por isso é regulamentado por legislação específica. Além da Lei nº 12.815/2013, tem a Lei nº 9.719/98, que traz disposições acerca das condições gerais de proteção ao trabalhador portuário, compreendendo normas que versam sobre o funcionamento das escalas, saúde e segurança do trabalho. A segunda corresponde à carta de direitos dos trabalhadores portuários, enquanto a primeira visa a organização coletiva desses trabalhadores. Sob uma perspectiva histórica, a atividade portuária representa um elemento fundamental no desenvolvimento econômico mundial, e a figura dos trabalhadores avulsos portuários revela uma categoria profissional com intenso potencial de organização e reivindicação de direitos e garantias trabalhistas pela via coletiva, com forte atuação dos sindicatos. Possivelmente devido a esses elementos históricos inequívocos é que se percebe que a legislação esparsa e a jurisprudência demonstram uma tendência a expandir os direitos e garantias encontrados na CLT à categoria dos trabalhadores avulsos.

 Com a pandemia do COVID-19 o labor portuário continuou sendo essencial para a manutenção da vida, de muitos setores da economia e do bem-estar da sociedade. De acordo com a exposição de motivos da Medida Provisória nº 945/2020, o setor portuário é responsável por 95% das transações comerciais exteriores realizadas pelo Brasil. A atividade dos trabalhadores avulsos portuários, enquanto potencial alvo de disseminação do novo coronavírus, também foi repensada a fim de obstaculizar a disseminação da doença. Nesse sentido, o objetivo primordial na formulação de um “direito do trabalho de emergência” a essa classe de trabalhadores é assegurar garantias do trabalho constitucionalmente, previstas, especialmente aquelas dirigidas à preservação da saúde e integridade destes trabalhadores; pois, ainda que esta relação de trabalho seja específica e não configure uma relação de emprego, os trabalhadores avulsos portuários são igualmente detentores dos direitos fundamentais previstos nos artigos 7º e 8º da Constituição Federal. Diante de todo esse panorama, é nítido que o ordenamento jurídico protege os trabalhadores avulsos portuários em sua garantia de dignidade humana, ainda que não estejam inseridos em uma relação de emprego.

A Medida Provisória nº 945, promove alterações na configuração do trabalho portuário, estabelecendo medidas temporárias para combater a COVID-19 e modificando dispositivos de leis preexistentes que tratam sobre as atividades exercidas pelos trabalhadores avulsos portuários. De certa maneira a Medida Provisória nº 945 traz, para o ambiente portuário, uma espécie de adaptação do conteúdo da Lei 13.979/2020, que trouxe algumas medidas preventivas que culminam em afastamento social. Veja-se, em particular, o conteúdo do art. 3º, da Lei 13.979/2020: isolamento e quarentena. 

Com a conversa de resguardar a saúde e vida da mão de obra avulsa que trabalha nos portos, no âmbito de sua relação de trabalho diferenciada, o artigo 2º da Medida Provisória nº 945 proíbe a escalação dos trabalhadores portuários que se encontrem nas seguintes condições: for diagnosticado com a covid-19, idade igual ou superior a sessenta anos; ou quando o trabalhador tiver sido diagnosticado com: imunodeficiência, doença respiratória ou doença preexistente crônica, ou grave, como doença cardiovascular, respiratória ou metabólica. 

Como o trabalhador avulso somente tem tenda quando trabalha e a fim de assegurar a subsistência desses trabalhadores, o artigo 3º, e parágrafos, da Medida Provisória nº 945 estabelecem parâmetros para o pagamento de uma indenização compensatória pelo tempo em que persistir a impossibilidade de prestar o serviço. Uma vergonhosa indenização compensatória mensal no valor correspondente a 50% sobre a média mensal recebida no Ogmo entre 1º de outubro de 2019 e 31 de março de 2020. § 1º O pagamento da indenização será custeado pelo operador portuário.

Entretanto, a Medida Provisória extrapola a relação capital trabalho o cunho emergencial que propiciou sua edição. O artigo 4º da Medida Provisória estabeleceu que, na hipótese de indisponibilidade de trabalhadores portuários avulsos para atendimento às requisições, os operadores portuários que não forem atendidos poderão contratar livremente trabalhadores com vínculo empregatício por tempo determinado máximo de 12 meses, para a realização de serviços de capatazia, bloco, estiva, conferência de carga, conserto de carga e vigilância de embarcações. E o maior ato falho legislado por um liberal, constata-se que o § 1º do art. 4º da MP 945 inseriu no quadro de hipóteses de impossibilidade do atendimento às requisições do operador portuário, situações como greves, paralisações e demais atuações coletivas dos trabalhadores do porto. Com este teor, o artigo 4º, parágrafo 1º da MP nº 945, parece configurar uma conduta antissindical, ofendendo o direito de liberdade sindical assegurado no artigo 8º da Constituição Federal. Ademais, o artigo 4º, parágrafo 1º da MP nº 945 , parece infringir, ainda mais diretamente o art. 9, da Constituição Federal: que assegura o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. Tornando dispositivo uma represália aos movimentos paredistas, pois, a partir de eventuais atuações do ator coletivo (greves, operações-padrão, etc.), poderá haver a contratação de qualquer cidadoa para prestar serviço na beira do cais.

Na situação aqui analisada – em que o cenário é de alastramento de um vírus mortal em escala global-parece-nos certo que a priorização do direito fundamental à saúde é uma escolha óbvia. Contudo, não há aparente razão para que os direitos coletivos do trabalho representem uma afronta à saúde pública. Pelo contrário, a atuação dos sindicatos e o acesso aos direitos à greve e à liberdade sindical são elementos fundamentais para que a classe dos trabalhadores portuários possa assegurar a manutenção de direitos trabalhistas e a conquista de outros.

O momento histórico que vivemos tem motivado inúmeras mudanças nos mais variados aspectos. A beira do cais, tem sido alvo de constantes alterações, provocando um cenário de instabilidade e insegurança às diversas categorias profissionais dos portuários. Essas alterações não se limitam apenas às condições práticas de exercício de determinadas funções e atividades, mas também ao próprio Direito do Trabalho e a regulamentação do labor durante o período de pandemia. Foi nesse panorama de inauguração de um “direito do trabalho de emergência” que se deu a edição da Medida Provisória nº 945/2020, direcionada à regulação do trabalho dos serviços portuários. Como visto, os dispositivos inauguraram grandes novidades no âmbito do labor portuário, que precisam ser analisadas sob um olhar crítico, nunca perdendo de vista os direitos e garantias constitucionalmente garantidos à classe trabalhadora.

Breve análise das alterações no trabalho portuário efetuadas pela medida provisória 945/2020. Marco Aurélio Serau Junior e Júlia Dumont Petry. CERS | REVISTA CIENTÍFICA DISRUPTIVA | VOLUME II | NÚMERO 1 | JAN-JUN / 2020

4 de jan. de 2022

Omicron na beira do cais

 Mais um ano começa e eu me recolho diante da escada de portaló para tentar reconhecer na figura da tripulação, atenta e esperançosa. Nos últimos dois anos, marcados pela covid 19, colhemos perdas de parentes, amigos, companheiros de lingada. Sentimos na carne a carimbação da vacinação e a submissão da secretaria saúde local a secretaria do estado de São Paulo. Fizemos de tudo para vacinar a beira do cais. Só não conseguimos compreender os boicotes às vacinas contra a Covid-19 para a área de fronteira.

Ainda estamos em meio à pandemia agora atraca a Omicron. Lutamos cientificamente com planos que dependem de nossos braços e de boas políticas governamentais. Quantas vezes me vi diante deste obstáculo, brotando do rosto de um burocrata, que não consegui agir parecia um menino perdido, perguntando ao homem da capital, o que deveria fazer.

E assim vemos novamente a vida se ramificar. Por vezes, em tempos difíceis, como no surto de sarampo, passando pela radicalização da covid 19 e tudo se desertifica e desagua na omicron. Depois, de repente, ressurge o navio de passageiro. Olho, as notícias, novamente será que os gestores da área da saúde não gostam de história ou faltaram em suas aulas de educação permanente. Como acreditar no futuro, encontrar portas abertas, esquecer as mágoas, aprender com erros de sua comunidade, dizer para quem quiser ouvir: Brasil, País do Futuro. Lembrando este lema como outros países estão agindo em seus portos.

Rotterdam vacinou todos os marítimos.

A Autoridade portuária do Porto de Rotterdam, KVNR, Arbo Unie e VRC vacinaram todos os marinheiros que adentram a seu complexo portuário. A medida está em consonância com o programa KVNR de vacinação de marítimos que navegam sob bandeira holandesa ou para uma empresa de navegação holandesa. Desmontando a postura sanitária da autoridade portuária d o porto de Rotterdam sempre foi comprometido com os marítimos desde o início da pandemia, incluindo o recebimento de navios. Que foram recusados em outras partes do mundo. Além disso, o porto tem contribuído para possibilitar trocas de tripulação que não poderiam ocorrer em outro lugar. Nos dois primeiros messes foram vacinados na região de Rotterdam, 10.000 tripulantes.

 Seguindo a mesma música todos os marítimos que visitam os portos do Reino Unido são vacinados contra a Covid-19 após a confirmação do acesso aos serviços do Departamento de Saúde e Assistência Social.

Os marítimos de qualquer nacionalidade servindo em navios que visitam o Reino Unido tem direito à vacinação no Reino Unido sem a necessidade de um número do NHS ou de se registrar com um GP. Muitos marinheiros visitantes já se beneficiaram com isso, principalmente em Southampton, Tilbury, Hull, Liverpool e Fowey, onde as companhias marítimas e / ou organizações de bem-estar dos marítimos fizeram acordos com as secretarias de saúde municipais.

Os marítimos são incentivados a abordar seu empregador, entrar em contato com o centro de marítimos local ou acessar um posto de vacinação do NHS no centro quando no porto.

 Mas perto e em nosso continente, mas perto de nossa realidade. O Chile aplicará uma quarta dose da vacina contra a covid-19 em seus trabalhadores portuários e a terceira dose nos marinheiros que atracarem em seus portos.

Enquanto isso nesta terra magnifica que tudo que se planta, mas governadas por indivíduos que fazem as coisas acerca de Orelhada.

 Milhares de passageiros tiveram a viagem cancelada pela Ômicron. São três cruzeiros que circularam no país com casos confirmados de Covid-19. No navio MSC Splendida, no Porto de Santos, litoral de São Paulo. A embarcação já havia sido notificada desde o dia primeiro de janeiro sobre a suspensão do embarque e teve sua operação interrompida, com passageiros isolados em suas cabines. No Rio de Janeiro, passageiros e tripulantes que viajavam no navio foram impedidos de desembarcar depois da confirmação de 78 infectados. E o jeitinho foi repetido no Costa Diadema, foram diagnosticados 68 casos e no MSC Preziosa, com mais de uma dezena de casos.

19 de dez. de 2021

CrewEQUIP Omicron

 

Os grupos de envio lançam a Seafarer Quarantine Network, pois, a Omicron Spread ameaça as restrições de fronteira.

 Os principais grupos de transporte que representam armadores, sindicatos de marítimos e empregadores marítimos se associaram para estabelecer sua própria rede internacional de instalações de quarentena aprovadas para ajudar a garantir que os marítimos possam embarcar com segurança em meio à disseminação da variante Omicron.

 A mudança ocorre em um momento em que a disseminação da nova variante ameaça, mudanças imprevisíveis nas políticas de fronteira do governo, complicando a capacidade dos marítimos de deixar e ingressar nos navios.

 O Crew Enhanced Quarantine International Program, ou #CrewEQUIP para abreviar, foi lançado entre o International Maritime Employers 'Council (IMEC), a International Chamber of Shipping (ICS) e a International Transport Workers' Federation (ITF), que coletivamente representam mais mais de 80% da frota mercante global e quase 1 milhão de marítimos internacionais através de quase 200 sindicatos afiliados.

 O programa criará uma lista de hotéis confiáveis disponíveis para quarentenas da tripulação que são revisados de forma independente. O programa é projetado para superar as mudanças frequentes nas políticas de fronteira do governo que afetam a tripulação internacional, tendo os mais altos padrões e os melhores protocolos do setor em vigor, garantindo que os membros da tripulação possam chegar com segurança às embarcações, mesmo que os governos aumentem os requisitos de quarentena.

 Os grupos disseram que o programa é urgentemente necessário para evitar que a indústria naval retorne aos piores extremos da crise de troca de tripulação, que em seu auge viu no final de 2020 ter 400.000 marinheiros presos trabalhando a bordo de navios além de seus contratos iniciais, com um número equivalente incapaz de juntar-se a navios e ganhar renda.

 Embora um sistema global e permanente com vacina digital e reconhecimento de teste ainda seja necessário com urgência, os grupos disseram que o #CrewEQUIP seria importante ter em vigor nesse ínterim para apoiar níveis maiores de mudança de tripulação. Os grupos também saudaram o anúncio nesta semana de um novo grupo de ação conjunto OMS-OIT-indústria para promover 'cartões amarelos' digitais para marítimos e outros trabalhadores que precisam cruzar as fronteiras para seus empregos.

 De acordo com o esquema #CrewEQUIP, as empresas de navegação e seus representantes, como agentes de tripulação e gerentes de navios, podem patrocinar instalações de quarentena pré-embarque para que os marítimos sejam considerados para reconhecimento. As instalações devem atender aos rigorosos padrões de # CrewEQUIP de higiene, integridade de teste e segurança de dados.

 Uma instalação também deve ser aprovada nas inspeções do Lloyd’s Register, o auditor externo reconhecido do programa, para se tornar e permanecer como um provedor #CrewEQUIP reconhecido.

 “A ICS tem o prazer de trabalhar em parceria com o IMEC e a ITF neste programa essencial.” #CrewEquip tornará o processo de quarentena mais suave para marítimos e armadores e garantirá que altos padrões sejam mantidos ”, disse Guy Platten, Secretário-Geral da Câmara Internacional de Navegação.

 “No entanto, os líderes mundiais precisam fornecer urgentemente uma solução de longo prazo para garantir que os marítimos não sejam mais afetados indevidamente por restrições de viagens e quarentena em constante mudança. O restabelecimento de regras severas de viagem por parte dos governos como uma resposta automática à variante Omicron é de grande preocupação. Ações coordenadas devem ser tomadas pelos líderes mundiais para isentar os trabalhadores dos transportes das restrições de viagem e priorizá-los para vacinação e reforço. Não queremos ver um retorno ao pico da crise de troca de tripulação ”, disse Platten.

 “Os marítimos foram, e continuam a ser, gravemente afetados pela pandemia Covid-19”, disse o capitão Belal Ahmed, presidente do Conselho Internacional de Empregadores Marítimos (IMEC). “Embora o mundo tenha ficado repetidamente bloqueado, os marítimos trabalharam incansavelmente para manter o comércio internacional em movimento contínuo e, em última instância, para garantir que a população mundial seja mantida alimentada e aquecida. No entanto, apesar do importante trabalho que os marítimos realizam, muitos governos tornaram a movimentação desses trabalhadores-chave dentro e fora dos navios nada fácil. ”

 A partir de hoje, armadores, empresas de navegação e seus representantes poderão acessar o portal de reservas online para indicar instalações de quarentena pré-embarque em crewequip.org.

https://gcaptain.com/shipping-groups-launch-seafarer-quarantine-network-as-omicron-spread-threatens-border-restrictions/

Grupo para proteger trabalhadores da Omicron

 A OMS e a OIT formam um "Grupo de Ação" para ajudar a proteger o direito de viajar dos trabalhadores dos transportes, visto que a disseminação da Omicron ameaça as restrições.

 A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) concordaram em formar um Grupo de Ação com as principais organizações internacionais de transporte com o objetivo de proteger os direitos dos trabalhadores em meio à disseminação da variante omicron.

 O Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde, Dr. Tedros Ghebreyesus, e o Diretor-Geral da OIT, Guy Ryder, disseram que o grupo de ação está sendo formado “com urgência” para garantir a liberdade de movimento dos trabalhadores do transporte internacional.

 O compromisso surge depois que organizações e sindicatos que representam empresas e trabalhadores rodoviários, aéreos e marítimos se reuniram com a OMS e OIT na semana passada, onde alertaram sobre o impacto de novas restrições de viagens para trabalhadores de transporte e a já frágil cadeia de abastecimento global na esteira do Variante Omicron.

 Os grupos comerciais incluem a International Air Transport Association (IATA), a International Chamber of Shipping (ICS), a International Road Transport Union (IRU) e a International Transport Workers 'Federation (ITF), que juntas representam mais de US $ 20 trilhões de comércio mundial anualmente e 65 milhões de trabalhadores do transporte global em toda a cadeia de abastecimento. No início deste mês, os grupos alertaram que as reações instintivas dos líderes mundiais à variante Omicron poderiam colocar os trabalhadores do setor de transportes e a cadeia de abastecimento global em maior risco de colapso. Uma vez que o Omicron foi apontado como uma "variante de preocupação" pela OMS, 56 nações atualizaram o COVID e as restrições de viagens mais rígidas em resposta.

 O Dr. Tedros da OMS disse que o Grupo de Ação começaria o trabalho esta semana e reuniões regulares serão realizadas com IATA, ICS, ITF e IRU daqui a para frente. Ele observou que outras áreas de foco incluirão a alteração do Cartão Amarelo, um passaporte médico emitido pela OMS, para ser usado pelos trabalhadores do transporte como prova de vacinação.

 A OMS e a OIT também confirmaram que o Comitê Executivo do Secretário-Geral da ONU em janeiro de 2022 discutirá outras soluções para as questões levantadas pelas organizações de transporte.

 “A pandemia COVID-19 continua a ser uma emergência de saúde pública de interesse internacional que continua a impactar adversamente a saúde humana em todo o mundo e o comércio, e viagens internacionais”, disse o Dr. Tedro. “Proteger a saúde dos trabalhadores de transporte transfronteiriço e manter operações de viagens para missões de emergência e humanitárias, pessoal essencial, repatriações e transporte de carga de suprimentos essenciais é de importância crítica.”

 Guy Ryder, Diretor-Geral da OIT, disse: “Os setores de transporte do mundo e seus trabalhadores enfrentam pressões e dificuldades imensas e constantes decorrentes da pandemia COVID-19. Estou satisfeito, portanto, que agora estabelecemos um Grupo de Ação Conjunta que analisará o impacto da pandemia COVID-19 sobre esses trabalhadores e incentivará os governos a aplicar protocolos e padrões internacionalmente acordados. ”

 Guy Platten, secretário-geral do ICS, disse que os governos precisam proteger urgentemente a saúde e a segurança dos trabalhadores transfronteiriços se quiserem uma temporada de férias quase normal.

 “É realmente preocupante ver as restrições draconianas de viagens do ano passado começando a reaparecer em muitos países, especialmente porque milhões de trabalhadores do setor de transportes têm feito enormes sacrifícios por pouco reconhecimento por quase dois anos. É muito promissor ver a OMS e a OIT assumirem a liderança na proteção dos direitos dos trabalhadores do transporte internacional e esperamos trabalhar de perto com eles nas próximas semanas e meses ”, disse Platten.

 Stephen Cotton, secretário-geral da ITF, disse: “À medida que entramos na alta temporada para trabalhadores de transporte no Natal, é fundamental que trabalhemos coletivamente para aliviar a pressão em nossa cadeia de abastecimento global. O que não podemos ter são governos, como estamos vendo na Austrália, culpando os trabalhadores do transporte por interrupções decorrentes de uma crise global de saúde. Trata-se de liderança, não de protecionismo ou politicagem. Agradecemos à OMS e à OIT por seu compromisso em trabalhar conosco e instamos todos os governos a priorizar a vacinação para os trabalhadores do setor de transportes e permitir sua movimentação livre e segura. Se quisermos seriamente quebrar o ciclo de bloqueios e proibições de viagens, os governos também devem parar imediatamente de bloquear a isenção do TRIPS e outras barreiras à produção de vacinas universais necessárias para acabar com esta crise. ”

https://gcaptain.com/who-and-ilo-form-action-group-to-help-protect-transport-workers-rights-to-travel-as-omicron-spread-threatens-restrictions/

2 de jun. de 2021

Antes tarde do que nunca

 O conhecimento é amante daquele que se levanta cedo e tarde se deita, mas nunca antes de namorar o que aprendeu no último dia. Acariciando as letras entre uma pagina e outro ou piscando a cada clique num ebook. Neste entendimento é melhor fazer determinada coisa atrasada, do que não fazê-la nunca.

Quando olhamos para o nosso lado e vemos os companheiros que estão sempre presente, na lingada, sendo imunizados só podemos estar gratos.

O que você acha dá vacinação?

Olha meu vou ser sincero para você pelo menos tá tendo né mesmo que atrasada, antes tarde do que nunca né. B

Oi tudo bem você que e o Joresimao. Sim sou eu. Obrigada viu por você lutar e mostrar a importância da vacinação. A tua correria que fez ter isso aqui. Não fala assim, me desculpe tá, mas se eu tivesse correria hoje nos estaríamos tomando a segunda dose. Mas muito obrigado pelo carinho. Sou eu que agradeço. Continue o bom trabalho que vem fazendo. Obrigado. M

Neste blog são 114 postagem sobre covid19, desde 15 de março de 2020.

A vacinação veio mesmo tarde do que nunca né claro que eu li em alguma pagina na internet, que trabalhadores de outros portos, estão sendo vacinados desde janeiro. Mesmo no Chile do nosso lado em fevereiro, mas aqui vamos fazer o que, mas ainda bem que antes tarde do que nunca. J

A vacina é boa para todo mundo, não importa todo, mundo vai tomar é uma doença que ninguém conhece. Então vale a pena chamar todo mundo para vir tomar a vacina, ela veio melhor tarde do que nunca. P

O não sei não cara, que, por exemplo, meu irmão tomou em São Paulo a vacina só apresentou lá a carteirinha e o comprovante de residência e tomou. Aqui a gente pegou a maior Fila e tudo, mas o certo é todo mundo vai tomar, já era pra nós ter tomado, mas antes tarde do que nunca. S

O que se vê aqui hoje é o retrato do que já foi um dia o Porto de Santos. Hoje ele se tornou um complexo portuário de vários portos. E acho que isso foi uma das coisas que fez com que os portuários deste Porto não tivesse sido vacinados muito mais cedo, mas antes tarde do que nunca.

A vacinação e 100% vida e respeito a família, agora deixa eu tirar a foto pra enviar o comprovante da vacinação.



Antes tarde

Que o nunca

Seja pra morte, seja pra sorte.

Que o antes seja agora.

Que o nunca seja o ontem.

Que o nunca pra se ser infeliz.

Que o antes pra se estar bem, pras coisas certas.

Antes tarde as falas sinceras.

Que nunca as enrolações politicas.

Que o futuro deste porto permita que a responsabilidade social seja o patamar de alcance  para todos os sonhos dos portuários. Muita paz e amor é o meu sincero desejo a todos que estão sendo vacinados. Jamais esquecerei este momento. A verdade e que agora se muda o disco e vou focar, focar e focar no que estava desfocado.

30 de mai. de 2021

Qual o reflexo na politização da vacina contra a covid-19 na cidade portuária.

Desde 31 de dezembro de 2019, quando foram anunciados os registros iniciais do covid19, mais de 1.770 novas cepas do vírus já foram identificadas por pesquisadores de todo o mundo, aponta mapeamento de linhagens Pangolin, do Centro de Vigilância de Patógenos Genômicos de South Cambridgeshire, na Inglaterra. Segundo estudo da Fiocruz, ao menos 92 cepas do covid19s já transitam pelo Brasil, entre elas às três variantes até então consideradas “de preocupação global”: do Reino Unido (B.1.1.7), da África do Sul (B.1.351) e a P.1, de Manaus. 

Agora, a variante considerada mais transmissível e “agressiva” , identificada como B.1.617 e popularmente conhecida como variante indiana é apontada como a principal responsável da explosão de casos e óbitos por sua característica de garantir maior transmissibilidade do vírus. 

O país registrou, seguidos recordes de tripulantes contagiados e navios em quarentena nos portos. Apesar destes fatos não podemos contabilizar precisamente os dados por falta de transparência. O avanço da pandemia, combinado com a falta de medidas sanitárias para conter a transmissão do covid 19 em aeroportos e portos, levou aos números atuais que enfrentam a sociedade brasileira. 

Em completo caos que ultrapassou a beira do cais indo circular na avenida portuária, casos da Covid-19. Segundo a política posta em prática em maio de 2021 com a ponta pé inicial da imunização dos trabalhadores de postos de fronteira, pelo estado de Alagoas, com um atraso de 90 dias.

Desde que o governo centralizou a elaboração do plano de vacinação PNI, o governo de São Paulo lança a vacina são Paulo, nesse trecho aparece, na prática, a chamada “corporação da vacina” que inequivocamente não foi combatida nem mesmos revisada pelas secretárias municipais de saúde. Opa tem o caso que ocorreu em fevereiro na reunião da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que garantiu que ia alterar o Plano Nacional de Vacinação (PNI) para incluir professores como prioridade na estratégia de imunização. A medida é uma das reivindicações dos prefeitos. E de fato os prefeitos das cidades com postos de fronteiras (aeroportos e portos) tiveram a mesma postura ou a Associação Brasileira dos Municípios Portuários (ABMP).

Nesse contexto preocupante, não foi a cepa de Manaus que circulou pelo pais, com o deslocamento interno com acompanhantes, motoristas e tripulações de aviões e navios. Qual foi a atitude das autoridades da área da saúde repensarem seus procedimentos sanitários junto aos postos de fronteiras. Foi Organização Mundial da Saúde (OMS) quando classificou, em 10 de maio, a cepa Indiana como uma “variante de preocupação global”, de acordo com a entidade, além da Índia, outros 52 países e territórios já registraram casos da variante indiana, incluindo o Brasil.

Imunização, vacinação e responsabilidade social da área de saúde e não um discurso politico ditado em solenidade pública. Esta postura da área gerencial dos portos tem consequências negativas nas vidas dos brasileiros, em especial nas regiões portuárias. Quais são as pesquisas que detectam genoma do coronavírus em locais portuários. Um reflexo de poucos dados a respeito da presença do vírus em superfícies de instalações portuárias. Apesar de não ser científico, evidências mostram que o contato com tripulantes em navios, por exemplo, podem apresentar mais chances de transmissão que nos escritórios da autoridade ou dos operadores da atividade portuária, ou nos Gates de acesso ao porto. Quais são as profissões com maior risco de contágio e o grau de vulnerabilidade diante da covid-19 na atividade portuária.

Mas as autoridades portuárias ou as secretarias de saúde de cidades com postos de fronteira mapearam o risco de contaminação pelo covid-19 de suas territoriedade. Sistema utilizado como um dos pilares do plano de imunização de 20 países.

Diante dessa preocupação e com 90 dias de atraso, estados e municípios brasileiros começam a anunciar novos protocolos e barreiras sanitárias para mapear possíveis casos da mutação. Incluindo os trabalhadores de aeroportos e portos com datas para vacinação. Mas, como que cidades com postos de fronteira, não incluíram no plano de vacinação os trabalhadores de acordo com o grau de risco a exposição a contágio de covid19. Sabemos que a transmissão do vírus também é dependente do comportamento da população, do clima e do organismo da próxima pessoa.

E comum que toda ação que envolva a sociedade tenha repercussão política, mas o problema é o exagero da politização, principalmente em uma temática delicada como a da vacina contra o covid 19.

Uma competição inusitada entre atores que ocupam cargos eletivos visando serem os pais e mães das doses da vacina. Os envolvidos nessa corrida para se ter imunização nos portos só tiveram respostas negativas e inusitadas da secretaria estadual e municipal de saúde. Velos disputando os clicks dos fotógrafos e os microfones, deixaram nítido para o conjunto da sociedade portuária, mas uma parte, que são..............

28 de mai. de 2021

Vacinação nos Portos Paranaense

O momento tão esperado para os trabalhadores portuários do litoral paranaense chegou. Atracou, a imunização para beira do cais na faixa portuária de Paranaguá e Antonina. 

E  na fila os ventos de um novo tempo.

Na primeira etapa, 9.627 doses serão destinadas aos Trabalhadores Portuários Avulsos (TPA’s) do Sindicato dos Estivadores, Arrumadores, Conferentes, Vigias e do Bloco, conforme a relação encaminhada pelo Órgão Gestar de Mão de Obra (Ogmo).

A Administração dos Portos recebeu a listagem das empresas que atuam nos Portos do Paraná. Trabalhadores portuários começaram a ser vacinados contra a Covid-19 nesta sexta-feira 28 de maio de 2021 no Litoral do Paraná. 


A vacinação às 11 horas, no Centro de Vacinação de Paranaguá, localizado na antiga Estação Ferroviária, na avenida Maximiliano da Fonseca, para iniciar a imunização do porto de Paranaguá. 

As doses serão da vacina AstraZeneca/Fiocruz, que chegaram ao Paraná no início desta semana. Estão previstas 9.627 doses para o grupo de trabalhadores portuários, de acordo com a 21ª pauta de distribuição de imunizantes do Ministério da Saúde.

O critério adotado é para vacinar, com prioridade, trabalhadores de bordo, costado e faixa.

O GRUPO 1, que esta sendo vacinado a partir de hoje (28) é o seguinte:

✅ Trabalhadores portuários avulsos  e OGMO

✅ Praticagem

✅ Rebocadores (bordo, costado e faixa)

✅ Autoridade Portuária e empresas terceirizadas da Appa, com contrato de prestação continuada

✅ Órgãos fiscalizadores (Antaq, Receita Federal, Mapa)

 O GRUPO 2, que será vacinado em data e horários a serem definidos pela Prefeitura:

✅ Empresas de Amarração e seus prestadores de serviço (trabalhadores de bordo, costado e faixa portuária)

✅ Operadores Portuários e seus prestadores de serviço (trabalhadores de bordo, costado e faixa portuária)

✅ Agências Marítimas e seus prestadores de serviço (trabalhadores de bordo, costado e faixa portuária)

✅ Arrendatários e seus prestadores de serviço (trabalhadores de bordo, costado e faixa portuária)


 O GRUPO 3, que também será vacinado em data e horários a serem definidos pela Prefeitura:

✅ Empresas de Apoio Portuário (trabalhadores de bordo, costado e faixa portuária)

✅ Motoristas registrados no SINDICAM Paranaguá



O QUE VOCÊ PRECISA LEVAR

➡️ Documento oficial com foto

➡️ CPF

➡️ Cartão do SUS registrado em Paranaguá

➡️ Declaração da empresa/órgão, conforme modelo disponibilizado pela APPA

➡️ Crachá original e cópia (frente e verso - crachá de acesso porto).

 Os dois últimos documentos ficarão retidos com a equipe de imunização do Município.

Em Antonina, a vacinação será a partir das 15h, no estacionamento da Casa de Cultura, ao lado do Teatro Municipal.



O porto de Paranaguá foi o segundo da região sul, o sexto porto do Brasil e o 96 do mundo.
O porto de Antonina foi o terceiro da região sul, o sétimo do Brasil e o 97 do Mundo.

A vacinação nos portos Gaúchos

 Portuários que atuam no Porto de Porto Alegre, no Canal dos Navegantes (Delta do Jacuí), na Avenida Mauá nº 1050, iniciaram, na manhã desta sexta-feira 28 de maio, a vacinação contra a Covid-19. Começaram a ser imunizados os servidores lotados na capital, trabalhadores portuários avulsos, terceirizados e funcionários do Órgão Gestor de Mão-de-Obra (OGMO).

A aplicação da primeira dose da Oxford/AstraZeneca foram destinadas 269 doses para este grupo.



A vacinação começou às 08h e acontece na Unidade de Saúde Santa Marta, localizada na Rua Capitão Montanha, 27, 1º andar, no Centro Histórico. A aplicação conta com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre e pode ser realizada até às 17h. Para receber a dose é necessária a apresentação de um documento de identificação.

Importante destacar que os portuários que estiverem impedidos por questões de saúde, poderão tomar a vacina posteriormente, de acordo com a disponibilidade. Aqueles profissionais incluídos nesta primeira etapa, que não conseguiram receber a primeira dose, devem procurar, na semana que vem, o Centro de Saúde Modelo, conforme orientação da Secretaria Municipal de Saúde.

O porto de Porto Alegre e o primeiro da região Sul, o quinto porto do Brasil e o 95 do mundo.


A vacinação em Rio Grande inicia às 08h30 deste sábado dia 29 de maio. E para o setor da burocracia portuária, operadores portuários e os seus funcionários, assim como os funcionários públicos portuários, a maioria que trabalham em escritórios, serão os primeiros a ser vacinados.

 E dia 31 de maio, na segunda-feira começam a ser vacinados os trabalhadores portuários e se estenderá ao longo da semana ate 3 de junho para evitar a formação de filas e aglomerações. Será no formato drive-thru Pátio do Prédio Administrativo da Superintendência dos Portos, localizado na Av. Honório Bicalho, s/n, em frente ao Portão 4, das 8h30min até as 16h. De acordo com a superintendência do porto, o quantitativo aplicado na cidade deve se aproximar dos 100% para o grupo — estima-se que município tenha cerca de 4 mil portuários em atividade.

Uma lista de trabalhadores foi elaborada pelo porto para dar preferência aos trabalhadores do cais, que são avisados sobre quando devem comparecer para receber a vacina com 140 por período, das 09:00 as 12:00 . A imunização será estendida ao longo da semana para evitar filas e aglomerações.

No dia da vacinação será exigido ao trabalhador portuário os seguintes documentos:

- Documento com foto; Comprovação de vínculo empregatício, tais como carteira profissional, crachá, declaração ou outro documento que comprove o exercício efetivo da função de trabalhador portuário;- Cartão SUS (preferencialmente)

Em Pelotas, 19 portuários já foram imunizados com doses remanescentes de outros grupos. Restam agora os trabalhadores da empresa operadora do porto, o que deve acontecer na próxima terça-feira, a partir das 09h.

Também foram entregues 15 doses para que os portuários localizados em Triunfo, na Região Metropolitana, possam ser vacinados.


Cabedelo quarto do Brasil e 93 do mundo

 Começou na ultima quinta-feira 27 de maio  a vacinação contra a Covid-19 para os trabalhadores portuários do Porto de Cabedelo e demais trabalhadores ligados às atividades operacionais. 

A campanha de vacinação contra a Covid-19 para os trabalhadores portuários continua nesta sexta-feira (28) e será estendida até o sábado (29). A atividade portuária é considerada essencial para garantir o abastecimento do País, Estado e Municípios e, portanto, integra o grupo prioritário estabelecido pelo Governo Federal no Programa Nacional de Imunização (PNI).

Os profissionais do Porto de Cabedelo devem seguir as seguintes recomendações para receber a primeira dose do imunizante:


- Local: Cabedelo Clube - Rua Duque de Caxias, 263 - Vila São João, Cabedelo

- Horário: 9h às 14h

- Documentos necessários: contracheque e documento de identificação com foto

Para a imunização da categoria, as doses são da AstraZeneca/Oxford, produzidas pela Fiocruz.



Com o segundo dia de imunização contra a Covid-19 para os trabalhadores portuários, mais da metade do público-alvo já foi vacinado em Cabedelo, ultrapassando o número de 360 imunizados.





27 de mai. de 2021

Natal terceiro do Brasil e 92 do mundo.


A Prefeitura de Natal iniciou a vacinação contra a Covid, nesta quinta-feira 27 de maio de 2021, dos trabalhadores que atuam na zona portuária do município. A ação acontece no Terminal Marítimo do Porto de Natal, na Ribeira, efetuada por uma equipe da Secretaria Municipal de Saúde e vai contemplar todos os empregados da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN)e a estimativa é imunizar os 600 profissionais que atuam nessa área na capital.

A vacinação acontece após norma técnica recebida pelo município que prioriza esse público no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19, após constatação de nova variante do novo coronavírus, cepa indiana, em circulação no país.

Os trabalhadores portuários foram previamente cadastrados para receber a imunização, que acontece nesta quinta-feira nos horários da manhã e à tarde e na sexta-feira pela manhã.

O procedimento e realizado para imunizá-los tornando a área portuária uma barreira sanitária para o restante do estado, para as cepas conhecidas e novas que possam vir a surgir.

Equipes da Secretaria Municipal de Saúde da capital foram até o porto e estão aplicando a primeira dose entre esta quinta (27) e sexta-feira (28) de maio.

As doses aplicadas são parte do carregamento que chegou nesta quarta-feira (26) ao estado do Rio Grande do Norte. Também deverão ser imunizados cerca de 160 portuários que trabalham no porto-ilha de Areia Branca, na região Oeste potiguar, além do porto de Guamaré, mas a imunização ainda não começou nessas cidades, pois, ainda não tem data marcada.

Em Pernambuco a vacinação acontecera na segunda-feira 31 de maio no porto de Suape das 7 horas as 14 horas para todos os trabalhadores do porto. O sindicato dos estivadores estará oferecendo o transporte desde as 6 horas da manhã, partindo da rua do Bruno com destino ao porto de Suape, para os trabalhadores do Ogmo Suape com cadastro e registro ativo.

22 de mai. de 2021

Vacinação urgente para de trabalhadores marítimos e portuários

Devido à escassez de bom senso e a falta de procedimentos sanitários nas fronteiras da Argentina e do Brasil seus trabalhadores estão tomando medidas contundentes exigindo condições de saúde traduzidas no direito a vacinação.

Para exigir a vacinação dos trabalhadores do transporte fluvial, a Federação da Indústria Marítima, Portuária e Naval da República Argentina (FEMPINRA) fez uma cruzada de braços em todos os portos argentinos por 24 horas, já no brasil será somente os portos não vacinados. Vale ressaltar que este movimento social não vai contar com os colaboradores portuários, pois, são proibidos de participarem de eventos que fortalecem os sindicatos pelos gestores portuários. Os portos de Maceió e Itaqui que já vacinaram seus trabalhadores portuários.

Os trabalhadores criticaram que, apesar dos diálogos com as autoridades da Saúde, eles não se vacinavam e mantinham uma exposição desde o primeiro dia da pandemia, quando foram declarados trabalhadores essenciais.

Não devemos esquecer que a covid19 chega na América do Sul entrando pelos aeroportos e portos.

Mas, porque a força de braço com o Governo da argentina e do brasil para se ter o direito a imunização?

O movimento social de cruzada de braços foi realizada em conjunto com os trabalhadores que recebem os grãos, onde o sindicato URGARA pediu a medida da força.

                                             

A Federação da Indústria Marítima, Portuária e Naval informou que a greve da última quinta-feira teve total cumprimento nas diversas áreas de trabalho. A reclamação teve origem na necessidade expressa pelo setor sindical de organizar uma campanha de vacinação para os trabalhadores portuários, marítimos e navais essenciais, dado o alto índice de infecções.

No dia 10 de maio, a Argentina anunciou a descoberta de dois casos de covid-19 causados pela B.1.617, em dois menores de idade, que voltavam de uma viagem de Paris.

Como a Argentina faz fronteira com o Brasil e há um constante fluxo entre os dois países, o risco de a nova versão do vírus passa a fronteira dos dois países.

Ja no brasil ela foi diagnosticada em tripulantes do navio MV Shandong da Zhi, que chegou ao litoral maranhense veio com a covid indiana.

A descoberta da variante B.1.617 não é exatamente uma novidade: os primeiros relatos dessa nova versão do coronavírus foram publicados ainda em outubro de 2020.

Mais recentemente, porém, o interesse e a preocupação relacionada a essa linhagem aumentou consideravelmente.

Nas últimas semanas, a cepa também foi detectada em outros 54 países de todos os seis continentes.

No Reino Unido, a subida vertiginosa de pacientes infectados com a B.1.617 fez acontecer uma mudança radical em seu plano de imunização. Os trabalhadores aeroviários, ferroviários, portuários e motoristas de caminhões foram as pressas chamados a serem vacinados.

 A cada dia que passa no Brasil as provas da necessidade urgentíssima desse segmento ser imunizado e demostrado na mídia.

"Essas mutações virais estão surgindo em cidades em que há o relaxamento das medidas de proteção e onde se acreditava que a população já estava imunizada, seja pela infecção natural ou pela vacinação", virologista Fernando Spilki, professor da Universidade Feevale, no Rio Grande do Sul.

Em nosso, região portuária foram detectadas as variantes Manaus, a P.1, como a B.1.1.7 (Reino Unido) e a B.1.351 (África do Sul)

Mas a postura dos responsáveis pela vacinação no Brasil não esta envergando ou cedendo as demonstrações (cientificas), ou mesmo pelo procedimento de imunização de outras 91 cidades portuárias nos 6 continentes. No estado do maior porto do Brasil e do mais movimentado aeroporto internacional da América do Sul, os responsáveis pelo plano são Paulo de vacinação tiveram  a falta de responsabilidade social de não receber os representantes dos trabalhadores portuários que solicitavam a imunização.

21 de mai. de 2021

Qual e o obstáculo a vacinação neste porto

 Porto de Santos na crônica da morte anunciada precisará de 22 mil para cerca de 11 mil trabalhadores, 2 mil avulsos do Ogmo e 9 mil que são vinculados a terminais, Receita Federal, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), do Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Autoridade Portuária de Santos (APS).

Mas, porque o maior porto do Brasil deixou chegar a este ponto. Será reflexo da postura dos segmentos com vozes na sociedade santista e paulista, mas preocupados com a desestatização do que com a imunização de sua mão de obra.

Quando me perguntavam se a cidade estava de costa para o porto, eu relutava. Com a pandemia e com os procedimentos operacionais no plano de imunização seguido e posto em praticada pelas secretariarias de saúde do estado e das cidades em torno do porto. Infelizmente sou obrigado a aceitar tal entendimento. Pois, o que se vê e politica, a vacinação e caso de saúde respaldado em pilares científicos. Que vem sendo demostrado e que não foram realizados por parte das partes interessadas as obrigações sociais.

O que defere este porto ou esta região das ações já realizadas em Maceió (AL) e em Itaqui (MA)?

Desde fevereiro de 2021 este espaço busca demonstrar o que vários países em mais de 90 cidades portuárias realizaram. Criando um corredor de proteção, para o restante da nação, onde há contato com tripulações de vários países através de navios, imunizando seus estivadores, práticos e quaisquer profissionais que adentrassem a embarcações nacionais ou estrangeiras.

 A história e escrita pelas atitudes de cada um, agora as lives são provas da postura de cada entidade no tocante a imunização. Ou, temos estudos financiados por grupos empresarias, governamentais ou sindicais na busca da comprovação cientifica da importância da imunização deste grupo para a comunidade ao seu redor. Pois, estados e municípios têm autonomia para montar seu próprio procedimento de vacinação e dar vazão à fila de acordo com as características de sua população, demandas específicas e doses disponibilizadas.

Liberação de doses será debatida com o governo do Estado esta sendo debatida hoje nesta sexta-feira dia 21 maio, entre os portuários e o Governo do Estado.

Na última terça-feira 18 de maio, sindicalistas se reuniram com representantes dos Operadores Portuários e com a Autoridade Portuária de Santos (APS) para debater o tema na sede da Prefeitura de Santos. E o prefeito se comprometeu a ajudar a categoria.

Em janeiro, profissionais da área de transporte, como os aeroviários, portuários, aquaviários, motoristas de coletivos e caminhoneiros – foram incluídos no grupo prioritário para a vacinação pelo Ministério da Saúde, sem uma sinalização de quando estes trabalhadores serão imunizados.

Os portuários já realizaram protestos e podem realizar uma cruzada de braços, a exemplo dos motoristas do abc e dos metroviários de São Paulo, caso não seja divulgado o calendário de vacinação da categoria.

Não podemos esquecer que os equívocos cometidos pelo plano são-paulo ou pelo plano nacional de imunização do governo federal não foram confrontados pelo poder publico do entorno deste porto.

A exemplo "Quem define o público alvo da vacinação é o Governo do Estado. O Município só aplica as doses que são encaminhadas para os públicos que o Estado determina. Por isso, ainda não há previsão de quando os trabalhadores portuários começam a ser vacinados. Continue acompanhando as informações sobre a campanha em nossos canais de comunicação oficiais."

Ou “As autoridades governamentais, acaso decidam promover adequações do plano às suas realidades locais, além da necessária publicidade das suas decisões, precisarão, na motivação do ato, explicitar quantitativamente e qualitativamente as pessoas que serão preteridas, estimando o prazo em que serão, afinal, imunizadas”, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski .

E ai começa um procedimento que não tem explicação cientifica, ou no entender dos especialistas em plano de imunização do governo. O covid 19 e seletivo, se for um, grande equivoco de interpretação. No caso das perdas de vida no porto de Santos o número de trabalhadores com menos de 50 anos e 50% maior do que os com acima de 50 anos.

De acordo com o Ministério da Saúde, quando for iniciada a imunização, ela também será feita de acordo com as faixas etárias. Os portuários mais velhos, entre 50 e 59 anos, serão vacinados primeiro. Depois, os de 40 a 49 anos, seguidos pelos de 30 a 39 anos e, posteriormente, os de 18 a 29 anos. Nos portos com responsabilidade social foram vacinados na primeira leva, os trabalhadores que tem trabalham dentro das embarcações e tem contado com as tripulações e depois vão sendo imunizados os demais, terminado com os trabalhadores que ocupam funções administrativas.

Neste tema o que vem falando as vozes com responsabilidade social.

Para o médico e neurocientista Miguel Nicolelis,Brasil deveria ter feito um controle mais rígido de entrada nos aeroportos internacionais e portos e que o Maranhão "não deve ser a única porta de entrada" no país da cepa indiana (B.1.617.2) do novo coronavírus. O estado confirmou ontem os seis primeiros casos no país.

"A grande preocupação era evitar que essa variante chegasse ao Brasil porque tem causado um estrago tremendo na Índia. A identificação desses primeiros casos no Maranhão sugere que, primeiro: não deve ser a única porta de entrada; imagino outros relatos nos próximos dias, mas agora uma preocupação muito grande porque é uma variação de interesse" e mais "No Reino Unido está causando problemas sérios e não temos todas as informações das consequências que ela pode causar se se espalhar por aqui."

Falta de rastreamento

Nicolelis criticou a falta de um rastreamento de contatos pelo Brasil, o que, segundo ele, aumenta o risco de novos casos da variante se espalharem mais rapidamente.

"Eu não sei se esse navio parou em outros portos antes do Maranhão, não temos notícia. Não temos notícias se outros tripulantes desceram desse navio. Como o Brasil renunciou a fazer rastreamento de casos, uma das medidas que os países que lidaram bem com a pandemia mostraram ser vital, nós não sabemos. Não tenho ideia se essas 100 pessoas contataram outras 100 pessoas", disse.

Nicolelis relembrou que a variante que surgiu na Califórnia, nos Estados Unidos, chegou antes em Minas Gerais do que na Costa Leste norte-americana porque os aeroportos do Brasil continuaram abertos.

O médico citou que, no início da pandemia, participou de um estudo que mostrou que o não fechamento dos aeroportos internacionais brasileiros, em março do ano passado, foi decisivo para espalhar o vírus pelo Brasil.

"A cidade de São Paulo, próxima ao aeroporto de Guarulhos, o maior do Brasil, que detém o maior hub rodoviário do país, nas primeiras três semanas contribuiu com 85% do espalhamento de casos. A gente está ignorando lições que vêm de 1918, da pandemia de influenza. O Brasil recebeu o vírus da influenza por um navio mercante que chegou em Pernambuco, daí explodiu no país. Nunca fechamos o espaço aéreo da maneira correta", afirmou.

Uma coisa e certa, se quisessem vacinar já tinham imunizados os aeroportos e portos do nosso estado. Material que comprova tal obrigação social, farta e repetida em várias entrevistas por especialistas que demostram não serem ouvidos e muito menos seguidos pelos responsáveis pela vacinação em nosso estado e nem nas cidades do entorno do porto.

https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2021/05/21/nicolelis-maranhao-nao-deve-ser-unica-porta-de-entrada-de-cepa-da-india.htm

20 de mai. de 2021

Itaqui o segundo do Brasil e o 85 do mundo

Começou, na manhã desta quinta-feira (20), a vacinação contra a Covid-19 para os trabalhadores do Porto do Itaqui. O secretário adjunto de Assistência em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Carlos Vinícius Quadros Ribeiro, participou do início da ação ao lado do presidente do Porto do Itaqui, Ted Lago. Neste primeiro dia foram convocados trabalhadores da Autoridade Portuária e do OGMO – Órgão Gestor de Mão de Obra do Itaqui.

Após a inclusão desse grupo como prioritário no Plano Nacional de Imunização (PNI), o Governo do Maranhão garantiu as doses. São profissionais que não pararam um só dia durante toda a pandemia, garantindo o abastecimento da população do Maranhão e da região e o equilíbrio da economia com as exportações.


A partir de segunda-feira 24 de maio, serão atendidos os trabalhadores das empresas e instituições com sede na poligonal do Porto do Itaqui, conforme chamada organizada pelas equipes da SES e representantes das empresas, com apoio do serviço médico da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP). Importante lembrar que há vacina para todos esses trabalhadores, que devem aguardar orientação de sua empresa sobre local, data e horário para receber a primeira dose.

“Hoje nós iniciamos  uma espécie de teste de como será a operação nos próximos dias. É de extrema importância vacinar as pessoas que estão ligadas à atividade portuária, que é um serviço essencial para a comunidade. Estamos aqui trazendo esperança e um pouco mais de segurança para esse grupo, estamos cumprindo mais uma etapa do PNI, com os trabalhadores portuários. Esse é também um reconhecimento a esses trabalhadores que seguiram em atividade, mesmo nos piores dias da pandemia, para que o porto não parasse, garantindo o abastecimento de insumos para o próprio combate a essa doença, como materiais de limpeza e higiene, alimentos, etc.”,  Ted Lago.


Jouberth Mendes, representante do Sindicato dos Estivadores, foi o primeiro trabalhador portuário a receber a vacina nessa ação no Porto do Itaqui. “É muito significativo estar aqui agora porque eu represento uma categoria que atua no cais e nas embarcações. Ter essa proteção para nós e abrangendo toda a área portuária, as pessoas da área administrativa também e os demais trabalhadores, é uma honra!”, declarou.

O Brasil registrou o primeiro caso da variante indiana do coronavírus, no mesmo dia que esta vacinando o segundo porto do pais , o porto de Itaqui, seus trabalhadores portuários. Na quinta-feira 20 de maio, o secretário de Saúde do Maranhão e presidente do Concelho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Carlos Lula, confirmou que a nova cepa foi identificada em um tripulante indiano a bordo do navio Shandong, com bandeira de Hong Kong, que viajou da África do Sul até São Luís esta, ancorado na costa do Maranhão.

“A variante já estava presente em 51 países e aqui na América do Sul só estava presente na Argentina. O Brasil acaba sendo o segundo país da América do Sul com confirmação da cepa”.

Todos os brasileiros que tiverem contato com este tripulante serão submetidos a dois tipos de testagem.

Acredito que este não seja o primeiro caso no Brasil, pelo pais não ter uma Vigilância genômica eficaz. O Brasil ate o momento somente realizou 3000 mil sequenciamentos genéticos a Inglaterra no mesmo período, realizou 250000 mil .

O médico sanitarista Gonzalo Vecina, ex-diretor da Anvisa, já havia chamado a atenção para a necessidade de o Brasil controlar o fluxo nos aeroportos e portos, a fim de atrasar a chegada de variantes como a indiana. A ferramenta mais importante e a imunização dos brasileiros que trabalham neste ambiente.

Os portuários estão esperando do concelho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) um Planejamento Estratégico, que busque constantemente aprimorar sua atuação junto às Secretarias Estaduais e municipais. Com ênfase na eficiência da gestão e na organização de serviços aprimorado o plano de imunização considerando os riscos e a territorialidade nas cidades de fronteira internacional, cidades com aeroportos e portos no combate a covid.

Uma coisa e clara a terceira onda fara os especialistas começarem a enxergar os invisíveis trabalhadores portuários e de aeroportos.