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23 de dez. de 2023

Prepom Portuário Região Sudeste 2024

 

O Programa do Ensino Profissional Marítimo para Portuários, destina-se à habilitação/qualificação de pessoal para o exercício das atividades nas funções de capatazia, conferência de carga, conserto de cargas, estiva, vigilância de embarcações e bloco nos portos brasileiros para o primeiro semestre de 2024.

Aprovado em 14 de dezembro de 2023, para emprego do sistema de ensino profissional marítimo, pelo Vice Almirante Sergio Renato Berna Salgueirinho.

Distribuição dos Cursos por OGMO para portos organizados do território brasileiro são 5 cursos com 18 turmas para 189 vagas nos portos de Angra dos Reis, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Sebastião.

 Angra dos Reis

COCMH Curso de Operação de Cavalos Mecânico/Hidráulico-25h 01 turma com 10 vagas

CAOEGP Curso de Atualização na Operação de Empilhadeira de Grande Porte 26 h 01, turma com 10 vagas

Rio de Janeiro

CBCC Curso Básico de conferência de Cargas-90h 01 turma com 19 vagas

Espírito Santo

CSMC Curso de Sinalização para Movimentação de Carga-22h 14 turmas com 140 vagas

São Sebastião

COTPC Curso de Operação de Trator e de PÁ Carregadeira-24h 01 turma com 10 vagas

Infelizmente estes portos não estão agraciados com Exame ou banca avaliadora na operação de equipamentos portuários devido à falta de profissional habilitado a operar equipamento de movimentação de carga.

Não existe previsão de Exames para o PREPOM–Portuários/2024/1SEM.

O Estágio Supervisionado é considerado como uma forma de complementar a aprendizagem, a fim de se constituir instrumento de integração, em termos de treinamento prático, de aperfeiçoamento técnico e de relacionamento humano.

Não existe previsão de Estágios para o PREPOM–Portuários/2024/1SEM.

TREINAMENTO

A execução dos programas de treinamento poderá ser autorizada pela DPC conforme previsto no artigo 4.9 da NORMAM-103.

Não existe previsão de treinamento para o PREPOM–Portuários/2024/1SEM.

O Programa de Desenvolvimento do Trabalho Portuário - PDP é um projeto da Organização Internacional do Trabalho - OIT, da Organização das Nações Unidas, em conjunto com o governo federal da Holanda e três universidades europeias, cuja filosofia é o aperfeiçoamento dos trabalhadores portuários avulsos para os terminais de contêineres.

Não existe previsão de PDP para o PREPOM–Portuários/2024/1SEM.

Por se tratar de uma formação somente para o primeiro  semestre do ano de 2024, pode gerar uma mobilização dos trabalhadores em seus portos para que no segundo semestre seja de fato a época da formação e requalificação nestes protos.

8 de ago. de 2023

Ato de 1 hora contra o Rubicão empresarial portuário

 

Trabalhadores portuários do porto do Rio de Janeiro cruzarão aos braços por uma hora. O movimento social por dignidade ocorrera nesta quarta-feira, 9/8  contra a exclusão dos trabalhadores em eventos promovidos por entidades empresariais do setor, que tratam inclusive da intenção em realizar alterações na legislação portuária.

De acordo com manifesto assinado na última sexta-feira (28) por 73 representantes de sindicatos que defendem os profissionais do setor, quando alguma entidade laboral é convidada a participar destes encontros, não é concedido a ela o direito ao contraditório.

A nota avalia, ainda, que em reuniões assim, via de regra, a pauta gira em torno de interesses particulares. Esta situação é observada quando juízes, desembargadores e ministros de Estado são convidados a proferirem palestras sobre assuntos que coincidem com temas defendidos pelos empresários.

Os sindicalistas alertam para o fato de estes eventos estarem sendo realizados com o intuito de se criar jurisprudência e subsídios para processos que venham a defender alterações na legislação portuária e redução de direitos trabalhistas no setor.

Esses eventos têm participação dos Órgãos Gestores de Mão de Obra (OGMOs), de seccionais da OAB, de feiras empresariais, advogados patronais e autoridades do Poder Judiciário do Trabalho, mas não têm representantes dos trabalhadores e nem de acadêmicos que possuem pesquisas que contrariam as convicções defendidas pelos empresários do setor.

 

Os portuários acreditam que o objetivo desses eventos, "salvo melhor juízo", é o de "criar doutrinas a serem utilizadas para formar jurisprudência judicial e até mesmo para servir de subsídios em processos de alteração da legislação portuária, com a finalidade de reduzir ou eliminar direitos e conquistas dos trabalhadores dos portos, fragilizando seus sindicatos e liberalizando a mão de obra para aumentar o lucro das empresas e operadoras portuárias, bem como criando óbice a cumprimento do Tratado Internacional ratificado pelo Brasil (a exemplo da Convenção 137 da OIT)", práticas que consideram "drasticamente impiedosas com os trabalhadores e suas famílias".

 Segundo a nota de protesto, "as participações especiais de juízes, desembargadores e de ministros são, em geral, estrategicamente direcionadas a proferir palestras 'coincidentemente' em defesa de posições desses empresários, referentes a assuntos em pauta na Justiça do Trabalho, notadamente, contra a chamada 'exclusividade' para contratação de trabalhadores avulsos a vínculo empregatício, sobre 'adicional de risco', 'multifuncionalidade' e a confirmação de autonomia ilegal e inconstitucional ao OGMO para baixar regras, inclusive de escalação na vacância de instrumento coletivo de trabalho sem a participação (...) dos sindicatos, bem como sobre alteração da legislação portuária referente a dispositivos que favorecem aos trabalhadores do porto".

É hora de preparar para demostrar o contraditório e convocar o governo federal para se juntar aos trabalhadores portuários contra a convicção empresarial que precariza dos portos e contamina a responsabilidade social de parte dos funcionários públicos. Essa é a tarefa que deve ser assumida pela comunidade portuária brasileira. Não podemos mais esperar!

Fique atento(a) aos horários da paralisação no Rio de Janeiro.

Amanhã no dia 09/08/2023 (quarta-feira), conforme deliberação das três Federações FNP, FNE e FENCCOVIB, através de plenária nacional na Capital, em 28 de junho de 2023, realizaremos nos portos do Rio de Janeiro manifestação na primeira hora do turno da manhã.

A nossa programação será:

Na Sede do Porto do Rio - Av. Rodrigues Alves 20 e no Portão 24 das 7:00 às 8:00h

No Porto de Niterói - Portão de acesso ao Porto das 7:00 às 8:00h

No Porto de Angra - Portão de acesso ao Porto das 7:00 às 8:00h

No Porto de Itaguaí – Portão de acesso ao Porto das 8:00 às 9:00h

PAUTA

1 – Pela Revogação da Portaria nº 84 que viabiliza terceirização da Guarda Portuária;

2 – Pelo pagamento da dívida das patrocinadoras ao Portus;

3 – Pela manutenção da exclusividade dos Trabalhadores Portuários Avulsos;

4 – Pela abertura de cadastro para novos Trabalhadores Portuários Avulsos no OGMO RJ.

5  Pelo respeito a cultura profissional portuária.

Impor uma convicção que tira a dignidade social e econômica de uma família, não se negocia e quem tentar fazer isso estará traindo a classe portuária brasileira.

Mais quais são os desafios contemporâneos dos trabalhadores portuários brasileiros. E ler e assistir em eventos sobre sua atividade profissional, uma utopia bem distante de sua realidade, ou esta e a realidade de quem vê de seus escritórios a beira do cais. A imposição desta convicção penaliza ainda mais os trabalhadores portuários e só beneficia os precarizadores.

Esta uma hora e somente o primeiro passo de vários quilômetros a serem percorridos cobrando responsabilidade social de quem diz que os trabalhadores portuários avulsos reclamam de boca cheia, reclamando com pedidos improcedentes. A busca por respeito iniciou se na relação entre tpas nas redes sociais e destes debates surgiram dúvidas reclamações e anseios que mobilizaram as direções.

Em todo esse processo é possível comprovar a disposição dos trabalhadores portuários e da comunidade portuária para enfrentar esta reforma judiciaria empresarial.

3 de fev. de 2023

Os Deuses batalharam no porto Maravilha.

 Correria e pânico na beira do cais do porto maravilha.

Poseidon, deus dos mares e rios, e o senhor das águas foi desafiado por Éolo deus dos ventos, ao despertar o poder dos ventos na beira do cais do porto da cidade do Rio de Janeiro. O resultado deste enfrentamento sacudiu o navio de passageiros MSC Musica que se encontrava atracado no armazém 4, parada dos navios píer Mauá.

Uma bela tarde foi totalmente transformada as 14 horas quando rajadas de fortes ventos a mais de 100 km por hora cortaram a beira do cais, jogando bola com os toldos das barracas utilizadas pelos passageiros antes de adentrarem a embarcação, arrebentando o berço de atracação no costado, deixando o cabeço preso ao navio os três cabos lançantes de polpa e dois traves longitudinais. Tirando o navio de seu local o levando a eira da deriva o fato durou por uma hora. 

O navio de passageiro ficou ligado ao costado com os cabos de proa. As autoridades foram avisadas pelo gestor ambiental, os trabalhadores portuários envolvidos na operação nada sofreram durante o ocorrido e ficaram a ver navio. 

A única perda além das amarras e a escada de portaló da embarcação que ficou duramente avariada foi o cabresto que ficou entalado na poupa.

 

A marinha foi ao local e logo será publicado um relatório sobre o ocorrido. 

Um especialista procurado declarou.

 Aparentemente que posso analisar por aqui e a seguinte questão:

 Comandante deveria saber a meteorologia!:

Segundo fato estes navios passageiros têm uma coisa mais que os navios convencionais, Sistema de Posicionamento Dinâmico, as pás do (hélice) podem variar de hélice de 3 pás a hélice de 4 pás e, às vezes, hélice de até 5 pás.

O navio passageiro não precisa nem de rebocado, pois, tem hélice em todos os lados!!

Deveria IMEDIATAMENTE desatracar!! ao primeiro tempo da ventania!!.

 

A Previsão elaborada em: 2 de fevereiro de 2023. Período de validade: 3 de fevereiro a 4 de fevereiro de 2023.

Centro de Hidrografia da MARINHA do Brasil.

PREVISÃO METEOCEANOGRÁFICA

Ao longo dos próximos dias, áreas de instabilidade atuarão sobre a porção sul da METAREA V, ao sul de 25oS. No decorrer do dia 3, a formação de um sistema de baixa pressão atmosférica no litoral sul de Santa Catarina poderá provocar acumulados de chuva significativos naquela região. O sistema se deslocará para sudeste em direção ao oceano, provocando ventos fortes principalmente no sul da área BRAVO. A partir do dia 4 esse sistema dará origem a uma frente fria que avançará para leste/sudeste em alto-mar, na área SUL OCEÂNICA. Nas demais áreas litorâneas ao sul do estado do Rio de Janeiro são esperadas pancadas de chuva que podem ocorrer de forma isolada no final da tarde devido ao calor e a alta umidade do ar.

Devido às condições mencionadas acima, foram emitidos avisos de vento forte a muito forte para a área BRAVO ao sul de 26oS, para a área DELTA a leste de 038oW e na área SUL OCEÂNICA ao sul de 32oS e a oeste de 035oW.

Na porção norte da METAREA, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) continuará provocando pancadas de chuva que podem ser localmente fortes, acompanhadas de rajadas de vento, nas áreas GOLF, HOTEL e NORTE OCEÂNICA.

Os avisos de mau tempo emitidos pelo Centro de Hidrografia da Marinha (CHM) para a área de responsabilidade do Brasil (METAREA V) podem ser acompanhados através do link: https://www.marinha.mil.br/chm/dados-do-smm-avisos-de-mau-tempo/avisos-de-mau-temp

Quais serão os aprendizados sobre a batalha entre os deuses no porto maravilha.

15 de fev. de 2022

A desestatização da vida Portuária

Bom dia para todos os companheiros, teve um acidente, agora de manhã, fatal na operadora multi Rio, trabalhador caiu de cabeça e ambulância está indo para o local, a ambulância do Ogmo segundo informações o trabalhador faleceu, mais informações darei daqui a pouco.

Atenção, senhores é com muita dor que a gente tem que informar que o nosso companheiro e amigo Omar do bloco acabou de falecer no navio MSC Silva caindo da Escada quando desapeava o container no convés.

Mais um trabalhador portuário avulso evolui para óbito não foi por causa do agravamento pandêmico da covid 19, mas sim para o risco portuário. Neste caso foi no porto do Rio de janeiro, mas poderia ser em qualquer um dos pontos onde atracam navios no Brasil  O Ministério da Infraestrutura do governo Bolsonaro trabalha para ter, uma proposta para mudar a legislação que trata da contratação de trabalhadores portuários avulsos por meio dos Ogmos (Órgãos Gestores de Mão de Obra), mas não tem para desestatizar o risco no trabalhador portuário. No ano passado, o governo chegou a encampar uma tentativa de mudar a legislação para acabar com a chamada exclusividade dos Ogmos para fornecer mão de obra aos terminais portuários, por meio de um projeto de lei do deputado federal Julio Lopes (PP-RJ). Mas, devido a ameaças de paralisar os portos, a tentativa foi abortada.

O risco portuário e o lado mais defasado do mundo portuário brasileiro, mas na visão dos juízes das cortes brasileiras desde 1993 os portos brasileiros são modernos e desde 2012 são automatizados.

Ressalto que são os trabalhadores portuários avulsos que acabam pagando duas vezes pela desestatização do risco portuário brasileiro em nome do livre mercado. E abre uma janela de oportunidades inédita  e antecipada para a travessia dos mundos ao trabalhador portuário.

 Após o falecimento do Companheiro Omar Figueiroa, também conhecido por URUGUAIO, todos presentes, já em terra fizeram um minuto de silêncio em respeito ao companheiro, que tinha acabado de perder a vida.


Diante deste cenário, será necessário mergulhar no entendimento das exposições para cada tipo de carga e de navio que o trabalhador portuário avulso tem ao subir numa embarcação que e seu local de trabalho. Mas como integralizar os riscos para identificar possíveis ameaças se os gestores forçam a mão em uma ficção cientifica onde que seus terminais são automatizados. Pois, para aos trabalhadores portuários que ficam para trabalhar  continuam convivendo com os riscos inerentes à operação portuária que porventura existentes, na prática, mas são maquiados na gestão.

Os avanços tecnológicos nos portos e nas embarcações são o fator, chave do sucesso operacional, raiz da dinâmica da corrida pela alta produção.

Tal corrida trouxe consigo problemas antes inexistentes, ou pelo menos desprezíveis, pelos burocratas de gravata e suas consequências atingem a saúde do trabalhador, a integridade de seu corpo e em alguns casos evoluem para óbito.

A perda que sofreu a família e os trabalhadores em seu ambiente de trabalho e incalculável. Quando a morte ronda a beira do cais á sombra na carga de trabalho.

O MSC SILVIA (IMO: 9720457) é um Conteineiro construído em 2015 (há 7 anos) e navega sob bandeira de Portugal. A sua capacidade é de 9400 TEU e o seu calado atual é de 13 metros. Seu comprimento total (LOA) é de 299,88 metros e sua largura é de 48,32 metros.

19 de dez. de 2021

Prepom Portuário 2022 Carioca

 

PROGRAMA DO ENSINO PROFISSIONAL MARÍTIMO PARA PORTUÁRIOS

Ministrado com recursos do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional Marítimo (FDEPM) e administrado pela Diretoria de Portos e Costas (DPC), o Ensino Profissional Marítimo (EPM) para Portuários tem, como premissa básica, a formação e qualificação profissional do Trabalhador Portuário Avulso (TPA), habilitando-o para o exercício das atividades referentes à operação portuária. Ele será executado observando-se o previsto no Programa do Ensino Profissional Marítimo para Portuários (PREPOM-Portuários).

Os cursos do Prepom Portuário para os trabalhadores portuários dos  portos do estado do Rio de Janeiro, foram divididos entre os portos de Angra dos Reis e rio de janeiro.

Porto de Angra dos Reis

Operação de Cavalo Mecânico e Hidráulico  COCMH/01 04/05/22 22/05/22 10 vagas

Aperfeiçoamento de Arrumação e Estivagem Técnica CAAET/01 01/09/22 17/09/22 15 vagas

Porto do Rio de Janeiro

Básico de Arrumação e Estivagem Técnica  CBAET/01 ASD ASD 30 vagas

Básico de Conferência de Cargas  CBCC/01 ASD ASD 30 vagas

Sinalização para Movimentação de Carga CSMC/01 ASD ASD 30 vagas

Sinalização para Movimentação de Carga CSMC/01 ASD ASD 30 vagas

Operação de Veículos Leves COVL/01 ASD ASD 10 vagas

Operação de Trator e de Pá Carregadeira COTPC/01 ASD ASD 10 vagas

Operação de Empilhadeira de Pequeno Porte COEPP/01 ASD ASD 10 vagas

ESTÁGIO SUPERVISIONADO

O embarque treino é considerado como uma forma complementar de aprendizagem e prepara o trabalhador a minucias operacionais de tempo, deixando os aptos e avalizados para participarem das escalas de trabalho e de atingir as pranchas de embarque e descarga  mínima.  

RIO de JANEIRO

 T-AET Arrumador e Estivagem Técnica com 12 turmas com total de 180 trabalhadores.

10 de ago. de 2020

O grito carioca contra a MP 945

Muitas vozes, uma luta


Grito dos Estivadores excluídos reúne centenas de lutadores da beira do cais.


Em tempo de pandemia, de confusão organizada, de um governo sem suor trabalhista gera uma arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, com um parecer natural, pois, com certeza é bom para o brasil, mas os estivadores não são parte do pais que produz.


O Grito dos Estivadores cariocas é um espaço de participação livre, um belo movimento social que expõe as suas lutas, e, ao mesmo tempo, o anseio por respeito social por parte do atual governo.


O homem sem trabalho, ele e ferido gravemente em sua honra. 

Os estivadores sempre estiverem presentes nos grandes momentos dos movimentos sociais e populares  das cidades portuárias que lutam pela ideia de uma sociedade melhor para os trabalhadores.

Ao analisar as potencialidades e os entraves na consolidação e operacionalização das
atividades do estivador vivenciadas na interação com a beira do cais. Os cenários do dia a dia da lingada se constituí como campo fundamental de aprendizagem para o entendimento da cultura social desta classe profissional.
                       
Entretanto, faz-se necessária uma série de ajustes e pactos entre os OGMOs, os CAPs, as autoridades portuárias, os sindicatos e o governo, que produz as leis, gestores encarregados desta articulação, para que os estivadores possam ser respeitados como cidadãos, algo que a MP945 não contia em seu bojo.

10 de mai. de 2020

Renda do ICTSI cai, mas Rio e exceção

Os Serviços Internacionais de Terminais de Contêineres (ICTSI) reportaram uma redução no lucro líquido de 18% no primeiro trimestre do ano (1T2020), citando os impactos da COVID-19 no setor como a causa.
No entanto, apesar da queda de receita, a empresa reportou um aumento de 1% na taxa de transferência de TEU no trimestre, atribuindo isso ao novo terminal do Rio de Janeiro no Brasil, que em 2019 o ICTSI adquiriu os  direitos de concessão para operar.
No período fim do ano ate 31 de março, a empresa reportou um lucro líquido atribuível aos acionistas de US $ 59,6 milhões, de acordo com um comunicado divulgado em 7 de maio.
Isso representa 18% a menos do que os US $ 72,4 milhões auferidos no mesmo período do ano passado, devido à menor receita operacional, aumento dos juros dos direitos de concessão a pagar e despesas relacionadas ao COVID-19

A receita geral das operações portuárias totalizou US $ 375,8 milhões, uma redução de 2% em relação ao mesmo período de 2019. As atividades diminuíram devido ao impacto do COVID-19 e às restrições de bloqueio.

O ICTSI movimentou volume consolidado de 2.50.986 TEUs no trimestre, apenas 1% a mais do que os 2.478.672 TEUs movimentados no mesmo período de 2019.
A empresa atribui o ligeiro aumento ao ICTSI Rio e novos serviços em determinados terminais; afinada por um declínio nas atividades comerciais devido ao impacto da pandemia de COVID-19 no comércio global.
Excluindo a contribuição do ICTSI Rio, o volume orgânico consolidado teria diminuído um por cento no primeiro trimestre de 2020. A empresa também observa que a receita bruta orgânica teria diminuído 5%, e não 2%, se o ICTSI Rio fosse excluído.

Do Presidente
Enrique K. Razon Jr., Presidente e Presidente do ICTSI, disse: “Durante o primeiro trimestre, tomamos medidas imediatas e nossa resposta ao COVID-19 se concentrou em quatro áreas principais: proteger nosso pessoal, continuar a fornecer excelentes serviços aos nossos clientes, vivendo de acordo com nossos valores profundamente enraizados de cuidar das comunidades anfitriãs e garantir que o ICTSI continue financeiramente forte ”.

Ele observou que o efeito do vírus foi sentido na parte final do primeiro trimestre, e os volumes no ICTSI em comparação ao ano anterior eram largamente baixos.

Destaque regiões específicas, disse ele: “As regiões estão em diferentes estágios do surto viral, o que se reflete no desempenho do nosso portfólio: a Ásia apresentou volumes mais baixos em comparação ao ano anterior, enquanto os segmentos da EMEA e das Américas ainda registraram um crescimento positivo de volume no trimestre. No entanto, as duas últimas regiões mostraram sinais de baixa em março. ”

Ele concluiu: “Tomamos medidas significativas, que incluem a redução de nossa base de custos e despesas de capital, enquanto procuramos maneiras de aumentar nossa participação de mercado em determinados mercados. Continuamos monitorando a situação com cuidado para que possamos adaptar nossas respostas.

“O ICTSI é um negócio ágil e capaz de agir rapidamente para garantir que o negócio permaneça robusto durante esses tempos de incerteza.”
https://www.porttechnology.org/news/ictsi-income-falls-but-rio-saves-teu-throughput/

28 de abr. de 2020

Na Baía de Guanabara foi a pique


 Graças a Deus ninguém se machucou!!Foi um corre corre.

Na Baía de Guanabara no Rio de Janeiro, um incidente aconteceu por volta de 16h20, próximo ao Vão Central da Ponte Rio-Niterói.

Durante a operação de desembarque de ferro gusa da barcaça Rio Port I, para o navio, realizada ao largo. O navio havia carregado cerca de 47 mil toneladas quando atracado no Porto do Rio de Janeiro. A balsa levava o restante, cerca de 6 mil toneladas de ferro gusa.

A Chata partiu ao meio quando estava sendo operado com o guincho do navio.

Um inquérito administrativo instaurado pela Marinha vai apurar as causas do naufrágio da balsa de apoio na Baía de Guanabara.

A Capitania dos Portos enviou uma equipe de busca e salvamento ao local, no entanto, segundo a corporação, não houve registro de feridos. Os estivadores que estavam na operação todos foram salvos.

Não há indícios de poluição nas águas, a balsa levava cerca de 6 mil toneladas de ferro gusa, com três tratores de pá carregadeira e um gerador de energia elétrica contendo cerca de mil litros de óleo, que vazaram no acidente.

21 de dez. de 2019

Prepom Portuário Região Sudeste 2020

O ano de 2020  os portos brasileiros foram  agraciados com um TOTAL  de 216   cursos com  3461 vagas para as cidades portuárias ,os cursos  para os trabalhadores portuários dos  portos da região Sudeste do Brasil .
 Estes foram agraciados com um total de 9 cursos com  16 turmas  e 180 vagas para os portos de  Angra dos Reis RJ, Rio de Janeiro RJ , São Sebastião SP e Vitoria ES   .
ANGRA DOS REIS 1 turma com 15 vagas
RIO DE JANEIRO 5 turmas com  65 vagas
SÃO SEBASTIÃO 2 turmas com 20 vagas
VITÓRIA 8 turmas com 80 vagas

Angra dos Reis
Curso 
CACC Aperfeiçoamento em  Conferência de Cargas 01 turma  com  15 vagas  

Rio de Janeiro
Cursos 
COCP Operação de Cargas Perigosas 2 turmas com 30 vagas 
COGB Operação de Guindaste de Bordo 01 turma com 10 vagas
COTPC  Operação de Trator e de Pá Carregadeira 01 turma com 10 vagas
CSMC Sinalização para Movimentação de Carga 01 turma com  15 vagas 

São Sebastião
Cursos  
CAIT Avançado de Inglês Técnico 01 turma com  10 vagas
COCP Operação de Cargas Perigosas 01 turma  com 10 vagas

VITÓRIA 
Cursos 
COEGP Operação de Empilhadeira de Grande Porte 01  turma com 10 vagas
COEH Operação com Escavadeira Hidráulica 5 turmas com  150 vagas
COGM Operação de Guindastes Móveis Sobre Pneus 01 turma  com 10 vagas
COTPC Operação de Trator e de Pá Carregadeira 01 turma  com  10 vagas.

Agora os trabalhadores estão na  expectativa de não serem realizados cortes ou contingenciamento  de verbas que venham a contribuir com  prejuízo social para os trabalhadores portuários dos portos organizados de Angra dos Reis ,Rio de Janeiro, São Sebastião e Vitoria   ,pertencentes ao quadro do Ogmo .
O Programa do Ensino Profissional Marítimo para Portuários, destina-se à habilitação/qualificação e requalificação da mão de obra  para o exercício das atividades nas funções de  capatazia,  conferência de carga, conserto de cargas,estiva, vigilância de embarcações e bloco no portos brasileiros .  

12 de fev. de 2019

A CPATP Carioca 2019

O trabalho portuário exige bastante esforço físico e psicológico  . As atividades realizadas são avaliadas, monitoradas por  profissionais com experiencia  profissional . A NR 29 fala sobre como prevenir  a saúde e integridade física dos trabalhadores portuários.

As normas de segurança garantem a proteção dos trabalhadores em cada ambiente de trabalho. Por isso, compreender a NR pertinente ao seu setor é extremamente importante para adotar as medidas de proteção adequadas e promover a segurança do trabalho.A CIPA é formada por representantes dos empregados e do empregador  é paritária, ou seja, a quantidade de representantes do empregador sempre será a mesma de representantes dos empregados.

Como a beira do cais e um   mundo a parte a CIPA se torna CPATP
Proporcionar a todos os trabalhadores formação sobre segurança, saúde e higiene ocupacional no trabalho portuário,  treinamento e zelo pelo uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual – EPI e Equipamentos de Proteção Coletiva – EPC  ,  colaborar na elaboração e revisão dos programas de procedimento operacional padrão POP das cargas movimentadas no porto e fiscalizar se os operadores portuários cumprem as NRs.

No porto do Rio de Janeiro de 11 a 15 de fevereiro aconteceu o  Curso de Formação de CIPATP Comissão de Prevenção de Acidentes no Trabalho Portuário com diara de R$120,00 , diferente dos demais setores trabalhistas  o trabalhador portuário avulso não tem remuneração fixa ,somente recebe quando se engaja (labuta) , ao se tornar membro da CPATP deixa de trabalhar para cumprir as obrigações , de reuniões ,pesquisas e visitas técnicas .O porto contara com 13 ciperos portuários com um  papel importante na discussão das questões relativas à segurança e saúde do trabalhador no cais , buscando reduzir os riscos de acidentes , com a integração dos organismos envolvidos e a implementação das ações necessárias.Observando e relatando condições de risco nos ambientes de trabalho e solicitar medidas para eliminar ou neutralizar as ameaças existentes, além de orientar os trabalhadores quanto à prevenção de acidentes.

Cabe ainda ao CPATP a discussão sobre os acidentes ocorridos e encaminhamento de medidas para prevenção de incidentes semelhantes ao Serviço Especializado em Segurança e Saúde no Trabalho (SESSTP), ao OGMO e aos empregadores.

16 de jul. de 2018

A passagem do Estivador carioca

Eu quero que todos façam silêncio
Uma alma esta chorando de tristeza  e uma família esta em choque 
Em luto se encontra o porto maravilha 

Na proteção de São Jorge 
A morte carregou na beira do cais  do Porto da cidade maravilhosa do Rio de Janeiro
Mais um estivador 
Que deus lhe guarde no reino da glória
Querido estivador




Foi hoje na parte da manha que o senhor Walcker Virolly Fernandes filho veio a fazer a travessia para o desconhecido no navio Catamarca no armazém 11 , prestando  serviço a operadora portuária Pennant  na operação com produtos siderúrgicos .

A morte é a única certeza que temos na vida e o  reencontro com nossas origens 
Panos negros cobrem as sacadas  de Santo Cristo, Gamboa e Saúde 

Ressoam as trombetas no infinito
Os anjos estão cantando 
Para receber a alma do estivador

Você que trabalhou no porão do navio
Cumprindo as leis da vida e da estiva
Descanse  em paz meu querido irmão de cais

26 de jan. de 2017

Prepom Portuário Carioca 2017


Formação profissional Portuária para os portos do Estado do Rio de Janeiro

PROGRAMAÇÃO dos CURSOS do OGMO do porto de Angra dos Reis


 CBCC Básico de Conferência de Cargas 01/08/2017 31/08/2017 15 vagas

COCMH Operação de Cavalos Mecânico/Hidráulico
01/05/2017 19/05/2017 10 vagas

COEGP Operação de Empilhadeira de Grande Porte
01/05/2017 30/05/2017 10 vagas

COGB Operação de Guindaste de Bordo 03/07/2017 31/07/2017 10 vagas



PROGRAMAÇÃO dos CURSOS do OGMO do porto do Rio de Janeiro

CAOGB Atualização na Operação em Guindastes de Bordo 10

 CAOPC Atualização em Operação de Pá Carregadeira 10 vagas

 CAPTP Profissional do Trabalhador Portuário 2 turmas com 60 vagas

 CBAET Básico de Arrumação e Estivagem Técnica 20 vagas

CECIRP-I Cidadania e Relacionamento Pessoal com Informática 10 vagas

 COCMH Operação de Cavalos Mecânico/Hidráulica 10 vagas

 COEGP Operação de Empilhadeira de Grande Porte 10 vagas

 COEPP Operação de Empilhadeira de Pequeno Porte 10 vagas

COGB Operação de Guindaste de Bordo 2 turmas com 20 vagas

COGV Operação em Guindaste Veicula 2 turmas com 20 vagas  

COTPC Operação de Trator e de Pá Carregadeira 10 vagas

COVL Operação de Veículos Leves 10 vagas


  EXAMES

 A certificação de habilitação na operação de equipamentos por meio de exame, conforme os artigos 5.4 e 5.5 destas Normas, dar-se-á sempre que houver necessidade de regularizar uma situação que esteja contrariando as normas vigentes devido à falta de profissional habilitado a operar equipamento de movimentação de carga. O OGMO deverá priorizar os TPA registrados na categoria que exercem a operação do equipamento. Para aplicação de Exame, o OGMO interessado deverá encaminhar ao OE, acompanhado do planejamento dos cursos - Artigo 4.3 da NORMAM-32/DPC, uma proposta, contendo a justificativa da necessidade de habilitação no(s) equipamento(s), quantidade de TPA que será avaliada, o período de aplicação e os pré-requisitos que serão observados. O acompanhamento do(s) exame(s), a certificação dos alunos e a emissão da Ordem de Serviço obedecerão aos procedimentos adotados para os cursos do EPM.



Programação dos Exames no porto do Rio de Janeiro

EGP Empilhadeira de Grande Porte com 40 vagas 
OGB Guindaste de Bordo com 20 vagas

  

Programa de Treinamento do porto do Rio de Janeiro

TEGP Empilhadeira de Grande Porte 2 turmas com 20 vagas

TGB Guindaste de Bordo 4 turmas com 40 vagas

TPDC Peação e Despeação de Carga 2 turmas com 20 vagas

PREPOM-Portuários/2017 Programa do ENSINO profissional Marítimo  

  Diretoria de PORTOS e costas departamento de Ensino de Portuários

26 de set. de 2016

O PORTO DO RIO DE JANEIRO


 “O Porto e a Cidade”, a história do Rio de Janeiro se confunde com a história de seu Porto. Durante algum tempo, os dois conviveram intimamente. O movimento da cidade era o movimento do Porto: o embarque e desembarque de mercadorias era acompanhado de perto pela cidade; o comércio de rua também era o ponto de comércio que atendia às demandas do Porto. “O Porto emerge da história do Rio de Janeiro como capítulo fundador. A cidade surge como monumento ao colonialismo, com seus fortes, suas igrejas e seu Porto. O forte protegia o Porto militarmente e a igreja o guardava espiritualmente. O Porto faz assim parte da história do medo: medos dos inimigos da terra ou corsários, medo do mar e dos seus ventos e correntezas. A cidade e suas instituições afirmavam o domínio colonial sobre as terras da região da Baia de Guanabara no contexto da disputa colonial travada entre franceses e portugueses no século XVI. A localização privilegiada da Baia da Guanabara chamou a atenção dos primeiros portugueses que ali chegaram com a expedição de Gaspar de Lemos, em 1502. A "cidade-porto" nasceria na verdade da disputa entre Portugal e França e a partir de então o Rio de Janeiro passaria a ocupar uma posição estratégica para os portugueses que pretendiam assegurar seu domínio sobre a região. 
Em 1565 que Estácio de Sá, trazendo reforços para a luta contra os franceses, desembarcou junto à barra, entrincheirou com seus homens numa faixa de terra entre os Morros Cara de Cão e Pão de Açúcar, fundando em 1° de março a Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Preocupado com a defesa da cidade, Men de Sá transferiu-a, por motivos estratégicos, para o alto do Morro do Castelo. E foi ali, na faixa litorânea junto ao Morro do Castelo, ao longo do que seria mais tarde a Rua da Misericórdia, que as atividades portuárias do Rio começaram a dar seus primeiros passos. Drenando charcos e pântanos, o Rio de Janeiro expandiu-se para a área demarcada por seus quatro vértices: Morros do Castelo, São Bento, Santo Antonio e Conceição. Da área na proximidade do Morro de São Bento, as atividades ligadas ao embarque e desembarque de mercadorias cresceram gradativamente com a construção de trapiches e depósitos na direção da Prainha (atual Praça Mauá), do Valongo, da Praia da Saúde, do Saco da Gamboa, do Saco do Alferes e da Praia Formosa. 
Entre 1713 e 1760, a população do Rio passou de 12 mil para 30 mil pessoas, crescimento alimentado pelo comércio do ouro, que também estimulou a vocação portuária de algumas áreas da cidade. 
O bairro da Misericórdia, junto ao Morro do Castelo, concentrou parte significativa do comércio com trapiches e armazéns. Na Praia D. Manuel, ficava o cais de desembarque, carregamento dos gêneros exportados.
 O ritmo da vida do entorno do Porto era ditado pelo horário de embarque e desembarque de mercadorias: entre nove da manhã e duas da tarde. 
O trabalho de carregamento das mercadorias liberadas pela alfândega era feito pelos escravos. As sacas de café, pesando 70 quilos em 1870 era o produto responsável por mais da metade das exportações brasileiras.
 Foi ali que surgiram e prosperaram os principais mercados da cidade. Aquela região, conhecida como Terreiro do Ó, depois Largo do Carmo, Praça de D. Pedro II e atualmente a Praça XV, era a porta da cidade . 
Devido ao aumento das exportações brasileiras, vários projetos começaram a ser propostos e discutidos, o que alteraria grande parte da orla. 
O engenheiro André Rebouças, foi quem trouxe os primeiros projetos de modernização do Porto, mas suas idéias foram combatidas e poucas delas conseguiram se realizar. Rebouças teve alguns planos ambiciosos, como o projeto que iria desde o Arsenal da Marinha até o Arsenal de Guerra, no atual Aeroporto Santos Dumont. Outro plano foi de construir uma estação marítima ligada à Estrada de Ferro D. Pedro II, que atendia a boa parte do Vale do Paraíba escoando a produção de café, com o apoio de D. Pedro II, conseguiu fazer apenas 160 metros de cais, entre o Beco da Pedra do Sal e a Praça Municipal. Com o fim do tráfico de escravos, a maioria deles continuou ligada às atividades do Porto e fixou residência nos bairros próximos da região Portuária coabitavam brancos, negros,  estrangeiros, operários, trabalhadores fabris e comerciantes.
 Em 1902, quando Rodrigues Alves assumiu a Presidência da República, disposto a transformar o Rio em um grande centro , promoveu uma série de reformas na cidade, como a avenida que acompanhava o Canal do Mangue, a Avenida Central (hoje Rio Branco) e do Porto, todas feitas com financiamento inglês. Foi formada uma comissão de obras do Porto no ano de 1903, que propôs a ocupação da área entre o Arsenal da Marinha, aos pés do Morro de São Bento e a embocadura do Mangue, num total de 3.500 metros. A construção do cais do Porto teve início em 1904, com cerca de 1.000 operários. O começo das obras três dragas ,dois anos mais tarde seria inaugurado,  o primeiro trecho do cais do Porto, com 500 metros de extensão. Em 1907, cerca de 1460 metros de cais já estavam prontos. No litoral da Saúde e da Prainha, onde o movimento portuário era mais intenso, as pontes de desembarque dos trapiches continuavam a ser utilizadas. Nos últimos meses de 1908, o cais dispunha de 1.900 metros e cinco armazéns . Em 20/6/1910, a obra foi inaugurada, com 2700 metros de extensão. Os 800 metros que faltavam correspondiam ao trecho entre as Docas Nacionais e o Arsenal da Marinha, porém, é que dos 2700 metros concluídos, apenas 800 metros tinham condições efetivas de funcionamento, carecendo o restante de guindastes, armazéns, iluminação, linhas férreas, enfim, de toda a infraestrutura de apoio. Levou ainda um ano para que o Porto pudesse funcionar plenamente, com 18 armazéns internos, 96 externos e 90 guindastes elétricos. Em 1911 os serviços de exploração do Porto do Rio foram transferidos para um grupo Frances e começou a ser feita a ampliação do cais do Mangue em direção ao Caju. Em 1923, a administração do Porto do Rio passou às mãos de brasileiros, que constituíram a Companhia Brasileira de Exploração de Portos. Em 1933 o Porto passou para a alçada do recém-criado Ministério da Viação e Obras Públicas. Já entre 1949 e 1952, seria construído o Píer Mauá, sobre um aterro de 33.200 metros quadrados. Em 9 de julho de 1973, pelo o Decreto nº 72.439, foi aprovada a criação da Companhia Docas da Guanabara, atualmente Companhia Docas do Rio de Janeiro.

Fonte AVALIAÇÃO DA MODERNIZAÇÃO PORTUÁRIA NO DESENVOLVIMENTO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO