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24 de dez. de 2023

Prepom Portuário Região Sul 2024

 O Programa do Ensino Profissional Marítimo para Portuários, destina-se à habilitação/qualificação de pessoal para o exercício das atividades nas funções de capatazia, conferência de carga, conserto de cargas, estiva, vigilância de embarcações e bloco nos portos brasileiros para o primeiro semestre de 2024.

Aprovado em 14 de dezembro de 2023, para emprego do sistema de ensino profissional marítimo, pelo Vice Almirante Sergio Renato Berna Salgueirinho.

Distribuição dos Cursos por OGMO para portos organizados do território brasileiro são 8 cursos com 28 turmas para 470 vagas nos portos de Antonina, Paranaguá, Porto Alegre e Rio Grande.

 Antonina

COEPP Curso de Operação de Empilhadeira de Pequeno Porte-33h 01 10 vagas

COTPC Curso de Operação de Trator e de PÁ Carregadeira-24h 02 com 20 vagas

Paranaguá

CAPTP Curso de Atualização Profissional do Trabalhador Portuário-45h 11 turmas com 330 vagas

Porto Alegre

COEPP Curso de Operação de Empilhadeira de Pequeno Porte-33h 01 10 vagas

CAOGB Curso de Atualização na Operação de Guindastes de Bordo 32h 10 vagas

Rio Grande

CSMC Curso de Sinalização para Movimentação de Carga-22h 03 turmas com 30 vagas

CAAET Curso de Aperfeiçoamento de Arrumação de Carga e Estivagem Técnica-47h 01 10 vagas

CPDC Curso de Peação e Despeação de Carga-40h 01 10 vagas

CBCC Curso Básico de conferência de Cargas-90h 04 turmas com 40 vagas

Infelizmente estes portos não estão agraciados com Exame ou banca avaliadora na operação de equipamentos portuários devido à falta de profissional habilitado a operar equipamento de movimentação de carga.

Não existe previsão de Exames para o PREPOM–Portuários/2024/1SEM.

O Estágio Supervisionado é considerado como uma forma de complementar a aprendizagem, a fim de se constituir instrumento de integração, em termos de treinamento prático, de aperfeiçoamento técnico e de relacionamento humano.

Não existe previsão de Estágios para o PREPOM–Portuários/2024/1SEM.

 TREINAMENTO

A execução dos programas de treinamento poderá ser autorizada pela DPC conforme previsto no artigo 4.9 da NORMAM-103.

 Não existe previsão de treinamento para o PREPOM–Portuários/2024/1SEM.

 O Programa de Desenvolvimento do Trabalho Portuário - PDP é um projeto da Organização Internacional do Trabalho - OIT, da Organização das Nações Unidas, em conjunto com o governo federal da Holanda e três universidades europeias, cuja filosofia é o aperfeiçoamento dos trabalhadores portuários avulsos para os terminais de contêineres.

 Não existe previsão de PDP para o PREPOM–Portuários/2024/1SEM.

 Por se tratar de uma formação somente para o primeiro semestre do ano de 2024, pode gerar uma mobilização dos trabalhadores em seus portos para que o segundo semestre seja de fato a época da formação e requalificação nestes protos.

1 de set. de 2022

Eleição na Estiva de Paranaguá

 O Sindicato dos Estivadores de Paranaguá vive um momento histórico e democrático. No próximo domingo (4), a primeira uma Junta Governativa vai comandar e fiscalizar a eleição e passar a chave para nova diretoria.

 

O Sindicato dos Estivadores de Paranaguá e Pontal do Paraná (Sindestiva) possui mais de 118 anos de fundação. A entidade é uma das pioneiras no Brasil e representando cerca de 5 mil famílias atendidas. O Sindicato desempenha um importante trabalho social, com sua assistência na área de saúde e educacional para a família estivadora, o Sindestiva conta com 07 funcionários em sua sede e outros 26 trabalhando na clínica, onde atuam médicos, enfermeiras, atendentes de dentistas, cirurgiões-dentistas e fisioterapeutas. Também fazem parte do quadro de profissionais do sindicato, zeladoras, motoristas, advogados, contadora e estagiários.

A disputa será realizada na chácara da Estiva na avenida Tufi Maron das 8:00 as 17:00 e quatro chapas concorrem.

Chapa 1 João Fernando da Luz




 Chapa 2 Arivaldo Mendes Filadelfo

                                                

Chapa 3 Luiz Celso Nascimento


                                      


Chapa 4 Lucio Rodrigues

São esperados 1032 estivadores para usarem o seu direto democrático de escolha da nova liderança sindical.



20 de dez. de 2021

Prepom Portuário 2022 Paranaense

 

PROGRAMA DO ENSINO PROFISSIONAL MARÍTIMO PARA PORTUÁRIOS

Ministrado com recursos do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional Marítimo (FDEPM) e administrado pela Diretoria de Portos e Costas (DPC), o Ensino Profissional Marítimo (EPM) para Portuários tem, como premissa básica, a formação e qualificação profissional do Trabalhador Portuário Avulso (TPA), habilitando-o para o exercício das atividades referentes à operação portuária. Ele será executado observando-se o previsto no Programa do Ensino Profissional Marítimo para Portuários (PREPOM-Portuários).

Os cursos do Prepom Portuário para os trabalhadores portuários dos  portos do estado do Parana, foram divididos entre os portos de Antonina  e Paranaguá.

 Porto de Antonina

CAOEPP Atualização em Operação de Empilhadeira de Pequeno Porte

 06/06/22 11/06/22 10 vagas

CAOPC Atualização em Operação com Pá Carregadeira 

 20/06/22 24/06/22 10 vagas

COEH/01 Operação de Escavadeira Hidráulica 

04/07/22 15/07/22 10 vagas

CAPTP Atualização Profissional do Trabalho Portuário 2 turma com 60 vagas

 Porto de Paranaguá

CBAET  - Básico de Arrumação e Estivagem Técnica 2 turmas com 40 vagas

CSMC Sinalização para Movimentação de Carga 2 turmas com 40 vagas

CAOEPP Atualização em Operação de Empilhadeira de Pequeno Porte 2 turmas com 20 vagas

CAOGB Atualização em Operação de Guindaste de Bordo

 20/06/22 15/07/22 10 vagas

COVL Operação de Veículos Leves 2 turmas com 20 vagas

COEH/01Operação de Escavadeira Hidráulica 

11/04/22 27/04/22 10 vagas

COSL  Operação de Shiploader 2 turmas com 20 vagas

COTPC Operação de Trator e de Pá Carregadeira 2 turmas com 20 vagas

COGB/01 - Operação de Gindaste de Bordo

 18/07/22 17/08/22 10 vagas

PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO PORTUÁRIO (PDP)

 Projeto da Organização Internacional do Trabalho - OIT, membro da Organização das Nações Unidas, em conjunto com o governo federal da Holanda e três universidades europeias, para portos que possuem tecon.

Terminal de Contêineres Paranaguá

C.1.1 Operações do Terminal de Contêiner 3 turmas com 60 vagas,

 C.1.2 Operações de Carga e Descarga de Navio de Contêiner 3 turmas com 60 vagas,

 C.2.1 Construção do Navio Porta-Contêiner 3 turmas com 60 vagas, 

C.2.3 Sistema de Amarração de Contêiner 2 turmas com 40 vagas,

17 de jan. de 2021

Discórdia em Paranaguá.

 Porto de Paranaguá se habilita a virar hub logístico da América do Sul com autonomia na gestão, metodologia de ponta no desenvolvimento de cada concessão e segurança jurídica. Mas este entendimento não foi compartilhado com os gestores de mão de obra.

Pois, desde a sexta-feira do dia 15 o Ogmo Órgão Gestor de Mão de Obra de Paranaguá transformação a escalação para quatro períodos: 06h30, 12h, 18h30 e 22h30, com habilitação on-line.O Ogmo alega que as mudanças buscam a melhoria contínua na gestão da mão de obra e na viabilização das operações portuárias. Isso porque, muitos trabalhadores demostravam insatisfação quando eram escalados para trabalhar em navios que por alguma razão, como, chuva, talho de navio, quebra de equipamento.

Para os trabalhadores o Ogmo está fazendo as mudanças sem ouvir os trabalhadores e os que ouviu ninguém sabe nem viu. Na reunião realizada no dia 12 de janeiro de 2021, não foi demonstrado nenhum motivo concreto de prejuízo aos trabalhadores. 

O caso não e novo os gestores fazem as coisas a revelia, por bel-prazer com uma conversa sempre igual “muitos trabalhadores demostravam insatisfação”, não importando o porto organizado brasileiro. Mas não copia as posturas e procedimentos dos pools(Ogmos) dos hub ports europeus e americanos.

Por esse motivo, em 45 dias haverá uma nova reunião com os sindicatos para identificar hipóteses de melhorias no modelo aplicado e possíveis alterações, utilizara gratuitamente os trabalhadores como consultoria.

Chutou o contrato coletivo no ambiente portuário do porto de Paranaguá, não seria uma novidade o que preocupa e o perfil dos gestores portuários contratados para gerir os Ogmos. Está tornando se rotina os pés de guerra sem necessidade ou por falta de humildade, ou ate mesmo por falta de, convívio, experiência e respeito com a mão de obra avulsa. As teorias defendidas nos cursos de gestão portuária sobre a mão de obra avulsa, estão gerando discórdias na beira do cais. Discórdias estas que não existem nos hub ports usados como modelo para tornar o porto de Paranaguá no Hub port da América do Sul.

Opnião dos trabalhadores

Se não Habilitar em tudo. Fica sem trabalhar. J

Ai vendo as situações. Guincheiro e Operadores. Tudo de motoristas ou Conexo. Mais isto as Operadoras Ganharam, ela pode cortar terno e Equipamento antes de mandar a requisição. B

Agora quem são os homens de confiança do ogmo que estão reclamando. Uma coisa e certa deve ser cara com dois empregos, no mínimo, para não falar outra coisa. R

Existe uma única verdade.Ogmo Ganhou agora 4 Escalas com Direito de Cortar terno e Operadores depois da Requisição. Sem está na Convenção Coletiva. E isso estou presenciando no Navio. C



Pior de Tudo Conversando com Sindicato do Bloco e os outros sindicatos. Eles não Gostaram do Novo Sistema. Fora horário que a chamada e para sair 15 minutos antes e sai 10 minutos depois da hora. Chega na Catraca com Horário atrasado. Com Direito do Guarda do Terminal, pagar um Sapo. W

Passaram por Cima da Convenção. Os Presidentes vão a MP, para denunciar esta Irregularidade. A

Se Você não responder em tudo, você queima Vez e fica a ver o melhor trabalho. P

Agora com o Novo Sistema, as listas andam com o Freio Puxado. S

Pro Operador foi ótimo. Para os trabalhadores foram péssimos. Tanto que nenhum sindicato gosto. K

Neste Novo Sistema. Se você não responder vai ficar sem trabalhar, queimando a vez. B

Depois que foi implantado a nova chamada de 4 períodos agora não tira mais terno como era na antiga chamada enfeiou mesmo. Agora dificultou as escalações só tira o ceco mesmo. M

Companheiros em solidariedade a estiva é a todos os trabalhadores. Vamos assinar o abaixo-assinado. Para o presidente viabilizar o mais rápido possível o retorno da antiga escalação. G

21 de dez. de 2020

Prepom Sul do Brasil 2021

 No  ano de 2021 os cursos  para os trabalhadores portuários dos portos da região Sul do Brasil foram agraciados os portos de Antonina 6 cursos em 6 turmas com 100 vagas e Paranaguá 5 cursos em 20 turmas com 230 vagas para o estado do Paraná.

 Nos portos de Imbituba 1 curso em 2 turmas com  20  vagas ,Itajaí 6 cursos em 6 turmas com  80 vagas , São Francisco do Sul 5 cursos  com 50 vagas  e do Programa de Desenvolvimento Portuário porto de  Itajaí  9 cursos em 10 turmas com 150 vagas   e Navegantes  13 cursos em 20 turmas com 435 vagas para o estado de Santa Catarina . 

Nos portos de Porto Alegre 3 cursos com 70 vagas e Rio Grande 5 cursos em 22 turmas com  220 vagas para o estado do Rio Grande do Sul .

Antonina

Cursos

CAOEPP Operação de Empilhadeira de Pequeno Porte 10 vagas, Caoegp 10 vagas, CAOPC Operação com Pá Carregadeira 10 vagas, COEH Operação de Escavadeira Hidráulica 10 vagas e CAPTP Profissional do Trabalhador Portuário 2 turmas com 60 vagas.

Imbituba 

Cursos

COGB  Operação de Guindaste de Bordo 1turmas com 10 vagas e CBIT Básico de Inglês Técnico 30 vagas

Itajaí

Cursos

CAAET Arrumação de Carga e Estivagem Técnica1 turma com 20 vagas, COEGP Operação de Empilhadeira de Grande Porte 1 turma com 10 vagas, COEPP Operação de Empilhadeira de Pequeno Porte1 turma com 10 vagas e CPDC Peação e Despeação de Carga1 turma com  20 vagas.

Paranaguá

Cursos

CBCC Básico de Conferência de Cargas 20 vagas, CACC Aperfeiçoamento de Conferência de Cargas 2 turmas  com 40 vagas, COVL Operação de Veículos Leves 06 turmas com 60 vagas, CAOGB Operação com Guindaste de Bordo 05 turmas com 50 vagas e CAOPC Operação com Pá Carregadeira 06 turmas com 60 vagas.

Porto Alegre

Cursos

CAAET Aperfeiçoamento em Arrumação de Carga e Estivagem Técnica 1 turma com 30 vagas, CE NR-35 Segurança e Saúde no Trabalho em Altura 1 turma com 30 vagas e CPDC Peação e Despeação de Carga 1 turma com 10 vagas.

Rio Grande

Cursos

COVL Operação de Veículos Leves 2 turma com 20 vagas, CSMC Sinalização para Movimentação de Carga 4 turma com 40 vagas, CBCC Básico de Conferência de Cargas 5 turmas com 50 vagas, CBAET Básico de Arrumação de Carga e Estivagem Técnica 1 turma com 10 vagas, CAAET Aperfeiçoamento em  Arrumação de Carga e Estivagem Técnica 5 turmas com 50 vagas e CPDC Peação e Despeação de Carga 5 turmas com 50 vagas. 

São Francisco do Sul

Cursos

COTPC Operação de Trator e de Pá Carregadeira 10 vagas, CORE . Operação com Retroescavadeira 10 vagas, COCMH Operação de Cavalos Mecânico e Hidráulico 10 vagas, COEGP Operação de Empilhadeira de Grande Porte 01 turma com 10 vagas e COEPP Operação de Empilhadeira de Pequeno Porte 01 turma com  10 vagas.

Os  cursos do Programa de Desenvolvimento do Trabalho Portuário (PDP) projeto da Organização Internacional do Trabalho - OIT, fruto da Convenção 137 , cuja filosofia é o aperfeiçoamento da mão-de-obra que presta serviço nas funções de trabalho portuário  em terminais de contêineres.

Os cursos para o sul do brasil foram divididos para 3 terminais de contêiner  ITAJAÍ-APM 7 turmas com 70 vagas, NAVEGANTES-PORTONAVE 13 turmas com 285 vagas e PARANAGUA-TPC 23 turmas com 460 vagas.

Itajaí - APM Terminals

Módulos

C1.1 Operações do Terminal de Contêiner 1 turmas com 10 vagas, C1.5 Operação de Recepção/Entrega no Terminal de Contêiner 1 turma com 10 vagas, C1.6 Operações da Estação de Estufagem/Desestufagem de Contêiner 1 turma com 10 vagas, C2.2 Plano de Carga de Navio Porta-Contêiner 1 turma com 10 vagas, C3.3 Inspeção de Contêiner 1 turma com 10 vagas, C4.1 Trabalho com Segurança nos Terminais de Contêiner 1 turma com 10 vagas e P3.1 Manuseando Cargas Perigosas nos Portos 1 turma com  10 vagas

Navegantes

Módulos

C1.1  Operações do Terminal de Contêiner 3 turmas com 85 vagas, C1.4 Operação no Pátio de Contêiner 1 turma com 20 vagas, C1.5 Operação de Recepção/Entrega no Terminal de Contêiner 1 turma 20 vagas, C2.1 Construção do Navio Porta Contêiner 1 turma com 20 vagas, C2.2 Plano de Carga de Navio Porta-Contêiner 2 turmas com 40 vagas, C3.1  Construção do Contêiner 01 turma com 20 vagas, C4.1 Trabalho com Segurança nos Terminais de Contêiner 1 turma com 25 vagas, C6.1 O Terminal de Contêiner e o Comércio Internacional 1 turma com 20 vagas, C6.2 Medindo o Desempenho do Terminal de Contêiner 1 turma com 20 vagas e P3.1  Manuseando Cargas Perigosas nos Portos 1 turma com 20 vagas.

PARANAGUA-TPC

C1.1 Operações do Terminal de Contêiner 3 turmas com 60 vagas, C1.2 Operações de Carga e Descarga do Navio de Contêiner 3 turmas com 60 vagas, C2.1 Construção do Navio Porta Contêiner 3 turmas com 60 vagas, C2.2 Plano de Carga de Navio Porta-Contêiner turma com 20 vagas, C2.3 Sistemas de Amarração de Contêiner 3 turmas com 60 vagas, C4.1 Trabalho com Segurança nos Terminais de Contêiner 3 turmas com 60 vagas, C4.2 Trabalho Seguro a Bordo de Navios Porta Contêiner 3 turmas com 60 vagas, S2.1 Supervisão da Descarga e Carga do Navio Porta Contêiner1 turma com 20 vagas e P3.1  Manuseando Cargas Perigosas nos Portos 3 turma com 60 vagas.

O Programa do Ensino Profissional Marítimo para Portuários, destina-se à habilitação/qualificação de pessoal para o exercício das atividades nas funções de  capatazia,  conferência de carga, conserto de cargas, estiva, vigilância de embarcações e bloco no portos brasileiros.

21 de dez. de 2019

Prepom Portuário Região Sul 2020

No  ano de 2020  os cursos  para os trabalhadores portuários dos  portos da região Sul do Brasil foram agraciados os portos de  Antonina  1 curso em 3 turmas com 90 vagas e Paranaguá 3 cursos em 18 turmas com 180 vagas para o estado do Parana.
 Nos portos de Imbituba 1 curso em 2 turmas com  20  vagas ,Itajaí 4 cursos em 5 turmas com  80 vagas , São Francisco do Sul 3 cursos  com 30 vagas  e do Programa de Desenvolvimento Portuário porto de  Itajaí  9 cursos em 10 turmas com  150 vagas   e Navegantes  13 cursos em 20 turmas com  435 vagas para o estado de Santa Catarina . 
Nos portos de Porto Alegre  2 cursos com  60 vagas  e Rio Grande 5 cursos em 7 turmas com  70 vagas para o estado do Rio Grande do Sul .

Antonina
Cursos
CE-NR35 Segurança e Saúde no Trabalho em Altura 03  turmas  com  90 vagas
Imbituba
Cursos
COGB  Operação de Guindaste de Bordo 2 turmas com 20 vagas
Itajaí
Cursos
CAPTP Profissional do Trabalhador Portuário 01 turma com 20 vagas
CESSTP Especial em Segurança e Saúde no Trabalho Portuário 02  turmas com 40 vagas
COGM Operação de Guindastes Móveis Sobre Pneus 1 turma com 10 vagas
COP  Operação de Portêiner 01 turma com  10 vagas
Paranaguá
Cursos
COVL Operação de Veículos Leves 06 turmas com 60 vagas
CAOGB Operação com Guindaste de Bordo 06 turmas com 60 vagas
CAOPC Operação com Pá Carregadeira 06 turmas com 60 vagas
Porto Alegre
Cursos
CAAET  Aperfeiçoamento em  Arrumação de Carga e Estivagem Técnica 1 turma com  30 vagas
CE NR-35 Segurança e Saúde no Trabalho em Altura 1 turma com   30 vagas
Rio Grande
Cursos
CBIT Básico de Inglês Técnico 03  turmas com 30 vagas
CESSTP Especial em Segurança e Saúde no Trabalho Portuário 1 turma com 10 vagas
COVL Operação de Veículos Leves 01 turma com  10 vagas
CSMC Sinalização para Movimentação de Carga 01 turma com 10 vagas
CTE Técnicas de Ensino 01 turmas com  10 vagas
São Francisco do Sul
Cursos
COCMH Operação de Cavalos Mecânico e Hidráulico 01 turma com  10 vagas
COEGP Operação de Empilhadeira de Grande Porte 01 turma com  10 vagas
COEPP Operação de Empilhadeira de Pequeno Porte 01 turma com  10 vagas

Os  cursos do Programa de Desenvolvimento do Trabalho Portuário (PDP) projeto da Organização Internacional do Trabalho - OIT, fruto da Convenção 137 , cuja filosofia é o aperfeiçoamento da mão-de-obra que presta serviço nas funções de trabalho portuário  em terminais de contêineres.
Itajaí - APM Terminals
Módulos
C1.1  Operações do Terminal de Contêiner  02 turmas com 30 vagas
C1.2 Operações de Carga e Descarga do Navio de Contêiner 01 turma com  15 vagas
C1.5  Operação de Recepção / Entrega no Terminal de Contêiner 01  turma com 15 vagas
C1.6  Operações da Estação de Estufagem / Desestufagem de Contêiner 01 turma com  15 vagas
C2.2 Plano de Carga de Navio Porta-Contêiner 01 turma com  15 vagas
C3.3  Inspeção de Contêiner 01 turma com  15 vagas
C4.1 Trabalho com Segurança nos Terminais de Contêiner 01 turma com  15 vagas 
C6.1 O Terminal de Contêiner e o Comércio Internacional 01 turma com 15 vagas
P3.1  Manuseando Cargas Perigosas nos Portos 01 turma com  15 vagas

Navegantes
Módulos
C1.1  Operações do Terminal de Contêiner 05 turmas com  130 vagas
C1.2 Operações de Carga e Descarga do Navio de Contêiner 01 turma com  20 vagas
C1.4 Operação no Pátio de Contêiner 01 turma com  20 vagas 
C1.5  Operação de Recepção / Entrega no Terminal de Contêiner 01 turma  20 vagas
C1.6  Operações da Estação de Estufagem / Desestufagem de Contêiner 01 turma com 20 vagas
C2.1 Construção do Navio Porta Contêiner 01 turma com  20 vagas 
C2.2 Plano de Carga de Navio Porta-Contêiner 02 turmas com 40 vagas
C3.1  Construção do Contêiner 01 turma com  20 vagas
C3.2  Numeração e Marcação de Contêiner 01 turma com  20 vagas 
C4.1 Trabalho com Segurança nos Terminais de Contêiner 01 turma com  20 vagas 
C6.1 O Terminal de Contêiner e o Comércio Internacional 01 turma com  20 vagas
C6.2 Medindo o Desempenho do Terminal de Contêiner 01 turma com  20 vagas
P3.1  Manuseando Cargas Perigosas nos Portos 03 turmas com 65 vagas

Agora os trabalhadores estão na  expectativa de não serem realizados cortes ou contingenciamento  de verbas que venham a contribuir com  prejuízo social para os trabalhadores portuários dos portos organizados    ,pertencentes ao quadro do Ogmo .
O Programa do Ensino Profissional Marítimo para Portuários, destina-se à habilitação/qualificação de pessoal para o exercício das atividades nas funções de  capatazia,  conferência de carga, conserto de cargas,estiva, vigilância de embarcações e bloco no portos brasileiros .  

16 de jan. de 2019

Prepom Portuário Paranaense 2019

Os cursos do Prepom Portuário para os trabalhadores portuários dos  portos do Estado do Parana  .
Porto de ANTONINA 4  turmas  com 120  vagas e Porto de  PARANAGUÁ 5 turmas com 50  vagas e mais 14 cursos do Programa de Desenvolvimento do Trabalho Portuário PDP  com 150 vagas .

Antonina

CPDC-M Peação e Despeação de Carga com Motosserra   06/05/2019 a 17/05/2019 com 30 vagas
CE-NR35 de Segurança e Saúde no Trabalho em Altura  3 turmas com 90 vagas de 
06/05/2019  a 08/05/2019  ,02 13/05/2019 a 15/05/2019  e /03 20/05/2019 a 22/05/2019 .

Paranaguá

CAOGB Curso de Atualização de operação de guindaste de bordo  3 turmas com 30 vagas de   /01 01/04/2019 a 24/04/2019 ,02 01/04/2019 a  24/04/2019  e 03 02/05/2019 a 27/05/2019 .
CAOPC Curso de Atualização de Operação com Pá Carregadeira duas turmas com 20 vagas de  /01 08/04/2019 a  26/04/2019  e  02 08/04/2019 a 26/04/2019 .


 Programa de Desenvolvimento do Trabalho Portuário - PDP é um projeto da Organização Internacional do Trabalho - OIT, em conjunto com o governo federal da Holanda e três universidades europeias, cuja filosofia é o aperfeiçoamento da mão-de-obra  que prestam serviço nas funções de trabalho portuário nos terminais de contêineres.


PARANAGUÁ 15 cursos com  150 vagas


C1.1  Operações do Terminal de Contêiner 01 01/04/2019 a 09/04/2019 10 vagas 
C1.2 Operações de Carga e Descarga do Navio de Contêiner /01
 15/04/2019 a  26/04/2019 10 vagas
C1.3 Operação de Transferência no Cais de um Terminal de Contêiner/01
 15/04/2019 a 26/04/2019 10 vagas
C1.4  Operação no Pátio de Contêiner /01 02/05/2019 a 15/05/2019 10 vagas
C1.5  Operação de Recepção / Entrega no Terminal de Contêiner /01
 06/05/2019 a 17/05/2019    10 vagas
C2.2 Plano de Carga de Navio Porta-Contêiner/ 01 23/05/2019 a 31/05/2019 10 vagas
C2.3 Sistemas de Amarração de Contêiner/01 03/06/2019 a 11/06/2019 10 vagas
C2.4 Programa de Trabalho do Terminal de Contêiner /01 
17/06/2019 a  25/06/2019 10 vagas
C4.1 Trabalho com Segurança nos Terminais de Contêiner /01
 01/07/2019 a 09/07/2019 10 vagas 
C4.2 Trabalho Seguro a Bordo de Navios Porta Contêiner/01 
15/07/2019 a 23/07/2019 10 vagas
S1.2 S1.2 Supervisor do Porto: Tarefas e Deveres/01 01/08/2019 a 12/08/2019 10 vagas
S1.3 Supervisor do Porto: Habilidade de Supervisão /01 19/08/2019 a 28/08/2019 10 vagas ,
S1.4  Supervisor do Porto: Atributos Pessoais/01 19/08/2019 a 19/08/2019 10 vagas
S2.1 Supervisão da Descarga e Carga do Navio Porta Contêiner /01 
02/09/2019 a 11/09/2019  10 vagas
S2.2 Supervisão da Operação de Transferência no Cais do Terminal de Contêiner /01 16/09/2019 a 25/09/2019 10 vagas

26 de jan. de 2017

Prepom Portuario Paranaense 2017


Cursos para os trabalhadores  portuários para os portos do estado do Paraná

Cursos para o Ogmo do porto de Antonina.

COEGP Operação de Empilhadeira de Grande Porte  22/05/2017 a 09/06/2017 20 vagas

COEPP Operação de Empilhadeira de Pequeno Porte 08/05/2017 a 19/05/2017 20 vagas

COTPC Operação de Trator e de Pá Carregadeira 12/06/2017 a 24/06/2017 20 vagas

CSMC Sinalização para Movimentação de Carga 03/07/2017 a 15/07/2017 30 vagas




Cursos para o Ogmo do porto de Paranaguá .

CBAET Básico de Arrumação e Estivagem Técnica 03/04/2017 a 02/05/2017 20 vagas

 CBIT Básico de Inglês Técnico 3 turmas com 60 vagas 08/05/2017 a 29/05/2017, 03/07/2017 a 24/07/2017 20 e 01/08/2017 a 22/08/2017.
CBVP Básico de Vigilância Portuária 08/05/2017 a 16/05/2017 20 vagas

 COCCE Operação de Carregador de Correia em Espiral 3 turmas com 30 vagas 03/04/2017 a 03/05/2017, 02/05/2017 a 29/05/2017 10 e 03/07/2017 a 28/07/2017.

COCP Operação com Cargas Perigosas 08/05/2017 a 17/05/2017 20 vagas

COEGP Operação de Empilhadeira de Grande Porte 2 turmas com 20 vagas 03/04/2017 a 05/05/2017 e de 03/07/2017 a 01/08/2017.

COEH Operação com Escavadeira Hidráulica 2 turmas com 20 vagas de 10/04/2017 a 27/04/2017 e de 05/06/2017 a 21/06/2017 .

 COEPP Operação de Empilhadeira de Pequeno Porte 3 turmas com 30 vagas de 03/04/2017 a 03/05/2017 , 01/06/2017 a 29/06/2017 e de 01/08/2017 a 28/08/2017 .

 COGB Operação de Guindaste de Bordo 3 turmas de 03/04/2017 a 04/05/2017 , 01/06/2017 a 30/06/2017 e de 01/08/2017 a 29/08/2017 .

 COPR Operação de Pontes Rolantes de Bordo 2 turmas com 20 vagas de 02/05/2017 a 25/05/2017 e de 03/07/2017 a 26/07/2017 .

COTPC Operação de Trator e de Pá Carregadeira 03/04/2017 a 03/05/2017  com 10 vagas

COVL Operação de Veículos Leves 4 turmas com 40 vagas de 03/04/2015 a 25/04/2017 , 02/05/2017 a 22/05/2017 , 01/06/2017 a 22/06/2017 e de 01/08/2017 a 21/08/2017

 CPDC  Peação e Despeação de Carga 10/04/2017 a 25/04/2017 20 vagas  

CSMC Sinalização para Movimentação de Carga  8 turmas com 80 vagas 10/04/2017 a 27/04/2017 , 08/05/2017 a 23/05/2017 ,08/05/2017 a 23/05/2017 , 05/06/2017 a 21/06/2017 , 05/06/2017 a 21/06/2017 ,10/07/2017 a 25/07/2017 , 10/07/2017 a 25/07/2017 e de  07/08/2017  a 22/08/2017 .

  PREPOM-Portuários/2017 do Programa do ENSINO Profissional Marítimo da  Diretoria de PORTOS e costas  do Departamento de Ensino de Portuários.


30 de ago. de 2016

As cidades portuárias


Existem inúmeras reflexões sobre as cidades portuárias na literatura técnico-científica, geralmente abordando o envolvimento da cidade com o aumento da atividade portuária e os conflitos gerados à medida que os portos se expandem. Isto se deve à disputas pelo uso das áreas adjacentes aos portos, o abandono de áreas anteriormente utilizadas, inadequadas frente às novas tecnologias operacionais e o envolvimento econômico entre o porto e a cidade, principalmente através da geração de empregos.
 Conesa 1997 e Ornelas 2008 fizeram uma síntese dos principais trabalhos multidisciplinares relacionados ao tema. Os primeiros trabalhos sobre a evolução dos portos e suas relações com as cidades devem-se a Morgan 1954 e Bird 1963. Este último criou um modelo de evolução de 5 estágios, denominado Anyport, testado em inúmeros portos, posteriormente sintetizados em 3 etapas por Rodrigue 2007,: 
a) Estabelecimento: o estabelecimento inicial de um porto é fortemente dependente de aspectos geográficos. Um padrão de evolução de um porto começa a partir de um ponto original, muitas vezes um porto de pesca com atividades de comércio e de construção de barcos, que inclui vários ancoradouros; 
b) Expansão: a Revolução Industrial desencadeou diversas mudanças que impactaram as atividades portuárias. Ancoradouros foram expandidos e píers foram construídos para atender à quantidade crescente de mercadorias, de pessoas e de navios maiores. À medida que o tamanho dos navios aumentou, a construção destes tornou-se uma atividade que passou a requerer a construção de diques. Além disso, a integração de linhas férreas aos terminais portuários permitiu o acesso a uma vasta hinterlândia com um crescimento proporcional do tráfego marítimo. Atividades relacionadas ao porto também se expandiram tremendamente incluindo atividades industriais; c) Especialização: construção de píers especializados para manejar cargas tais como contêineres, minérios, grãos, petróleo e carvão, o que fez expandir as necessidades de armazenamento significativamente. 

Navios de maior capacidade freqüentemente requeriam dragagem ou construção de longos píers dando acesso a profundidades maiores. Esta evolução implicou, para vários portos, a migração de suas atividades para longe da área de sua fixação original e um incremento de sua capacidade de manejo e de carga. Por outro lado, os sítios portuários , comumente adjacentes às áreas centrais da cidade, tornaram-se obsoletos e foram  abandonados. Numerosas oportunidades de reconversão das instalações portuárias para outros usos foram criadas, tais como parques de frente para o mar, ou o desenvolvimento de áreas residenciais e comerciais. Para Daamen 2007, o conceito de porto proposto por Bird é uma função direta da relação entre forma e função, na qual o espaço portuário é visto como uma sucessão cronológica e linear em fases de desenvolvimento historicamente distintas. Daamen, reiterando questionamentos efetuados por outros autores, concluiu que a relação porto-cidade é muito mais ampla em outras dimensões  sendo que as questões políticas também tornaram-se um fator importante nas relações entre porto e cidade. Sob a perspectiva de planejamento, este deve incorporar conceitos do grau em que porto e cidade afetam um ao outro em termos do uso do solo, o contexto do transporte urbano e oportunidades de emprego, temas que dão margem a um debate controverso em níveis local e regional. Daamen 2007, analisando o caso do porto de Rotterdãm, mencionou que é possível estimular o desenvolvimento espacial de forma a aproximar novamente porto e cidade. Nottebom & Rodrigue 2005 também observaram inconsistências no modelo Anyport para explicar alguns fenômenos contemporâneos do  desenvolvimento portuário. 
A primeira é que o modelo não considera o crescimento recente de terminais marítimos que agem principalmente para o transbordo de cargas os hub ports e distribuição para demais portos hub-spoke e as redes de distribuição seqüenciais. Segundo, o modelo não inclui a dimensão da hinterlândia como um fator determinante da dinâmica portuária. Para Fortis 2004, as cidades portuárias têm uma tendência fortíssima de passar por ciclos, que às vezes são de grande vigor e depois de forte decadência, principalmente nas áreas de retroporto. Estes ciclos resultam, para muitos autores, em uma relação conflituosa entre a cidade e o porto. Segundo Caldeirinha 2007, a crescente necessidade de espaço para expansão dos portos comerciais, fruto do elevado crescimento do transporte marítimo e da globalização, origina autênticas guerras por espaço entre os portos e os municípios, podendo-se identificar vários tipos de modelos de relacionamento cidade-porto, que depende muito da história de cada país e de cada cidade. Ducruet 2004; 2008 propôs uma classificação mundial para a relação cidade porto, com denominações específicas conforme o tamanho da cidade e o tráfego do porto. Conforme o tráfego e tamanho da cidade adotam-se denominações específicas. Portos com pequeno tráfego situados em cidades pequenas, por exemplo, devem ser denominadas de município de porto costeiro e, cidades de grande porto com um elevado tráfego de metrópole de porto internacional. Godoy 1998; 2002a; 2002b, ao estudar o porto de Paranaguá PR, com base em estudos realizados em seis portos europeus Liverpool, Marselha, Hamburgo, Gênova, Rotterdãm e Barcelona por outros autores, ligados principalmente à escola francesa, indica que as relações entre a cidade e o porto modificam-se ao longo do tempo, passando por três momentos distintos, descritos como:
 a) Fase de união: até os anos quarenta do século XX, a maioria dos portos do mundo vivia esta fase, fato também mencionado por Muñoz 2004. O aumento da movimentação de mercadorias no porto levava a um aumento das atividades econômicas na cidade, indicando que ambos caminhavam na mesma direção;
 b) Fase de divórcio: o processo de globalização, ligado à revolução tecnológica e que permitiu a divisão internacional do processo produtivo, resultou no rompimento da união entre porto e cidade. A fase de divórcio é constatada por diversos autores, estando associada à evolução da tecnologia no transporte marítimo que enfraquece os laços tradicionalmente estreitos entre as cidades e os portos, tendo à frente o grande aumento dos terminais de contêineres e dos métodos de transporte Roll-on Roll-off. Ocorre o afastamento das instalações portuárias do centro da cidade, bem como do complexo industrial a ele ligado; abandono e/ou degradação do centro da cidade; redução substancial do emprego direto no porto; diminuição da participação do complexo portuário no emprego global; declínio do nível de emprego geral do setor urbano, declínio demográfico e forte polarização social com exclusão social, racismo, dificuldades do jovem trabalhar, entre outros;
 c) Fase de reconversão: nesta fase ocorre um processo de polarização social, na qual há uma população integrada à moderna tecnologia e outra marginalizada/excluída. Esta fase compreende a implementação de projetos em sua maioria estatais que visam a recuperação dos centros degradados/abandonados, a busca de alternativas de atividades econômicas que estejam somente ligadas ao porto e o incentivo ao turismo. Pavón 2003 afirmou que se a relação cidade-porto pudesse ser expressa graficamente, o resultado seria uma curva senoidal, com seus máximos e mínimos. 
Em definitivo, a relação passou de uma estreita vinculação a um frio distanciamento, desejando-se, na atualidade, o encontro do eixo de equilíbrio das abscissas, representativo para as realidades geográfica, jurídica e econômica. 
O autor descreveu quatro fases na relação porto-cidade: 
a) etapa de união cidade-porto; 
b) etapa de crescimento e distanciamento cidade-porto;
c) etapa de isolamento e separação cidade-porto; e
d) etapa de re-aproximação e integração cidade-porto. 
Todos os trabalhos sobre a relação cidade-porto mencionam que atualmente muitos portos e cidades procuram desenvolver políticas conjuntas relacionadas ao uso do solo, vias de acesso, de forma estratégica a reintegrar as duas “instituições” anteriormente isoladas, com distintas denominações, como, por exemplo, “reaproximação”, “reintegração” e “reconversão”.
 Neste processo de aproximação entre porto e cidade tornou-se comum o processo de requalificacão ou revitalização urbana de áreas anteriormente utilizadas pela atividade portuária, abrangendo grandes espaços dentro das cidades portuárias, abandonados até então.
 O IACP 2007 propõe um guia de “boas práticas” para tais projetos. 
Para Monié & Vidal 2006, no caso de cidades portuárias com papel econômico central regional, são necessários investimentos estruturais e funcionais que perpassam os limites do território portuário.
 Nessa perspectiva, o papel integrador do espaço produtivo, das cidades portuárias, seria fortalecido. O alargamento da cadeia produtiva impõe às cidades portuárias enfrentamentos complexos que vão desde questões estruturais e instrumentais do próprio cais, até o embate com questões socioeconômicas e ambientais, antes tratadas isoladamente e desconsideradas da cadeia produtiva, bem como a definição de políticas e instrumentos necessários à gestão do porto e da cidade.
 Nesse caso, parece oportuno discutir e recuperar aspectos da relação entre as cidades e seus portos. A complexidade dos impactos gerados pela atividade portuária, todavia não se limita apenas à área continental onde o porto se localiza, mas abrange o corpo aquoso adjacente, pois existe intensa movimentação de navios e a necessidade de dragagens, cuja atividade pode ter efeitos sobre a pesca da qual dependem comunidades locais, sobre a qualidade das águas costeiras e sobre o turismo, entre outros variados aspectos, que conduzem à necessidade  de uma gestão adequada. Rodrigue 2007 indica que existe um limite de interferência como environmental filter, ou “filtro ambiental”, tanto no continente como nas águas costeiras adjacentes, decorrentes do conflito/interação entre a cidade e o porto, que abrange aspectos ligados ao uso do solo, tecnologia, economia, política e legislação . 
No Brasil existem alguns poucos trabalhos sobre a relação entre os portos e as cidades, destacando-se os efetuados por Duarte 2005, Thiesen & Barros 2009, Andreotti e Santos & Lenzi 2006 no Rio de Janeiro, Soares & Lima Jr. 2005 em Vitória ES, Campos 2002 e Gomes 2006 em Recife PE, Godoy 1998, 2000, 2002a e 2002b em Paranaguá PR, Souza 2006, AGEM 2002 e Ornellas 2008 em Santos SP, Santana 2003 e Mendonça 2005 em Salvador BA e Vieira & Viana 2000 no Rio Grande RS.

Fonte Os portos de Paranaguá (PR) e Itajaí (SC): análise comparativa das suas relações com as cidades de inserção, da estrutura operacional atual e das condições sócio-ambientais das regiões de entorno / Carlos Roberto Soares. – Curitiba, 2009.

2 de fev. de 2016

Prepom Portuario Paranaense 2016

APROVO, para emprego pelos Órgãos Central e de Execução do Sistema de Ensino Profissional Marítimo e usuários da Comunidade Portuária, 
o Programa do Ensino Profissional Marítimo, para o ano de 2016 
(PREPOM-Portuários/2016). 
Wilson Pereira de Lima Filho Vice Almirante  
RIO DE JANEIRO, RJ. Em 28 de janeiro de 2016.

Distribuição dos Cursos

Portos Paranaenses

Porto  de ANTONINA 7cursos com  195  vagas
COEGP Operação de Empilhadeira de Grande Porte 01 t 0urma com 6/06/2016 22/06/2016 15 vagas
CE NR-35 Especial de Segurança e Saúde no Trabalho em Altura  06 turmas com 180 vagas 

Porto de PARANAGUÁ 21cursos com 210 vagas

CAOGB Atualização na Operação de Guindastes de Bordo 06 turmas com  60 vagas
 CAOPC Atualização em Operação de Pá Carregadeira 06 turmas com  60 vagas
COEGP  Operação de Empilhadeira de Grande Porte 04  turmas com 40 svaga
COVL Operação de Veículos Leves  05 turmas com  50 vagas



 Em 2012 no Porto ANTONINA 10 cursos com  235 vagas e PARANAGUÁ 50 cursos com 500 vagas, Programa de Desenvolvimento do Trabalho Portuário (PDP) PARANAGUÁ 43 cursos 466 vagas,  2013 ANTONINA 10 cursos com  180 vagas e PARANAGUÁ 129 cursos com  1.710 vagas no Programa de Desenvolvimento do Trabalho Portuário PDP PARANAGUÁ 19 cursos com 228 vagas , 2014 ANTONINA 3 CURSOS COM 45 VAGAS e PARANAGUÁ 13 CURSOS COM 140 VAGAS no PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO PORTUARIO PDP  5 cursos com 60 vagas e 2015 foram ANTONINA 16 turmas com 480 vagas e PARANAGUÁ 96 turmas com 1.050 vagas.
Os numeros deixam transparecer que a crise midiatica politica financiera nada tem a ver com a quantidade de cursos aos portos Paranaenses 

8 de dez. de 2015

As características da Saude no trabalho do estivador

 Fatores psicossociais e organizacionais devem ser relacionados com a ocorrência de Lesões por Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT), pois para Rocha, Daniellou e Nascimento (2012) fatores de risco baseados unicamente em uma abordagem biomecânica do movimento são questionáveis. O questionário Nórdico tem sido amplamente utilizada para verificação de danos físicos a diferentes categorias profissionais, e é exatamente nesse aspecto que este estudo traz uma contribuição importante, ao correlacionar dados deste instrumento, com dados dos outros instrumentos aplicados, metodologia que possibilitou analisar a carga mental do trabalho dos estivadores, além da conhecida carga física dos mesmos.
 Os estivadores ao responderem o questionário Nórdico demonstram consciência da sensação corporal, mesmo se encaixando no estereótipo de força física, coragem e valentia, diferenciam bem as diferentes partes do corpo onde têm dor. 
Afora a relação de queixas com as cargas física e mental, também foi possível associar o risco de lombalgia às queixas osteomusculares. 
Os resultados obtidos pelo questionário Nórdico demonstram que os sujeitos classificados como pouco cansados ou cansados fisicamente ao final da jornada de trabalho sentiram dor na região inferior das costas nos últimos 12 meses e/ou nos últimos 7 dias. A dor lombar impediu os estivadores cansados mentalmente de trabalhar e/ou de realizar trabalhos domésticos e/ou de lazer nos últimos 12 meses. Contudo, nota-se que mesmo apresentando alto rico à lombalgia, esse não foi o motivo que os levou a procurar um profissional de saúde no último ano. 
O American College of Physicians e o American Pain Society recomendam que o médico considere os fatores de risco psicossociais no histórico do paciente, ao realizar o diagnóstico e o tratamento da dor lombar (CHOU et al., 2007).
 A dor, formigamento, dormência em diferentes regiões do corpo, sensação de cansaço físico ou mental relatada por esse grupo de estivadores, pode ser um importante indicador para orientar atividades de prevenção de futuras lesões musculoesqueléticas associadas às condições e/ou organização do trabalho e, com esta conduta, evitar maior desgaste e sofrimento mental dessa população. Autores como Loisel et al. (2001), Baena et al. (2011) e Santos et al. (2011) têm enfatizado a importância de se investir em programas de prevenção e de promoção em saúde do trabalhador.


Diante do exposto, foi possível concluir a existência de uma carga física no trabalho dos estivadores, que é percebida pelos mesmos na forma de cansaço e/ou queixas de dor ou desconforto em alguma região do corpo, sobretudo a região lombar, eles também percebem e relatam um cansaço mental, que pode impedi-los de trabalhar ou de realizar atividades rotineiras, de lazer e/ou domésticas.
 Ao final da jornada de trabalho, conseguem perceber não somente o cansaço físico, mas também a carga mental do trabalho, sendo que àqueles com alto risco de lombalgia são os mais afetados neste quesito. Àqueles que se sentem cansados fisicamente e/ou mentalmente também são os mesmos que apresentam mais queixas no questionário Nórdico, principalmente no que diz respeito ao relato de dor, formigamento e dormência nos últimos 12 meses.
 De acordo com relatos apresentados, não existe reconhecimento dos superiores quanto aos riscos a que estes trabalhadores se expõem, assim como não evidenciam o reconhecimento social de seu trabalho. 
A principal fonte de prazer para os estivadores reside no fazer o que gostam pelo grau de autonomia e liberdade que esta atividade lhes proporciona.
 A partir do estudo em um porto brasileiro, nota-se a interação entre as exigências físicas, cognitivas e psíquicas que constrangem o trabalho dos estivadores.
 É do conhecimento geral que estes trabalhadores desenvolvem um trabalho perigoso em condições muito desfavoráveis, em que a exigência mais evidente é a carga física do trabalho. Entretanto, os resultados aqui apresentados também demonstram relatos de carga mental, a qual pode estar associada ao fato da incerteza da garantia de trabalho, ao trabalho por turnos, à necessidade de uma articulação de trabalho em grupo e uma reconstrução permanente de equipes. 
Enfim, o conhecimento das características do trabalho do estivador o qual inclui, esforço físico elevado, posturas constrangedoras, movimentos repetitivos, atenção, concentração e responsabilidade, desenvolvidas em ambientes ergonomicamente inadequados, expostos aos mais variados riscos ocupacionais, a alterações meteorológicas, a ritmos de trabalho intensos (principalmente nas safras) e a turnos alternados, são aspectos importantes a serem divulgados no meio acadêmico, na mídia, para autoridades portuárias e para serviço de vigilância em saúde do trabalhador portuário, afim de mitigar o desgaste físico e mental desses trabalhadores. 
O compartilhamento destes resultados poderá apontar para mudanças em políticas públicas que dizem respeito à saúde e segurança dessa categoria e favorecer o estabelecimento de parcerias interinstitucionais que possam contribuir em prol dessa causa. 
Os resultados desta pesquisa, muito provavelmente não são específicos dos estivadores do Porto de Paranaguá, uma vez que as condições e organização do trabalho portuário são muito similares nos diversos portos brasileiros.
 Assim, foi importante analisar as diferentes dimensões da carga de trabalho de estivadores e discutir seus constrangimentos, o que permite refletir sobre novas possibilidades que visem tranformações da vida no trabalho.
Fonte O QUE ESTÁ À SOMBRA NA CARGA DE TRABALHO DE ESTIVADORES?
WHAT IS IN THE SHADOW OF THE LONGSHOREMEN´S WORK LOAD? 
Arlete Ana Motter,Marta Santos e Ana Tereza Bittencourt Guimarães
Revista Produção Online, Florianópolis, SC, v.15, n. 1, p. 321-344, jan./mar. 2015.