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15 de dez. de 2018

Em Fim o respeito a Setúbal

Confirmamos que a batalha de Setúbal contra a precariedade nos portos portugueses resultou em  um acordo que integra de imediato 56 estivadores e cria condições para, a curto prazo, integrar mais 37. Este acordo levanta apenas as formas de luta relativas ao Porto de Setúbal , os estivadores que  lutaram bravamente em condições nada favoráveis . Quanto aos demais portos existe um compromisso do Governo em manter a mediação para se ter fim o desrespeito social  .

 O Sindicato dos Estivadores e Atividade Logística (SEAL) e os operadores portuários, sob mediação do Governo, chegaram a acordo para por fim a batalha  dos estivadores do porto de Setúbal por dignidade .

Que aconteceu desde o dia 05 de novembro, marca negativamente a historia trabalhista portuguesa quando a força de segurança publica fez o papel de segurança particular  dos furas greves sem família que foram pagos a pesos de ouro .

Segundo o presidente do SEAL, António Mariano, o acordo para o porto de Setúbal prevê ainda a negociação e a aprovação de um Contrato Coletivo de Trabalho no prazo de 75 dias a partir da data de assinatura do acordo, o que deverá acontecer ainda hoje no Ministério do Mar.

"Queremos deixar uma palavra de apreço à equipa de mediação pelo trabalho realizado, que foi importante para chegarmos a este acordo que significa o fim da precariedade no porto de Setúbal, e que também abre caminho à resolução dos problemas noutros portos nacionais", disse.

José Soeiro
Contra a chantagem que tentou dividi-los aproveitando-se do seu estado de necessidade, mostraram o que é ser solidário e estar unido. Contra a brutalidade com que quiseram esmagar a sua luta, foram persistentes e mantiveram o sangue-frio. Estão de parabéns.Mas está também de parabéns o Sindicato. Primeiro, porque soube construir em torno desta luta uma dinâmica de solidariedade e de alianças sociais que lhe deu força. Juntou os trabalhadores antes mesmo de serem sócios, fez plenários abertas, criou espaços democráticos, convocou a sociedade e recebeu todas as organizações que quiseram associar-se, furou o cerco da imprensa tradicional.
Raquel Varela
Os estivadores de Setúbal venceram: 56 precários foram integrados, 37 serão colocados no futuro, entre os contratados estão os dirigentes da greve, que não poderiam ser excluídos por perseguição, e há o compromisso de acabar com a perseguição e assédio moral em Leixões e Caniçal. Um exemplo de dignidade, democracia, e direitos sociais. E solidariedade. Vão ter um Natal diferente este ano.


5 de dez. de 2018

Radiografia da batalha de Setubal

Não estamos no tempo da monarquia   , mas que batalha foi esta e qual sera os desenroles para o sociedade entre feridos e machucados.


Um pouquinho de historia .
 A Batalha do Alto Viso foi um dos confrontos que teve lugar durante a guerra civil, que ficou conhecida como Patuleia,ocorreu em  1 de Maio de 1847, em Setúbal, na freguesia da Nossa Senhora da Anunciada.
Entre as forças fiéis a D. Maria II e D. Fernando II, comandadas pelo 1.º Conde de Vinhais, contra a liderada pelo 1.º Visconde de Sá da Bandeira. 
De ambos os lados foram inúmeras as baixas, tendo apenas cessado as hostilidades por intervenção mediadora da Grã-Bretanha e Irlanda. Cerca de dois meses depois, as partes assinaram a Convenção de Gramido, que oficilizava o armistício.A guerra civil, que tanto assustara a rainha D. Maria II, terminava assim e, apesar do discurso pacificador que manteve, a rainha ficou deveras ressentida com os vencidos, aos quais nem sempre mostrou a clemência que se poderia esperar, sendo nisso acompanhada pelos principais líderes vencedores.
Em resultado dessa atitude, perseguições sobre os vencidos, as quais criaram um novo clima de instabilidade que inevitavelmente conduziria a nova revolta, que estalaria em 1851, e que ficaria conhecida por Regeneração.
Ai ja e outra historia .


Voltando a 2018 de um lados os precários do porto de Setúbal e do outro a aliança Operestiva ,Autoeuropa e governo Português .Os patrões e o governo condicionaram a solução do problema de Setúbal ao retorno dos porto portugueses ao seculo XIX.
Para o cais ou as muralharas dos portos portugueses ,qual sera os desenroles  entre feridos e machucados.

24 de nov. de 2018

O cinismo com a estiva portuguesa


Operação realizada  a força pela PSP 

O cargueiro Paglia, embarcou com os sem famílias os carros da Autoeuropa, mas cinco outros navios, que já estavam no Sado, ficaram a ver navio em solidariedade ao feudalismo aplicado no porto que
começou por volta das 11 horas da manhã, e foi interrompida já perto das 22h e foram retomados na manhã de sexta-feira, as 8h00. 

A que custo a sociedade portuguesa visualiza esta operação portuária . 
Há o país dos patrões da estiva, que acham que podem tudo. Que os trabalhadores são  a carne preta, alugados ao dia, convocados por sms, sem proteção na doença ou na maternidade, sem direito a sindicalizar-se. No país da Operestiva ,empresa do grupo turco Yildirim,  não existe negociação coletiva nem Constituição.

 Para esta empresa, mais vale um porto paralisado do que fazer um contrato coletivo. Em caso de atrito, recrutam-se sem família mercenários, paga-se umas centenas de euros a um punhado de fura-greves e negocia-se com o Governo uma manobra  com a força da  polícia  para varrer da rua  os que, de pé ou sentados de braços dados, fazem uma barreira contra o retorno da desabolição . Os estivadores de Setúbal – e o seu sindicato, o SEAL – são a voz da razão contra esta fraude pactuada pelo apoio do Governo a Montadora . Mas  do que isso e a cara de um país que acha que o direito à greve , férias pagas, seguro desemprego,  educação pública e o direito à sindicalização – não é para ser evacuado da Constituição. Resistir a este modelo de precarização que tem sido testado nos portos portugueses não diz respeito apenas a eles, estivadores.

 A unidade da estiva aponta o caminho e é uma lição. Ao povo português .
É por eles. É por elas. É por nós. É por todos

Uma operação com fura-greves a entrar num porto , com a mobilização da polícia para proteger a manobra da Operestiva, compromete diretamente o Governo e o PS. Não existe maquina do tempo para a Ministra fura greve e seu partido por meio de seus marqueteiros esconderem este holocausto . .  
De estivador para estivador

Eu como estivador de Portugal venho apelar que o navio de Ro Ro com o nome Paglia, que transporta automóveis da Volkswagen da fábrica Autoeuropa, que não seja operado pela seguinte razão, nos estamos em greve total há 2 semanas porque não temos contrato de trabalho e os patrões em conjunto com o governo usaram força policial para impedirem o nosso piquete de greve de estar a porta do terminal e poder entrar com não estivadores para fazer o nosso trabalho e poderem carregar o navio PAGLIA, com esta situação todos os estivadores continuam sem ordenados e a ser reprimidos pela policia e patrões, tudo com a conivência do governo português. Este navio vai sair de Setúbal com destino ao Porto de EMDEN (DEEME) na Alemanha, apelamos à vossa compreensão e bom senso, e pedimos ajuda de todos os estivadores de todo o mundo e em especial aos colegas do porto de EMDEN, para bloquearem esta descarga, para que este trabalho seja feito apenas e sempre por estivadores.
Não interessa a força politica ou sindical, interessa mostrar do que somos feitos
Hoje por nós, amanhã por todos.
DOCKERS PORTUGAL
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https://expresso.sapo.pt/blogues/jose-soeiro/2018-11-23-A-ministra-fura-greves?fbclid=IwAR0VYuPhkxVH7LbeNk7FrtL1QkUnmMlG-jF9XBL5o_n2ZX6sKmVrcsbgx7A#gs.cA17jnY

22 de nov. de 2018

O trailer do filme Os precários de Setúbal


Bingo como numa cena dos filme ABC da Greve, Cesar Chavez, Sal da Terra e Gun City ,a senhora Ministra  diz que está “ao lado dos estivadores precários de Setúbal”, neste gesto mandou a policia portuguesa fazer o papel de segurança da WV , levando não na carroceria de um caminhão , mas num belo ônibus ,

os sem família para no terminal RoRo do porto de Setúbal, efetuarem a operação de embarque no navio PAGLIA  Bandeira: Gibraltar Ano de construção: 2010,

 substituindo os estivadores avulsos que ha   décadas, ficando nítido e transparente que  a senhora Ministra apoia a posição do patronato portuário.
Homens e mulheres sentadas ao chão frio da rua olhando o desrespeito social do seu empregador que esta a pagar muitas moedas de ouro aos sem família , mas a estes portugueses que anos labutam neste porto  alega faltar dinheiro  para tira-los da precaridade em troca de dignidade e respeito.dignidade e respeito.

.E com a mão opressora do governo que se diz  socialista e sua fórmula de política econômica. Definida numa alternativa à política de austeridade centrada em mais crescimento, mais e melhor emprego e mais igualdade,mas neste episodio  agi como uma fera domesticada pelo mercado liberal .


As cenas de hoje porto de Setúbal se depender do governo e do patronato serão repetidas nos portos de Aveiro, Caniçal. Lisboa, Leixões e Figueira da Foz fragilizando o protesto dos estivadores   

– qual tráfico de escravos do século XVI – para culminarem agora na  contratação de mercenários sem família  para substituírem os estivadores que ha  décadas  de suas vidas movimentam as riquezas nacionais .

Na realidade dos estivadores lutam por uma fração bem piquinina da riqueza portuguesa que ao ver as imagens esta sendo usada toda de uma vês só  pelo governo no papel de policiais de segurança particular defendendo os interesses daqueles que tem  gorda fração das riquezas portuguesas os empresários portuários.

Mas do que nunca os estivadores europeus da ETF e IDC terão que dar uma resposta a empresa exportadora  de veículos e ao Armador . Como numa cena do filme da  cineastra britânica  Ken Loach .

16 de nov. de 2018

O Front Português no Cais de Setúbal

 A Batalha e realizada na península de Troia no estuário do Sado na  cidade predileta de    D João II , não se trata de uma luta medieval  ,e a luta pelo direito a ter dignidade e respeito social .

 E não esta se combatendo o Fascismo ou o Nazismo , mas sim a ganancia do empresariado portuário  .



A solidariedade e internacional cruza as fronteiras a favor da luta em curso, dos guerreiros  estivadores da muralha de Setúbal, na defesa do trabalho digno e com direitos sociais.
Xavi Bellido Aguilera, do IDC, veio ao porto de Setúbal apoiar a luta dos bagrinhos e deixar a solidariedade dos estivadores de todo o mundo.
Declaração de solidariedade de Raquel Varela, historiadora e coordenadora do estudo do trabalho portuário, que sublinhou a gravidade da precariedade para a economia e a vida das pessoas.


Declaração de Bruno Dias, deputado do #PCP, em apoio à luta dos  estivadores. 
Mensagem de Arménio Carlos, secretário geral da CGTP, em apoio à luta dos estivadores. 
Declaração de Heitor de Sousa, deputado do #BE, em defesa da luta dos estivadores e denunciando a condescendência da Ministra do Mar face à precariedade. 

O exemplo de união de todos por um , nenhum passo atras numa determinação   firmada  nos ombros de homens e mulheres que manipulam as riquezas de sua bela terra. 
Carla Ribeiro, estivadora eventual no porto de #Setúbal há nove anos, explica as razões da luta dos estivadores e o impacto da precariedade na vida concreta das pessoas. 

Jorge Brito, estivador precário há sete anos, apela à união entre todos os estivadores do país rumo a um contrato colectivo nacional.

Os trabalhadores estão a exigir o respeito permanente contra a  precariedade laboral tanto incentivada por sucessivos governos, numa clara tendência aos interesses patronais, que põem os lucros à frente dos direitos  dos portugueses.
Esta e uma gerra global ,parabéns aos estivadores do front português. 

O Filme da Estiva de Setúbal

Os 92 estivadores avulsos  do Porto de Setúbal estão com os braços cruzados e afirmam não voltar ao trabalho enquanto não sentirem o respeito social com a comunidade ,mais o que esta por trás desta disputa entre o capital e o trabalho  .Os relatos e as imagens conjecturam um retorno a década de 20 , onde empresários com seus apoiadores os políticos  e com escolta da policia local , furam as lutas sociais de forma agressiva trazendo nova mão de obra .Não e um filme Americano ou Espanhol retratando as lutas trabalhistas , mais om um grande diferencial , na atualidade e via SMS  .Modelo pelo qual em Portugal os avulsos são escalados .

  O Sindicato dos Estivadores afirma que a ministra do Mar , pactua com a tentativa “ilegal” de substituir trabalhadores avulsos do porto de Setúbal, parados há mais de uma semana, por estivadores  avulsos de Aveiro e Lisboa. “Fomos confrontados com a tentativa de convocar estivadores do porto de Lisboa para substituir os trabalhadores que estão em  luta no porto de Setúbal.

Num gesto tipico da Beira do cais ou melhor da muralha , os estivadores de Lisboa  e de Aveiro recusaram a proposta para trabalhar em Setúbal.
Eles  foram abordados para trabalharem durante três dias em Setúbal, em substituição dos avulsos parados há mais de uma semana em protesto contra a situação de precariedade em que se encontram dado que são contratados ao turno. Via  sms (mensagem de texto ) de um responsável da GPA, Empresa de Trabalho Portuário de Aveiro, a pedir-lhes para dizerem se estavam disponíveis para trabalhar durante três dias no porto de Setúbal. “Não contentes com a primeira tentativa fracassada, melhoraram a oferta com transporte de 300 quilômetros em cada sentido, com direito a cama, a serem pagos por verba surpresa e com escolta   segurança . O que pretende  a parceria publica privada  e ver um conflito armado entre trabalhadores para, assim,  responsabilizar o SEAL,sindicato por eventuais consequências de atos irresponsáveis, deliberadamente provocados pelos operadores portuários, em despudorado e notório conluio com a tutela do setor.

. Bingo como numa cena dos filme ABC da Greve, Cesar Chavez, Sal da Terra e Gun City
O SEAL alerta ainda a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) e a Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) para eventuais ilegalidades que possam ocorrer durante  a eventual substituição de trabalhadores no porto de Setúbal e considera 
que este tipo de medidas não contribui para uma solução duradoura nos portos nacionais. .

Um depoimento 
"Amanhã [Hoje], os trabalhadores precários (ou eventuais) do Porto de Setúbal continuam a sua luta. Fazem muito bem. Estar há dez anos a fazer 30 ou 40 turnos por mês, sem nunca ter um contrato que dure mais do que um dia é escabroso. A somar-se à vergonha do trabalho à jorna num Porto onde 90% são precários e só 10% efetivos, hoje acrescentou-se mais uma razão que justifica a greve deles e a nossa solidariedade: a manobra para substituir os trabalhadores em luta por trabalhador trazidos de Aveiro, feitos mercadoria, com a conivência da administração do Porto e da própria Ministra do Mar. Em vez de conduzir um processo negocial para garantir que os direitos mais elementares são respeitados, que há contratação coletiva, que se respeita o princípio da liberdade sindical, a Ministra terá validado esta manobra gravíssima. Sejamos claros: o que está a prejudicar a economia do país é a inflexibilidade das empresas, que olham para os estivadores como se fossem escravos e não aceitam contratos coletivos nem a vinculação de 56 trabalhadores (é a proposta do sindicato nacional), e é a conivência das autoridades com este esquema de praça de jorna e de substituição de grevistas. Os estivadores merecem o nosso apoio e solidariedade ativa. Já venceram uma vez a prepotência, hão-de vencer outra vez. Estão de parabéns pelo exemplo." - José Soeiro.
https://www.dinheirovivo.pt/economia/sindicato-dos-estivadores-acusa-ministra-do-mar-de-pactuar-com-ilegalidades-nos-portos/?fbclid=IwAR1kifPpDUBR4jmVtJHDoN_TZCw_LrWgHbZICs4f7eyjhjrL1XmleW7g_NY

https://observador.pt/2018/11/15/sindicato-dos-estivadores-acusa-ministra-do-mar-de-pactuar-com-ilegalidades-nos-portos/?fbclid=IwAR3dq4aUsLnz71l3o_79YU5VOkXmIh4llh5GArwl1LLlIgQwQ90lQ9aD-6w

8 de nov. de 2018

Bagrinhos cruzam os braços em Setúbal

Estivadores estão a ver navios no  Porto de Setúbal , literalmente
O desentendimento entre os estivadores e a empresa de trabalho portuário, Operestiva, por causa dos contratos de trabalho é cada vez maior e, na segunda-feira, azedou de vez o caldo do frango. Foi declarada  cruzada de braços  geral e não se sabe quando o porto vai estar com as mãos na lingada.
O movimento de cargas e descargas no terminal de conteineres e automóveis no Porto de Setúbal está parado desde  segunda-feira. Os estivadores ligados à empresa Operestiva desentenderam-se com a administração e avançaram para uma paralisação social . Com isto, neste momento estão sete navios parados no porto, sendo dois deles  roro.

Fonte próxima da empresa diz que os estivadores “não estão preocupados com a crise financeira que podem causar ao Porto de Setúbal”, enquanto os estivadores afirmam não abrir mão de serem solidários uns com os outros. “Não aceitamos que nenhum estivador eventual fique prejudicado, diz um dos trabalhadores que está a par da reunião que decorreu ontem à tarde entre dirigentes do Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística (SEAL), representantes de estivadores e o diretor-geral do Terminal da Sadoport, comandante Ignácio Rodriguez.

O mais recente  disputa de braço de ferro entre os estivadores e a empresa de trabalho portuário Operestiva – com as operadoras portuárias Sadoport e Naviport relacionadas – veio quando as administrações quiseram avançar com contratos de trabalho para efetivar trinta estivadores dos cerca de cem que ali trabalham. O SEAL contestou, os trabalhadores protestaram, e os ânimos subiram as paredes  semana passada com as administrações de acusarem os estivadores de intimidação. Estes negaram e acusaram por sua vez as empresas de “pressionar” estivadores para assinarem contratos sem termo, mais ainda durante a vigência do pré-aviso de greve às horas suplementares.

Mas ao que parece, dos trinta trabalhadores escolhidos para assinar contrato, cerca de seis estiveram quase a fazê-lo contra a vontade dos colegas. Entretanto uns desistiram mas ficou a suspeita que um ou dois tenham mesmo assinado, o que irritou os estivadores. Dai até convocarem a paralisação total foi apenas algumas horas.

“Os trabalhadores pretendem que as empresas declarem, por escrito, que não existem contratos de trabalho assinados e que não vão continuar a ser pressionados para assinar”, diz António Mariano, presidente do SEAL que esteve na reunião.

Se as empresas não fizerem essa declaração “vamos continuar em greve total por tempo indefinido”, garante um dos estivadores. “E se houver contratos que foram assinados agora, têm de ser revogados”. Para os estivadores um dado é certo, “só haverá entendimento quando aceitarem fazer contratos de trabalho a termo certo para 56 estivadores, e garantir que os que ficarem como eventuais fazem um turno ao dia ”.

Ora ao que O SETUBALENSE-DIÁRIO DA REGIÃO sabe, haverá mesmo contratos assinados e fonte próxima da Operestiva confirma que na reunião de ontem o SEAL e trabalhadores “exigiram que a empresa cancele os contratos de trabalho que livremente foram assinados”. Sobre o desenrolar dos fatos, infere que Porto de Setúbal “vai perder ainda mais carga para além daquela que tem perdido” e acrescenta que “vários operadores já desviaram os navios para o porto de Sines e outros da Espanha”.
Uma coisa e certa e isso não muda não importa o pais,idioma ou continente a mídia sempre ....... 
Cada porto tem sua cultura própria baseada num convívio social consolidado na coletividade e esta união que os gestores ,homens de confiança das empresas , por serem criados em uma cultura individualista  , desejam extinguir .
Com a reforma legislativa do setor de 1993, que levou à extinção dos anteriores Organismos de Gestão da Mão-de-obra Portuária (a Portgest, no caso de Setúbal).
O sistema de colocação de mão-de-obra no Porto de Setúbal, com duas Empresas de Trabalho Portuário,nosso popular Ogmo e inédito ,  a: Operestiva (detida pela Navipor - do Grupo Navigomes -, Sapec e Luís Filipe Gomes) e Setulpor (Setefrete, ETT e Liscont). Em todos os outros portos portugueses, apenas uma empresa cede mão-de-obra para as operações de carga e descarga nos portos ,como nos portos organizados brasileiros  .
Mas quase teve 3 Orgãos gestores de mão de obra portuária , a justiça e que não deixou .

Uma grande curiosidade na terra de Manuel maria Barbosa du Bocage e sua ferozes sátiras , mas o interessante que não se trata de um obra literária deste ícone de seu tempo .
Nem uma resenha pre moldada num cop cola  de Queixumes do Pastor Elmano contra  a falsidade da Pastora Urselina fixada e misturada ao bel prazer das magoas Amorosas de Elmano  na conclusão A morte de Dona Ignez.
Mas uma coisa e certa ,dará um belo livro , o desrespeito social que passa  na pele as filhas e filhos de Setúbal .

Mais voltando a atualidade os bagrinhos do porto de Setúbal levaram seu movimento social do gate do porto para a porta do operestiva , no bairro do Liceu  ,exigindo o fim do assedio e a abertura de negociações para um respeitoso e descente contrato coletivo de trabalho  .

Bagrinho = precario ou eventual .
https://www.diariodaregiao.pt/2018/11/07/estivadores-paralisam-grande-parte-do-porto-de-setubal/?fbclid=IwAR1OH79utP22GGDmuq4k6INLIuJmccy_ZkolVw-suXRv-8rD9dRtHdRkPI4