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20 de ago. de 2022

A requisição civil do Lock Out patronal Portuário Lisboeta

 A ação solicita a prisão e deportação para a colônia penal dos participantes desta parceria, publico privado. O meu espírito eleva-se acima do meu cadáver que já começa a ser mordido por cães vadios, no Terreiro do Paço, em Lisboa. Ao ver e presenciar um acordo a la Alves dos Reis, o maior burlão da História.

Mas deixo com meu patrício as palavras

“Ainda hoje não entendo o silêncio dos políticos numa insolvência proveitosa no 1.º estado de emergência nos terminais portuários de Lisboa.

Para tu ficares no sofá nós tivemos uma requisição civil com um Lock Out patronal numa concessão do estado. Resultado? De 6 a 31 anos de processo se forem usados todos os recursos.

Só para entenderes a gravidade da coisa muitos de nós nem tiveram subsídio de desemprego mesmo tendo milhares de euros em descontos na Seg-social. Porquê? Porque ninguém foi despedido com as respetivas declaração. Resultado? Ninguém foi despedido, estamos naquela linha do NIM.

E tu no sofá a veres Netflix e a cantares numa janela enquanto uns lutavam por direitos constitucionais.

31 anos para ver os meus direitos reconhecidos? Daqui a 31 estou num caixão e ainda não saiu uma deliberação da justiça portuguesa.

E tu continuas a achar normal este silêncio dos partidos políticos?

Onde andam estes que incentivavam á luta de direitos? Porque se calaram todos? A bota não bate com a perdigota.

Sem estado de direito democrático e vivendo uma requisição civil para alguns ficarem no sofá, o coração da economia da grande cidade de Lisboa sofre de problemas crónicos silenciados e escondidos pelas oligarquias que tutelam e alugam concessões do estado.

Falo dos terminais portuários de Lisboa.

Usou-se o estado de emergência para retirar direitos, abusou-se do estado de emergência para violar leis, acordos e até contratos coletivos de trabalho. O crime só é crime se não vestir terno e gravata caso contrário é um jogo de poder onde quem transporta a pasta deveria ser ouvido e questionado.

Já lá vão mais de dois anos e até hoje direitos constitucionais são utopias com promessas de justiça onde o dinheiro silencia até quem gosta de Maseratis.

Alguém já se imaginou a ser despedido sem ser despedido? Alguém já se imaginou a ter uma requisição civil e no entanto ser a própria entidade patronal a violar essa requisição civil? Alguém já viu insolver uma empresa e abrirem no dia seguinte uma ao lado igual e violando acordos e contratos afasta-se 160 trabalhadores e contrata-se 160 temporários? Alguém já sentiu na pele querer recorrer a um simples subsídio de desemprego mas como ninguém foi notificado com o modelo RP 5044/2018 da DGSS ninguém o pode requerer.

Já sentiram isto na pele?

Naquela altura usou-se a desculpa do confinamento para não se lutar por direitos e agora que já ninguém está confinado porque não se mostra ao país o que fizeram estes empresários que alugam os terminais portuários.

Vamos deixar que o silêncio apodreça a verdade?

Vamos deixar de lutar por direitos e vamos ser os novos escravos? Eu quero os meus direitos de volta! As empresas dos terminais portuários de Lisboa até podem fechar e nunca mais querer ouvir falar do ESTIVADOR mas eu nunca me calarei! Paguem os crimes que cometeram e que se saiba a verdade do que fizeram estes operadores aos seus trabalhadores com consentimento do ministro que tutela esta vergonha.



Eu quero os meus direitos de volta!

Que se culpe os responsáveis e que se responsabilize os culpados.

Silêncio? Silêncio?

Eu não quero silêncio, QUERO JUSTIÇA!

Os estivadores de Lisboa, para felicidade da "Dança dos Demónios", foram jogados nus com a mão no bolso na muralha do rio Tejo. E se romperem o silêncio fálico, num nítido diálogo social. Os estivadores sofrerão uma verticalizada na intensidade do desejo de “apreciar”, ou melhor, de deleitar-se do estado português em ganhar com a precarização de seus trabalhadores. Num regozijo do livre mercado.

7 de nov. de 2021

O PPP Portuário de Lisboa

Quais são os reflexos da parceria do político com o empresário em busca da liberdade econômica. Com a palavra Edmundo Veiga.

EU ERA OU SOU PORTUÁRIO EM LISBOA?

Carta aberta ao Exmo. Presidente da república portuguesa, Professor Marcelo Rebelo de Sousa.

Começo esta carta com a mais básica de todas as reclamações possíveis. Onde andam os meus direitos constitucionais?

Em resumo faço o rescaldo de uma luta laboral entre trabalhadores da Associação Empresarial de trabalho portuário de Lisboa “AETPL” onde está mesma juntamente com os seus sócios gerentes e também seus únicos clientes orquestravam uma insolvência fraudulenta premeditada á anos onde em 2019 pagavam em pequenas tranches os ordenados aos trabalhadores do contingente efetivo. Uma luta que parecia estar no fim mas uma pandemia alterou a rumo da história. Em Março de 2020 mais precisamente no dia 16 e dois dias antes do citado primeiro estado de emergência, estes 149 trabalhadores tiveram uma requisição civil imposta para salvaguardarem a sustentabilidade de quem iria ficar em casa segundo as regras do confinamento da DGS. Sem palmas há janela estes trabalhadores apresentavam-se para trabalhar mas um Lock Out patronal fez com que se viola-se esta decretada requisição civil .

Como o Exmo Senhor Presidente sabe, Pedro Nuno Santos detentor desta pasta poderá esclarecer o que o levou a decidir e permitir tamanha violação de direitos laborais onde a violação de requisição civil, a violação de regras da DGS, a violação de acordos coletivos de trabalho e até a violação de direitos constitucionais foi permitida por este que se intitula ministro das infraestruturas.

Hoje dia 5 Novembro 2021 os processos correm os seus trâmites legais para apurar responsabilidades e responsabilizar os culpados.

No meio desta luta sem fim entre o poder económico ou as cadeiras douradas estão os trabalhadores da AETPL onde me incluo e ao qual faço uma vez mais uma denúncia onde a ACT finge não ouvir as centenas de queixas referentes a este caso de crime laboral permitido por um ministro do governo dissolvido.

Exmo Sr. Presidente da república portuguesa explique-me como se pode despedir um trabalhador sem o despedir?

EU REPITO.

Como se pode despedir um trabalhador sem notificar o mesmo para a sua residência fiscal com uma declaração devidamente preenchida pela entidade empregadora com a data da sensação de atividade contratual juntamente com o modelo RP 5044/2018 da DGSS? Como pode um trabalhador requerer os seus direitos sem estes documentos e como pode a ACT fechar os olhos a estes crimes laborais praticados nos terminais portuários de Lisboa? Pode a OPL fazer tudo e pode a APL ser cega , surda e muda?

Não me conformo com as violações que ministros que fazem assento parlamentar fazem e aprovam aos portugueses.

E se fosse consigo Exmo Sr. Presidente da república portuguesa Prof. Marcelo Rebelo de Sousa?

Partido Socialista

PCP - Partido Comunista Português Iniciativa Liberal

Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda Partido Social Democrata

CHEGA SIC Notícias TVI RTP1 República Portuguesa - XXII Governo

 


O que ocorre no porto de Lisboa e uma retrato da sociedade de mercado onde todas as funções são dele? 

A mercantilização dos campos da vida, tornando o trabalho portuário uma concorrência transformando o trabalhador em um empresário ou empreendedor de si mesmo. O desmantelamento do sindicato da beira do cais e de seus laços sociais com a comunidade portuária.

 Onde a gestão e individual, e a meta do operador portuário e uma obrigação social do seu colaborador, uma interpretação do futuro e das místicas relações coletivas profissionais na beira do cais. 

Uma desagregação social da desmocratização no porto resultado da ligação do político que assina a lei com a ganância do empresário que tem a mídia como protocoladora da verdade absoluta do mercado.

Seguindo este entendimento português o respeito ao trabalhador profissional e coisa de estrangeiros.

16 de jan. de 2021

A mão do estivador ao próximo

 Os estivadores portugueses, enviaram uma mensagem clara e contundente tanto aos patrões quanto aos políticos. A solidariedade esta acima do lucro.

Os patrões, mostraram explicitamente atacando os estivadores com divisão, precarização e erosão dos direitos laborais. Com o apoio da caneta do governo português.

Ao assistir os vídeos, deixa como labreste de uma sociedade determinada pelos desejos do mercado onde uma parte da sociedade tem que viver em empregos sub precários desprovidos de direitos sociais para que meia dúzia possa ter os seus direitos garantidos. 

Mas o que vem a ser um direito social, um salário digno.

 E no porto de Lisboa a responsabilidade é do Governo, dono do porto de Lisboa.

O IDC lançou uma campanha de solidariedade com os estivadores do porto de Lisboa, que foram “ilegalmente afastados”.

A campanha internacional de apoio econômico, que permita aos 150 estivadores de Lisboa prosseguirem a luta pela recuperação dos postos de trabalho da A-ETPL, foi enviada comunicado a 200 mil estivadores de todo o mundo.

A alma se agiganta do estivador quando faz sua lingada no topo da muralha. E por crer no próprio destino tem o poder de mudar sua sorte. Mas neste momento não pode receber a mesa. Um falso aventureiro trouxe na lua escondida a precarização. Como sei, e que vivo da estiva. E hoje não tenho o rio Tejo e as gaivotas a me assistir fazendo lingada. Com a brisa que sopra no fim da tarde.

A ganância dos operadores portuários do porto de Lisboa foi abraçada pelos políticos do governo português e pelos jornalistas defensores do mercado. O ser invisível que tem na mídia, seu porta-voz.

Que defendem o procedimento adotado com os 150 trabalhadores do Porto de Lisboa que em meio a um movimento social e a pandemia do COVID19 foram ilegalmente despedidos em março de 2020.

Não foram somente os estivadores que sentiram o peso da mão do ser invisível do MERCADO. Em meio a maior crise sanitária do século.

Mas em Portugal o que está acontecendo e a volta dos tempos antigos dos tempos passados, onde somente uma pequena parcela da sociedade podia viver com direitos e os demais para poder ter direitos cortaram as fronteiras atrás de um eldorado que lhe foi negado. Por aqueles que na atualidade sem nenhuma transparência entre à terra e o divino precariza a muralha de Lisboa.

Mas a luta contínua e a solidariedade há grande marca do estivador sempre será posta em prática.


Os estivadores juntam-se a todos solicitando à doação de medula óssea, fundamental no combate à leucemia. Para poder ajudar o próximo, é preciso:

Ter entre 18 e 45 anos. Ter no mínimo 50kg e 1.50m de altura. Ser saudável

Nunca ter recebido uma transfusão de sangue, desde 1980

Não ter obesidade mórbida, mesmo nos casos de colocação de Banda ou Bypass Gástrico;

Não ter qualquer patologia cardíaca;

Nunca ter contraído Hepatite B ou C; Não sofrer de doença oncológica;

Não ter nenhuma doença autoimune ou infectocontagiosa.

LOCAIS DE TRIAGEM:

LISBOA

Centro de Sangue e da Transplantação, Recinto do Hospital Pulido Valente, Alameda das Linhas de Torres, 117. Contacto: 217 504 100

Centro de Sangue e da Transplantação de Lisboa, Parque da Saúde, Pav. 17, Avenida do Brasil, 53. Contacto: 217 921 000

Instituto Português de Oncologia, Rua Professor Lima Basto. Contacto: 217 229 800

Hospital D. Estefânia, Rua Jacinta Marto. Contacto: 213 126 907

Hospital Curry Cabral, Rua da Beneficência. Contacto: 217 924 260

PORTO

Centro de Sangue e da Transplantação, Rua Dr. Roberto Frias, Recinto do Hospital de S. João. Contacto: 225 573 740

Hospital de São João, Alameda Prof. Hernâni Monteiro. Contacto: 225 074 287

Centro de Sangue e da Transplantação, Rua de Bolama, nº 133. Contacto: 225083400

SETÚBAL

Hospital de São Bernardo, Rua Camilo Castelo Branco, Contacto: 265 549 049

MADEIRA

Hospital Central do Funchal, Av. Luis de Camões. Contacto: 291705750

AÇORES

Hospital do Divino Espírito Santo, Ponta Delgada, São Miguel. Contacto: 296203000

22 de jul. de 2020

O escravismo na muralha de Lisboa


O Sindicato dos Estivadores demonstra que as empresas do porto de Lisboa desrespeitaram os acordos celebrados com o Governo e violaram os estatutos da empresa de trabalho portuário A-ETPL, para promoverem o seu fechamento.

A AOPL, Associação de Operadores do porto de Lisboa, bate o PE e garante que as entidades empregadoras do porto de Lisboa “cumpriram todos os acordos celebrados”.
Em comunicado, o Sindicato dos Estivadores e de trabalhadores da atividade Logística (SEAL) afirma que às sete empresas de estiva do porto de Lisboa “sabiam destas irregularidades” e do impedimento legal de permitirem “concorrência desleal entre ETP’s (Empresas de Trabalho Portuário) dos mesmos associados, no mesmo porto”, mas criaram novas empresas de trabalho portuário alternativo, conduzindo a A-ETPL (Associação – Empresa de Trabalho Portuário de Lisboa), “deliberadamente, para a insolvência”.

Com o objetivo, de “dobrar os seus lucros à conta do seu esquema rejuvenescido, alicerçado em precariedade e baixos salários”, com base em empresas de trabalho portuário alternativo, como a Porlis, do grupo Yilport, constituída em 2013, e a ETE Prime, do grupo ETE (Empresas de Tráfego e Estiva), constituída em 2020.
A ETP alternativa da PORLIS foi constituída pelas três empresas que integram atualmente o grupo Yilport e do grupo TMB (Terminal Multiusos do Beato), com a “cumplicidade das restantes empresas de operação portuária que integram o grupo ETE”. E que, já este ano, o grupo ETE também criou uma nova empresa de trabalho portuário, ETE-Prime.

Demostrando que este procedimento dos grupos, Yilport e ETE, não só não contestaram a violação do Estatuto da A-ETPL, como violaram o acordo celebrado no Ministério do Mar, em 27 de maio de 2016, que previa que todos os trabalhadores da PORLIS deveriam ser integrados na A-ETPL.
“A exponenciação dos lucros das empresas de estiva associadas sempre cantou bem mais alto, à boleia da utilização de trabalho descartável, tão descartável que, se neste momento a PORLIS, e/ou a ETE Prime, optassem por fechar as portas, não teriam qualquer dificuldade, uma vez que não têm qualquer tipo de ativos, tal como nunca teve a A-ETPL, o que significa que os operadores continuam na sua paixão em assegurar que mesmo com contratos de trabalho avulso, os estivadores sejam precarizados, a não ser que pertençam aos quadros das próprias empresas”.

 “O argumento das socias da A-ETPL para apresentar à insolvência se prendia com a sua fragilidade financeira motivada pelos custos fixos do trabalho”, mas salienta que a PORLIS, empresa que acumula prejuízos desde a sua abertura em 2013 até  2018, tem uma faturamentode apenas 15% daquilo que faturava a A-ETPL e apresentava, nesse mesmo ano de 2018, um resultado negativo de 750 mil euros. “A PORLIS mantém-se aberta com um passivo de tal forma gigantesco que, seguindo o mesmo entendimento e argumentação que foram utilizados pelas associadas da A-ETPL para justificar a insolvência desta, já a teriam obrigado, há muito, a fechar por inviabilidade financeira.
Apesar disso, começou no ano de 2020 um processo de contratações, em violação do princípio de boa-fé subjacente à assinatura do acordo assinado junto ao sindicato e com o Governo em 2016 e válido, no mínimo, até 2022”.

Uma coisa e certa, em nome de se manter os serviços mínimos para a população e tornar forte a economia portuguesa, garantiu se um procedimento para as empresas portuárias terem lucro escravizando a estiva de lisboa. Chutou se o balde da dignidade com a benção do Governo Português, levando os homens da muralha a trabalharem por comida.
https://www.dinheirovivo.pt/empresas/sindicato-acusa-empregadores-do-porto-de-lisboa-de-violarem-acordo-com-o-governo/?fbclid=IwAR1GksVU9WHENt-0Qm9TJSzwFIvNFM2bMZJmQCCdmhx7D6U4HAo6M1UPs50
https://tvi24.iol.pt/economia/portos/sindicato-acusa-empregadores-do-porto-de-lisboa-de-violarem-acordo-com-o-governo?fbclid=IwAR0dWytZwgaeYTZBgLP9EK16-87Jw3A-aJS2dG0QiKAosinrrLitz-4x30Q
https://oestivador.wordpress.com/2020/07/22/comunicado-de-imprensa-de-22072020/

3 de jun. de 2020

A precarização fantasiada em lisboa

Ao longo da história da humanidade, as fantasias foram utilizadas com os fins mais distintos e como ferramentas de ilusão e dissimulação.
Numa muralha onde os “bobos da corte”, transformaram-se em Pulcinella, Pierrot e Colombina, peças de precarização num tabuleiro .

Jogaram espuma na A-ETPL com serpentina desajustaram os estivadores e com confetes mergulharam o respectivo seguro que lhes permitia exercer a atividade. E tudo isso ao olhar do Arlequim, que coçava seu dedinho mindinho liberal do pe direito que ele garante ser o esquerdo. Ainda dizendo que nada poderia fazer com despedimento coletivo encapotado , pois, aquilo era um cordão carnavalesco.
Neste bloco os operadores portuários de Lisboa praticam sucessivas violações do Contrato Coletivo de Trabalho, qual o resultado prático da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT).
Qual a mobilização social deste organismo (ACT), para com o trabalhador português.
No caso dos estivadores no porto de Lisboa, o contrato coletivo assinado em 2016 está em vigor até outubro de 2022, como os próprios operadores reconhecem.

O conflito laboral no porto de Lisboa e um jogo de xadrez com lances algozes do empresário e com lampejos liberais do governo.

Para os operadores portuários o CCT estava totalmente desajustado da realidade pelas perdas de carga e clientes desde 2016, além de ser o mais dispendioso do país, de se ter revelado incapaz de garantir a paz social no porto de Lisboa e por ter sido sistematicamente violado as disposições alcançadas com o recorrente recurso da greve.
Até durante a pandemia um movimento social foi convocada até 6 de julho, agravando os serviços mínimos decretados, da requisição civil e até das restrições legais impostas pelo estado de emergência.
Com este cenário e em boa-fé não ha outra solução que não fosse a de proceder à denúncia do contrato colectivo, na expectativa de que possam existir novas regras mais adequadas à situação econômica atual e mais conforme ao presente quadro laboral.
Para o empresário do porto é obrigatória a redução salarial e sindical dos estivadores na muralha do Porto de Lisboa em ordem com as novas exigências internacionais de precarização de mão de obra durante a pandemia covid19

O xeque perpetuo. Claro com o auxílio dos Órgãos públicos que se transformaram em jogadores patronais na labuta na muralha do rio tejo.

Os mesmos que deram sustentação legal ao lance, hoje desconversam como abeis ponteiros correndo ao encontro da grande meta, dizem que são os tribunais quem tem de decidir pela legalidade ou ilegalidade de uma insolvência e que o Governo não vai fazer nenhuma intervenção.
O Tribunal do Comércio reconheceu os estivadores como principais credores da empresa de trabalho portuário de Lisboa A-ETPL e já marcou uma assembleia na sequência do pedido de insolvência da administração. Estivadores agendam assembleia de credores em 26 de junho as 10:00 para resgatar a Associação de Empresas de Trabalho Portuário de Lisboa - AETP-L, pois, representam 90% dos créditos da dela cuja insolvência foi decretada durante a pandemia no início de março, deverá pronunciar-se sobre a constituição da comissão e sobre a substituição do atual administrador António Taveira por Domingos Miranda. Em comunicado, o Sindicato dos Estivadores e Atividade Logística (SEAL), sublinha que este é o primeiro passo para recuperar uma empresa cujo anúncio de morte foi “retratado em carro alegórico”.
De acordo com a convocatória para a assembleia-geral de credores, os créditos reconhecidos as estes trabalhadores reconhecidos ascendem aos 4.789.048,38 euros. Com a assembleia de credores marcada, o SEAL pretende depois requerer a qualificação da insolvência da empresa como culposa e avançar com um processo-crime que vai ser entregue à Polícia Judiciária ou ao Ministério Público. De acordo com o SEAL, o departamento jurídico do sindicato está a preparar a apresentação de um incidente de qualificação, em processo autónomo, contra todos aqueles que intendem “serem os responsáveis por esta situação revoltante”.
Com certeza ainda tem muito ritmista que vai passar por esta avenida, agora e só saber como vai aceitar o samba enredo os jurados.


19 de mai. de 2020

O apoio a luta de Lisboa

Não se pode ter tolerância com intolerantes.
"A tolerância ilimitada leva ao desaparecimento da tolerância. Se estendermos a tolerância ilimitada mesmo aos intolerantes, e se não estivermos preparados para defender a sociedade tolerante do assalto da intolerância, então, os tolerantes serão destruídos e a tolerância com eles.  Devemo-nos, então, reservar, em nome da tolerância, o direito de não tolerar o intolerante."

Patrões levam empresa de trabalho de Estiva no porto de Lisboa à falência, descartam 150 trabalhadores e contratam outros mais baratos. Com o silêncio do governo socialista português na muralha de Lisboa.

O porto de Lisboa vive dias agitados, desde que a Associação - Empresa de Trabalho Portuário de Lisboa (AETPL) foi declarada insolvente deixando os estivadores a ver navio, em março, a pedido das sete operadoras portuárias que a detinham. Já em Estado de Emergência, o mesmo septeto veio a contratar, através de duas empresas de trabalho portuário alternativo, 89 novos trabalhadores. Por causa disso, há uma semana que estão em greve os outros 150 estivadores, dos próprios quadros das sete operadoras portuárias, e as cargas dos navios são movimentadas pelos inexperientes, com notícia de atrasos e incidentes perigosos.

Onde já se, verificou mais uma queda de conteiner no costado, os portos de todo o mundo, mesmo quando operados por estivadores profissionais, têm dos mais elevados índices de sinistralidade e fatalidades. A beira do cais e um local super perigoso e traiçoeiro.

Do grupo turco Yilport, o maior operador do porto de Lisboa, através da Liscont, Sotagus e Multiterminal, o administrador Diogo Marecos nega "qualquer aumento de incidentes". Também ex-administrador da AETPL, Marecos alega que os trabalhadores contratados em abril receberam "formação mínima exigida por lei" e "adicional". Mas admite demoras nas operações: "Podemos ter, aqui e acolá, alguns constrangimentos. Não vamos dizer que uma pessoa com três semanas de experiência tem o mesmo desempenho de quem trabalha há três anos", refere.
Demissões camufladas.

Na origem próxima do conflito laboral está a decisão dos donos da AETPL de requererem a falência desta empresa, que tinha 149 trabalhadores à disposição das sete operadoras portuárias.
O passivo da AETPL era de 73 mil euros, mas, a 3 de março, o Tribunal de Comércio de Lisboa declarou a insolvência. O administrador de insolvência nomeado, António Taveira, ordenou o seu encerramento e a cessação dos contratos de trabalho na véspera da declaração do Estado de Emergência.

Correria no convés, foi se como se já era sabido pelos sete operadores o que seria assinado no palácio.

O SEAL já requereu ao tribunal uma assembleia de credores e que declare a insolvência "culposa", pois, os sócios da AEPTL "eram também os únicos clientes da mesma", cabendo-lhes "definir o preço a pagar pela utilização de cada trabalhador, sendo que, há 10 anos que esse preço era inferior ao custo real. O objetivo da insolvência foi promover uma demissão coletiva e partir a organização dos estivadores em Lisboa. Os empresários como desculpa alegam que a empresa faliu por causa dos "conflitos laborais" e dos "elevados salários". Contraditório, pois, a empresa ETE Prime, do Grupo ETE, tentou contratar no mesmo dia em que anunciaram que os estivadores não eram mais trabalhador da A-ETPL, para os quadros da nova empresa com as mesmas condições. A proposta foi feita para 13 homens, um grupo mínimo de registros.

Nossa que desculpe sem base os estivadores portugueses não têm salários como os alemães e nem como os belgas. Então como dizer que tem elevados salários.
A adesão à greve é quase de 100%, assume o administrador do Yilport, garantindo, porém, que a estiva está a funcionar e os navios estão a escalar o porto de Lisboa.

O SEAL cobra responsabilidade social do administrador de insolvência António Taveira por ignorar todas as solicitasões dos trabalhadores, incluindo um plano de recuperação da AETPL, e já requereu ao tribunal a sua substituição. Questiona, de resto, como pôde o advogado António Taveira ser nomeado para aquela função, se, ainda em maio de 2019, tinha sido detido pela Polícia, por suspeita de corrupção, e libertado sob fiança. Na sentença em que declarou a insolvência da AETPL, o juiz de comércio de Lisboa Duarte Nunes diz que o nomeou por sorteio.

As coincidências e celeridades no ato não cheiram bem, mas o governo continua em silêncio.

Os empresários portuários portugueses usaram como arma contra os estivadores a pandemia e a segunda foi a declaração do estado de emergência, impedindo a entrada no porto dos estivadores para garantir os serviços mínimos durante o movimento social.

O fato é que os estivadores se mantêm unidos em torno do Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística (SEAL) que vem demostrando que a Liscont, esta a substituindo estivadores por motoristas de Faro, que não têm formação para exercer a atividade.
 Na empresa Sotagus, iniciaram hoje de manhã a formação de algumas dezenas de pessoas, o que pode configurar uma clara violação do estado de emergência.

A atual situação do porto de Lisboa resulta de uma estratégia dos operadores portuários para substituírem os 134 estivadores registros e 15 cadastros da A-ETPL, que está em processo de insolvência, por outros trabalhadores contratados por empresas paralelas, em que, tal como já acontecia na A-ETPL, as empresas de estiva são, simultaneamente, os únicos acionistas e clientes.

Os operadores portuários de Lisboa estão contratando seguranças, para fazer o trabalho de estivadores, para o qual não têm nenhuma habilitação, quer para, naturalmente, tentando intimidar a metade dos estivadores do Porto de Lisboa que ainda têm autorização para trabalhar. O SEAL entende que o processo de insolvência da A-ETPL não está concluído e que a empresa ainda não está fechada, ao contrário dos operadores portuários, que consideram que a A-ETPL já está definitivamente encerrada e os trabalhadores despedidos, após sentença do Tribunal do Comércio de Lisboa.

O que é certo é que em 2018, sindicato e patrões assinavam um acordo sob o auspício do governo em que se garantia que a única empresa que ia encerrar era precisamente a Porlis, empresa de grande concentração de trabalho precário e com piores condições que as da A-ETPL.

O que figura na muralha de lisboa e uma conivência entre as empresas e o governo e que essa é a única explicação para o silêncio?

As respostas estão vindos de outros portos não somente com palavras, mas com ações.

ETF Dockers' Section e ITF Dockers ficam em solidariedade com IDC International Dockworkers Council e SEAL-Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística.

Os nossos camaradas portugueses no Porto de Lisboa estão empenhados numa luta duradoura contra demissões coletivas e práticas desleais, incluindo a utilização de pessoal externo para operações portuárias.

Em apoio à sua luta contra estas práticas ilegais, dirigimos hoje o Capitão e a tripulação do navio Nordica, dirigindo-se para o Porto de Rotterdan.

O navio foi manuseado em Portugal por trabalhadores não profissionais de estiva, enquanto apenas os verdadeiros dockers devem fazer o trabalho.

 A nossa mensagem é clara: tarefas pertencentes a dockers devem ser realizadas por dockers!
Bloqueio solidário sueco contra o navio de contentor Wes Janine, carregado por fura greve trabalhando sem uma CBA no porto de Lisboa.
A partir das 6 (h), foi criado um bloqueio contra o navio Wes Janine em todos os portos suecos. 
O navio foi carregado por trabalhadores externos sem uma CBA no porto de Lisboa, Portugal, no início de maio. A operação foi o mais recente passo num esforço sem vergonha dos empregadores portuários para explorar a crise global da COVID 19, de modo a se livrar dos estivadores organizados e do seu SEAL.
A União de Dockworks Sueca foi informada sobre a chegada do navio aos terminais APM em Gotemburgo e recebeu um pedido de ação solidariedade contra ele do SEAL.

Os estivadores suecos responderam que faremos o que pudermos para ajudar.
Hoje, o navio de conteineres Wes Gesa, totalmente operado pela Scabs em Lisboa, foi bloqueado, numa operação de cruzada de braços pelos Dockers dinamarqueses em apoio aos Dockworks de Lisboa, que lutam para recuperar os seus empregos!
Always in solidarity!
Don't Fuck my Job!
An injury to one is an injury to All!
If we are TOGETHER it's impossible to fail!
We'll never walk alone!

https://www.jn.pt/local/noticias/lisboa/lisboa/estivadores-em-greve-contra-troca-de-colegas-experientes-por-aprendizes-12195391.html?fbclid=IwAR0iHEcA6p0GNPj4BdDl--b2-3iinvYyJwIbjKtPdTe54VtvNzAeGlfT8Kc

6 de mai. de 2020

Uma mão a muralha de Lisboa

Esta expressão, uma mão lava a outra, vem de Axíoco, texto apócrifo atribuído a Platão no qual é dito que uma mão esfrega a outra, dá e recebe.

Na Mitologia e uma referência a uma espécie de troca de favores necessária à existência humana.Uma mão lava a outra e às duas lavam o rosto e um provérbio que cai como uma luva na real situação da muralha de Lisboa. 
De um lado os empresários portuários do porto de Lisboa dividindo o álcool em gel com os políticos Portugueses. E do outro lado, centenas de estivadores sem máscaras de proteção no porto de Lisboa.

Os estivadores de Lisboa associados do SEAL retomaram a greve anunciada, à condição, no passado 30 de março, em pleno estado de emergência. 


De acordo com o pré-aviso então divulgado, a greve aplicar-se-á em todas as operações realizadas, seja qual for o período de trabalho, normal ou suplementar, para a execução das quais as entidades empregadoras ou utilizadoras de mão-de-obra portuária contratem ou coloquem trabalhadores estranhos à profissão e que não integrassem o contingente de registro e cadastro à data de 4 de fevereiro de 2020, pois, os grupos Yilport e ETE reforçaram os quadros das suas próprias empresas de trabalho portuário, Porlis e ETE Prime, respectivamente, com pessoas sem experiencia profissional.

O movimento social dos estivadores de Lisboa, estendem-se há meses, inicialmente aos salários em atraso, desrespeito do Contrato Coletivo de Trabalho, a atuação de precarização dos grupos Yilport, ETE e TMB na A-ETPL e agora soma-se a declaração de insolvência da empresa de trabalho portuário e a demissão coletiva de todos os estivadores da A-ETPL .

Em resposta, ha esta postura cabe aos estivadores, não só os de Portugal como do globo, mostrarem a esta dobradinha o que vem a ser Solidariedade e o real significado de uma mão lava a outra e as duas lavam o rosto.
Lisboa a chamar a Solidariedade Internacional!


150 Trabalhadores da parede de Lisboa não trabalham no porto. Agradecemos todo o tipo de solidariedade, mas precisamos de ações na beira do cais. Rank and Ficheiro do IDC, precisamos colocar em prática o espírito de Liverpool no porto de Lisboa. João, António, Mário, Mariano, Paulo, Bruno, Tiago, Luis, Carlos, Filipe e 140 estivadores precisam sentir a força e o poder do IDC. Os operadores portuários estão a usar agora, neste momento, 70 sarnas. Os estivadores profissionais estão nos últimos 50 dias sem trabalhar no porto. Chamamos a IDC. Chamamos Rank e Arquivo. Conhecemos o vírus Corona COVID19, vamos lutar com ele entre nós. Em Lisboa somos 150 trabalhadores, mas somos mais de 120 mil estivadores do IDC em todo o mundo. Irmãos e Irmãs, chamamos a Família! #TodosPorTodos #SEAL #IDC #InsolvenciaFake #ToxicYilport #BatalhaDeLisboa #Solidariedade Internacional #DespedimentosFake #NemUmPassoAtras #Proud2BeDocker #WeWillNeverWalkAlone

22 de abr. de 2020

AO amigo do Poder tudo em Lisboa

Basta uma rápida olhada nas origens dos movimentos que descartam profundamente os direitos dos trabalhadores enraizados em tendências neoliberais, e isso que explica, o que esta acontecendo em Lisboa.

A uma posição há muito consolidada entre os gestores, redução de custo a qualquer custo, pois, a responsabilidade social e do estado.
Esta orientação ideológica ganhou força no contexto pre (pandemia).
Este movimento contra os trabalhadores somente e praticado nos países, devido à crise financeira ou aos sentimentos ditatoriais dos homens no poder. Assim claro, o governo também participa sendo peça fundamental. Ver a situação em lisboa com políticos de ideologias de esquerda, apesar de carregar o termo socialista nada menos que um simples rótulo. Na campanha com um discurso e apelo amigável ao trabalhador.
 Após chegar ao poder, passas leis emergenciais para restringir os direitos dos trabalhadores, o que permitiu aos empresários, geralmente bem relacionados com o poder, perseguir e precarizar o sindicato dos estivadores. E ir a publicar se vangloriando que esta contratando pessoas que nunca trabalharam na atividade portuária e dando-lhes formação em salas de aula em tempo de pandemia. Tudo pode o amigo do poder.

Tornando aplicáveis os desejos e determinações de uma pequena parcela da população. Que não consegue lucrar respeitando o trabalhador!
A história nos brinda com vários nomes de empresários que somente sobrevivem graças a sua relação de poder com as ditaduras.E só um que me lembro que a consciência o fez mudar Oskar Schindler e foi retratado no filme, A Lista de Schindler.


A história nos mostra como os sindicatos de verdade são combatidos por todos os tipos de ditaduras que já surgiram na sociedade. Atualmente e o mercado que defende a formação de trabalhador sem representação o colaborador, um ser sem diretos, mas com todas as obrigações. 
Repeti-se o Salazarismo e Franquismo cuja construção era um mundo sem trabalhadores com salários dignos.Intenções estas reveladas em diversos momentos da sua trajetória, de acabar com os sindicatos combativos. 

Divulgamos na íntegra a reportagem de investigação da SIC, por ficar evidente para todos aquilo que está em causa no porto de Lisboa e as razões pelas quais o SEAL e todos os estivadores deste porto se têm batido e, contra todas os apostadores, se continuam a manter unidos. O relato que é feito dos fatos é preciso, ainda que sejam manifestamente abusivas, precipitadas e sem fundamento algumas das conclusões que retira.

A reportagem deixa bem exposta a evidente má-fé dos patrões neste processo, expondo, ponto por ponto, as razões pelas quais fica clara a ilegalidade e a imoralidade da insolvência da AETPL. Esses elementos, que a peça da SIC prova, são manifestamente contraditórios com as conclusões anunciadas sobre um conflito cujo desfecho está longe de estar consumado, com uma assembleia de credores no horizonte, após o final do Estado de Emergência, momento em que se nomeará um novo administrador de insolvência e se aprovará um plano de recuperação da empresa e dos postos de trabalho dos estivadores profissionais que são, mais do que nunca, necessários à capital e região envolvente, às regiões autónomas, ao país.

Da parte do SEAL, congratulamos o jornalista Pedro Duarte e a sua equipa da SIC pelo conjunto da reportagem que elaboraram, absolutamente esclarecedora sobre um processo complexo, num setor rico, estratégico, difícil de explicar, ainda para mais no ardiloso contexto mediático português.


Na atualidade, o pragmatismo que preside à maioria das políticas do governo, faz se ver uma ditadura que procura sobreviver, dos comportamentos sociais, econômicos e morais em nome, não de um endivido, mas sim do santificado Mercado Econômico. E em nome dele combate ferozmente os estivadores que são um dos últimos bastiões da revolução dos cravos nas muralhas do rio Tejo.

15 de abr. de 2020

O flagelo da estiva portuguesa

Gira o relógio da vida na beira do cais, mas as cicatrizes são profundas.
 Existe um grande problema de desemprego com a proteção de uma medida governamental.Muitos estivadores de lisboa estavam ha mais de um ano com seus empregos lutando para sobreviver recebendo seus ordenados ao picado.

E o atual governo o responsável direto pelo procedimento empresarial de precarização da mão de obra na muralha do rio tejo.

Investigação levou a cabo uma grande reportagem sobre este flagelo social em vários sectores profissionais, nomeadamente sobre o alegado despedimento dos estivadores de Lisboa, cujos patrões estão a aproveitar-se do Estado de Emergência para tentarem consumar este processo fraudulento, com total desprezo pelas graves consequências para as centenas de famílias diretamente envolvidas bem como pelo aumento incalculável dos riscos induzidos na operacionalidade de um setor estratégico para o abastecimento das populações, ainda para mais, em tempos de Pandemia

Na semana passada a #CMTV publicou uma grande reportagem sobre vários setores afetados pela pandemia dominados por patrões a quem os seus lucros interessam mais do que as nossas vidas. Como nas reportagens, sobretudo as televisivas, sempre se perde muita informação, o SEAL publicou na íntegra,a entrevista que o estivador João Valério da AETPL deu para esta reportagem. 

Como aceitar as condições do trabalho dos estivadores em tempo de pandemia, com um empregador que deseja te sugar ate a última gota e ao perceber o vazio te abandona no chão sem nada, sem eira nem beira.

13 de abr. de 2020

A integração dos Estivadores a Muralha

Usando o covid19 é que o autoritarismo se alastra, que as leis de emergência proliferam, são medidas que sacrificam a cidade portuária e sua capacidade de solidariedade.
 Para deter este avanço os estivadores solicitam num minuto seu. 
Com seu voto, podemos expulsar deste porto á arquitetura da opressão.

Petição: Pela integração imediata dos Estivadores da AETPL no trabalho do porto de Lisboa
 Petition: For the immediate integration of AETPL Dockworkers in the work of the Port of Lisbon

Para: Ex.mo. Sr. Presidente da República, Ex.mo. Sr. Presidente da Assembleia da República, Ex.mo. Sr. Primeiro Ministro, Ex.mo. Sr. Ministro das Infraestruturas e da Habitação
Exmos. Senhores e Senhoras, esta petição tem como principal objetivo exigir que os estivadores da AETPL sejam, de imediato, reintegrados no trabalho portuário de que as operações portuárias de Lisboa carecem urgentemente para garantirem o abastecimento regular da capital, da região de Lisboa e das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, bem como a segurança e a protecção das populações na importante fronteira marítima que o porto de Lisboa representa.

O governo português está bem por dentro desta estratégia de lockout patronal em curso, o qual impede que metade dos estivadores de Lisboa assumam os seus postos de trabalho. Ao longo das últimas semanas ficou claro que a tentativa de encerramento da AETPL por parte dos actuais patrões está ferida de morte, razão pela qual os seus estivadores continuam, legitimamente, a lutar pelo seu acesso aos postos de trabalho dos quais estão a ser brutal e ilegalmente afastados.

Pelas palavras de Diogo Marecos, porta-voz dos patrões chamados ao parlamento, assistimos a uma demonstração pública de prepotência, de má-fé, de mentiras e de assumpção de ilegalidades. Como resultado dessa exibição, tão clara quanto irracional, somos levados a concluir que, a menos que os actuais patrões sejam travados, resultam consequências imprevisíveis que poderão colocar em risco o abastecimento e a saúde pública das populações.

É inaceitável que as estratégias dos patrões, que apenas visam o lucro imediato, tenham mais valor do que a vida das pessoas, do que os contratos colectivos de trabalho em vigor ou até do que o ataque colectivo a que a sociedade foi chamada para derrotar a pandemia Covid-19.

O poder económico que se exerce sobre as nossas empresas, no que concerne às exportações e importações, tem sido o grande responsável pelos conflitos laborais neste sector, gerados por grandes grupos económicos, a Yilport e a Ership, com sedes em Istambul e em Madrid, e um terceiro ancorado no capital nacional, que não tem demonstrado uma atitude diferente.

Face a este comportamento tirânico perante os estivadores, face à irresponsabilidade criminosa dos riscos que provocam às populações, estas empresas estão obrigadas a prestar um serviço público, posto que os portos são públicos e apenas são explorados por estes grupos económicos como resultado das concessões de exploração de serviço público as quais, com este comportamento criminoso, lhes deverão ser cassadas.

Está em causa o regular funcionamento do País, não só neste momento tão delicado de defesa contra a pandemia, mas sobretudo no momento posterior, em que teremos que redobrar esforços para que a vida plena das pessoas se alcance, que o trabalho e a economia recuperem em conjunto, e não apenas em benefício dos suspeitos e favorecidos do costume.

Esta petição pública nasce com a finalidade de colocar um ponto final nesta estratégia patronal, sem quaisquer preocupações sociais, e reconquistarmos o trabalho e a paz para todos estes estivadores, a quem devemos, há décadas, o abastecimento das populações, desde a grande Lisboa até aos arquipélagos dos Açores e da Madeira, estivadores que, não obstante os duros ataques que têm enfrentado, nunca deixaram de exercer o seu trabalho de forma profissional, para ajudarem a construir um País mais forte do ponto de vista económico, mais justo do ponto de vista social, mais equilibrado do ponto de vista laboral, mais preparado para todos nos conseguirmos defender das consequências da pandemia que atravessamos.
Click aqui e vote 
https://peticaopublica.com/pview.aspx?
pi=PT98472&fbclid=IwAR1JK8v8VN3ojjgvp_OQ_uJAUqHsTIhcI5f0QcM1IjLyK7dU_YrXpD4Qjzs

9 de abr. de 2020

As demissões selvagens dos estivadores


Na muralha de Lisboa agora esta a presenciar violações do respeito social a dignidade dos portugueses, que vão desde demissões a se trabalhar 14 horas e contratar qualquer um sem experiência para trabalhar por pão e água. E tudo e valido, neste setor importantíssimo para a economia portuguesa. As empresas do porto de Lisboa não podem ter perda e nem cumprir com o que assinaram, pois, vão investir 122 milhões de Euros.

Diogo Vaz Marecos, Administrador da Yilport e representante dos patrões do porto de Lisboa, garantiu que os “motoristas não estão a fazer o trabalho dos estivadores” e que “a contratação de novos trabalhadores para o Porto de Lisboa não é ilegal, porque há uma sentença do Tribunal do Comércio de Lisboa que decretou a insolvência e o encerramento da A-ETPL, pelo que a empresa, juridicamente, já não existe“.

“Esta segunda-feira teve início a formação de novos trabalhadores do Porto de Lisboa que, naturalmente, só vão exercer depois de estarem devidamente certificados para o exercício da atividade de estivador”, acrescentou o responsável da AOPL.

Metade dos estivadores de Lisboa está impedido de trabalhar. A outra metade está sujeita a uma profusão de processos disciplinares com intenção de desligamento, enquanto continua obrigada a trabalhar 14 horas por dia.

Na Liscont, empresa do grupo turco Yilport que explora um dos terminais de conteineres de Lisboa, os estivadores que conduzem trailers foram substituídos por motoristas de uma empresa de transporte, na Sotagus, do mesmo dono que opera outro terminal de conteineres do porto, realizando formação teórica a 24, recrutas. 
Num ambiente confinado, para substituírem os atuais estivadores.

É falsa a afirmação de que os “motoristas não estão a fazer o trabalho dos estivadores”, como é falsa a afirmação de que “a contratação de novos trabalhadores para o Porto de Lisboa não é ilegal, porque há uma sentença do Tribunal do Comércio de Lisboa que decretou a insolvência e o encerramento da A-ETPL, pelo que a empresa, juridicamente, já não existe”

Preocupa o silêncio do juiz do Tribunal que deu a sentença. Enquanto esta sentença publicamente e usada de forma equivocada.

Audição Parlamentar Conjunta nas Comissões de Economia e do Trabalho, dedicado ao conflito no porto de Lisboa.

O presidente do  SEAL, António Mariano, demonstrou no Parlamento que as empresas associadas da Empresa de Trabalho Portuário de Lisboa (A-ETPL), os grupo Yilport, ETE e TMB , de "meticulosamente terem planejado e programado" a sua insolvência, com o objetivo de "acabar com estivadores profissionais" para substituírem a todos por contratos precários.

Quem está a mais no Porto de Lisboa não são os estivadores. É a Yilport!

Na atual situação, os estivadores estão preocupados, pois, quando metade dos estivadores não podem trabalhar em Lisboa, mas foram as empresas que os impediram de adentrar ao porto.

"Hoje corremos graves riscos", o porto de Lisboa tem metade dos estivadores, e muitos com processos disciplinares para desligamento, as cargas estão a ser desviadas para Leixões, não há terno reserva e quando houver alguém contaminado vai parar o porto.
 "Se houver problema com um ficam todos de quarentena. Temo que daqui a pouco tempo algum problema de maior gravidade aconteça e haja impossibilidade dos portos fazerem serviço normal às ilhas".

Sobre as ofertas de trabalho que estão a ser feitas aos estivadores afetados pela insolvência da A-ETPL, pela Porlis, demissão coletiva camuflada", uma vez que "despedem 160 e oferecem emprego a 80", lembrando que a empresa tem "dívidas de milhares de euros com os trabalhadores", que "durante 18 meses receberam atrasos os pagamentos".

A situação da A-ETPL e devido, desde 1994, não terem reajustado as tarifas cobradas de seus associados. "Há uma série de atropelos na legislação que é bom que se investigue".

"Há tentativa de extermínio dos estivadores do porto de Lisboa"
"Já fui ao Brasil, Praia e Bissau, Angola, Moçambique, Goa e Macau. Ai, fui até Timor. 
Já fui um conquistador”. 
Hoje vê na muralha de Lisboa, atracar a cultura da escuridão, a ideia de que ha salvação da terra, esta nos Euros que vem de longe, retratada de forma naturalizada, surgida da dita necessidade econômica da nação.

18 de mar. de 2020

A infame requisição civil Portuária.

Os estivadores são barrados pelas empresas e impedidos de cumprir os serviços mínimos.A requisição civil, e a encenação de um governo que somente e socialista na hora de pedir os votos, mas agi como neoliberal exatamente no momento que assume o cargo.

Governo ordenou a requisição civil porque os, serviços mínimos não estariam a ser cumpridos pelos estivadores em greve, mas pela segunda manhã consecutiva os estivadores foram impedidos de cumprir esses serviços pela empresa, ao serem proibidos de entrarem nos terminais do porto de Lisboa com a benção da Polícia Marítima.

Apostura do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, que publicou um comunicado no Facebook o não cumprimento dos serviços mínimos e a necessidade de assegurar o abastecimento ao dizer que os estivadores não estão a cumprir os serviços mínimos, demonstra tudo menos a obrigação social que o cargo lhe cabe, ao apoiar a infame requisição civil, que assenta num conjunto de mentiras fabricadas pelos Operadores Portuários que operam no porto de Lisboa (Grupo Yilport (Turco), Grupo ETE (Português) e TMB, que pertence ao Grupo Ership (Espanhol). 
Os estivadores ligados à empresa de trabalho portuário A-ETPL, declarada insolvente, foram impedidos pelos patrões de entrar no Porto de Lisboa apesar da requisição civil decretada pelo Governo, numa situação de lock out na muralha de Lisboa e isso impede que os serviços mínimos sejam cumpridos, comprometendo cargas e descargas de navios para as regiões autônomas dos Açores e Madeira.

Desde o início da greve, o sindicato vem escalando os trabalhadores para os serviços mínimos, mas desde terça-feira os trabalhadores da A-ETPL não entram os ternos ficam incompletas e não podem trabalhar, pois, metade dos estivadores são da A-ETPL.

João Valério, estivador do porto de Lisboa desde 2001, é um dos estivadores que há 29 dias realiza serviços mínimos essenciais ao país com salários em atraso. Agora, face ao lockout desenhado pelos patrões para justificar a requisição civil, não lhe é permitido o acesso ao seu posto de trabalho.

Este procedimento empresarial impede a saída dos navios Corvo e Furnas, para os Açores.

O vice-presidente do Governo Regional da Madeira, Pedro Calado, agradeceu hoje a celeridade do Governo da República em decretar na terça-feira a requisição civil no Porto de Lisboa.Estamos satisfeitos e agradeço a celeridade que o Governo da República manifestou, com a nossa preocupação e decretou, de imediato, a nossa solicitação de requisição civil, assim fica “salvaguardado o transporte de mercadorias para a região”, pelo que “não há necessidade, nem há neste momento grandes motivos de alerta”.

Os operadores portuários de Lisboa, querem o encerramento da A-ETPL e a demissão dos estivadores e que a “requisição civil está perfeitamente legitimada” face aos “inúmeros incumprimentos de serviços mínimos”, que dizem ter ocorrido desde o dia 19 de fevereiro e que reportaram à Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).
Os operadores portuários alegam que os 134 estivadores da A-ETPL, na sequência do encerramento da empresa que terá sido ordenado pelo administrador de insolvência, já não estão classificados como estivadores no Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMT) e não têm seguro de trabalho. Por isso não podem prestar serviço nas infraestruturas portuárias de Lisboa.

De acordo com a interpretação dos operadores portuários, os estivadores da A-ETPL só poderão voltar a exercer a atividade se, forem contratados por uma das outras duas empresas de trabalho portuário de Lisboa, Porlis e ETE Prime, constituídas precisamente pelos mesmos operadores portuários associados da A-ETPL que pediram a insolvência desta empresa.

A Porlis é uma empresa constituída em 2014 e ligada aos grupos Yilport e TMB, e a ETE Prime, ligada ao grupo português ETE, foi criada ao mesmo tempo que era pedida a insolvência da A-ETPL. Os operadores portuários de Lisboa estão tirando partido da pandemia de Covid-19.


Antonio Garcia Pereira, advogado especialista em direito do trabalho, demonstra a farsa que "os patrões da Estiva" têm em alimentado no porto de Lisboa, onde pelo segundo dia consecutivo barraram a entrada dos estivadores necessários para a prestação dos serviços mínimos fundamentais a sociedade portuguesa.

O Governo diz que respeita o direito à greve , mas que também tem de “defender os interesses de todos os portugueses, sobretudo com o “contexto atual de incerteza sobre a evolução do surto COVID-19 .

Na muralha de Lisboa a crise e profunda, a requisição do governo e uma geringonça como os aplicativos da Uber, iFood e Rappi, regredindo o porto da capital de Portugal num símbolo de empregos temporários e mal-remunerados.

Luz verde’ no Conselho de Ministros e Executivo liderado por António Costa favorece o procedimento da Associação dos Operadores Portuários de Lisboa quem usam a pandemia do coronavírus para uma demissão coletiva dos estivadores .

Com este procedimento o governo e seus ministros acima, citados blindam os interesses de empresas portuárias detentoras de concessões publicas, numa tensa rotina para os estivadores levando a “escravidão do século XXI” ,um mundo do trabalho baseado na precarização e no esgarçamento das relações de trabalho como as conhecíamos até então, ha muralha da capital.

https://www.wort.lu/pt/economia/sindicato-governo-decretou-requisic-o-civil-dos-estivadores-com-base-em-mentiras-5e7264c3da2cc1784e359295?fbclid=IwAR0PrxzFc0doUZZNaxDCz5hYKrhXPatzdeVKwZm-Ptg6wmsrBXsiOpYwvKs