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23 de dez. de 2023

Prepom Portuário Catarinense 2024

 O Programa do Ensino Profissional Marítimo para Portuários, destina-se à habilitação/qualificação de pessoal para o exercício das atividades nas funções de capatazia, conferência de carga, conserto de cargas, estiva, vigilância de embarcações e bloco nos portos brasileiros para o primeiro semestre de 2024.

Aprovado em 14 de dezembro de 2023, para emprego do sistema de ensino profissional marítimo, pelo Vice Almirante Sergio Renato Berna Salgueirinho.

Distribuição dos Cursos por OGMO para portos organizados do território brasileiro são 5 cursos com 17 turmas para 320 vagas nos portos de Imbituba, Itajaí e São Francisco do Sul. Do PDP ITAJAÍ - PORTONAVE 8 turmas com 180 vagas.

Imbituba

CESSTP Curso Especial em Segurança e Saúde no Trabalho Portuário -24h 06 turmas com 120 vagas

Itajaí

CECIRP Curso Especial de Cidadania e Relacionamento Pessoal-24h 02 turmas com 40 vagas

CPOPCS Curso Básico de Procedimento Operacional Padrão Container e Sacaria-12h 07 turmas com 140 vagas

São Francisco do Sul

COEH Curso de Operação de Escavadeira Hidráulica-21h 01 10 vagas

COSL Curso de Operação de Shiploader 20 h 01 10 vagas



PDP

O Programa de Desenvolvimento do Trabalho Portuário - PDP é um projeto da Organização Internacional do Trabalho - OIT, da Organização das Nações Unidas, em conjunto com o governo federal da Holanda e três universidades europeias, cuja filosofia é o aperfeiçoamento dos trabalhadores portuários avulsos para os terminais de contêineres.

ITAJAÍ - PORTONAVE 8 turmas com 180 vagas

C1.1 Operações do Terminal de Contêiner

C1.2 Operações de Carga e Descarga do Navio de Contêiner

C1.5 Operação de Recepção/Entrega do Terminal de Contêiner

C2.1 Construção do Navio Porta-Contêiner

C2.2 Planos de Carga de Navio-Contêiner

C3.1 Construção do Contêiner

C3.2 Numeração e Marcação de Contêiner.

C4.1Trabalho com Segurança nos Terminais de Contêiner.

Exame ou banca avaliadora

A certificação de habilitação na operação de equipamentos dar-se-á sempre que houver necessidade de regularizar uma situação que esteja contrariando as normas vigentes devido à falta de profissional habilitado a operar equipamento de movimentação de carga.

Não existe previsão de Exames para o PREPOM–Portuários/2024/1SEM.

O Estágio Supervisionado é considerado como uma forma de complementar a aprendizagem, a fim de se constituir instrumento de integração, em termos de treinamento prático, de aperfeiçoamento técnico e de relacionamento humano.

Não existe previsão de Estágios para o PREPOM–Portuários/2024/1SEM.

TREINAMENTO

A execução dos programas de treinamento poderá ser autorizada pela DPC conforme previsto no artigo 4.9 da NORMAM-103.

Não existe previsão de treinamento para o PREPOM–Portuários/2024/1SEM.

Por se tratar de uma formação somente para o primeiro os semestres do ano de 2024, pode gerar uma mobilização dos trabalhadores em seus portos para que o segundo semestre seja de fato a época da formação e requalificação nestes protos.

20 de dez. de 2021

Prepom Portuário 2022 Região Sul

 

PROGRAMA DO ENSINO PROFISSIONAL MARÍTIMO PARA PORTUÁRIOS

Ministrado com recursos do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional Marítimo (FDEPM) e administrado pela Diretoria de Portos e Costas (DPC), o Ensino Profissional Marítimo (EPM) para Portuários tem, como premissa básica, a formação e qualificação profissional do Trabalhador Portuário Avulso (TPA), habilitando-o para o exercício das atividades referentes à operação portuária. Ele será executado observando-se o previsto no Programa do Ensino Profissional Marítimo para Portuários (PREPOM-Portuários).

Os cursos do Prepom Portuário para os trabalhadores portuários dos  portos do estados de Santa Catarina  e Rio Grande do Sul, foram divididos entre os portos de Imbituba 5 cursos, Itajaí 23 cursos, Porto Alegre 3 cursos, Rio Grande 9 cursos e São Francisco do Sul 9 cursos. 

 Porto de Imbituba

CSMC Sinalização para Movimentação de Carga, 5 turmas destacadas nos dias 31/01/22 a 21/02/22, 31/01/22 a 21/02/22, 22/02/22 a 17/03/22, 21/03/22 a 11/04/22 e 12/04/22 a 05/05/22 com um total de 50 vagas

 Porto de Itajaí

COGM Operação de Guindastes Móveis Sobre Pneus 1 turma de 01/08/22 15/09/22 com 10 vagas.

COP Curso de Operação de Porteiner 1 turma de 26/09/22 11/11/22 com 10 vagas.

CE-NR35 Segurança e Saúde no Trabalho em Altura, 3 turmas divididas em 02/05/22 a 04/05/22, 09/05/22 a 11/05/22 e 16/05/22 a 18/05/22com um total de 30 vagas.

Porto Alegre

CAAET Aperfeiçoamento de Arrumação e Estivagem Técnica 1 turma de 04/04/22 20/04/22 com 30 vagas.

CAOGB Curso de Atualização na Operação com Guindaste de Bordo 1 turma de  04/04/22 10/06/22 com  10 vagas.

CE-NR35 Segurança e Saúde no Trabalho em Altura, CESSTP Segurança e Saúde no Trabalho Portuário 1 turma de 13/06/22 15/06/22 com 30 vagas.

Rio Grande

CAAET Aperfeiçoamento de Arrumação e Estivagem Técnica.2 turmas divididas de 06/06/22 a   21/06/22 e 06/06/22 a 21/06/22 com um total de 20 vagas.

COVL Operação de Veículos Leves 2 turmas divididas em 06/06/22 a 24/06/22 e 27/06/22 a 15/07/22 com um total de 20 vagas.

CPDC - Peação e Despeação de Carga 2 turmas divididas em 18/07/22 a 29/07/22 e 18/07/22 a 29/07/22 com um total de 20 vagas.

CSMC Sinalização para Movimentação de Carga 2 turmas divididas em 01/08/22 a 16/08/22 e 01/08/22 a 16/08/22 com um total de 20 vagas

CBVP Básico de Vigilância Portuária 2 turmas divididas de 22/08/22 30/08/22 e 22/08/22 30/08/22 com um total de 20 vagas

São Francisco do Sul

COSL Operação de Shiploader 1turma 07/03/22 06/04/22 com 10 vagas.

COEPP Operação de Empilhadeira de Pequeno Porte 1 turma de 07/03/22 01/04/22 com 10 vagas.

CORE Operação com Retroescavadeira 1 turma 04/05/22 20/05/22 com 10 vagas.

COEGP Operação de Empilhadeira de Grande Porte 1 turma  23/05/22 22/06/22 com 10 vagas.

COCMH Operação de Cavalo Mecânico e Hidráulico 1 turma 20/06/22 08/07/22 com 10 vagas.

PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO PORTUÁRIO (PDP)

Projeto da Organização Internacional do Trabalho - OIT, membro da Organização das Nações Unidas, em conjunto com o governo federal da Holanda e três universidades europeias, para portos que possuem tecon.

Itajaí – APM Terminals

 C.1.1 Operações do Terminal de Contêiner 1 turma com 15 vagas, P.3.1 Manuseando Cargas Perigosas nos Portos 1 turma com 15 vagas, S.1.3 Supervisor do Porto: Habilidade de Supervisão 1 turma com 15 vagas, S.1.2 Supervisor do Porto: Tarefas e Deveres 1 turma com 15 vagas, C.4.1 Trabalho com Segurança nos Terminais de Contêiner 1 turma com 15 vagas, C.2.2 Planos de Carga de Navio-Contêiner 1 turma com 15 vagas, C.1.2 Operações de Carga e Descarga de Navio de Contêiner 1 turma com  15  vagas e C.2.4 Programa de Trabalho do Terminal de Contêiner 1 turma com 15 vagas.

 

Itajaí – Navegantes – Portonave

  C.1.5 Operação de Recepção/Entrega do Terminal de Contêiner 1 turma com 20 vagas, C.2.1 Construção do Navio Porta-Contêiner 1 turma com 20 vagas, P.3.1 Manuseando Cargas Perigosas nos Portos 1 turma com 20 vagas, C.4.1 Trabalho com Segurança nos Terminais de Contêiner 1 turma com 25 vagas,C.3.1 1 Construção do Contêiner 1 turma com 20 vagas, C.1.1 Operações do Terminal de Contêiner 3 turma com 80 vagas, C.2.2 Planos de Carga de Navio-Contêiner 1 turma com 20 vagas, C.6.1 O Terminal de Contêiner e o Comércio Internacional 1 turma com 20 vagas, C.6.2 Medindo o Desempenho do Terminal de Contêiner 1 turma com 20 vagas e C.1.4  Operação no Pátio de Contêiner  1 turma com  20 vagas

São Francisco do Sul – Itapoá

 C.1.1 Operações do Terminal de Contêiner divididos em 4 turmas com 120 vagas.

21 de dez. de 2020

Prepom Sul do Brasil 2021

 No  ano de 2021 os cursos  para os trabalhadores portuários dos portos da região Sul do Brasil foram agraciados os portos de Antonina 6 cursos em 6 turmas com 100 vagas e Paranaguá 5 cursos em 20 turmas com 230 vagas para o estado do Paraná.

 Nos portos de Imbituba 1 curso em 2 turmas com  20  vagas ,Itajaí 6 cursos em 6 turmas com  80 vagas , São Francisco do Sul 5 cursos  com 50 vagas  e do Programa de Desenvolvimento Portuário porto de  Itajaí  9 cursos em 10 turmas com 150 vagas   e Navegantes  13 cursos em 20 turmas com 435 vagas para o estado de Santa Catarina . 

Nos portos de Porto Alegre 3 cursos com 70 vagas e Rio Grande 5 cursos em 22 turmas com  220 vagas para o estado do Rio Grande do Sul .

Antonina

Cursos

CAOEPP Operação de Empilhadeira de Pequeno Porte 10 vagas, Caoegp 10 vagas, CAOPC Operação com Pá Carregadeira 10 vagas, COEH Operação de Escavadeira Hidráulica 10 vagas e CAPTP Profissional do Trabalhador Portuário 2 turmas com 60 vagas.

Imbituba 

Cursos

COGB  Operação de Guindaste de Bordo 1turmas com 10 vagas e CBIT Básico de Inglês Técnico 30 vagas

Itajaí

Cursos

CAAET Arrumação de Carga e Estivagem Técnica1 turma com 20 vagas, COEGP Operação de Empilhadeira de Grande Porte 1 turma com 10 vagas, COEPP Operação de Empilhadeira de Pequeno Porte1 turma com 10 vagas e CPDC Peação e Despeação de Carga1 turma com  20 vagas.

Paranaguá

Cursos

CBCC Básico de Conferência de Cargas 20 vagas, CACC Aperfeiçoamento de Conferência de Cargas 2 turmas  com 40 vagas, COVL Operação de Veículos Leves 06 turmas com 60 vagas, CAOGB Operação com Guindaste de Bordo 05 turmas com 50 vagas e CAOPC Operação com Pá Carregadeira 06 turmas com 60 vagas.

Porto Alegre

Cursos

CAAET Aperfeiçoamento em Arrumação de Carga e Estivagem Técnica 1 turma com 30 vagas, CE NR-35 Segurança e Saúde no Trabalho em Altura 1 turma com 30 vagas e CPDC Peação e Despeação de Carga 1 turma com 10 vagas.

Rio Grande

Cursos

COVL Operação de Veículos Leves 2 turma com 20 vagas, CSMC Sinalização para Movimentação de Carga 4 turma com 40 vagas, CBCC Básico de Conferência de Cargas 5 turmas com 50 vagas, CBAET Básico de Arrumação de Carga e Estivagem Técnica 1 turma com 10 vagas, CAAET Aperfeiçoamento em  Arrumação de Carga e Estivagem Técnica 5 turmas com 50 vagas e CPDC Peação e Despeação de Carga 5 turmas com 50 vagas. 

São Francisco do Sul

Cursos

COTPC Operação de Trator e de Pá Carregadeira 10 vagas, CORE . Operação com Retroescavadeira 10 vagas, COCMH Operação de Cavalos Mecânico e Hidráulico 10 vagas, COEGP Operação de Empilhadeira de Grande Porte 01 turma com 10 vagas e COEPP Operação de Empilhadeira de Pequeno Porte 01 turma com  10 vagas.

Os  cursos do Programa de Desenvolvimento do Trabalho Portuário (PDP) projeto da Organização Internacional do Trabalho - OIT, fruto da Convenção 137 , cuja filosofia é o aperfeiçoamento da mão-de-obra que presta serviço nas funções de trabalho portuário  em terminais de contêineres.

Os cursos para o sul do brasil foram divididos para 3 terminais de contêiner  ITAJAÍ-APM 7 turmas com 70 vagas, NAVEGANTES-PORTONAVE 13 turmas com 285 vagas e PARANAGUA-TPC 23 turmas com 460 vagas.

Itajaí - APM Terminals

Módulos

C1.1 Operações do Terminal de Contêiner 1 turmas com 10 vagas, C1.5 Operação de Recepção/Entrega no Terminal de Contêiner 1 turma com 10 vagas, C1.6 Operações da Estação de Estufagem/Desestufagem de Contêiner 1 turma com 10 vagas, C2.2 Plano de Carga de Navio Porta-Contêiner 1 turma com 10 vagas, C3.3 Inspeção de Contêiner 1 turma com 10 vagas, C4.1 Trabalho com Segurança nos Terminais de Contêiner 1 turma com 10 vagas e P3.1 Manuseando Cargas Perigosas nos Portos 1 turma com  10 vagas

Navegantes

Módulos

C1.1  Operações do Terminal de Contêiner 3 turmas com 85 vagas, C1.4 Operação no Pátio de Contêiner 1 turma com 20 vagas, C1.5 Operação de Recepção/Entrega no Terminal de Contêiner 1 turma 20 vagas, C2.1 Construção do Navio Porta Contêiner 1 turma com 20 vagas, C2.2 Plano de Carga de Navio Porta-Contêiner 2 turmas com 40 vagas, C3.1  Construção do Contêiner 01 turma com 20 vagas, C4.1 Trabalho com Segurança nos Terminais de Contêiner 1 turma com 25 vagas, C6.1 O Terminal de Contêiner e o Comércio Internacional 1 turma com 20 vagas, C6.2 Medindo o Desempenho do Terminal de Contêiner 1 turma com 20 vagas e P3.1  Manuseando Cargas Perigosas nos Portos 1 turma com 20 vagas.

PARANAGUA-TPC

C1.1 Operações do Terminal de Contêiner 3 turmas com 60 vagas, C1.2 Operações de Carga e Descarga do Navio de Contêiner 3 turmas com 60 vagas, C2.1 Construção do Navio Porta Contêiner 3 turmas com 60 vagas, C2.2 Plano de Carga de Navio Porta-Contêiner turma com 20 vagas, C2.3 Sistemas de Amarração de Contêiner 3 turmas com 60 vagas, C4.1 Trabalho com Segurança nos Terminais de Contêiner 3 turmas com 60 vagas, C4.2 Trabalho Seguro a Bordo de Navios Porta Contêiner 3 turmas com 60 vagas, S2.1 Supervisão da Descarga e Carga do Navio Porta Contêiner1 turma com 20 vagas e P3.1  Manuseando Cargas Perigosas nos Portos 3 turma com 60 vagas.

O Programa do Ensino Profissional Marítimo para Portuários, destina-se à habilitação/qualificação de pessoal para o exercício das atividades nas funções de  capatazia,  conferência de carga, conserto de cargas, estiva, vigilância de embarcações e bloco no portos brasileiros.

21 de dez. de 2019

Prepom Portuário Região Sul 2020

No  ano de 2020  os cursos  para os trabalhadores portuários dos  portos da região Sul do Brasil foram agraciados os portos de  Antonina  1 curso em 3 turmas com 90 vagas e Paranaguá 3 cursos em 18 turmas com 180 vagas para o estado do Parana.
 Nos portos de Imbituba 1 curso em 2 turmas com  20  vagas ,Itajaí 4 cursos em 5 turmas com  80 vagas , São Francisco do Sul 3 cursos  com 30 vagas  e do Programa de Desenvolvimento Portuário porto de  Itajaí  9 cursos em 10 turmas com  150 vagas   e Navegantes  13 cursos em 20 turmas com  435 vagas para o estado de Santa Catarina . 
Nos portos de Porto Alegre  2 cursos com  60 vagas  e Rio Grande 5 cursos em 7 turmas com  70 vagas para o estado do Rio Grande do Sul .

Antonina
Cursos
CE-NR35 Segurança e Saúde no Trabalho em Altura 03  turmas  com  90 vagas
Imbituba
Cursos
COGB  Operação de Guindaste de Bordo 2 turmas com 20 vagas
Itajaí
Cursos
CAPTP Profissional do Trabalhador Portuário 01 turma com 20 vagas
CESSTP Especial em Segurança e Saúde no Trabalho Portuário 02  turmas com 40 vagas
COGM Operação de Guindastes Móveis Sobre Pneus 1 turma com 10 vagas
COP  Operação de Portêiner 01 turma com  10 vagas
Paranaguá
Cursos
COVL Operação de Veículos Leves 06 turmas com 60 vagas
CAOGB Operação com Guindaste de Bordo 06 turmas com 60 vagas
CAOPC Operação com Pá Carregadeira 06 turmas com 60 vagas
Porto Alegre
Cursos
CAAET  Aperfeiçoamento em  Arrumação de Carga e Estivagem Técnica 1 turma com  30 vagas
CE NR-35 Segurança e Saúde no Trabalho em Altura 1 turma com   30 vagas
Rio Grande
Cursos
CBIT Básico de Inglês Técnico 03  turmas com 30 vagas
CESSTP Especial em Segurança e Saúde no Trabalho Portuário 1 turma com 10 vagas
COVL Operação de Veículos Leves 01 turma com  10 vagas
CSMC Sinalização para Movimentação de Carga 01 turma com 10 vagas
CTE Técnicas de Ensino 01 turmas com  10 vagas
São Francisco do Sul
Cursos
COCMH Operação de Cavalos Mecânico e Hidráulico 01 turma com  10 vagas
COEGP Operação de Empilhadeira de Grande Porte 01 turma com  10 vagas
COEPP Operação de Empilhadeira de Pequeno Porte 01 turma com  10 vagas

Os  cursos do Programa de Desenvolvimento do Trabalho Portuário (PDP) projeto da Organização Internacional do Trabalho - OIT, fruto da Convenção 137 , cuja filosofia é o aperfeiçoamento da mão-de-obra que presta serviço nas funções de trabalho portuário  em terminais de contêineres.
Itajaí - APM Terminals
Módulos
C1.1  Operações do Terminal de Contêiner  02 turmas com 30 vagas
C1.2 Operações de Carga e Descarga do Navio de Contêiner 01 turma com  15 vagas
C1.5  Operação de Recepção / Entrega no Terminal de Contêiner 01  turma com 15 vagas
C1.6  Operações da Estação de Estufagem / Desestufagem de Contêiner 01 turma com  15 vagas
C2.2 Plano de Carga de Navio Porta-Contêiner 01 turma com  15 vagas
C3.3  Inspeção de Contêiner 01 turma com  15 vagas
C4.1 Trabalho com Segurança nos Terminais de Contêiner 01 turma com  15 vagas 
C6.1 O Terminal de Contêiner e o Comércio Internacional 01 turma com 15 vagas
P3.1  Manuseando Cargas Perigosas nos Portos 01 turma com  15 vagas

Navegantes
Módulos
C1.1  Operações do Terminal de Contêiner 05 turmas com  130 vagas
C1.2 Operações de Carga e Descarga do Navio de Contêiner 01 turma com  20 vagas
C1.4 Operação no Pátio de Contêiner 01 turma com  20 vagas 
C1.5  Operação de Recepção / Entrega no Terminal de Contêiner 01 turma  20 vagas
C1.6  Operações da Estação de Estufagem / Desestufagem de Contêiner 01 turma com 20 vagas
C2.1 Construção do Navio Porta Contêiner 01 turma com  20 vagas 
C2.2 Plano de Carga de Navio Porta-Contêiner 02 turmas com 40 vagas
C3.1  Construção do Contêiner 01 turma com  20 vagas
C3.2  Numeração e Marcação de Contêiner 01 turma com  20 vagas 
C4.1 Trabalho com Segurança nos Terminais de Contêiner 01 turma com  20 vagas 
C6.1 O Terminal de Contêiner e o Comércio Internacional 01 turma com  20 vagas
C6.2 Medindo o Desempenho do Terminal de Contêiner 01 turma com  20 vagas
P3.1  Manuseando Cargas Perigosas nos Portos 03 turmas com 65 vagas

Agora os trabalhadores estão na  expectativa de não serem realizados cortes ou contingenciamento  de verbas que venham a contribuir com  prejuízo social para os trabalhadores portuários dos portos organizados    ,pertencentes ao quadro do Ogmo .
O Programa do Ensino Profissional Marítimo para Portuários, destina-se à habilitação/qualificação de pessoal para o exercício das atividades nas funções de  capatazia,  conferência de carga, conserto de cargas,estiva, vigilância de embarcações e bloco no portos brasileiros .  

7 de nov. de 2017

A Estiva de Itajaí

A importância do Sindicato dos Estivadores para a história do trabalho em Itajaí e no Brasil remete aos alvores do associativismo reivindicatório.
 Foi a primeira entidade sindical no estado de Santa Catarina a ter um negro como presidente; devido à convivência com vários povos através do porto teve a possibilidade de ter contato com as “idéias novas” vindas da Europa nos anos 10 e 20 como o socialismo e o comunismo. 
Finalmente, foi e continua sendo em grande maioria uma instituição formada por uma classe operária com uma cultura única, que os mantém unidos e coesos na luta diária contra a exploração do trabalho, a cultura operária “papa-siri”.
 As relações do Sindicato dos Estivadores com a sociedade sempre inspiraram diversos sentimentos.
 A visão de pessoas brutas, ignorantes, analfabetas e vadias prosperou e existe em parte até os dias de hoje na mente daqueles que não conhecem a fundo a história desses trabalhadores, que têm sido fundamentais para o crescimento econômico, político e social da cidade. 
As lutas e as conquistas históricas e recentes do movimento sindical vindo do porto foram e continuam sendo diferenciais desta categoria com relação a outras entidades sindicais no estado e no país. E isto se deve à concepção compartilhada de coesão em torno dos problemas que envolvem a categoria. 

É fundada,em 1906 a Sociedade Beneficente XV de Novembro, que abrigava exclusivamente os trabalhadores portuários. 
 Dentre as funções ligadas ao caráter assistencial da Sociedade XV de Novembro estavam: prover auxílio pecuniário aos associados quando enfermos ou inválidos e auxílio funeral aos sócios. As funções ligadas ao trabalho incluíam a regulação dos horários de trabalho e o estabelecimento de salários. A sazonalidade dos serviços portuários na época e as dificuldades operacionais do porto, não permitindo que embarcações maiores atracassem no cais em virtude do pequeno calado, justificava a existência de caixas assistenciais nas épocas de pouco serviço.
 O que chama a atenção no comportamento da Sociedade XV de Novembro em seus primeiros anos, apesar das dificuldades encontradas pelos portuários para sobreviver, é o constante tom de apelo dado aos anúncios da entidade. Entre as principais reivindicações estavam a reserva de mercado de mão-de-obra pra os trabalhadores locais e associados a XV de Novembro e aumento de salários em virtude das altas constantes de preço de um modo geral.
 As súplicas da Sociedade XV de Novembro eram publicadas nos jornais da época, como “O Pharol”, “Novidades”, “O Commércio”, e “Itajahy”. 
Um apelo aos Srs. Patrões e feitores. Os sócios da Sociedade Beneficente XV de Novembro, de acordo com sua diretoria, vem, perante os Srs. Patrões e feitores, suplicar respeitosamente que não aceitem, em seu serviço, trabalhador algum que não faça parte da referida associação. Em se tratando de uma sociedade puramente humanitária como é a XV de Novembro, é de se esperar que os Srs. Patrões e feitores não ponham obstáculos em satisfazer tão justo pedido.
Em 1922 é fundada a Sociedade União Beneficente dos Estivadores, o que ocasionou a existência de mais de uma entidade de organização dos trabalhadores portuários. As funções da nova entidade eram muito similares  A presença das “novas idéias” vindas da Europa e Estados Unidos foi importantíssima para que houvesse uma mudança significativa  e foi marcada pelas diferenças de comportamento diante das dificuldades do trabalho e da sociedade, com relação aos métodos da XV de Novembro.
 A atitude mais politizada e a falta de apoio e reconhecimento dos armadores e empresários tornaram esta entidade singular e foi responsável por sua conversão em uma das congregações de trabalhadores mais importantes de Itajaí até os dias de hoje.A “década vermelha” segue com a deflagração de uma greve iniciada em 11 de novembro de 1934, sendo uma das maiores ocorridas no porto até então. O acontecimento foi noticiado exaustivamente nos jornais locais da época, tendo os mais variados reflexos na sociedade itajaiense. As reivindicações da greve eram em virtude de um aumento de salários oferecido pelos armadores que estava muito abaixo do almejado pelos trabalhadores. A assembléia que decidiu pela greve teve a participação de 86 sócios do Sindicato dos Estivadores e de representantes de outras organizações sindicais, como o Sindicato dos Trapiches e Armazéns  . A solidariedade da classe trabalhadora fez-se presente quando a greve alastrouse no porto de São Francisco do Sul. A greve iniciada em 11 de novembro de 1934 durou até o dia 28 do mesmo mês, sendo o impasse solucionado por intervenção do governador Nereu Ramos.Em 1937 a Sociedade foi oficialmente convertida em Sindicato União dos Operários Estivadores de Itajaí. A nova lei de Sindicalização do governo Vargas tornou ainda mais complexo o processo de escolha da nova diretoria. A presença de autoridades do Estado como o Capitão dos Portos e o Inspetor do Trabalho fazia parte das novas diretrizes.
Fonte O MOVIMENTO SINDICAL DOS ESTIVADORES DE ITAJAÍ: DA SOCIEDADE BENEFICENTE XV DE NOVEMBRO AO PERÍODO DO NOVO SINDICALISMO BRASILEIRO Jefferson Augusto Guimarães de Farias Guillermo Alfredo Johnson

28 de jan. de 2017

Prepom Portuário Catarinense 2017


Cursos para os trabalhadores portuários pertencentes aos quadro dos Ogmos e aos que não pertencem ao quadro dos Ogmos  dos portos do estado de Santa Catarina

Curso para o Ogmo do Porto de Imbituba

 CAOGB Atualização na Operação em Guindastes de Bordo 2 turmas com 40 vagas de 23/02/2017 a 22/03/2017 e de  20/02/2017 a 20/03/2017 .

CBVP Básico de Vigilância Portuária 20/02/2017 20/03/2017 com 20 vagas

COCP Operação com Cargas Perigosas 04/09/2017 14/09/2017 com 20 vagas
 Cursos para o Ogmo do porto de Itajaí

9 cursos em 15 turmas com 200 vagas

CAOEGP  Atualização em Operação de Empilhadeira de Grande Porte3 turmas com 30 vagas 17/05/2017 a 07/06/2017 , 17/05/2017 a 07/06/2017 e de 24/07/2017 a 11/08/2017 .

CBVP  Básico de Vigilância Portuária 26/06/2017 04/07/2017 20

CE-NR35 de Segurança e Saúde no Trabalho em Altura 2 turmas com 40 vagas 10/04/2017 a 12/04/2017 e 17/04/2017 a 19/04/2017

COCP Operação com Cargas Perigosas 10/07/2017 19/07/2017 20

COEGP 2 turmas com 20 vagas 10/04/2017 a 11/05/2017 e 10/04/2017 a 11/05/2017

COEPP Operação de Empilhadeira de Pequeno Porte 20/09/2017 18/10/2017 10 vagas

COGM Operação de Guindastes Móveis sobre Pneus  2 turmas com 20 vagas 01/06/2017 19/07/2017 10 COGM/02 01/06/2017 19/07/2017

 COP  Operação de Portêiner  2 turmas com 20 vagas 31/07/2017 a 14/09/2017 e 31/07/2017 a 14/09/2017

 CTE Técnica de Ensino  10/04/2017 05/05/2017 20 vagas

 Cursos para o Ogmo do porto São Francisco do Sul  

COVL Operação de Veículos Leves 4 turmas com 40 vagas 06/03/2017 a 24/03/2017 , 06/03/2017 a 24/03/2017 ,06/03/2017 a 24/03/2017 e de  27/03/2017 a 17/04/2017

 COSL Operação com Shiploader 4 turmas com 40 vagas 18/04/2017 a 22/05/2017 , 18/04/2017 a 22/05/2017 ,18/04/2017 a 22/05/2017 e de  18/04/2017 22/05/2017 .


Programa de Desenvolvimento do Trabalho Portuário PDP ,
Projeto da Organização Internacional do Trabalho - OIT, com o governo federal da Holanda e três universidades europeias, cuja filosofia é o aperfeiçoamento da mão-de-obra dos terminais de contêineres. A Diretoria de Portos e Costas, representante da autoridade marítima brasileira, assinou um Memorando de Entendimento com a OIT a fim de implementar e gerenciar o Programa de Desenvolvimento do Trabalho Portuário PDP no País, para estabelecer esquemas de treinamento efetivos e sistemáticos, projetados para melhorar o desempenho do manuseio de carga, das condições e práticas de trabalho, segurança, eficiência e bem estar dos trabalhadores portuários dos terminais de contêiner.

Com o objetivo de aprimorar a mão-de-obra empregada nos terminais de contêineres e equalizar os procedimentos operacionais entre os diferentes portos.

 ITAJAÍ 7 cursos em  8 turmas com  120 vagas

APM

C1.1 Operações do Terminal de Contêiner 31/07/2017 a 08/08/2017 15 vagas

C1.4 Operação no Pátio de Contêiner 02/05/2017 a 12/05/2017 15 vagas

C1.6 Operações da Estação de Estufagem / Desestufagem de Contêiner  06/03/2017 a 15/03/2017 15 vagas

C2.2 Plano de Carga de Navio Porta-Contêiner  04/09/2017 a 13/09/2017 15 vagas

 C2.4 Programa de Trabalho do Terminal de Contêiner 2 turmas com 30 vagas 03/04/2017 a 13/04/2017 e 02/10/2017 a 13/10/2017

C3.4 Estufagem de Mercadorias em Contêiner: Planejamento 03/07/2017 07/07/2017 15 vagas

 C6.1 O Terminal de Contêiner e o Comércio Internacional  05/06/2017 13/06/2017 15 vagas

Porto de Itapoá   1 curso em 4 turmas com 120 vagas

C1.1 Operações do Terminal de Contêiner 4 turmas com 120 vagas


 Terminal de Navegantes  11 cursos em 24 turmas com 520 vagas

C1.1 Operações do Terminal de Contêiner 5 turmas com 105 vagas 15/04/2017 a 06/05/2017 , 08/05/2017 a 16/05/2017 , 24/07/2017 a 01/08/2017 , 25/09/2017 a 02/10/2017 e de 20/11/2017 a 28/11/2017

 C1.2  Operações de Carga e Descarga do Navio de Contêiner 22/05/2017 a 01/06/2017 20 vagas

C1.5 Operação de Recepção / Entrega no Terminal de Contêiner 28/08/2017 a 06/09/2017 20 vagas

C1.6 Operações da Estação de Estufagem / Desestufagem de Contêiner    02/10/2017 a 11/10/2017 20 vagas.

C2.1 Construção do Navio Porta Contêiner 11/09/2017 a 19/09/2017 20 vagas.

C2.2 Plano de Carga de Navio Porta-Contêiner 07/08/2017 a 14/08/2017 20 vagas.

C3.1  Construção do Contêiner 26/06/2017 a 30/06/2017 20 vagas.

C3.2 Numeração e Marcação de Contêiner 17/04/2017 a 20/04/2017 20 vagas.

C4.1 Trabalho com Segurança nos Terminais de Contêiner 2 turmas com 40 vagas 19/06/2017 a 28/06/2017 e de 06/11/2017 a 16/11/2017 .

C6.1 O Terminal de Contêiner e o Comércio Internacional 2 turmas com 20 vagas 03/07/2017 a 11/07/2017 e de 23/10/2017 a 31/10/2017 .

P3.1 Manuseando Cargas Perigosas nos Portos 7 turmas com 175 vagas 24/04/2017 a 28/04/2017 , 02/05/2017 a 05/05/2017 , 05/06/2017 a 08/06/2017 , 17/07/2017 a 20/07/2017 , 14/08/2017 a 23/08/2017 , 16/10/2017 a 25/10/2017 e de 04/11/2017 a 25/11/2017 .

S1.4 Supervisor do Porto: Atributos Pessoais 27/11/2017 a 01/12/2017 20 vagas

PREPOM-Portuários/2017 do Programa do ENSINO Profissional Marítimo da  Diretoria de PORTOS e costas  do Departamento de Ensino de Portuários

30 de nov. de 2016

Do saco nas costas ao controle remoto


Trabalhadores portuários comemoram seu dia em tempos de muita tecnologia
Naquele tempo era saco de 60 quilos nas costas, hoje é um portêiner de 50 metros de altura operado através de um controle e monitores de computador. Chinelo de dedo era o calçado mais comum entre a peãozada que pisava no cais e nem se falava em  EPI. Pá era ferramenta usual e se alguém conseguisse olhar para o futuro e visse o gigantesco RTG, poderia pensar que estaria havendo uma invasão de extraterrestres. Nem precisou 30 anos para que o complexo portuário de Itajaí desse um pulo tecnológico que espanta até mesmo alguns de seus principais personagens, os trabalhadores portuários. 
Ah! E se você passar por um nesta quarta-feira, 28 de janeiro, lhe dê os parabéns, porque hoje se comemora o dia do Trabalhador Portuário.
O estivador Niraldo José da Silva, 54 anos, viu essa radical transformação acontecer. “Era muito arcaico quando eu comecei. Quando entrei, em 81, o serviço era todo braçal, quando entrei pela primeira vez no porto e subi no navio pra minha primeira pegada, me assustei quando vi aquele monte de homens sem camisa e só de cueca, descalços, em cima de uma pilha de sal”.
Hoje, Niraldo é operador de equipamentos na Portonave. 

Comanda um RTG, que anda pelo pátio do porto dengo-dengo empilhando e arrumando os contêineres. O monstro amarelão, que só tem lá no Portonave, tem altura de um prédio de seis andares e é todo informatizado.
E sabe o joystick, pra games de computador? Pois é com esse equipamento, que exige uma coordenação motora fina, que Niraldo e outros
portuários usam pra operar os RTG ou os portêineres, aqueles guindastões azuis que de longe parecem girafas mecânicas. 

Uma mudança e tanto pra quem, até a década de 80 e comecinho dos anos 90 tinha que carregar saco de açúcar ou empunhar o cabo de uma pá pra carregar os navios.
O arrumador Valdevino Walmor do Amaral, o Gibi, começou a trabalhar nos anos 90. “A gente entrava de chinelo de dedo, sem camisa e às vezes até de bicicleta. Hoje não, hoje tem que entrar de EPI, com capacete, luvas, sapatão, colete refletivo, protetor auricular”, essa foi uma das grandes mudanças que impactaram a vida do trabalhador
portuário. 

“Já vi cinco acidentes graves. Num deles um colega perdeu a perna e em três deles os portuários perderam a vida”, conta, pra dar idéia da importância das exigências dos equipamentos de segurança individual fazem a diferença.
Mas não é só isso. A tecnologia que hoje faz parte da vida desses trabalhadores que por muitos anos foram brutalizados pelo esforço físico, também trouxe resultados positivos para a atividade. “Na década de 90, num período de seis horas se movimentava 50 contêineres. Hoje, o máximo que um navio tá ficando pra movimentar 2000 contêineres é um dia”, ressalta Fernando Ney da Hora, presidente do sindicato dos Arrumadores.
O que diz a velha guarda sobre as mudanças
Tudo mudou na vida dos
portuários. Até o jeito como eles se chamam. 

Até os anos 90, os avulsos eram conhecidos pelo número de registro que tinham no sindicato, lembra o estivador aposentado Idemar Mendonça, o Branco, 75 anos. Ou então, diz ainda, eram os apelidos: Sardinha, Sapinho, Tamanduá, Zé do Urso, Tiriva ou Percotia.
Percotia era o apelido de seu José Geraldo da Silva, hoje com 92 anos.

 Seu Zé Geraldo começou na estiva nos anos 50 e é pai do estivador Niraldo. A memória anda meio abalada, mas, do que lembra, dá pra perceber que a vida de portuário naqueles idos eram bem diferentes de hoje. 

A começar pelos cais. “Era trapiche de madeira, ainda ali perto do mercado público”, diz.
Equipamento pra carregar e descarregar mercadoria nos navios não tinha. “Era tudo na mão, carregava tudo na mão”, era do tempo em que as mercadorias ainda chegavam no
porto de carroça.
Também era do tempo que palavras como ‘prevenção’ e ‘segurança’ não eram faladas por lá. “Fui pegar a madeira pra botar no porão, escorreguei e caí lá embaixo, de uma altura de mais de 10 metros”. Não tinha qualquer equipamento de segurança e o acidente lhe rendeu fraturas na bacia, nas duas pernas e no tornozelo. Mal entrou a década de 70 e seu Zé Geral precisou se aposentar por invalidez.
Seu branco também sofreu um acidente. Algumas caixas de frango caíram sobre ele. Levou 23 pontos na cabeça, tirou a coluna do lugar, fraturou duas costelas e trincou outra, além de “estourar o ouvido”. “Se tivesse capacete, naquela época, podia ter sido menor”.
Pra ele, uma das grandes mudanças que ocorreram pros
portuários foi justamente a segurança no trabalho. Seu Branco trabalhou até a década de 90, operou guindastes mas nunca largou o trampo pesado enquanto tava na ativa. Até porque, segundo ele, deixar de pegar no pesado também é outra característica que faz a diferença entre trabalhar no porto atualmente e até antes da década de 90.

Depois da nova lei, os chamados trabalhadores avulsos, ligados aos sindicatos, continuaram existindo mas os terminais privados podem agora contratar funcionários diretamente, com outros nomes para as funções e, claro, com outros salários. ‘Auxiliar de movimentação’ ou ‘operador de equipamentos’ são os novos nomes para os
portuários, com salários que variam entre R$ 1,5 mil até pouco mais de R$ 2,5 mil. O Portonave tem cerca de 700 funcionários no setor operacional e o Teporti tem 200, que são terceirizados.


Já os clássicos trabalhadores avulsos são contratados  pelo OGMO, são chamados quando há navio na APM Terminals, no cais do porto público, em Itajaí. As categorias avulsas que atuam no complexo portuário  são: 

• Arrumadores – Atuam no cais do porto. Recebem as mercadorias que chegam, fazem o transporte interno, tocam a arrumação das cargas no cais ou nos armazéns, e operam guindastes e guinchos instalados em terra. 
É a maior das categorias, com 253 trabalhadores registrados no OGMO.
 A média salarial no ano passado foi de R$ 4.118,05.

• Estivadores – Trabalham no navio. São responsáveis por organizar as cargas tanto no convés quanto no porão. Se o cargueiro tiver um guindaste à bordo, são eles quem o operam. Hoje são em 212 homens. A média salarial do ano passado foi de R$ 3.576,13.

• Conferentes – A nata dos portuários. Fazem a contagem de volumes, anotam procedência ou destino, verificam o estado das mercadorias e conferem a documentação básica da movimentação de carga e descarga nas embarcações. São 42 conferentes. O salário médio no ano passado foi de R$ 6.330.33.

• Consertadores - A responsa deles é o reparo e restauração das embalagens de mercadorias, nas operações de carregamento e descarga de embarcações, reembalam uma mercadoria. Martelo, serra circular ou tico-tico, estilete e durex são alguns de seus instrumentos de trabalho. Também são eles os únicos que podem abrir uma mercadoria pros homidalei averiguarem o que tem dentro. São oito trabalhadores. Têm a menor média salarial: R$ 1.704,38.

• Vigilantes – Ficam de olho em quem entra e sai dos navios, tanto os atracados quanto os fundeados na boca da barra. Também vigiam a movimentação das mercadorias. São10 trabalhadores. Media Salarial R$ 2.010,13 .

• Pessoal do bloco – São eles quem amarram ou desamarram os contêineres no convés dos navios. A categoria tem hoje 30 portuários . A média salarial no ano passado foi de R$ 3.014,16.

No complexo
portuário de Itajaí, a 1500 pessoas trabalhando , incluindo os avulsos e os funcionários dos terminais Portonave, de Navega, e o Teporti, de Itajaí.

Fonte  http://www.diarinho.com.br/materias.cfm?caderno=25&materia=98606
Imagens diarinho e BemParana .

2 de fev. de 2016

Prepom Portuario Catarinense

APROVO,
 para emprego pelos Órgãos Central e de Execução do Sistema de Ensino Profissional Marítimo e usuários da Comunidade Portuária, o Programa do Ensino Profissional Marítimo, para o ano de 2016 (PREPOM-Portuários/2016). 
Wilson Pereira de Lima Filho Vice Almirante  
RIO DE JANEIRO, RJ. Em 28 de janeiro de 2016.

Distribuição dos Cursos

Portos Catarinenses

Porto de IMBITUBA 2 cursos com 20 vagas
  COCMH Operação de Cavalos Mecânico / Hidráulico  01 turma de 23/05/2016 14/06/2016 com 10 vagas
COEPP/01 turma de18/07/2016 12/08/2016 com 10  vagas
Porto de ITAJAÍ 13 cursos com 180 vagas
CE NR-35 Especial de Segurança e Saúde no Trabalho em Altura 04 turmas com 80 vagas
COCMH Operação de Cavalos Mecânico / Hidráulico 02 turmas com 20 vagas
COCP/ Operação de Cargas Perigosas 01 turma 08/03/2016 17/03/2016  com 20 vagas
COEGP Operação de Empilhadeira de Grande Porte 02 turmas com 20 vagas
COEPP Operação de Empilhadeira de Pequeno Porte 02 turmas com 20 vagas
 COGM  Operação de Guindastes Móveis sobre Pneus 01 turma de 20/06/2016 05/08/2016 com 10 vagas
COP Operação de Portêiner 01 turma  de 20/06/2016 05/08/2016 com 10 vagas

A certificação de habilitação na operação de equipamentos por meio de exame, conforme os artigos 5.4 e 5.5 destas Normas, se dará sempre que houver necessidade de regularizar uma situação que esteja contrariando as normas vigentes devido à falta de profissional habilitado a operar equipamento de movimentação de carga.
 O OGMO deverá priorizar os TPA registrados na categoria que exercem a operação do equipamento. Para aplicação de Exame, o OGMO interessado deverá encaminhar ao OE, acompanhado do planejamento dos cursos - Artigo 4.3 da NORMAM-32/DPC, uma proposta, contendo a justificativa da necessidade de habilitação no(s) equipamento(s), quantidade de TPA que será avaliada, o período de aplicação e os pré-requisitos que serão observados. O acompanhamento do(s) exame(s), a certificação dos alunos e a emissão da Ordem de Serviço obedecerão aos procedimentos adotados para os cursos do EPM. 
Programação dos Exames

Porto de  Itajaí
COCMH Operação de Cavalos Mecânico / Hidráulico 14 turmas com  140 vagas

Porto de SÃO FRANCISCO DO SUL 4cursos com  40 vagas
COCMH Operação de Cavalos Mecânico / Hidráulico 01 turma de 28/03/2016 18/04/2016 com 10  vagas
COEPP Operação de Empilhadeira de Pequeno Porte 01 turma de 19/04/2016 17/05/2016 com 10 vagas
 CORE Operação com Retroescavadeira 01 turma de 18/05/2016 03/06/2016 com 10 vagas

COTPC Operação de Trator e de Pá Carregadeira 01 turma de 06/06/2016 01/07/2016 com 10 vagas

29 de jun. de 2015

Foi batido o martelo: O terminal engoliu o porto Organizado.


Crise econômica, má administração ou concorrência desigual entre os portos de Itajaí e Navegantes? 
A desigualdade de obrigações entre a operadora APM, que atua através de uma concessão pública em Itajaí, e a operadora privada, Portonave, desobrigada de pagamento de taxas ou do cumprimento de regras no gerenciamento da mão de obra, seriam as grandes responsáveis pela crise que atravessa o porto itajaiense. O engenheiro do porto de Itajaí, Marcelo Werner Salles, assumiu as negociações técnicas da crise. À jornalista Franciele Marcon, Marcelo explicou os motivos da crise e os caminhos que podem salvar o porto itajaiense da bancarrota.
“A Portonave não paga nada para a autoridade portuária”“Esse é o nosso ganha pão, nossa atividade econômica. A gente precisa se unir para efetivamente criar condições operacionais. Isso é mercado.” “Em 2010 nós tínhamos 37 linhas de contêineres frequentando a costa brasileira. Hoje nós temos 21”“Eu não era contra o terminal de Navegantes. Eu queria que ele tivesse condições técnicas de competitividade iguais com Itajaí” 

Marcelo Werner Salles já foi coordenador Geral da Portobras na Fiscalização das Obras em Santa Catarina; Inspetor Fiscal dos Portos de Imbituba e São Francisco do Sul; administrador do Porto de Laguna; diretor Geral do Porto de São Francisco do Sul; administrador e diretor Executivo do Porto de Itajaí por 12 anos; diretor do Terminals Píer de Mauá/RJ e diretor de Acessos Aquaviários da Secretaria de Portos da Presidência da República SEP/PR.Atualmente é engenheiro do porto de Itajaí.

Para esclarecer à população: quem está em crise é o complexo portuário ou a empresa privada que arrendou parte do porto público de Itajaí?
A gente precisa fazer uma análise um pouco mais profunda do que isso. O mundo como um todo está passando por uma grande reformulação em relação a um planejamento estratégico dos armadores. Lá por 2006, a maioria dos armadores começou a projetar novos navios em função de novas demandas de mercados. A China e a Índia entraram muito fortes com uma parte de produção de cargas. E centros consumidores da Europa e dos Estados Unidos entraram como compradores desse grande volume de mercadorias. Essa distância fez com que os custos de combustível, de aproveitamento do transporte com essa grande quantidade de carga, migrasse para um projeto das mega embarcações. Isso tudo dentro de um planejamento macro de que a atividade econômica mundial permanecesse em uma ascendência. Todo esse planejamento, desse grande volume de carga, estava diretamente proporcional a isso. A primeiro a fazê-lo foi a Maersk, que projetou um navio para 18 mil TUs. Essas embarcações têm quase a mesma quantidade de tripulantes, mas o gasto com combustível é 30% mais barato. Havia todo esse grande fluxo de mercadoria e o grande eixo está no Hemisfério Norte. Nós somos atendidos por parte dessas linhas que frequentam a costa indo até Buenos Aires e retornando para a Europa. Isso é uma característica de carga que precisa ser analisada. Dentro do planejamento, o que observamos é que essas grandes embarcações atenderiam esse grande fluxo, Leste-Oeste, no Hemisfério Norte. Com o decréscimo da atividade econômica, essas embarcações começaram a ficar prontas e começaram a ter necessidade de ser realocadas em outras escalas, em outras linhas que elas não estavam inicialmente programadas. Isso mudou muito a atividade econômica. 
A ponta de falarmos o seguinte: em 2010 nós tínhamos 37 linhas de contêineres frequentando a costa brasileira. Hoje nós temos 21. Essas embarcações tinham uma capacidade de transporte muito maior, três ou quatro vezes a das outras, e elas tiveram certa ociosidade de espaço, elevando o custo operacional. Eles acabam optando em fazer joints. O que nós tínhamos antes uma linha Maersk, uma linha SGM, MSC, Hamburg Süd. Hoje todas essas unidades estão explorando essas mesmas atividades. Otimizando os seus espaços. O mercado, por si só, já ficou mais concorrente. Uma embarcação como essa impõe exigência de mercado para os portos e obriga efetivamente toda uma mudança. Seja nas dimensões, nas profundidades dos seus canais, nas estruturas de berços porque geram esforços muito maiores naquela capacidade e de equipamentos, porque, além da altura, tem que ter maior alcance. Os navios não só cresceram, eles também ficaram mais largos, e a parte de retroárea tem que ser maior, porque tudo é sequencial. O Conselho de Autoridade Portuária CAP chegou a emitir um documento para encaminhar à SEP das expectativas e pedindo que eles atendessem as nossas demandas. Foi uma análise que eu fiz: estamos fazendo um trabalho para nos adequar a receber os navios de 366 metros, que vão frequentar a costa brasileira. Um navio de 366 está na ordem de 14 a 15 mil TUs. Historicamente operamos em torno de 30, a 40% da capacidade de carga de cada um desses navios. Estamos falando de cinco mil contêineres por embarque. O que estamos fomentando junto ao CAP: hoje o porto de Itajaí tem uma capacidade estática de receber 13 mil contêineres, com um navio já teria cinco mil, com uma segunda atracação, quando os berços 3 e 4 ficarem prontos, eu já teria a ocupação física total da capacidade do porto. A gente sabe que tem que ter capacidade de receber uma quantidade de carga para prontificar junto a todos os outros órgãos intervenientes. E as próprias cargas têm que ser retiradas para os recintos alfandegados, os processos de liberação junto a Receita e todos os procedimentos. Há uma necessidade física, não só de ampliarmos os nossos berços, mas também de espaço físico. Daí, agrega equipamento. Vamos ter que continuar operando no mesmo tempo. O navio fica entre duas preamares, que dá no máximo 12 horas. Ele entra em uma e sai em outra. Um navio é muito caro para ficar mais tempo atracado e aguardar, por exemplo, 24 horas. Só que agora teremos que operar cinco mil contêineres. Toda a legislação e todos os projetos que são calculados em função do nível de movimento que cada equipamento desse consegue operar dizem que nós temos que ter no mínimo quatro portêineres por navio. Hoje são quantos? Dois. Todos esses elementos são levados em consideração na hora de uma análise macro. Nós temos uma vantagem, pelo trabalho feito durante esses anos, que é ter uma grande quantidade de carga frigorificada que tem alto valor agregado. Todos os armadores contêineiros tem muito interesse nesta carga. Continuarão a frequentar o nosso complexo portuário. Temos que fazer o nosso dever de casa: nós temos que ampliar a nossa área física. Temos que colocar equipamentos para que se possa ter a parte de custos viabilizada em relação a isso. Senão você começa a ficar improdutivo, você começa a ter custos operacionais. Hoje a gente fez um comparativo bem interessante, comparando todas as áreas de pátio de todos os terminais de contêiner do Brasil. Verificou-se que hoje, Itajaí, com a APM, que é o nosso operador, tem uma taxa de 6,2 contêiner por metro quadrado. Enquanto a média brasileira não atinge dois. Ora, se eu tenho que fazer seis movimentos na mesma área de metro quadrado, eu sou mais caro. Eu sou mais improdutivo. Eu tenho mais custos operacionais. Como se resolve isso? Agregando novos espaços. Todas as ações, e partem para as ações políticas, têm que sensibilizar a Antaq e a SEP . Aquele pedido que nós fizemos, há mais de quatro anos, onde o nosso operador diz: ‘eu quero investir de imediato R$ 165 milhões na compra de dois porteineres e anexar nova área’. Essas decisões estão há quatro anos para serem tomadas a nível de Brasília. Este fato é extremamente importante. Tem que ter ação política, não política partidária, política de desenvolvimento. Esse é o nosso ganha pão, nossa atividade econômica. A gente precisa se unir para efetivamente criar condições operacionais. Isso é mercado. Mercado é assim, ele não perdoa. Você tem que estar um passo a frente do mercado para que você consiga se manter. Há anos se fala das grandes embarcações. Por que demorou tanto para se investir na bacia de evolução, para se pensar na retroárea? Eu não estava aqui, mas pelo que eu observei: houve um galgar de informações. Como te disse, esses novos navios, os próprios agentes marítimos, representantes dos armadores, não tinham isso muito claro, que tamanho de navio ia frequentar a costa brasileira. Desde que a nossa bacia de evolução chegou a um determinado tamanho, se começou a fazer estudos. Foram feitas quatro projeções e uma delas em frente ao píer turístico. Verificou-se que naquela situação teríamos problemas de indenizações, de conflito com outras intervenientes e optou-se por outra área, onde pode-se chegar a navios de até 400 metros. 
O senhor apresentou uma série de problemas: a bacia de evolução, falta de capacidade de armazenagem, aquisição de novos equipamentos. O que está sendo feito para superar as dificuldades? Há umas semanas atrás, a presidenta lançou um pacote sobre os portos. Se você entrar lá vai ver que uma das ações que consta é justamente essa autorização para a APM. Essa autorização que ela esperava há quatro anos veioagora? Quer dizer: ainda não veio. Ela anunciou. Estamos na expectativa. Quanto antes chegue, melhor, porque a APM pode, imediatamente, trazer os portneires e adensar essa área que precisa. Esse adensamento é essa área da frente ao porto, a avenida coronel Eugênio Muller, que mudará todo o trânsito dessa área? Isso. Toda a rua Silva segue e o trânsito não tem mais a conturbação com a área portuária, dá uma fluidez melhor para o trânsito da cidade. Qual o tempo para essa mudança acontecer, se realmente o governo federal autorizar a renovação da concessão da APM? Eu acredito que, como das outras vezes que a gente fez o projeto de ampliação do porto, como a cidade entende da importância socioeconômica do porto, é um processo que demanda tempo pelas indenizações, desapropriações, nos mesmos moldes que aconteceram nas áreas B e C. O mais importante é o aporte financeiro. Neste momento, nós ainda temos esse parceiro, que é um parceiro global, dizendo o seguinte: ‘eu ainda quero investir em Itajaí’. Isso é fundamental. Se não tivemos de onde tirar os recursos financeiros, daí seria mais preocupante. Agora é mais um decisão política de dizer: está autorizado. Qual a capacidade que a APM terá com o avanço do porto para mais essa parte da cidade? Hoje temos capacidade para 13 mil posições fixas e iriamos para mais do que o dobro. A via expressa portuária também tinha recursos federais liberados e mesmo assim a obra está parada até hoje. Não há um risco disso acontecer também no centro da cidade? Tem uma distinção entre a via expressa portuária e essas áreas aqui. Esse aporte é direito do arrendatário, não tem burocracia. Cabe a ele essa parte de desapropriação e implantação dos pátios, como foi feito da outra vez. Também é de interesse dele, por conta da atividade econômica, fazer o mais rápido possível. Enquanto a via expressa portuária, apesar do projeto ter sido feito dentro de um planejamento de reurbanização, de reordenamento urbano da cidade, por isso fez aquele traçado, você teve primeiro o conflito em relação à própria cidade, teve diversos outros interesses políticos que atrapalharam o caminho, conforme a corrente, embargavam, travavam... O contexto acaba pagando o pato. Eu acho que a gente precisa e é fundamental: um amadurecimento das nossas consciências em saber o que efetivamente a gente quer. Claro que eu defendo a área portuária. Estou há muitos anos trabalhando com ela; 75% da receita da prefeitura advém dessa atividade. Na hora que falamos na manutenção da nossa atividade e no crescimento dela, nós estamos falando também na sustentabilidade dos recursos públicos que, através do ICMS e ISS, retornam para os cofres da prefeitura e que acabam gerando todos os outros benefícios sociais que a cidade precisa.
Com a saída das linhas de operadoras da APM para a Portonave, quem perderá? O complexo portuário, que administra a atividade, perde também?
A delegação que recebemos da união, ela tem dois objetos: o primeiro objeto é a exploração comercial do porto público, o que nós fazemos hoje através da APM, que é um parceiro privado. A outra faculdade é da autoridade portuária. Aquela que faz a parte da administração e jurisdição da área do porto organizado. O “síndico do condomínio”, para as pessoas entenderem o que está acontecendo. Os molhes, a dragagem, o canal de acesso são públicos e precisam de uma gestão. Quem controla a entrada de navios, quem dá condições operacionais para todos os órgãos intervenientes trabalharem harmonicamente em relação a essa situação. Toda a parte de infraestrutura e sinalização. O licenciamento ambiental. Todo esse conjunto é feito e ordenado pela autoridade portuária, com custos. A autoridade portuária detém essa condição para que dentro da figura pública nós possamos dar a condição de concorrência isonômica. Ou seja, nesta área a legislação diz que a autoridade portuária tem a obrigação legal de cumprir e fazer cumprir as legislações pertinentes dando a todos os usuários condição de exploração e utilização isonômica. Por isso tem tarifas públicas que são cobradas de quem utiliza. Tanto Portonave como APM pagam taxas de operações para a autoridade portuária?Não. Toda essa figura que estamos falando foi montada durante o período da Lei 8630, de 1993, que criou essa faculdade de termos arrendatários e operadores portuários. Essa mesma lei tinha uma faculdade de dar oportunidade de criação dos TUPs: terminais de uso privativo. O objetivo inicial dessa lei era conceder portos para quem tivesse carga própria. O governo entendeu que deveríamos criar terminais de uso privativo para volumes grandes de cargas de empresas utilizarem. O terminal Cargill, o terminal da Bunge. Em um determinado momento houve a abertura por parte do governo, que é o outorgante, para que houvesse outros terminais que utilizassem, desde que comprovassem a carga própria. O terminal de Navegantes foi constituído dessa forma. Quem deu a outorga, da mesma forma que deu ao município, foi o governo, que perante a Constituição Federal é quem detém a condição de exploração dos portos. Só que neste momento ele criou duas estruturas diferentes. Uma que é aquela que tem de remunerar, pagar pelo uso, pelas instalações. A outra efetivamente não precisa pagar pelo uso. Isso desde o começo gerou uma situação que nós entendemos não ser isonômica. Resumindo: quem tem que pagar pelos custos de manter o rio navegável é a APM. A Portonave não pagar por isso... Isso. Hoje, o que acontece, aquela condição de carga própria ficou esclarecida com a nova Lei 12.815. Até então havia dúvidas se os terminais poderiam operar carga pública e não aquela carga de seu pertence. A Lei 12.815 veio e regularizou. Ela disse: “tá válido”. Mas ela também criou outros elementos interessantes. Não poderá ser construído nenhum terminal de uso privativo em área de porto organizado. Mas no nosso caso a Portonave já exista quando surgiu a lei... Exato. Aí abriu uma exceção para quem já existia. Porém, teoricamente, o próprio legislador entendeu que um terminal nessa condição, não tendo as mesmas regras que o outro, geraria uma condição de desequilíbrio. Não sou eu que estou dizendo isso, é a lei. O que a gente vez tratando com a Antaq: ‘hoje a situação apresentada pelo que está na lei é assim, a autoridade portuária vive de recursos provenientes da exploração do porto público. Se o porto público não tiver recursos, a autoridade portuária não terá condições de exercer a sua atividade, que é uma atividade comum a todos. Como fica essa situação da autoridade portuária, já que você, outorgante, deu duas outorgas distintas?!’. Isso o doutor Antônio Ayres está em Brasília conversando com a diretoria da Antaq. Ele está dizendo: ‘olha, nós não temos o poder sobre o negócio, porque os outorgantes são vocês, mas isso precisa de uma solução”. Tem algum outro porto que vive essa situação no Brasil hoje? Não. O único terminal de uso privativo que está dentro da área do porto organizado, no Brasil, é Portonave.
Muitos especialistas falam que o problema vivido em Itajaí teve início com o Marco Regulatório dos Portos, programa do governo federal. Esse programa afeta a APM e a Portonove de forma desigual?
A APM, a partir daí, deu continuidade àquilo que já estava previsto em lei. Todas essas obrigações que ela tinha que fazer estavam previstas. E a Portonave, a outorga dela já a liberava desses custos. Com o marco, efetivamente, legalizou aqueles questionamentos, até mesmo pela Associação Brasileira de Terminais Portuários, que questionava essa modalidade onde uns tinham obrigações e outros não tinham. O que a Portonave paga hoje para a autoridade portuária para usar o canal de acesso ao porto? Nada. A Portonave não paga nada para a autoridade portuária. Quem paga a utilização do canal e a bacia de evolução é o armador. O armador que vem para cá atracana na APM e o que vai para lá ou que vai para a Terporti, paga. A Portonave não paga nada pela exploração da atividade portuária. Ela tem alguma obrigação com a manutenção do canal de acesso? Não. Tanto é que nós cobramos do armador. Quem utiliza o canal é o armador. E a APM paga o que? A APM paga atracação, utilização do pátio, o metro quadrado, paga um estimativo de movimentação dessa carga pública para a autoridade portuária.
 Um fator que estaria encarecendo a operação, no lado da APM, em Itajaí, seria o fato do Ogmo regular a quantidade de trabalhadores a cada operação. Por exemplo, em um terno de Itajaí a Ogmo determina 23 trabalhadores, enquanto o mesmo terno é feito na Portonave por apenas sete funcionários. Isso encarece o serviço. Como resolver essa situação?
O Ogmo foi criado para substituir o sindicato que antes era patronal. Antes, o agente marítimo, representante do armador, ia ao sindicato e requisitava mão de obra. Isso gerava problemas. Não estou dizendo só em Itajaí, estou dizendo nacionalmente. Em um determinado momento o governo entendeu que deveria criar um órgão, o órgão gestor de mão de obra, que seria independente. Ele é provido e mantido pela própria atividade e esse órgão teria várias obrigações: buscar a mão de obra, essa mão de obra teria que ter treinamento que o Ogmo deve dar, tem a parte de saúde, a laboral, controle de impostos. A própria lei, nesta área do porto organizado, que eu disse que a autoridade portuária tem a obrigação da administração e jurisdição, impõe essa ação de criar o Ogmo. Ali estão os estivadores, os bloqueiros, os conferentes, os arrumadores, os consertadores, e o navio, quando chega, não mais através do agente marítimo, mas através do operador portuário, que ficou responsável pela movimentação de carga, ele vai ao Ogmo e contrata a mão de obra para operar. Não há um vínculo permanente. Essa pessoa vem, trabalha um dia e pode voltar a trabalhar daqui a três dias. O valor de remuneração é diferenciado. O caso da Portonave? A Portonave preferiu ter um quadro fixo de funcionários, em que tendo ou não carga, ela vai pagar a mão de obra. A parte mais difícil deve ser mensurar um quadro em função da sazonalidade das demandas de cargas. Esse modelo de você ir lá e buscar a mão de obra necessária para a operação, eu defendo porque eu acho muito racional. Dependendo da época, você pode ter uma necessidade maior de carga ou do tipo de carga. O que precisamos fazer é dar continuidade a evolução das tratativas negociáveis com a mão de obra. Ela já veio efetivamente ajustando seus valores e de pessoal. Precisa evoluir em Itajaí e no Brasil inteiro. Precisa avançar sobre isso, criar metodologias melhores, criar alternativas, mas pelo que sei a APM está querendo dar um nível de instrução um pouco melhor, ter alguns planos de incentivos e está querendo também ter essa possibilidade de contratar por período. O que quero dizer é que o nosso terno gira de 16 a 22. Gira conforme o dia, conforme a hora, gira nesse quantitativo. A Portonave gira em sete mesmo? Eu não sei. 
O senhor diz que não vale muito a pena ter um quadro fixo de funcionários, mas se a APM quer mudar, é porque deve valer a pena... Há uma necessidade negocial. Os primeiros acordos coletivos de trabalho, eu participei como moderador, como autoridade portuária, e vi avanços. Mas essas coisas são assim: o mercado vai exigindo, a condição de automatização vai melhorando e com certeza cada vez mais você precisa aprimorar. Essa mudança na forma de contratação tem que ter aprovação do governo? A lei te faculta ir ao Ogmo ou criar uma cooperativa de mão de obra.
Existe uma forma de a autoridade portuária operar se faltarem recursos para bancar os custos?
Como vamos operar sem recursos? Isso é a grande incógnita. Há uma obrigação legal de você exercer uma atividade que é pública, mas sem recursos, o porto tem que fechar. Aí fecha tudo. Não fecha só a TUP, fecha o porto, fecha tudo. A própria Portonave não tem condições de operar. Porque nós exercemos uma atividade de controle de atividade. A maioria nos dá os pré-requisitos de segurança de navegação, mas quem autoriza o navio entrar, quem sai, quem negocia com a praticagem, quem faz toda a articulação, somos nós. Quem vai exercer essa atividade, que está prevista em lei, que é pública? Vai ter que ser feito um adendo à lei dando autorização para a iniciativa privada. Pode ocorrer. Só que até sair a lei, como funciona?
Já há um cálculo da perda de arrecadação para Itajaí com a saída da linha de navios da Ásia, ou pelo menos uma expectativa sobre como ficará o recolhimento de ISS?
Não. Isso não foi feito ainda. Mas nós sabemos do impacto da perda de movimentação, que é de 60%. Nós sabemos que o remanescente, os 40%, não serão suficientes para que a APM se mantenha na atividade, mantenha o nível de emprego, mantenha os recolhimentos para autoridade portuária, que é diretamente proporcional a movimentação de carga. Faltarão recursos para a autoridade portuária se manter e exercer todos os serviços que ela tem que exercer. A perda de ICMS e ISS nós sentiremos nos anos subsequentes. A movimentação de contêiner da APM de 22 mil contêineres caiu para oito mil.
A Portonave disse que sua queda de movimentação foi de 11%, ou seja, dois pontos percentuais a mais que a média geral do complexo. Não seria isso um indicativo de que a crise é geral?
Não. É um rearrumar de linhas, de 37 para 21. Nós temos hoje novos players no mercado. Temos Itapoá que está entrando forte, temos a Santos Brasil, ou seja, antes tinha uma quantidade maior de oferta, mas com a diminuição de oferta isso está ficando mais acentuado. Itapoá está mesmo levando a movimentação da nossa região? Há como reverter essa perda? Nós temos uma vantagem muito interessante que é a BR-470 desembocar bem em frente. Há uma tendência natural dessa carga vir para cá. Outra coisa interessante que Itajaí tem é a capacidade de armazenagem de frio em sua retroárea. Nós temos a maior capacidade de frios do Brasil. Como basicamente a carga que domina, que força o armador vir ao complexo, é a carga frigorificada, claro que não podemos perder, mas o que temos que fazer é continuar efetivamente dando condições técnicas operacionais para os terminais. Mas é mercado. Temos que estar sempre um passo a frente do mercado.
 Como você encara as críticas de Marcelo Petrelli, do sindicato dos Despachantes Aduaneiros, sobre o aumento de tarifas portuárias praticadas em Itajaí? Segundo ele, a majoração de taxas, que acontecia uma vez por ano, passou a duas. Isso agravou a crise?
Discordo em um aspecto: quando ele fala assim, parece que todas as tarifas tiveram acréscimo. Eu acho que temos de analisar a atividade por dois ângulos, dois grandes usuários. Nós temos o armador e temos os usuários importadores/despachantes. Quando ele fala dessa tarifa, desses valores, ele está falando dos usuários. Não está falando dos armadores. O que eu entendo, nesses anos todos, e durante muitos anos se praticou isso aqui em Itajaí, que a gente tinha uma capacidade de espaços. Até o tipo de carga. O porto é formado por uma composição de receitas. Muitas vezes, nós fizemos, eu acredito que a Portonave fez, eu tenho espaços físicos, essa carga me interessa, ela me dá uma alta remuneração e armazenagem, logo eu posso melhorar minha operação portuária para obter a carga. Os usuários se utilizam disso. Tudo é importante, tem que estar olhando o mercado, os competidores diretos. Só que o doutor Ricardo Arten da APM justifica ao Marcelo, e eu não tivesse acesso a essas tabelas, para emitir fatos: ‘essa aqui é minha tabela de preços máximos, porque eu estou na área do porto público, eu tenho uma obrigação legal de sempre publicar minha tabela máxima. Como eu sou privado, eu posso trabalhar negocial’. Ele alega que mais de 70% dos seus usuários não praticam essa tabela. Ela é negocial em função de volume, em função de frequência, utilização. Eu acho que é um elemento que todos nós, comunidade, teremos que verificar. Mas que fique bem claro: é um ente, um segmento, que tem que ser analisado. Mas isso não seria determinante para a crise? Nesse momento não. Nesse momento é a condição operacional para o armador.
O que teria que ser feito para tornar a concorrência entre a Portonave e a APM mais isonômica?
Na minha interpretação de técnico, não tem como a Portonave não pagar algumas tabelas, tarifas para o porto. A lei é muito clara: dentro da área do porto organizado todo mundo tem que recolher, todo mundo tem que pagar. Da mesma forma que eu entendo que a Portonave tem obrigação de vir ao Ogmo buscar mão de obra. É a minha interpretação, porque o navio está atracado dentro da poligonal, dentro do porto organizado. A lei não dá exceção. A saída seria que a Portonave passasse a pagar algumas taxas como paga a APM? Isso. E de alguma forma deixaria a condição mais isonômica. A proposta de dividir as cargas entre as duas operadoras, além de a Portonave ser contra, ela era inviável?Era muito difícil. Foi uma solução salomônica pensada por nós. Mas se você começar a olhar, que lá fora, esses grandes armadores disputam o mercado mundial, e estamos falando em milhões de toneladas, é muito complicado.
Quais serviços poderiam ser agregados aos já prestados pela APM para compensar as perdas com a saída dos armadores?
 O doutor Arten está trabalhando em uma linha, só que ele me pediu sigilo. É uma linha que tem uma expectativa muito grande no mercado e se outros, terceiros, souberem vão trabalhar em cima; a gente tem diversos competidores. Não é só a Portonave, Santos Brasil, Itapoá, Paranaguá. A única forma é ter novas linhas? É. A outra coisa que vamos todos concentrar e vai depender da mão de obra também, e eles estão trabalhando em cima, é trabalhar outras cargas intermediárias como carga geral, outros tipos de carga que já tivemos aqui, a e granel, que permita a operação durante esse período até que sejam feitas novas concorrências e a gente possa de novo entrar no mercado. Não é o ideal, mas no momento que você tem custos fixos, você tem custos de mão de obras, custos de obrigações legais, você tem que procurar outro tipo de carga. Claro que inicialmente e preferencialmente seria carga refrigerada.
Itapoá oferece melhores condições de acesso e já está levando armadores. Como reverter este quadro?
Itapoá está em uma condição de uma baía e tem profundidades naturais muito boas. Hoje a retroárea não é muito grande e isso desfavorece. Qual a maior retroárea do nosso estado? Imbituba. Ela está em 500, 600 mil metros quadrados de retroárea. Portonave, agora com a ampliação, vai para quase 400 mil. Nós estamos em torno de 180, e iriamos para quase 400 mil – por isso estamos trabalhando muito com esse cenário de ficarmos competitivos. Itapoá está ampliando sua área. Ela tem 100 e poucos, e vai ficar com mais 200 mil. Mas não é só área física de recepção, quando eu coloco isso, eu coloco todos esses armazéns, pátios de vazios, câmeras frigorificadas, esse complexo. Não é uma situação que nós devemos ficar confortáveis nunca, mas se nós mantivermos os nossos índices de produtividade que é a atração da carga, o nosso complexo logístico que aqui tem, nós mantemos essa carga. Estamos desenvolvendo outros projetos. Os portos no mundo têm uma graduação. O porto de primeira geração, porto inicial, o navio chegava e trocava mercadorias com a cidade. O segundo ele já agregava parte de transportes. O terceiro, que é o qual nós estamos hoje, é o porto que efetivamente já faz a linha de transporte e distribuição, já tem algumas estações aduaneiras. O quarto ele agrega parte logística que não temos, com multimodalidade. A ideia seria criar um grande centro de apoio logístico e aproveitando o traçado litorâneo, nós teríamos ferrovia, teríamos hidrovia, teríamos dutovia, porque nós teríamos essa facilidade aqui próximo do duto que não estamos explorando ainda, e teríamos aeroportuária e o complexo de portos. Nós teríamos condições de operador do transporte multimodal. Aquele que opera a carga em todo o seu fluxo. Teríamos a possibilidade da interligação ferroviária, com toda a malha Conesul. Nós teríamos uma faculdade que poucos teriam: rodoviário, ferroviário, aquaviário, dutoviário e aeroportoviário. Estamos defendendo isso, montamos um projeto neste sentido para que o governo pudesse adquirir essa área, criasse uma PPP ou concessão para que as empresas se estabelecessem como ocorre no mundo inteiro. Iríamos para o porto de quarta geração.
Como lidar com a concorrência na própria região se os custos estão mais caros e o mercado global vem se retraindo?
Essa faculdade é aquela faculdade que o setor público tem que é uma das mais nobres: de fazer o planejamento indutor de desenvolvimento. Se ele perder essa capacidade, que estamos conversando na SEP e na Antaq, quem será esse síndico que pensa por todo? Quem fará isso? Quem será o indutor para, politicamente, ir lá e pedir esses recursos para a implantação de uma área como essa. Quem é o indutor de ir ao governo e pedir: ‘governo coloque parte do seu pacto aqui e faça obras nesses negócios’. Isso que estamos dizendo. A atividade concorrencial é extremamente salutar, mas é importante que a gente tenha essa isonomia, esse equilíbrio para que todos concorram de igual para igual.
Há cerca de duas décadas, quando se anunciou a possibilidade de Navegantes também ter um porto, houve uma grande mobilização política do lado de Itajaí, tentando evitar, justamente temendo a concorrência. Houve um grande trabalho para “acalmar” os ânimos. O que foi dito é que os portos jamais seriam concorrentes, até porque trabalhariam com cargas complementares. O porto de um lado atenderia um tipo de clientes e o outro porto outro perfil da clientela. Dividiriam custos e assim a região ganharia em riqueza e competividade. O que aconteceu? 
Eu fui um desses que ficou marcado por Navegantes como quem não queria que tivesse um porto lá. Na verdade, não é que não queria. Foram os elementos que foram levantados a nível da legalidade. Eu entendi: o gestor que aqui está tem que cumprir e fazer cumprir a lei, mesmo sendo a Antaq, a outorgante, durante muitos períodos que eu estive aqui, eu questionei a Antaq administrativamente e até juridicamente. Eu não era contra o terminal de Navegantes, como todos diziam. Eu queria que ele tivesse condições técnicas iguais de competitividade com Itajaí. Já previa o que está acontecendo agora? Sim. Eu fazia uma analogia, na época, dizendo: um pai tem dois filhos, um mais velho e um mais novo. O mais velho tem as obrigações de pagar os impostos da casa, pagar a luz, pagar a água, limpar a casa. O novo não, só vai ter direto aos bônus da receita. Eu questionava isso. Questionava também sobre a situação da carga própria, que foi legalizada. Eu acho que eu estava certo, senão não teria necessidade de ter saído uma lei legalizando esse tema. Da mesma forma que neste momento, como técnico, sei que, mais uma vez vou apanhar, mas estou dizendo o que penso. Eu entendo que há uma necessidade de ter equilíbiro para que as duas operadoras tenham condições concorrenciais. Pena que estejamos passando por isso agora, mas foi o que na época já levantávamos. Nós vamos ter a mesma condição de concorrer? Não. Houve incompetência de alguém? Na qualidade de gestores, nós chegamos inclusive a arguirmos a Antaq. Tanto é que isso gerou um processo junto ao TCU, e o TCU analisou todos os argumentos. A lei veio e regularizou. Nós não estávamos tão malucos assim.
Desde que se iniciou esse momento de crise no porto de Itajaí, o senhor a passou a falar pelo superintendente Antonio Ayres. Por que?
O doutor Antônio está correndo muito. Agora está em Brasília e me pediu para dar um suporte nessa área, tecnicamente, porque tem várias demandas, vários elementos sendo executados. Existem elementos que não dependem da gente, dependem de terceiros... Como eu também sou um apaixonado por essa atividade, tenho uma bagagem, passei por vários portos, por várias atividades, isso me deu uma bagagem grande. Eu tive oportunidade de passar em porto pesqueiro, porto carvoeiro, porto contêineiro, porto graneleiro e um porto de turismo. Poucos tiveram essa oportunidade de serem gestores dessa gama de atividades. E se eu puder contribuir com o meu conhecimento, que bom...


Fonte Diarinho