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11 de set. de 2019

AS METAMORFOSES DO TRABALHO PORTUÁRIO Mudanças em contextos de modernização


Este livro é dedicado a todas as trabalhadoras e trabalhadores portuários que colaboraram com suas histórias de vida e trabalho nos portos aqui abordados .
O trabalho portuário e seu aprendizado se efetivava durante a realização do trabalho no cais e nos navios e guardava características do trabalho de “ofício” . Atividade presente desde a antiguidade, que só se firma como profissão  a partir do final do século XIX.De lá para cá o mundo do trabalho sofreu diversas  transformações. A partir do final da década de 1960, a crise do modelo fordista - keynesiano provocou mudanças significativas . Utilizando recursos tecnológicos e novas ferramentas na mecanização  da produção.
As transformações afetaram o trabalho, dos trabalhadores portuários, seus direitos e sua forma de resistência, que por todo o século XX mantiveram o controle sobre a gestão do seu trabalho. Em várias partes do mundo, os sindicatos das diversas categorias de trabalhadores portuários, a saber, estivadores, conferentes de carga e descarga, vigias portuários, consertadores, trabalhadores de capatazia,ou unificados em um sô representante laboral , exerceram importante papel neste  período no que diz respeito às lutas por melhores condições de trabalho, por salários dignos e por controle sobre o trabalho.
As mudanças ocorridas nas últimas décadas,  requereram (e continuam requisitando) a manutenção e o fortalecimento dos trabalhadores. No conhecimento do trabalho portuário e seu aperfeiçoamento num mundo que nunca se para e tudo se faz para embarcar .

 No esforço da compreensão dos caminhos do trabalhador no porto tomamos como intenção construir este livro que aborda vários aspectos da comunidade portuário ,apresentados  por pesquisadoras (es) de universidades brasileiras e estrangeiras, pesquisadoras (es) no nível de pós-graduação, sindicalista e trabalhador portuário conformando um espectro de conhecimento que abrange os vários saberes na esfera das análises sobre o trabalho portuário. 
Acesse o  livro "AS METAMORFOSES DO TRABALHO PORTUÁRIO  Mudanças em contextos de modernização" que  foi organizado pelas professoras doutoras  Maria de Fátima Ferreira Queiróz e Carla Regina Mota Alonso Diéguez .


Parte I – Do Ofício dos Trabalhadores à Automação do Trabalho Portuário.
1. Atividade de Guincheiro no Porto de Vitória-Es 
Gustavo Roberto da Silva Psicólogo, Mestre em Psicologia Institucional pela Universidade Federal
do Espírito Santo ,Rafael da Silveira Gomes Psicólogo, Doutor em Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), Professor do Departamento de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Institucional da Universidade Federal do Espírito Santo  e Ueberson Ribeiro Almeida 
Professor de Educação Fisica. Doutor em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo. Docente do Centro de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Espírito Santo e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Institucional da Universidade Federal do Espírito Santo. Pesquisador do Laboratório de Estudos em Formação,Trabalho e Transversalidade – LEFT/ PPGPSi. 

2. Organização do Trabalho e Saúde do Trabalhador em perspectiva comparada: portos de Santos e  Lisboa
Maria de Fátima Ferreira Queiróz Professora Associada da Universidade Federal de São Paulo, campus Baixada Santista Doutora em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo-USP.
Ergonomista. Docente do Eixo Trabalho e Saúde da Unifesp. Pós-doutorado -Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, Instituto de História Contemporanea - Grupo de Estudos do Trabalho e dos Conflitos Sociais. Desenvolve estudos na área de Saúde Coletiva e Saúde do Trabalhador,atuando principalmente as temáticas: agravos à saúde no trabalho em geral e
no trabalho portuário, análise ergonômica das condições de trabalho, fadiga gerada pelo trabalho e aspectos relacionados à organização do trabalho. É ainda organizadora e autora do livro “Porto de Santos: Saúde e Trabalho em Tempos de Modernização” - (Editora Fap-Unifesp-2015)  ,
Ricardo Lara Professor da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC. Doutor em Serviço Social - UNESP. Pós-doutorado - Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa. Desenvolve estudos nos seguintes temas: fundamentos do Serviço Social; teoria social; trabalho e questão social; políticas sociais e saúde do trabalhador e 
António Mariano António Mariano Graduado pelo Instituto Superior Técnico da Univesidade de Lisboa. Trabalha na Associação Empresa Trabalho Portuário de Lisboa-AETPL. Presidente  do SEAL-Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logistica-Portugal. Membro do Working Group do IDC-E (International Dockworkers Council – Europa). 

3. A Força de Trabalho Feminina no Porto de Santos 
Cláudia Mazzei Nogueira Graduada em Serviço Social pela PUC/SP, 2000. É Mestre, Doutora e Pós-doutora pelo Programa de Pós-graduação em Serviço Social pela PUC/SP. Professora Doutora Associada do Curso de Serviço Social e do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar 
da  UNIFESP-BS. É também coordenadora do Programa de Pós-graduação em Serviço Social e Políticas Sociais da UNIFESP-BS. Além de ser Pesquisadora Bolsa Produtividade CNPq na área de Serviço Social, com ênfase em Relações e Processo de Trabalho. Coordenadora do Núcleo de Estudos do Trabalho e Gênero - NETeG. É ainda autora dos livros “A Feminização no Mundo do Trabalho” - (Editora Autores Associados) e “O Trabalho Duplicado” – (Editora Expressão Popular). 
e Edina Silva Costa  Enfermeira, Doutoranda em Ciências da Saúde (UNIFESP/BS); Mestre
em Saúde Coletiva (UECE); Especialista em Saúde da Mulher.

4. A Formação do Trabalhador Portuário no Porto de Santos e no Porto de Antuérpia 
João Renato Silva Nunes Graduado em Administração de Empresas pela Unimes. Técnico de Segurança do Trabalho Fortec Estivador do Porto de Santos – OGMO-Santos e Mestrando  Unifesp . e Maria de Fátima Ferreira Queiróz

5. Automação e mudanças no processo de trabalho: um novo
trabalhador Portuário? 
Carla Diéguez  É doutora em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (2014), mestre em Sociologia pela Universidade de São Paulo (2007) e bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista (2001). É docente e pesquisadora da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. É autora do livro “Trabalho à Deriva: privatização e cultura do trabalho no Porto de Santos” (2016). 

Parte II – Resistências e Lutas dos Trabalhadores Portuários 
6. O IDC e o internacionalismo portuário: uma análise a partir do caso português 
Raquel Varela Varela Historiadora, Investigadora e professora universitária. Starting Grant da Fundação para a Ciência e Tecnologia/Universidade Nova de Lisboa/IHC e Fellow do International Institute for Social History (Amsterdam). Professora-visitante internacional da Universidade Federal Fluminense, onde leciona uma cadeira na área de história global do trabalho no programa de pós-graduação em História. É membro do NIEP. É avaliadora internacional do CNPQ/Brasil. É coordenadora do projeto internacional de história global do trabalho In The Same Boat?
Shipbuilding industry, a global labour history. Autora e coordenadora de mais de 25 livros sobre história do trabalho, do movimento operário, história global. Publicou como autora 42 artigos em revistas com arbitragem científica, na área da sociologia, história, serviço social e ciência política indexados no ISI Thompson,CAPES Qualis A, Scopus, entre outros. É editora de Critique Journal of Socialist Studies (Uni. Glasgow) e Workers of the World (IASSC). É membro do editorial board de várias publicações periódicas académicas. É fundadora da Rede de Estudos Globais do Trabalho.
É membro convidado do Board of Trustees of the ITH-International Conference of Labour and Social History (Áustria), a mais antiga associação de estudos do trabalho na Europa. É atualmente  presidente da International Association Strikes and Social Conflicts, uma rede que conta com 35 instituições da Europa do Norte e Sul, EUA e América latina.

7. Repertorios de acción coletiva en el conflito laboral portuário: el caso de una federación portuária en el norte de Chile 
Camila Álvarez Torres  Historiadora con mención en Ciencias Políticas, Pontificia Universidad Católica de Valparaíso (PUCV), Chile. Magíster en Ciencias Políticas, FLACSOEcuador. Se ha desempeñado como investigadora en temas de conflictividad laboral, movimientos sindicales, estudios de regímenes y gobernanza transfronteriza. Ha realizado investigación en Perú, Ecuador y Chile. Desde el 2013 a la fecha es miembro fundadora del Grupo de Estudios Del Trabajo (G.E.T) de Flacso Ecuador. Actualmente es Co Investigadora del proyecto FONDECYT (1150812) e investigadora asociada del Instituto de Estudios Internacionales (INTE) de la Universidad Arturo Prat (Iquique, Chile), donde ademas coordina el Magíster en Relaciones Internacionales y Estudios Transfronterizos. 





31 de dez. de 2016

2016 o ano que a Mídia dividiu o Brasil


Não sou coxinha nem mortadela estou mais para um bife com ovo,strogonoff de frango ou um bife a parmegiana, claro acompanhado de um belo prato de arroz e feijão .
Muitas divisões regionais do território brasileiro já foram estabelecidas ao longo da história, atualmente está em vigor a divisão estabelecida no ano de 1970, que é composta por cinco Regiões:
A  Centro-Oeste é os estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e pelo Distrito Federal , com 1.604.850 km², 18,8%do território , a população de 14.258.098 habitantes, cuja densidade demográfica é de 8,7 habitantes por quilômetro quadrado.
O Nordeste é os estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, com 1.554.257,0 km²,53.081.950 habitantes.
A Região Norte é os estados de Roraima, Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Tocantins com 3.853.397,2 km², sendo a maior região do Brasil, 42% do território com uma população de cerca de 16,3 milhões de habitantes.
A região Sudeste  Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro com 924.511,3 km,uma população de 82.364.410 habitantes, 40% da populacão brasileiro. A densidade demográfica é de 89 habitantes por quilômetro quadrado.  
 O Sul do Brasil  os estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul com 576.409,6 km². Sua população é estimada em 28,3 milhões de habitantes.

A primeira vez que tenho conhecimento  do Mapa brasileiro dividido nas cores azul e vermelha  foi no ano de 1989  na eleição presidência  que contava com a disputa entre Lula e Fernando Collor. 
O principal fator do racha profundo deste ano está nas câmeras e nas páginas dos jornais e revistas . Desde o final de novembro de 2014 os programas  discutem o custo Brasil, a falta de investimento em educação, a pouca participação das exportações no PIB.
Se esquecendo da capacidade moral e ética tanto da câmara federal  quanto do senado, mas esperar o que, de uma empresa que logo cedo chama a falar de ética e moral na política anões do orçamento e propineiros da Odebrecht .Muitas vezes provocadas pela mimades do candidato derrotado e garoto propaganda  somada  da incapacidade política da presidenta , claro que e fácil escrever agora , já tendo ouvido as gravações do machado  e o procedimento do Juca Caju no senado e da parceria política ministerial paulista  .
Nesse caldo de panelas e gritos a favor do combate a corrupção sem  turbulência . As conseqüências  foram sentidas na agressividade de discursos e matérias dando a pessoas negócios e empresas , nessa  estrada da vida, pelo fato o tempo mostrou que o dono da Oi não e filho do metalúrgico e nem da filha do coronel tucano do nordeste e muito menos do delator que mudou a delação. A esta altura, é mais fácil assobiar  que  buscar mostrar os nove donos no horário nobre  .
Montagens de fotos, vídeos editados para alteração do sentido, textos que circulam todos os dias. 
Mas democracia é debate, então qual é o problema?
Esta no intuito de enfiar na cabeça dos adversários suas próprias idéias ,  mostrando a imaturidade para o diálogo.
Debater é ouvir o que o adversário está dizendo e refletir a respeito.
Ao exemplo do blogueiro,comentarista e  radialista que detona sem nexo um político e nas horas vagas está com seu candidato assistindo uma partida de futebol.
Na real foi isso o que a mídia transformou a política em um grande jogo de futebol obrigando cada eleitor a escolher um lado num jogo com somente  dois adversários , tornando o mapa nacional 25 anos após novamente nas cores azul e vermelha.
A essa soma de tabelinhas decoradas na TV aberta e fechada com lançamentos semanais das revistas e reproduzidos diariamente nas colunas dos jornais , vem na geral  as redes sociais. São nelas que se proliferam as piores ofensas, a insinuação mais irresponsável, a decepção mais dolorida .Onde o meu candidato recebia propina na Suíça e o ancora da Tv dizia que era caixa 2 , mais caixa 2 não e para utilizar na campanha como que esse dinheiro após a eleição terminada , mas de 2 anos  ainda se encontrava na suíça .O nome disse e propina dinheiro de corrupção para enriquecimento do senador do meu estado  , que já recebeu meu voto , mas continua sendo  candidato, do e da ancora da Tv .
É claro que não há esse ressentimento com todo mundo, mas as redes são uma mostra bem fiel do que a TV aberta propaga.

A mídia só mostra o que é diferente, espetacular.
 Ainda mais quando e interessante para o seu patrocinador .
O que vem pela frente a uma seleta nata de especialistas todos PJs e profissionais liberais crucificando os celetistas .
Numa cruzada moderna onde a religião está mais doutrinada na ressurreição dos bolsos do que na salvação das pobres e perdidas almas .
Este será o enredo do filme de 2017 .

21 de dez. de 2015

RETROSPECTIVA 2015


O ano inicia em 10 de janeiro com o Prepom Portuário 2015
TOTAL de 699 turmas com 11.022 vagas distribuído aos OGMO de ANGRA ,ANTONINA ,BELÉM,CABEDELO,FORTALEZA ,ILHÉUS ,IMBITUBA ,ITACOATIARA ,ITAJAÍ ,ITAQUI ,MACAPÁ ,MACEIÓ ,MANAUS ,NATAL ,PARANAGUÁ ,PORTO ALEGRE , RECIFE ,RIO DE JANEIRO ,RIO GRANDE ,SALVADOR ,SANTARÉM ,SANTOS ,SÃO FRANCISCO DO SUL ,SÃO SEBASTIÃO e VITÓRIA 
O Programa de Desenvolvimento do Trabalho Portuário – PDP é um projeto da  Organização Internacional do Trabalho – OIT,  em conjunto com o governo federal da Holanda e três universidades européias,  cuja filosofia é o aperfeiçoamento da mão-de-obra portuária .
PDP por TECON,FORTALEZA 90 vagas,ITAJAÍ 195 vagas,ITAPOÁ  180 vagas,NAVEGANTES  680 vagas,PECÉM 90 vagas ,SANTOS BTP 170 vagas e Libra 130 vagas
A formação , qualificação ,requalificação que se traduz em educação somente será levado em conta quando houver uma junta governamentista instalada dentro dos Ogmos .Única forma de uma reformulação estratégica voltada realmente para gestão de mão de obra dos portos organizados do Brasil .
Infelizmente os equívocos da tradução e quem e o trabalhador Portuário  fecharam o ano , com o mesmo preconceito .
Três ministérios para Escoar
A  Secretaria de Portos juntamente com os ministros dos Transportes  e da Agricultura, organizaram  ações estratégicas para viabilizar o escoamento da safra agrícola 2015As medidas são resultado da ação integrada de planejamento do grupo de trabalho formado por técnicos dos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, dos Transportes e da Secretaria de Portos, com a participação do DNIT, ANTT, Antaq, Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Conab, Codesp, Confederação Nacional do Transporte (CNT), e Confederação Nacional da Agricultura (CNA).
Foi um grande passo , pois foi sentido as mudanças nos entornos dos portos.


Um item muito debatido, mas muito desprezado , não pela cidade portuária mas pelos gestores portuário  .A precarização do trabalho nos portos  elenca  perda da renda, resulta da conjugação e interdependência de recentes processos históricos, como a flexibilização, habilidade de um sistema para assumir diversos estados sem deterioração significativa de custos, que se expressa na jornada,  salários, produção,  direitos trabalhistas,  relações de trabalho,  previdência social, na legislação e no mercado de trabalho, a desregulamentação e o desrespeito e não incorporação da convenção 137 da OIT , Resolução 145 da OIT ,  Leis dos Portos 12815 e das decisões Judiciais do TST.

Acordo Histórico da Estiva Paraguaia
No dia  04 de fevereiro de 2015 as negociações entre a delegação da IDC e Lomp-CCT com o Ministério do Trabalho, terminou com o estabelecimento de acordo coletivo no  porto de San Franciscoy Terminal Caacupemí, a reintegração dos 200 trabalhadores despedidos e a libertação dos 11 presos.
Jordi Aragunde, Coordenador Geral da IDC:
 "Este foi um acordo histórico, tanto para os trabalhadores portuários paraguaias, e para o trabalho  portuário mundial. Com este acordo, se torna clara a importância da solidariedade internacional   é evidente a IDC como uma ferramenta de coesão e de defesa dos direitos dos trabalhadores. Quero enfatizar, sobretudo, o forte apoio e incentivo recebido de mulheres dos 11 estivadores presos e  da "comunidade Caacupemí que não parou de lutar por um segundo se quer neste conflito. A assinatura do acordo representa  que  mobilização e a campanha de solidariedade internacional IDC em defesa do movimento portuário Mundial.E de suma importância para o respeito a profissão de Estivador .
Em  24 no Diário da Justiça  TST reconhece exclusividade dos portuários avulsos registrados no OGMO para o vínculo de emprego no porto organizado
A ministra relatora, Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, “Sendo ela, a contratação exclusiva no âmbito do órgão gestor satisfaz a diretriz traçada pelo diploma legal, que prega a modernização e eficiência dos portos bem como a valorização e a qualificação da mão e obra portuária. Isso indica que a imposição de contratação exclusiva de trabalhadores registrados encontra sintonia plena com a lei nº 12.815/2013.
 "O argumento de uma possível ausência de trabalhador registrado com o perfil pretendido pela empresa não merece prosperar, pois uma das destinações do Ogmo, gerido pelos operadores portuários, é justamente administrar o fornecimento de mão de obra, bem como treinar e habilitar profissionalmente o trabalhador portuário".
 Agora começa uma nova disputa a luta pelas vagas ocupadas pela mão de obra propia ou de fora do sistema .Com varios capitulos .
ANEXO: PROCESSO Nº TST-RO-1000543-19.2014.5.02.0000
E a Imprensa
Como no Livro o 4 poder de Paulo Henrique Amorim  a mídia e perversa   ao ponto de deixar de informar para opinar .Em 15 de setembro de 2015, no Caderno Porto & Mar, C 5, no jornal A Tribuna, intitulada“Um quarto dos trabalhadores avulsos usa crack ou cocaína - Dado integra pesquisa inédita desenvolvida pelo Campus Baixada Santista da Unifesp”.
Uma parcela de 25% dos trabalhadores avulsos do Porto de Santos utiliza crack ou cocaína, muitas vezes no ambiente profissional. 34% confessou fumar maconha. E  88% consome bebidas alcoólicas
Baseando se em um capitulo do livro Porto de Santos - Saúde e Trabalho em Tempos de Modernização.Para a realização dessa pesquisa sobre o uso de drogas, foram entrevistados 780 TPA.
A referida matéria faz uso inadequado dos dados produzidos pela pesquisa,que  contou com a aplicação de  análise ergonômica do trabalho (AET), observação etnográfica sobre a tomada e distribuição do trabalho, entrevista com 453 trabalhadores avulsos que  revelou  que  as mudanças na organização do trabalho repercutem em termos de fadiga, distúrbios osteomusculares, lombalgia, experiências de adoecimento, acidentes de trabalho e  saúde mental . 
 É importante destacar ainda, que os resultados do estudo não permitem afirmar que o uso de álcool e drogas esteja ocorrendo no ambiente de trabalho, conforme mencionado por A Tribuna.   O porto de Santos possui 5 mil Tpas então foram entrevistados 9%  453 destes 25% ou 113 usam cocaína ou crack , 37% ou 168 usam maconha e 88% ou 399 consome bebida alcoólica , se baseando nos dados levantados a empresa que e uma concessão publica que tem como obrigação informar os munícipes da baixada santista  forçou a barra como a Veja na época da lei dos portos classificando os estivadores de mafiosos , então o titulo Um quarto dos trabalhadores avulsos usa crack ou cocaína e  no mínimo um ataque descabido  a moral e a ética dos trabalhadores do Porto de santos e seus familiares  .E o referido ate o momento não se desculpou por tal atitude.

Agradeço a Deus por mais um dia e que 2016 seja para os Trabalhadores Portuarios  no mundo todo um ano de muita saúde , para superar  os obstáculos montados pela dupla empresario e politico .

3 de out. de 2015

Dockers Liverpool 2015

Os estivadores do Mundo se encontraram em  Liverpool para celebrar o 20º aniversário da greve de liverpool. 
Para salientar e fortalecer que a união nos portos e um fato que se  
deve a este fato para hoje ser uma realidade.

O evento foi marcado por reuniões  que discutiram os crescentes ataques por parte dos empregadores e dos armadores contra os estivadores, bem como os problemas sociais, tais como terceirização e excesso de capacidade que ameaçam a segurança de emprego e condições de trabalho dos trabalhadores. E as tensões criadas pelos políticos patrocinados  contra os direitos coletivos dos estivadores em todo o mundo .
As duas organizações do trabalho portuário participaram do evento .Gerando a oportunidade de desenvolver iniciativas conjuntas sobre temas como automação, amarração, e alertar o público Mundial sobre estes ataques as comunidades portuárias , com o objetivo de organizar ações coordenadas em defesa dos direitos dos estivadores.Espírito coletivo jamais será vencido

Comemoram os estivadores de Liverpool  muitas razões, para honrar uma das lutas mais heróicas da história do mundo portuário. 
A cidade  o cais, seu espírito e seu povo  eles incorporam a história comum de luta de classes, uma luta que vive hoje. Foi  e è  um marco nas relações laborais britânicas, porque os estivadores travaram uma batalha única. Eles foram demitidos e estavam lutando para serem reintegrados. Quando os sindicatos se esconderam atrás da legislação anti-sindical como uma razão para não agir, os estivadores de Liverpool responderam com a campanha mais impressionante que se possa imaginar.

A mobilização do povo de Liverpool, o apoio obtido de grupos e de organizações foi inspirador.
A criatividade das Mulheres dos Estivadores, a sua utilização de arte (aqueles "Dockers 'CK' t-shirt) 
a música, literatura e cinema tudo correu junto a um movimento de solidariedade mundial que viu a ação como dos estivadores do porto de São Francisco.
  Além de que imagem de força em ação de solidariedade notavelmente em 28 meses.
 Famílias perderam suas casas outras morreram na luta.


Os estivadores de Liverpool rejeitaram a Thatcher anti-democrática, anti- trabalhador e contra os direitos sócias das cidades portuárias  pois estavam dispostos a desafiar as leis anti-sindicais de Thatcher.
 Mesmo espírito necessário agora.Os estivadores foram, sem dúvida, à frente de seu tempo. Eles eram certamente muito à frente da liderança do movimento sindical da época.
  Para todo o poder ea riqueza da elite governante, eles nunca vão derrotar os ideais e espírito de comunidade dos trabalhadores portuarios.
 Os estivadores de Liverpool deviam desaparecer. Em vez disso, desafiadoramente e com dignidade CASA criou o e ajudou, literalmente, milhares de pessoas .
 A CASA mostra nas veias a  solidariedade corajosa  de 500 Estivadores.
Intervenção de António Mariano, Presidente do Sindicato de Estivadores.
Queridos irmãos e irmãs,
É sempre um prazer estar aqui em Liverpool, a capital de
Estivadores, a capital da Solidariedade Internacional.
Uma luta fantástica contra o capital ganancioso, pude testemunhar então a vossa incrível luta, mesmo com o sacrifício das vossas vidas pessoais. Ao vosso lado o apoio constante das vossas famílias para tornar a luta mais sólida e focada nos vossos objetivos de justiça social.
O exemplo de solidariedade – na sequência da vossa tradição de solidariedade internacional com trabalhadores de todo o mundo – frutificou e cimentou o caminho para o surgimento de uma organização global ativa das bases dos estivadores – IDC – Conselho Internacional de Estivadores –a atual luta contínua contra a austeridade, a precariedade e as condições miseráveis impostas aos trabalhadores pelas políticas neoliberais que alastram por todo o mundo.

Em Portugal, há alguns meses, um grupo de ativistas começou a construir uma organização gémea da CASA, inspirada nos seus objetivos, chamada SOLID, com o objetivo de promover iniciativas ativistas e de apoio legal nos campos das questões laborais, sociais e culturais, iniciativa que conta também com a participação ativa de estivadores portugueses.
Vocês são um exemplo verdadeiramente frutífero e inspirador para o Mundo!
Em nome dos estivadores portugueses, quero expressar a nossa sincera gratidão aos 500 Estivadores de Liverpool, às incríveis “Women on the Waterfront” e a todas as suas fantásticas famílias, por darem estes magníficos exemplos de Solidariedade ao Mundo.
Nós Nunca Caminharemos Sós!
Não poderia esquecer de salientar a presença dos estivadores do porto de Santos .
Ser Estivador ja e uma conquista diaria tão apaixonante quanto o amor de um filho , estar aqui e participar deste evento e um marco não so para os estivadores brasileiros  mas tambem para todos os que no dia de hoje estão na lingada nos seus portos  .

Sozinhos nada poderemos , A UNIÂO FAZ A FORÇA.

3 de set. de 2015

O Best Seller do Cais Santista

Numa bela quarta entre o fim da tarde e o início da noite na bucólica paulicéia desvairada, mas precisamente entre a Avenida paulista e a rua Padre da Nobrega . 
Se concretizou a labuta descrita a seis mãos  ,
iniciada em  2008 com uma pesquisa na UNIFESP desbravando o "Porto de Santos e seus homens trabalhadores",no lançamento mais esperada na beira do cais Santista .
Na livraria Martins Fontes se deu o beu prazer de degustar  com os olhos .
O Best seller " Porto de Santos saúde e trabalho em tempos de modernização "de Maria de Fátima Ferreira Queiróz, Rosana Machin e  Marcia Thereza Couto
Este livro procura investigar as singularidades do processo de modernização do Porto de Santos, sobretudo com as transformações socioeconômicas ocorridas no país nos anos 1990, e suas consequências para a saúde dos trabalhadores.
 Os autores questionam como uma categoria profissional associada à valorização de atributos morais como coragem, força, honra e virilidade – e cuja representação predominante no imaginário social ainda é vinculada a atividades essencialmente masculinas e baseadas na força muscular – tem lidado com a modernização e com a nova gestão do emprego portuário. 
O resultado é uma profícua análise de como tais mudanças ecoam nas formas de sociabilidade e, também, nas experiências fisiológicas, orgânicas e simbólicas de saúde e adoecimento. 
A redução da força de trabalho, a ampliação das inovações tecnológicas, a flexibilização e a desregulamentação dos direitos sociais e a introdução de novas formas de gestão são exemplos de medidas que vêm evidenciando uma intensa transformação, caracterizada por precarização, automação e heterogeneização do trabalho. 

Ancorada na articulação entre ciências da saúde e ciências sociais em saúde, esta obra oferece uma visão interdisciplinar que associa diferentes olhares sobre a modernização portuária. 
A investigação de pesquisadores com sólidas formações em suas áreas específicas é combinada com a narrativa dos próprios operários do porto, que se colocam em face de uma realidade de perdas e desestruturações do seu trabalho, percebido como uma atividade complexa, gigantesca, por vezes penosa, mas da qual sobressai a ideia de gosto e satisfação.
Partindo do trabalho portuário ate 1970,contexto Internacional e nacional , passando pelo processo de modernização  os reflexos na organização do trabalho chegando na atualidade do trabalho avulso.
As condições do trabalho na abordagem ergonômica ,as transformações do processo de escalação  uma etnografia da roda grande  do picote ao top on line.
Claro não esquecendo da família nossa identidade, as influencias  na saúde , o sofrimento com os acidentes.

Vida dura mas não bandida com fadiga mas com o orgulho no rosto  agradecendo por poder degustar essa magnífica obra organizada a seis mãos .



 imagens Aina Cabral 

4 de mai. de 2014

The mishap on the way from the pier

The mishap on the way from the pier

I was following her for my ship
With wind in my face
I suddenly Der powder floating , a white
Pain and fatigue
I wanted to get up , but people held me
And he said calmly , breathe slowly , let someone wants family
And I know my class and dockworker , I hit a radio ,
 cool partner , has Fe , to you
A white light siren
My family my dependents
At first I was afraid and trembled
I kept thinking that I could not live without the stowage
The wall , the smell , the wind Pier hold
How I miss this coexistence
I'm going crazy , but I understand
I did not want this moment one begins
Where everything and nothing
I stopped here expect a life
Just to get back those moments
I know that nothing will ever be the same
I stumble I fall apart
But I tell
With all of my lungs
I will not let it end like this
I will ascend step by step
In strong thoughts and memories memory I hold
Wanting to turn , I can escape the hand of God
What makes me raise my meat
I know that in a month , a day I will leave behind the sadness
with victory
And the importance of having lived a great lesson
That we are nothing without anyone
Without passion or dreams .
And mourning section section
To feel the breeze from the pier
The wall heat
The solidarity of fellow
With wind in my face
For wherever I go

I will always be a stevedore