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7 de dez. de 2023

Plano de Formação 2024 para os estivadores

 A direção e os membros do conselho de empresa do Centro de Emprego Portuário de Valência CPEV aprovaram o plano de formação 2024 dirigido aos mais de 1.500 estivadores do porto de Valência. Desta forma, apesar das limitações impostas pela atual situação de incerteza com uma queda considerável do trânsito comercial e um contexto económico complicado, o CPEV esforça-se por manter a formação dirigida às novas especialidades, à requalificação anual e às relacionadas com a prevenção de segurança do trabalho e o inglês.

Assim, quanto aos cursos destinados a novas especialidades, estes serão adaptados às necessidades dos operadores portuários para que determinadas especialidades possam finalmente ser incrementadas face ao plano inicial. Assim, está prevista a realização de cursos de elevadores/contêineres; máfi; pá; coletores; suporte de veículos; van e conferencia de carga.

Além da formação para novas especialidades, o CPEV realizará também ações de requalificação, das quais beneficiarão os estivadores que regressem à especialidade após afastamento prolongado, bem como ações de formação sobre prevenção de riscos profissionais que abrangerão todas as especialidades, bem como além de cursos de inglês para supervisores, contramestres gerais e conferentes, com um total de 107 vagas.

O Centro de Emprego Portuário de Valência, de acordo com os seus estatutos atuais, é uma Empresa de Trabalho Temporário, específica do setor portuário que tem por objeto social a cedência temporária de estivadores e o desenvolvimento de atividades de formação de trabalhadores que garantam um nível adequado de profissionalismo, aconselhamento e consultoria de recursos humanos.

Em 2023 mais de 250 estivadores realizaram no último trimestre a requalificação em operadores de caminhão guindaste, mafi, empilhadeira, RTG e portêiner . Além da formação em inglês, primeiros socorros e segurança do trabalho e viária.

Uma característica destes cursos é que incluem sessões prévias em dois simuladores disponíveis no Ogmo do porto de Valência. Estes simuladores foram desenhados e construídos pelo Laboratório de Simulação e Modelação (LSyM) da Universidade de Valência. O investimento social por estivador nos cursos de especialização, como operador de porteiner ou mafi, varia entre 22 mil e 8 mil euros.

A Coordinadora Valência, sindicato dos estivadores a formação e resultado de negociações e esforços contínuos que contribui para o crescimento e desenvolvimento da comunidade portuária valenciana.

https://www.naucher.com/el-centro-portuario-de-empleo-de-valencia-aprueba-el-plan-de-formacion-para-2024/

https://www.diariodelpuerto.com/maritimo/el-centro-portuario-de-empleo-de-valencia-aprueba-su-plan-de-formacion-2024-JN17837943

https://www.elestrechodigital.com/2023/12/05/el-centro-portuario-de-empleo-de-valencia-aprueba-un-ambicioso-plan-de-formacion-para-2024/

 

14 de set. de 2023

Estivadores beneficiados com cursos de formação em Valência.

 Cerca de 250 estivadores terão acesso a formação  na Valência CPE

O Centro de Emprego Portuário de Valência oferecera vários cursos de formação, até ao final do ano, que envolverão mais de 250 estivadores. Estas iniciativas de formação visam melhorar as aptidões e competências dos trabalhadores em diferentes funções. Os cursos terão foco em perfis variados, como operadores de caminhão guindaste, mafi, empilhadeira, RTG e porteiner, além de inglês, primeiros socorros e segurança viária.

O plano de formação do último trimestre do ano está previsto para começar no dia 18 de setembro e terminará no dia 15 de dezembro. A formação abrangerá também encarregados e pessoal administrativo em áreas essenciais como primeiros socorros. Desta forma, fortalece as capacidades dos trabalhadores num ambiente portuário que exige aptidões e competências técnicas atualizadas.

Uma característica notável de alguns destes cursos é que incluem sessões prévias nos dois simuladores disponíveis no Centro de Emprego Portuário de Valência. Estes simuladores foram desenhados e construídos pelo Laboratório de Simulação e Modelação (LSyM) da Universidade de Valência, sendo uma inovação pioneira na Espanha. O investimento social  por estivador dos cursos de especialização, como operador de porteiner ou mafi, ascende a 22 mil e 8 mil euros, respectivamente.

 


Uma das principais responsabilidades da CPEV é a melhoria constante das competências e qualificações dos profissionais envolvidos na operação portuária. Por esta razão, a direção do Centro Portuário tem investido esforços consideráveis para garantir que os trabalhadores adquiram e atualizem os conhecimentos necessários ao desempenho eficaz das suas funções nas diversas especialidades da estiva. Esta formação está sempre alinhada com as necessidades manifestadas pelos operadores portuários.

A Coordinadora Valência, sindicato dos estivadores a formação e resultado de negociações e esforços contínuos.

Estas iniciativas visam não só incorporar novos trabalhadores ao CPE e revitalizar a força de trabalho atual, mas também proporcionar uma atualização de conhecimentos essenciais para o estivador realizar o trabalho enfrentando solidamente os desafios e as novas exigências de um setor altamente competitivo, como é o setor portuário.

 

Mas acima de tudo esta formação, contribui para o crescimento e desenvolvimento da comunidade portuária valenciana.

https://www.elestrechodigital.com/2023/09/05/unos-250-estibadores-se-beneficiaran-de-los-cursos-de-formacion-del-cpe-de-valencia/

https://www.diarioelcanal.com/cpe-valencia-formacion-estibadores/

https://www.coordinadora.org/web/2023/09/07/el-comite-de-empresa-del-cpe-de-valencia-impulsa-una-formacion-de-vanguardia-para-sus-estibadores/

8 de jun. de 2022

O megaterminal automatizado do estivador espanhol.

 A multinacional Terminal Investments Limited (TiL), na qual a armadora MSC tem participação, construirá a mais moderna instalação de contêineres do Mediterrâneo, automatizada e ecológica, no Porto de Valência, investindo em eletricidade e energia renovável numa gigantesca instalação de 137 hectares. Com 1.970 metros de beira de cais para 5 berços assistindo a movimentação de 22 portêineres atendendo navios contêineros de até 24.000 TEUs. Gates com um sistema de acesso automático e tecnologia OCR com 10+1 vias de entrada e 7+1 vias de saída e uma área de resolução de problemas com capacidade para 30 caminhões.

 A subsidiária de gestão de terminais da MSC, a TIL, fez uma oferta para a concessão de 50 anos com um investimento de 1.021 milhões ate 2026 : 320 para obras civis e construção, 615 para equipamentos portuarios e 86 para automação.

E se projeta um equipamento móvel para fornecer eletricidade a navios, a iniciativa conta com a participação da Autoridade Portuária de Valência, Fundação Valenciaport e Endesa.

Investimento previsto neste dispositivo será de cinco milhões de euros. O porto de Valencia esta dentro do objetivo da União Europeia de reduzir as emissões em 55% até 2030.

Nesse sentido, o terminal norte “precisaria de 4 pontos de ligação, com 4,6 megawatts, APM Terminals Valencia 3 pontos de ligação e 3,5 megawatts e CSP Iberian Valencia Terminal outros 3 pontos de ligação com 3,6 megawatts. Valencia Terminal Europa, o novo terminal de passageiros Baleària e Trasmediterránea precisariam de um ponto de conexão”.

E a comunidade da beira do cais

MSC assina acordo coletivo com todas as organizações sindicais do Porto de Valência: Coordenador Estadual dos Trabalhadores do Mar CCOO, SEI Sindicato Independente dos Estivadores, Frente Portuária e Associação Profissional dos Trabalhadores Portuários do Porto de Valência APTPPV. Para a configuração da mão de obra de seu futuro terminal em Valência, que será o primeiro terminal automátizado da Espanha. A operação exigirá 550 estivadores por dia entre os quatro turnos de seis horas. No pico pode chegar até 600 estivadores com o novo terminal em plena capacidade. O acordo, foi assinado em março de 2021.

No entanto, Comrpomís, lidera a oposição na Comunidade Valenciana contra a expansão do Porto de Valência, afirma que a nova infraestrutura significará a destruição de empregos devido à automação das novas instalações.

Manifestações realizadas pelo presidente do concelho de trabalhadores da CSP, empresa do grupo Cosco que administra o terminal público do porto. Alerta para o impacto negativo na beira do cais com a abertura do novo terminal da MSC.

A atual equipe de estivadores do porto é de cerca de 1.500 trabalhadores portuários.

O que a Msc está respeitando em Valencia com o contrato e formação nas mesas inteleigentes e o que em meados de 2011 o terminal semiautomatizado Barcelona Europe South Terminal (BEST) que entrou em operação em 27 de setembro de 2012, fez utilizando os estivadores da Estibarna-CPE (OGMO) para a realização dos trabalhos portuários, consoante as necessidades de cada período.

Em Valencia e o Centro de Emprego Portuário de Valência, S.A. CPEV (OGMO) é uma empresa privada que disponibiliza mão de obra aos operadores portuários do Porto de Valência. O CPEV tem 1.500 estivadores que atendem toda a gama de necessidades exigidas pelo Porto. O quadro de pessoal do CPEV, anteriormente, SEVASA, evoluiu nos últimos anos de acordo com o crescimento experimentado pelo porto, tendo crescido 17% na década atual.

Como um porto e um equipamento portuário não se compra na prateleira de uma loja. A expansão norte do complexo valenciano começou em 2012 com a construção do referido quebra-mar, que custou 203 milhões de euros.

https://www.levante-emv.com/economia/2019/11/27/megaterminal-puerto-tendra-22-gruas-11736003.html

https://www.abc.es/espana/comunidad-valenciana/abci-replanteara-inversion-millones-valencia-si-retrasos-201910032224_noticia.html

https://elmercantil.com/2021/06/04/msc-terminal-valencia-proyecta-un-equipo-movil-para-suministrar-electricidad-a-buques/

https://www.elespanol.com/invertia/empresas/construccion-infraestructuras/20220606/msc-sindicatos-contratar-estibadores-terminal-automatica-espana/676432506_0.html?utm_term=Autofeed&utm_campaign=Echobox&utm_medium=Social&utm_source=Twitter#Echobox=1654490386

20 de nov. de 2020

Os estivadores na formação do sistema NAVIS

 O Centro de Emprego do Porto de Valência (CPEV) iniciou o plano de formação de estivadores, para os terminais da CSP Espanha e Terminais APM  devido à mudança para o sistema NAVIS N4.

Os terminais vão migrar seus sistemas de TI que permitirá tornar as operações mais seguras, inteligentes e sustentáveis. Na busca do aumento da velocidade das operações; melhorar o atendimento ao cliente e capitalizar em novas oportunidades de negócios; aumente a produtividade minimizando os riscos e colabore com as companhias de navegação para otimizar as operações.

O Centro de Emprego do Porto de Valência valoriza o esforço que os terminais estão a fazer.

Os estivadores de Valência pedem que as mudanças tecnológicas tenham em conta as suas funções de trabalho  para a formação dos 1.500 estivadores,

A meio do processo de negociação para iniciar a formação do novo sistema operativo Navis N4, que será utilizado pelo porto de Valência, os estivadores solicitam que a gestão do Centro Portuário de Emprego (CPE) assuma as recomendações de um documento, elaborado por técnicos independentes, em que define suas funções conforme estabelecido pela regulamentação marítima. 

Não nos recusamos a receber a formação, pois esta deve permitir-nos adaptar-nos às mudanças no trabalho portuário, mas para iniciar negociações solicitamos que a gestão empresarial aceite quais são nossas funções, definidas em um relatório imparcial.



E este motivo levou a um  conflito entre os estivadores e a direção do Centro de Emprego Portuário (ogmo) ocorreu após a reunião da Comissão Mista do porto de Valência, no início de Agosto, em que tiveram de ser definidas as condições para a negociação do novo sistema operativo. O operador portuário  não reconhece  como próprias algumas funções que os estivadores têm de desempenhar e que constam de um documento que não querem aceitar e que acabam bloqueando o processo formativo.

Todas essas considerações tem que ser debatidas principalmente a dos operadores portuários que censura  parte dos trabalhadores que não a contataram após o envio da minuta da reunião anterior de 5 de agosto. As empresas questionam "por que os sindicatos rejeitam a proposta de um membro do PAV atuar como observador no debate sobre as tarefas"

Representantes dos estivadores, junto com técnicos especializados, viajaram este ano a portos como Barcelona e Algeciras, que também utilizam o sistema operacional Navis N4, para conhecer o organograma e como funciona o trabalho na implantação de nova tecnologia. De fato, é de referir que o presidente do conselho de empresa interrompeu em duas ocasiões o plano de formação previsto para a adaptação dos trabalhadores ao novo sistema de gestão, depois de convocar a comissão  duas vezes - em 29 de setembro e 2 de outubro - “o conselho de empresa recusou-se a participar, propondo uma nova data - em 6 de outubro - mas rejeitando a proposta do operador portuário para que estivesse presente um representante da Autoridade Portuária de Valência, pelo que também não se realizou esta reunião .

Atraso no treinamento

Embora o início da formação tenha sido atrasado devido à crise do coronavírus e às divergências no documento que descreve as funções dos estivadores, parece que a predisposição dos trabalhadores e da gestão do CPE é boa. Assim, os estivadores de Valência acrescentam que “a chave é respeitar o relatório em que as nossas funções são definidas ao pormenor”. No pano de fundo desta polêmica está o medo  que o processo de automação realizado pelo porto de Valência corte empregos e dilua a qualificação dos estivadores.

A conciliação também não desbloqueia o conflito da formação dos estivadores valencianos

O Centro de Emprego do Porto de Valência (CPEV)   impetrou um pedido de conciliação em litígio coletivo, apelando para o seu direito de formar estivadores no porto de Valência nas especificações do sistema operativo NAVIS N4. Mas como em todos os ogmos, o  de Valencia realiza o mesmo pecado , culpando os trabalhadores e não o autoritarismo dos operadores portuários.

Assim, de forma bruta , não com os cassetetes da policia, as empresas esperam que um juiz esclareça qualquer divergência na interpretação da Lei .

O que esta por trás deste choque de interesses e que as empresas querem o treinamento para qualquer cidadão para formar sua própria equipe, sem a presença dos estivadores. Procedimento empresarial já posto em pratica na América latina.   

A ação de formação de estivadores tem um carácter específico e tem por objetivo formar antes da implementação operacional do sistema.






31 de out. de 2020

Vida Nova, após uma queda de 56 metros

 O estivador Roberto Mañez Blanco está se recuperando dos ferimentos após o grave acidente que sofreu em 13 de setembro, quando um navio derrubou o porteiner em que ele trabalhava "Nasci de novo e vou aproveitar esta oportunidade", diz ele.

Um milagre. E duas vezes. Sobreviver a uma queda de 56 metros é um feito e tanto que só supera a incrível recuperação observada um mês e meio após o acidente. Em 13 de setembro, Roberto Mañez Blanco renasceu, sem saber. Era domingo e enquanto trabalhava num dos porteineres mais altos do Porto de Valência, um navio o derrubou e o estivador caiu com ele, dentro da cabine. Uma queda como se um carro cai-se do 18º andar com o motorista dentro. Os bombeiros libertaram seu corpo da massa de ferro e vidro.

Ele chegou conscientemente ao hospital e olhou a morte de frente. Ele lutou durante semanas para permanecer deste lado da vida. Ele não cruzou a linha e acordou. Hoje seus olhos negros confirmam que o pior já passou e que agora há trabalho, trabalho e mais trabalho pela frente para reabilitar corpo e mente, o que não é pouco.

Não te assusta. Ele é um lutador e um "estivador", então se sua recuperação depende de esforço, descanso e perseverança... de vez em quando.


No quarto 501 do Hospital La Fe, embora conte as horas a serem transferidas para o Centro de Reabilitação Levante. Na verdade, a transferência ocorreu ontem. Ele está calmo e feliz. "Estou vivo. Sinto que a vida me deu mais uma oportunidade e pretendo aproveitá-la com minha esposa e minhas filhas, com meus pais, com meu irmão, com meus amigos, com as pessoas que amo.

Às vezes a gente se preocupa com o que não é importante e sei que ainda tenho muito tempo pela frente para a recuperação”, explica. E ri quando diz que, no porto, entre seus colegas de trabalho que também são da família, seu apelido mudou de "nuvem negra" para "o renascido"

O momento do acidente não quer nem pode falar. No entanto, quer valorizar o seu trabalho, o mundo da estiva, o trabalho dos estivadores e as demonstrações de carinho que tem sentido de todos os canais possíveis, de pessoas que eram esperadas e de outras que nem sequer era conhecido. Ele lembra, por exemplo, da homenagem dos companheiros do Porto de Algeciras, com as luzes acesas e buzinas tocando, e se emociona.

Tenho sentido muito carinho. Não esperava tal impacto. Tenho sentido muito carinho e agradeço de coração todo o apoio dos meus colegas. Os estivadores são uma família, para o bem ou para o mal e quando acontece alguma coisa a gente se vira.

Roberto tem 48 anos e está no porto há 23 anos como estivador, como instrutor e como capataz há 14 anos. Aos 25 anos, leu um anúncio no jornal que mudou sua vida: os exames para estivador. Ele tirou suas licenças de caminhão, fez o exame e foi aprovado. Desde aquela época não parou.

Lembre-se do primeiro dia em que ele subiu em um guindaste. “É muito impressionante e eles mexem com a caneta para ver se te assusta”, explica. Seu conselho para quem está começando no mundo da estiva é sempre o mesmo: “Não fique nervoso, relaxe.

É um trabalho que muitas vezes exige sangue-frio e clareza, porque todos podemos errar, mas neste trabalho um erro pode ter um desfecho fatal. Aliás, Roberto dava sinais dessa temperança no dia do acidente. E não houve mais mortes em uma manobra que ele executou rapidamente, salvando várias vidas, incluindo a sua própria.

É por isso que quer destacar o trabalho de estiva. "É muito perigoso". Uma vez sonhou que um navio derrubava a grua em que trabalhava, algo que nunca acontecera no porto de Valência. Aquele pesadelo se tornou realidade em um domingo de setembro, mas ele está vivo e pode contar sobre isso. Eu disse, um milagre. E duas vezes.

Amante de motocicletas e vida familiar

Roberto Mañez é apaixonado por motocicletas e quando pode participar de ralis onde gosta de risco e adrenalina. Na segunda-feira após o acidente, ele planejava viajar para Granada para realizar uma dessas aventuras. Antes de ir para o trabalho, sua esposa, Elena, fez com que ele prometesse ser "cuidadoso" na viagem. "Não se preocupe, não é a minha hora", disse ele ante de sair pela porta. Ele não voltou mais para casa e sua família se agarrou a essa frase nos momentos mais difíceis. Ele tinha razão, não era a sua hora e o acidente o fez repensar uma vida que deseja desfrutar ao máximo, bem perto dos seus entes queridos.

https://www.levante-emv.com/comunitat-valenciana/2020/10/28/vida-caida-56-metros-21491807.html?fbclid=IwAR1EFnGcVlU6Q1C_fzLzdg1fXcx29-2_61plCQixQ5u09yk1K4-VNdm7xRU

13 de set. de 2020

Mia atropela Porteiner, herói salva terno

Nesta manhã por volta das 9:00 a 9:15 no Porto de Valência, Espanha, o navio MSC MIA acariciou um porteiner no Terminal MSC Valencia, fazendo com que ele se beija ao costado.

O estivador do porto de Valência,  R.M.B., foi ferido  após a queda do porteiner , que ele operava .O impacto do navio causou o grave e espetacular acidente, cujas causas estão sendo investigadas
O acontecimento, cujas causas estão a ser apuradas, ao que parece, foi atropelado por um navio, o que o fez perder o equilíbrio, depois de afetadas as suas fundações, correndo depois de apenas alguns segundos
R.M.B foi salvo e levado para o hospital La Fe de Valência e que, e num momento que somente os heróis têm, alertou o terno para se afastarem do perigo eminente. Em que o acidente espetacular e grave iria ocorrer, salvou muitas vidas.
A Autoridade Portuária de Valência ativou os protocolos de emergência, mobilizando pessoal da polícia portuária, resgate marítimo e bombeiros.

Nas redes sociais os estivadores do mundo desejam força e rápida recuperação ao herói da beira do cais.

Daqui dar muito ânimo Roberto pela sua recuperação rápida. Operador que foi internado na fé de Valência após o seu grave acidente, precipitando o porteiner que operava contra o chão, sendo espancado por um navio.
Nos contam que graça a ele, foi o único ferido, pois, pôde avisar os outros trabalhadores que estavam debaixo dele, do que ia acontecer.
Animo Roberto 👏👏👏👏
https://www.elestrechodigital.com/2020/09/13/un-estibador-del-puerto-de-valencia-herido-tras-el-derribo-de-la-grua-en-la-que-operaba/


12 de mar. de 2020

Mestrado profissional para Portuários I

Os alunos do Mestrado em Logística e Gestão Portuária do Brasil passam por uma  semana de treinamento em Valência.
Os alunos serão treinados em assuntos como estratégia e modelos de desenvolvimento portuário; infraestrutura para operações portuárias e navegação: obras de abrigo e atracação, acessos náuticos e dragagem; eficiência energética; tiques aplicados às portas; ecossistemas de inovação nos portos, etc.

Nesta 1ª edição do “Mestrado em Logística e Gestão Portuária” no Brasil iniciaram sua semana de treinamento presencial em Valência, pelas mãos do diretor geral da Fundação Valenciaport, Antonio Torregrosa; Angel Ortiz, professor de organização de negócios da Universidade Politécnica de Valência (UPV); e o Diretor Geral da Autoridade Portuária de Valência, Francesc Sánchez.

A semana presencial também inclui uma longa lista de visitas a instalações relacionadas aos assuntos estudados no mestrado, incluindo: uma visita de barco ao porto de Valência, visita ao Laboratório de Portos e Costas da UPV , para o terminal multiuso Noatum Terminal Sagunto, para o Centro de Controle de Emergência APV e para diferentes terminais no porto de Valência (Terminal Marítima de Graneles, Terminais APM Valência, Terminal Europa de Valência), bem como para o sistema de gates automatizados.


Os 36 alunos que compõem esta primeira edição são gestores e profissionais dos portos de Santos, Paraná, Suape, Itaqui e Itajaí, além do Ministério de Infraestrutura do governo brasileiro; de diferentes terminais e operadores de logística . 

Todos eles estudam por 9 meses nas diferentes disciplinas incluídas no programa, culminando na apresentação dos projetos finais .
As aulas são ministradas em formato misto, sendo 66% on-line e 34% presenciais, durante um total de 6 semanas de treinamento presencial, ministrado em Brasília e uma em Valência.


http://www.spanishports.es/texto-diario/mostrar/1844263/alumnos-master-logistica-gestion-portuaria-brasil-comienzan-semana-formacion-valencia

4 de jul. de 2017

A Chave da Cadeia Logística Portuária

 Enquanto as técnicas quantitativas focam coisas que possam ser contadas, utilizando categorias predeterminadas que podem ser tratadas como dados internos ou ordinários e sujeitos à análise estatística, as técnicas qualitativas focam a experiência das pessoas e seu respectivo significado em relação a eventos, processos e estruturas, inseridos em cenários sociais (SKINNER; TAGG; HOLLOWAY, 2000).
Mas como ajudar a refinar conceitos, conhecer reações gerais, aprender a linguagem dos atores envolvidos ou explorar novas áreas de oportunidade para explicar situações particulares e  fornecer conclusões específicas para estabelecer a frequência e a probabilidade nas quais um fenômeno pode ocorrer em determinada comunidade portuária . 
Neste contexto, o caso do porto de Valência ,Espanha, considerado Best-in-Class em clusters portuários pelo Port Cluster Governance Committee (PCGC) do Global Institute of Logistics (GLI) projeto denominado Proyecto GLIPORT: Estrategias para la Capacitación Portuária (DAVIU et al., 2010) . 
Autoridade Portuária de Valência, considerada ponto-chave para o desenvolvimento do cadeia logístico-portuária da região:
 a) Exploração e Gestão Portuária: 
1. realização de planejamento estratégico; 2. gestão econômico-financeira e coordenação, elaboração e controle orçamentário; 3. sistema de gestão por indicadores de desempenho (BSC – Balance Scorecard); 4. busca de novos tráfegos e relações com clientes; 5. estudos mercadológicos e identificação de oportunidades; 6. gestão da eficiência dos fluxos logísticos no porto (tempo); 7. gestão da eficiência dos fluxos logísticos entre os diferentes atores da comunidade portuária (tempo); e 8. redução dos custos operacionais no porto;
 b) Formação de Mão-de-Obra: 
1. atividades de formação na autoridade portuária; 2. atividades de formação para a comunidade portuária;3. atividades de formação entre distintas comunidades portuárias; 4. atividades de cooperação e formação em nível internacional; e 5. desenvolvimento de uma mentalidade que favorece a geração de valor futuro e a inovação; 
c) Qualidade: 
1. estrutura de decisão na comunidade portuária; 2. relacionamento e interação entre os agentes da comunidade portuária; 3. manual de procedimentos logísticos e operações, englobando as atividades dos diferentes atores da comunidade portuária; e 4. procedimentos de garantia de qualidade para a comunidade portuária (Marca de Garantia); d) Inovação: 
1. liberação de saída e entrada de cargas sem papel (documentação física); 2. documentação eletrônica entre os diferentes atores; 3. follow-up das mercadorias na importação e na importação; 4. controle operacional e geração de indicadores; 5. objetivos integrados dos atores; 6. desenvolvimento de visão sistêmica entre os atores; 7. foro que favorece a discussão e a integração dos atores da comunidade (Sistema de Qualidade e Marca de Garantia); e 8. tomada de decisões comuns, orientada pela autoridade portuária;
 e) Gestão Ambiental: 1. projetos de eficiência energética; 2. plano de segurança portuária segundo normas locais e internacionais; 3. avaliação dos riscos ambientais segundo padrões internacionais vigentes; 4. monitoramento do impacto ambiental; e 5. planos de investimento para a gestão ambiental portuária. Analisando-se as ações listadas anteriormente, observa-se uma série de relações de causa efeito e uma série de sobreposições entre os fatores citados. 

 Quais são as boas ações desenvolvidas pela Autoridade Portuária de Valência: 
I. Formação e Gestão do Conhecimento: 
1.  nítida integração entre o porto e o meio acadêmico (universidades); 2. existe no porto um órgão responsável pela realização de atividades de formação na autoridade portuária em diferentes níveis; 3. são oferecidas e realizadas atividades de formação para toda a Autoridade Portuária; 4. são oferecidas e realizadas atividades de formação para toda a comunidade portuária (armadores, forwarders, despachantes aduaneiros, transportadores terrestres, exportadores e importadores, etc.); 5. as atividades de formação fomentadas pelo porto integram pessoas de distintas comunidades portuárias, relacionadas com outros portos; 6. são realizadas atividades de cooperação e formação em nível internacional; 7. a mentalidade dos funcionários do porto favorece a geração de valor futuro e a inovação; e 8. a mentalidade dos atores da comunidade portuária favorece a geração de valor futuro e a inovação no sistema portuário;
 II. Gestão e Operações Portuárias: 
1. existe um sistema de gestão estratégica, integrado e flexível, orientado por um conjunto equilibrado de indicadores de desempenho (BSC); 2. existe um  sistema de gestão econômico-financeira estabelecido, o qual permite coordenar, elaborar e controlar o orçamento portuário; 3. existe uma estratégia comercial estabelecida e pró-ativa para a busca de novos tráfegos, cargas e relações com os clientes em nível nacional e internacional; 4. o porto desenvolve ativamente atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, o que apóia seu posicionamento e permite a identificação de novas oportunidades comerciais; 5. as infra-estruturas portuárias apresentam-se adequados para as operações atuais e seu crescimento futuro; 6. os fluxos logísticos no porto são eficientes em termos de tempo; 7. os fluxos logísticos entre os diferentes atores da comunidade portuária são eficientes em termos de tempo; e 8. os custos operacionais no porto são baixos e as tarifas são competitivas; 
III. Qualidade dos Serviços e Alinhamento da Comunidade Portuária: 
1. há no porto um sistema de informação comum aos atores da comunidade portuária que permitem a gestão e o controle fidedigno das operações. Esse sistema de informações permite aos usuários o follow-up das cargas na importação e na importação, o controle operacional e a geração de indicadores de desempenho; 2. as tarifas referentes ao conjunto dos serviços logísticos prestados pela comunidade portuária são claras, explícitas e uniformes entre os diferentes atores da comunidade; 3. o porto conhece as necessidades e expectativas dos clientes no que se refere ao serviço global relacionado à comunidade portuária e existe uma clara preocupação de melhoria dos fluxos logístico-portuários na exportação e na importação; 4. existe integração entre os diferentes atores da comunidade portuária, a qual é fomentada pelo porto; 5. existe uma estrutura estabelecida (foro, assembléia, conselho) que apóia o relacionamento, a interação entre os atores e a tomada de decisão para o aumento da qualidade e a resolução de problemas da comunidade portuária; 6. há um sistema de qualidade devidamente estabelecido e formalizado em um manual que inclui procedimentos logísticos e de operações que englobam as atividades dos diferentes atores da comunidade portuária; 7. a documentação é emitida, transmitida, apresentada e fiscalizada eletronicamente e o sistema de informação do porto permite a liberação de saída e entrada de mercadorias sem papel (documentação física); e 8. há compensações pecuniárias estabelecidas e efetivamente pagas em casos de descumprimento dos procedimentos de garantia de qualidade; 
IV. Segurança, Responsabilidade Social Corporativa e Gestão Ambiental:
 1. o porto avalia seus riscos ambientais segundo a legislação local e os padrões internacionais vigentes; 2. o porto possui planos de investimento para a gestão ambiental portuária; 3. o porto possui planos de contingência para acidentes ambientais, riscos e emergências, orientado pela legislação local e pelas normas internacionais vigentes; 4. o porto faz monitoramento constante do impacto ambiental por ele causado (emissão de partículas, resíduos, consumo de água e energia, ruído e odores, impacto visual, etc.); 5. o porto tem projetos de eficiência energética e de sustentabilidade em andamento; 6. o porto desenvolve constantemente programas integrados de melhoria das condições de trabalho Revista Gestão Industrial 168 e da qualidade de vida, incluindo aspectos como prevenção à saúde física e mental (tais como combate à ansiedade, estresse), desenvolvimento de habilidades interpessoais, gestão de pessoas, etc.; 7. há uma boa integração porto-cidade e o porto desenvolve projetos sociais e comunitários; e 8. existe uma efetiva comunicação interna e externa da ações de responsabilidade social desenvolvidas em seus distintos âmbitos (laboral, social e ambiental) e voltadas à comunidade portuária. 
 imagem olhar do cais 
PROPOSIÇÃO DE UM MODELO CONCEITUAL EM TORNO DA PRÁTICA DA GOVERNANÇA EM CADEIAS LOGÍSTICO-PORTUÁRIAS
 Gabriel Sperandio Milan ; Guilherme Bergmann Borges Vieira