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6 de ago. de 2022

O diálogo do Estado com os Estivadores é através das forças de segurança.

 Milhares de estivadores foram às ruas na noite de lua cheia contra a ganância dos operadores portuários. Mas a passeata, que começou pacífica, com estivadores e seus familiares, e simpatizantes tocando tambores, cantando, carregando cartazes e distribuindo flores para a população , terminou com cenas de guerra em diversas ruas do bucólico bairro portuário.

 

As primeiras bombas de gás lacrimogênio lançadas pela Polícia cortaram o céu num longo assobio, deram início a uma sequência de atos violentos por parte das autoridades de segurança pública. 

A ação policial, aconteceu devido à alegação dos policiais que afirmou ter sido rompido um "acordo" que havia sido feito com os manifestantes.

Os estivadores não iam ficar a ver as bombas e estas foram respondidas com pedras. E as pedras foram respondidas com tiros de bala de borracha, os estivadores então responderam com rojões.

 

Mas porque a segurança pública não importando o país, religião e idioma age com truculência não só com as manifestações dos estivadores, mas de todos os grupos sociais que reivindicam seus diretos. A questão é mais complexa e remonta aos atritos históricos entre forças policiais e manifestações políticas. Porém, como há uma forte identificação das bases policiais com o autoritarismo. Neste entendimento a força pública de segurança sai de sues batalhões para o enfrentamento e tem como consequência alguns atos de quebra-quebra e a prisão para mostrar a sociedade alguns culpados.

Nos últimos anos os processos de criminalização e o uso de instrumentos de repressão vêm se expandindo para restringir ou impedir protestos populares urbanos especialmente no Brasil, na Argentina e no Chile, ainda que em níveis diferenciados. Na América do Sul, as polícias são altamente hierarquizadas e militarizadas, são os principais atores na garantia da segurança, que é intendida a partir da manutenção de uma dada ordem social que quando perturbada, pela atuação dos movimentos sociais dos estivadores, por exemplo, gera respostas violentas por parte dessas forças de segurança do Estado.

15 de set. de 2019

Navio HUA JIANG 17 corta a beira do Cais

O graneleiro HUA JIANG 17 perdeu o controle e colidiu com um píer no terminal de grãos Hauifu, Taizhou, província de Jiangsu, rio Yangtze, em 13 de setembro. O cais supostamente foi severamente danificado, nenhuma notícia sobre os danos do navio, mas, pelo que parece, pode causar danos. seja sério.

Por volta das 10h30, o navio "Huajiang 17" de 50.000 toneladas de repente perdeu o controle e colidiu com o Terminal de Grãos e Petróleo Huifu na cidade de Yonganzhou, Taigang, Gaozhou. O acidente causou o colapso do terminal.
Felizmente, não havia ninguém no armazem e na beira do cais  no momento do incidente; portanto, o acidente não causou vítimas.
Vídeo da cena do acidente

Segundo o Hyundai Express News, alguns minutos antes do incidente, o cargueiro descobriu que o anfitrião estava fora de controle, ligou para pedir ajuda e o centro de comando pediu que estabilizasse a popa e a âncora. Depois de alguns minutos, o cargueiro chegou ao cais.
O vídeo feito pelas testemunhas no local viu que o cargueiro estava quase no cais quando o incidente ocorreu e, em seguida, o arco atingiu o cais, causando o colapso do teto do cais.
A causa específica do incidente está sob investigação.
É relatado que, no momento do incidente, o barco-patrulha do Departamento Marítimo de Taizhou não estava longe, organizou imediatamente o resgate e depois despachou três rebocadores de emergência para retirar o navio da cena.



O navio “Huajiang 17” tem 190 metros de comprimento, 32 de largura, 32 de calado, 11,3 de calado e uma capacidade de carga de 50.000 toneladas. A Huajiang Shipping Co., Ltd. é de propriedade do Yubei Coal and Electricity Group em 2007. Opera principalmente o transporte de carvão dos portos do norte, como Tianjin, Qinhuangdao, Huanghua Port e Bayuquan, para as principais usinas nos portos ao longo do rio Yangtze. Além disso, a Huifu Cereais e Óleos Group Co., Ltd. foi fundada em 1999. É a maior empresa privada de processamento de grãos e óleo da província de Hebei.O Taizhou Huifu Grain and Oil é investido em 3,01 bilhões de yuans na sede e está localizado na área portuária central do porto de Taizhou.

https://www.sofreight.com/wap/sfnews/index.html?id=37819&share_token=MZHWwN6oObm3ZVmuZamWY96uMTkyLjE2OC4xLjEwMQO0O0OO0O0O

27 de dez. de 2018

Colisão em Nansha


O navio conteineiro  REN JIAN 15 saiu do controle enquanto manobrava para atracar no Porto de Nansha, Terminal de Contêineres de Longxue Island, Guangzhou, China, por volta de 12:20, horário de Pequim, no dia 26 de dezembro.

 O navio colidiu diretamente no navio conteineiro HAI SU 10 , causando sérios danos. HAI SU 10 caindo no cais 8 contêineres  e danificando  mais 14 no convés , o casco a estibordo foi duramente danificado.   

 O acidente não causou vítimas e não causou poluição nas águas, pois o navio não transportava  mercadorias perigosas  nos contêineres danificados   e a causa do acidente está atualmente sob investigação.

 Navio conteineiro REN JIAN 15, IMO 9459278, dwt 54325, capacidade 4380 TEU, de 2010, bandeira China, da Hainan Ansheng Shipping (EQUASIS).

Navio conteiniero  HAI SU 10, IMO 9339076, dwt 8131, capacidade 698 TEU, de  2007, bandeira China, da Hainan Ansheng Shipping (EQUASIS).



http://www.eworldship.com/html/2018/OperatingShip_1227/145800.html

9 de jan. de 2018

Navio derruba Porteiner

 HANSA MEERSBURG, o navio-contêinero alemão de 83 mil toneladas, parou às 6:55 , quando estava ancorado no Terminal Keelung Ferry  no porto de Keelung e colidiu com East 11 Pier . 

Criando um grande buraco no cais  e derrubou um Porteiner, o impacto terrível no cais assustou os estivadores que estavam no  cais e o ruído pode ser ouvido  na estrada Zhongzheng a 500 metros de distância.

Cerca de 70 conteineres foram danificados, no  local do desastre. 
Um operador ficou preso no equipamento  e foi resgatado pelo corpo de bombeiros .

 Hansa Meersburg, iria para Osaka, no Japão, as autoridades do porto de Keelung impediram Hansa Meersburg de deixar o porto enquanto avaliam os danos e impedem o vazamento de óleo. 

Hansa Meersbug terá permissão para deixar o porto depois que o dano for resolvido.
fonte http://news.ltn.com.tw/news/society/breakingnews/2306118

2 de jan. de 2018

2 Mil Milhões de Toneladas

Ningbo-Zhoushan torna-se o primeiro porto a superar a barreira dos mil milhões de toneladas num ano

O ano acabou de  virar a esquina e a China,grande potência econômica que tem vindo a deixar uma marca indelével no seio do navegação e operação portuária internacional, pode gabar-se de ter atingido um novo marco histórico: o porto chinês de Ningbo-Zhoushan tornou-se no primeiro porto a ultrapassar a fasquia de mil milhões de toneladas num único ano (nos variados segmentos de carga).




Ningbo-Zhoushan define novo máximo mundial em termos de tonelagem

Localizado em Ningbo e Zhoushan, na província de Zhejiang, o Porto de Ningbo-Zhoushan (resultante da fusão de dois portos) atingiu a marca inédita no mes passado mas precisamente em dia 27 de Dezembro, definindo assim um novo registo máximo mundial e assumindo a posição de liderança já detida em termos de processamento de carga medido por tonelagem. Em 2012, o porto chegou aos 744 milhões de toneladas de carga movimentada, alcançando os 888 milhões em 2015, saltando agora barreira dos mil milhões de toneladas.

Parcerias no contexto da iniciativa One Belt One Road fomentam crescimento

O progresso da taxa anual de transferência do Porto de Ningbo-Zhoushan tem sido sustentado por um incremento de todos os segmentos de carga, resultante de sinergias e parcerias estabelecidas entre a administração portuária chinesa e diferentes empresas (desde aemadores, logísticas e portos adjacentes) no contexto da iniciativa One Belt One Road – nos últimos anos foram firmadas mais de 20 parcerias com outras infra-estruturas portuárias e adicionadas mais cinco rotas marítimas (atingindo um total de 86).

Ascensão meteórica: dos 500 mil para mais de 20 milhões TEU’s em apenas dezassete anos

Em grande destaque no Porto de Ningbo-Zhoushan está o segmento da carga contentorizada, segmento esse que está entre os que mais cresce em todo o mundo neste novo milénio, segundo a agência noticiosa chinesa Xinhua: no ano 2000, o porto oriental processava 500 mil TEU anuais, saltando, dezassete anos depois, para a elite de portos que superam, anualmente, os 20 milhões de TEU.
https://revistacargo.pt/ningbo-zhoushan-atinge-mil-milhoes-tonelagem/

Não tem Janela


 Congestionamento obriga operadoras a cortar serviços em três portos chineses 
Em resposta aos índices galopantes de congestionamento sentidos nos portos chineses de Xangai, Shekou e Dalian, algumasarmadoras decidiram ajustar as suas linhas afetas às zonas em questão: a solução encontrada, por agora, resume-se ao corte de uma linha semanal Ásia-Europa a cada um dos três portos congestionados, de modo a prevenir atrasos e consequentes prejuízos.




2M e THE Alliance cortam serviços devido aos índices de congestionamento

A Maersk Line e a MSC (ambas da aliança 2M) encerraram já uma escala semanal no movimentado Porto de Xangai (o mais frenético do planeta) no contexto da rota Extremo Oriente-Norte da Europa ‘AE-2/Swan’, revelou a analista Alphaliner.

Devido aos constantes congestionamentos, as armadoras haviam já saltado, nos meses de Novembro e Dezembro, quatro viagens rumo ao porto chinês de um circuito entre seis oferecidos pela aliança na ligação Extremo Oriente-Norte da Europa.


Também a THE Alliance resolveu tomar medidas para escapar ao congestionamento: a aliança passou a omitir o Porto de Dalian da sua ligação Ásia-Norte da Europa no contexto do serviço ‘FE2 Service’. De acordo com a analista, esta omissão estaria prevista para Abril do próximo ano, mas a intensificação dos congestionamentos obrigou a aliança a antecipar tal medida.


Tendência persistente deve ser atacada com «mais capacidade», sugere a Alphaliner

Segundo relatos da Alphaliner, os fatores que vêm causando congestionamentos nos três portos são ainda pouco claros, mas o aumento do volume de mercadorias movimentadas em cada um deles poderá estar na base de tudo: Xangai, cujo porto lidera o ranking mundial, sentiu um acréscimo de 8,3% face aos 11 meses de 2016 (36,9 milhões de TEU’s), Shekou, o segundo maior porto da China, cresceu 5,3% (23,3 milhões de TEU’s) e Dalian, o sétimo maior, cresceu 6,1% até Novembro (9,5 milhões de TEU’s).

«Estas decisões marcam uma tendência de longo prazo que, a menos que seja remediada através de mais capacidade – nos terminais e também nos cais – continuará a pressionar os portos que estão muito perto – se não para lá – dos seus níveis de utilização realistas», comentou a analista ao aprofundar o tema, no passado mês de Abril, após a entrada em funcionamento das rotas das novas alianças.

https://revistacargo.pt/congestionamento-obriga-operadoras-a-cortar-servicos/

11 de dez. de 2017

Terminal Automatizado de Shangai

O maior terminal de contêiner automatizado do mundo abre em Shangai
No ultimo  domingo iniciou  dia 10 entrou em operações de teste o maior terminal de contêineres automatizados do mundo - o Shanghai Yangshan Deep Water Port -localizado no sul da Ponte Donghai, a fase 4 do porto de Yangshan abrange 2.23 milhões de metros quadrados e tem uma cais  de 2.350 metros.

Uma vez que ele entrar em plena funcionamento, a quarta fase do porto de Yangshan inicialmente será capaz de lidar com 4 milhões de TEUs (unidades equivalentes de 20 pés). O número expandirá para 6,3 milhões de TEUs na segunda fase. O projeto usa equipamentos de manipulação automatizados projetados e fabricados na China. A maquinaria utilizada no carregamento e descarga, incluindo Porteiner,  veículo guiado automatizado (AGV) e RTGs, são todos fabricados na China pela Shanghai Zhenhua Heavy Industries Company.

Um sistema automatizado de gerenciamento desenvolvido no mercado doméstico chines  também é usado nos gates para manter a segurança e a eficiência. "O terminal automatizado não só aumenta a eficiência de manuseio do porto, mas também reduz as emissões de carbono em até 10 %", disse Chen Wuyuan, presidente do Shanghai International Port Group.

O porto ajudará a consolidar a posição do porto de Shangai como o porto de contêiner mais movimentado do mundo e ainda apoiará os esforços  para se tornar um centro de transporte mundial. Até agora, o primeiro conjunto de máquinas, incluindo 10 porteiner, 40 RTgso e 50 AGVs, foram testados. No futuro, haverá 26 Porteineres, 120 RTGS e 130 AGVs sendo  utilizados diariamente no porto.

O terminal contara com um operador para cada  4 RTGs ,um operador para cada 2 Porteiner  .
Único trabalho manual que continuara serão os estivadores para apeação e despeação (lashing) dos containeres no convés dos navios .
Fonte
http://indianexpress.com/article/world/worlds-largest-automated-container-terminal-opens-in-shanghai-4976805/
http://www.straitstimes.com/asia/east-asia/worlds-largest-automated-container-terminal-opens-in-shanghai

22 de mai. de 2017

Atraca na Chima a Automação Portuaria

O Porto de Qingdao  e o oitavo no mundo na movimentação de contêineres , o terminal New Qianwan automatic container  terminal  ,o primeiro terminal de container   totalmente automatizado da Ásia,  uma mudança que é susceptível de revolucionar a vida na cidade onde se estala tal empreendimento ,foi rotulado pela comunidade portuária local de cais da retaguarda fantasma .O ser humano e sentido  nas vias de acesso ,dirigindo os caminhões e trens que passam pelo terminal .


Agora a moda é otimizar o tempo de descarga mesmo em lugares onde ele já é excelente. A China está usando automação, e inaugurou um terminal no Porto de Qingdao que é pura ficção científica.

Primeiro, os números. O terminal tem capacidade de manipular 5,2 milhões de TEUs, para dar uma ideia, o Porto de Santos movimentou em 2016 3.564 .124TEUs .O Porto de Qingdao inteiro manipula anualmente 17.510 milhões de TEUs.
O terminal preparado para operar os super.  navios porta-containers , com 24 mil unidades.

E tudo operado de mesas inteligentes , os postos de trabalho foram reduzidos em 70% , pois não há mais necessidade de operadores de caminhão, operadores de RTG e Porteiner de conferentes ,operadores de gate e trabalhadores de capatazia  ,antes da automatização para operar um navio do gate passando para o pátio e costado eram necessário 60 estivadores , neste modelo apresentado somente 9 estivadores para fazer a operação .Tenho que salientar que o trabalho abordo  de apeação e desapeação container continua com o mesmo contingente de trabalhadores .A noite é capaz de trabalhar na escuridão completa .
Os equipamentos automatizados são Porteineres  STS ,RTGs ,veículos de transporte  e instalado em uma plataforma de amarração existente no STS (Sistema de amarração automático, ALS).


O terminal foi inaugurado com o navio  COSCO France em 11 de maio de 2017.


"A velocidade da China" também é um fator chave na eficiência de custo do projeto. Levou apenas três anos para o terminal ser construído a partir do zero.


https://news.cgtn.com/news/3d637a4e31677a4d/share_p.html


16 de ago. de 2015

O Dano ao Porto de Tianjin

O porto de Tianjin é o maior porto no norte da China e a principal porta de entrada marítima para Pequim. Está localizado na costa oeste da Baía de Bohai, na região central do estuário do rio Haihe, 170 km a sudeste de Pequim e 60 km a leste da cidade de Tianjin. 
É o maior porto artificial na China continental, possuindo 121 kmª de extensão, com mais de 31,9 km de cais  alem mar e cerca de 151 berços de atracação , 5 são para movimentação de soja .Possui linhas diretas com mais de 600 portos em 180 países  é servido por mais de 115 linhas de transporte de contêineres. Sua capacidade ainda está sob forte expansão, manuseou 500 milhões de toneladas de carga e 13 milhões de TEUs de contêineres em 2013 e o quarto maior porto do mundo em tonelagem rendimento e a nona em transbordo de container.
A área entre os dois lados do "braço" criado são áreas industriais , as mercadorias saem da linha de montagem e caem nos containers já avistando seu navio  .
Passa de cem o número de vítimas da série de explosões que ocorreram na quarta-feira (12)em Tianjin, na China .As autoridades chinesas ordenaram a evacuação de todos os moradores em um raio de três quilômetros do epicentro das explosões  em um armazém do porto da cidade, em meio a temores de uma possível contaminação química.
A ordem foi ditada depois que forças militares especializadas em produtos químicos entraram neste sábado no local exato das explosões com o objetivo de encontrar possíveis sobreviventes e investigar as causas da tragédia.
O acidente   destrui milhares de carros
Fabricantes estão contabilizando os prejuízos após duas explosões em Tianjin, a cidade portuária é a maior porta de entrada de veículos importados do país, que é o maior mercaso automotivo do mundo.
Segundo dados da agência estatal Xinhua, cerca de 40% dos automóveis vindos de fora do país passam pelo porto.
A Renault afirmou que cerca de 1,5 mil carros que estavam guardados no local foram queimados. A Subaru disse que 100 unidades, que aguardavam liberação, tiveram os vidros destruídos, mesmo a cerca de 2 km do centro das explosões.
A Volkswagen confirmou que modelos importados foram danificados, mas ainda não sabe precisar quantos. Ford, Nissan e Toyota também relataram que estão verificando os veículos que estavam próximos ao porto. Hyundai e Kia afirmaram que aproximadamente 4 mil carros estavam no local, mas ainda não sabem a extensão do prejuízo.
A BMW explicou que desconhece a situação de seus 2 centros de distribuição no porto porque as autoridades chinesas fecharam a área. A japonesa Mazda confirmou que 50 veículos foram danificados.
Destruição
As equipes de  de bombeiros seguem em trabalho intenso para conter o incêndio que ainda atinge um terminal de contêineres com produtos inflamáveis. Mais de mil homens foram mobilizados para conter as chamas.


Todos os contêineres no cais estão destruídos levara tempo para uma estimativa correta dos danos tanto ambientais quanto sociais  e logico economicos .

7 de jun. de 2014

A Greve dos Estivadores de HONG KONG 2013

A greve dos estivadores de Hong Kong entra em sua terceira semana, cerca de 100 trabalhadores estão acampados do lado dos portões do Hong Kong Terminais Internacionais (HIT). 

450 a 500 operadores de Porteineres se recusam a voltar ao trabalho, tornando-os uma paralisação de 50 por cento entre os trabalhadores contratados nas docas. 
Enquanto o porto alega perdas diárias de cinco milhões HKD - cerca de 500.000 € -. 
O fundo de greve situou-se em 3,5 milhões HKD última quarta-feira 10 de abril 
O apoio público aos sindicatos, grupos de esquerda, estudantes e cidadãos comuns é extraordinariamente elevada, durante o primeiro grande movimento trabalhista em Hong Kong desde  a greves dos trabalhadores da construção civil em 2007.

Os trabalhadores em greve reivindicam 20 por cento  de aumento salarial e melhores condições de trabalho. 
Os salários foram reduzidos na crise asiática e não se recuperaram desde então - na verdade, eles têm caído continuamente  entrando no segmento de baixo salário de Hong Kong. 
Os trabalhadores ganham entre 13.000 e 18.000 HKD um mês cerca de 1250-1700 euros  sem benefícios sociais ou seguro de saúde. 
o custo de vida e dos preços imobiliários entre os mais altos e caros do mundo, os trabalhadores têm que lutar duro para ganhar a vida.
 "Não vejo qualquer futuro em Hong Kong. Os salários não aumentaram por dez anos. Se você quer ter uma família aqui, é um fardo pesado", explica Jeff Cheung, um dos trabalhadores em greve. Jeff é um jovem trabalhador de 20 e poucos anos . 
Em seu turno 12 horas ele descarrega e carrega cerca de 150 contêineres.
Se a sua taxa cair abaixo de 10 por hora, ele vai receber um puxão de orelha. 
Não tem intervalo para almoço ou para ir ao banheiro. 
Os trabalhadores têm de aliviar-se na cabine do guindaste: "
"Aqui, não há promoções, por isso estamos todos iguais. É por isso que nos damos ao bem. Costumamos sair para beber depois do trabalho", ele descreve o trabalho nas docas. Apesar de sua baixa remuneração e as condições de trabalho intenso, ele ainda gosta de seu trabalho: "Acima da cabine eu não tenho um chefe, você sabe que eu só faço o meu trabalho eu tomo um café até a cabine e ouço punk e metal. Na verdade, eu gosto de operar o guindaste, é um pouco como um jogo de computador. "

Como todos em greve, Jeff é subcontratada por uma das cinco agências de trabalho, entre os quais ele e seus colegas alternam periodicamente . Eles são alugados para HIT, o que é (via outras sub-unidades) pela Hutchison Whampoa, um grande conglomerado intersetorial de propriedade  e controlado pelo homem mais rico da Ásia Li Ka-shing . Intimamente ligada ou mesmo parte deste grupo são as respectivas agências de trabalho - vendidos, comprados e revendidos internamente, ocultando, assim, estruturas de propriedade reais. 
As relações de trabalho confusos leva ao fato de que os trabalhadores muitas vezes nem sabem que eles trabalham para o império Li Ka-Shing. 

Jeff tornou-se um operador de guindaste há alguns anos e só aprendeu sobre as circunstâncias reais através da greve. Hutchison, por outro lado afirma que não há uma relação direta de emprego; que as negociações são, portanto, fora de questão; e que o conflito deve ser tratado pelos órgãos trabalhistas.

Jeff e seus colegas têm tentado várias vezes para se envolver em negociações com a administração. Eles elegeram 10 representantes diretos, que formam a comissão de negociação, liderada por um representante do sindicato dos Estivadores União Hong Kong (HKDU). O HKDU é filiada à Confederação Hong Kong de Sindicatos (HKCTU), que lidera a campanha de apoio mais amplo. Ela foi formada como uma federação de sindicatos independentes menores, em oposição à China-friendly, corporativista Hong Kong Federação dos Sindicatos (HKFTU). A gestão das agências de trabalho oferecem um aumento salarial de 5 por cento.

Enquanto isso, a greve, continua e as ações de apoio também continuam.
 De 10 guindasteiros, apenas 2 foram ao trabalho". Inicialmente, os trabalhadores subcontratados ocuparam o espaço dentro do terminal e  bloquearam as operações . Uma liminar pela prefeitura obrigou-os a sair do terminal e  ficarem em uma pequena faixa entre a cerca e a estrada de acesso ao cais .
Uma certa rotina e  desenvolvida: Eles recolhem a sua diárias de 500 HKD - pagos pelo fundo de greve, que só depende de doações - jogar cartas e conversar com os seus colegas, apoiadores e imprensa. Mas, na ausência de qualquer progresso real, não parece haver uma certa desilusão sobre fracasso dessas negociações e da passividade do governo da cidade. Enquanto isso na  capital do estado, uma marcha de solidariedade com 4000 manifestantes, incluindo sindicatos, partidos políticos, grupos de esquerda e organizações de migrantes. A manifestação parou no escritório de Li Ka-shing onde Estivadores  acampados em frente a torre no centro de Hong Kong, aumentando a visibilidade do movimento e as máscaras do multibilionário decorado com chifres do diabo erguido e terminou com um comício em frente à prefeitura.
Possíveis cenários aparecem com certas demandas, proporcionando, assim, a possibilidade de uma divisão entre os grevistas ao aceitar ou rejeitar a oferta ou mesmo esperar até que o fundo de greve acabar e quedas morais dos trabalhadores. As perdas diárias para Hutchison são enormes; os containers já foram re-encaminhados para o porto de Shenzhen. Por outro lado, este cenário também reformula memórias sombrias do passado, quando o aumento da concorrência a partir do rápido desenvolvimento do porto de Shenzhen, em 1980, desde que o pano de fundo de um ataque maciço contra os  estivadores, um dos setores mais combativos da classe  trabalhadora de  Hong Kong. Abrir repressão parece estar fora da agenda, por enquanto, dado o elevado grau de atenção da mídia, a solidariedade local e internacional - e da inclinação do governo da cidade para se projetar como a contrapartida democrática e liberal para a China continental. Finalmente, trazendo trabalhadores substitutos seria uma tática de gestão óbvio para quebrar a greve.
"Eu trabalho ao lado da minha merda. Eu como ao lado da minha merda."
Impressões dos estivadores greve em Hong Kong

 E os Estivadores Hong Kong aceitam proposta  salarial
Uma paralisação que durou 30 dias e que opôs humildes trabalhadores portuários de Hong Kong contra o homem mais rico da Ásia terminou com um aumento salarial de 9,8 por cento.
A greve dos  Estivadores tornou publica e notória a crescente divisão de renda de uma das cidades mais ricas da Ásia.

Os  trabalhadores concordaram em aceitar o aumento depois do secretário do Trabalho, Matthew Cheung Kin-chung,  garantir por escrito de que o aumento seria aplicável a todos os trabalhadores.
Embora os trabalhadores tenham conseguido 40% do que queriam de aumento salarial . 
 Fonte http://www.gongchao.org/en/texts/2013/hong-kong-docker-strike e 

16 de nov. de 2012

Relatorio FREF dos Portos II

EXPERIÊNCIAS COMPARADAS


Neste tópico apresentamos três modelos internacionais, comprovadamente eficiêntes, independentemente da modelagem landlord. Buscamos especificar determinados aspectos abordados no item IV, do Relatório nº 1.

Nesse sentido, exemplificamos as administrações portuárias de China, Estados Unidos e Canadá, buscando nessas experiências referências aplicáveis à realidade nacional, citando as dificuldades brasileiras para a efetivação de novas concessões, as boas práticas de governança corporativa e ao final tecendo considerações sobre a temática apresentada.

Modelo chinês Aspectos
Código Marítimo O Código Marítimo estabelece que as partes terrestre e marítima dos portos estão sob a autoridade do Ministério das Comunicações, incluindo os direitos aos berços por parte de embarcações estrangeiras.

 Descentralização de responsabilidades, com envolvimento dos governos locais.

Regulação As autoridades portuárias desempenham as funções de regulação local, sob delegação dos governos municipais.

Participação privada É permitida a entrada de empresas estrangeiras na construção e operação de portos, desde que as empresas estrangeiras entrem no setor portuário em joint ventures com empresas chinesas, e que o capital dos investidores locais seja de pelo menos 50% do projeto.

É prática comum o estabelecimento, pelas Autoridades Portuárias locais, de entidades independentes para participação em joint ventures para construção e operação de facilidades portuárias.

Financiamento público
O governo central não financia projetos portuários, em favor de outras fontes de recursos, como recursos privados domésticos e internacionais, recuperados por meio de tarifas cobradas dos usuários

A experiência chinesa com a administração portuária é particularmente relevante, pelo fato de a China, assim como o Brasil, ser uma economia em desenvolvimento e pelo sucesso da transição chinesa de um modelo de total controle do governo central sobre os portos para o progressivo compartilhamento de responsabilidades com os governos locais e com entidades privadas

Ao final da década de 1990, havia 235 portos estabelecidos pelo governo chinês, dos quais 78% operavam desde 1980. De acordo com WANG, NG e OLIVER, 14 cidades costeiras foram designadas “cidades abertas”, após 1984 o governo chinês passou a admitir a formação de joint ventures entre empresas estrangeiras e empresas estatais em projetos portuários14.
14 WANG, J. J., NG, A. K. e OLIVIER, D. Port governance in China: a review of policies in an era of internationalizing port management practices. Transport Policy, 11, 2004. Apud LACERDA. Op.Cit.

Anteriormente a 1980, os portos chineses eram administrados pelo poder central, através do Ministério das Comunicações.
A partir de 1984, iniciou-se a descentralização da responsabilidade sobre os portos, em favor do maior envolvimento dos governos locais, que se tornaram, ao mesmo tempo, landlords e reguladores.
As autoridades portuárias foram transferidas aos municípios e obtiveram autonomia financeira.

No início da década de 1990, foi adotado um Código Marítimo no país, estabelecendo que as partes terrestre e marítima dos portos estavam sob a autoridade do Ministério das Comunicações, incluindo os direitos aos berços por parte de embarcações estrangeiras.
Esse código permitiu a entrada de empresas estrangeiras na construção e operação de portos e estabeleceu as condições para tanto: empresas estrangeiras somente podiam entrar no setor portuário em joint ventures com empresas chinesas, e o capital dos investidores locais devia ser de pelo menos 50% do projeto.

A participação estrangeira nos portos chineses somente veio a se tornar concreta em 1993, quando a empresa Hutchison Port Holdings, de Hong Kong, iniciou operações, na forma de joint ventures, nos portos de Shanghai e Zhuhai. A participação estrangeira aumentou significativamente a partir de então e, em 2001, havia 25 terminais de contêineres sob propriedade, operação e administração de empresas estrangeiras.

Segundo WANG, NG e OLIVER, tornou-se uma prática comum nos portos chineses o estabelecimento, pelas autoridades portuárias locais, de entidades independentes para participação em joint ventures para construção e operação de facilidades portuárias.
Ao mesmo tempo, as autoridades portuárias assumiram funções de regulação local, sob delegação dos governos municipais.
 O governo central se afastou do financiamento de projetos portuários, em favor de outras fontes de recursos, como recursos privados domésticos e internacionais, recuperados por meio de tarifas cobradas dos usuários.

Uma Lei dos Portos, aprovada em 2003, estabeleceu dois níveis de planejamento para os portos chineses: em nível nacional, o planejamento continuou a cargo do Ministério das Comunicações; em nível local, o
planejamento está sob a responsabilidade das autoridades municipais, que devem submeter à aprovação do Ministério das Comunicações um plano de desenvolvimento do porto, determinando os limites jurisdicionais do porto e as suas condições naturais, as suas funções correntes e futuras e os seus desenvolvimentos futuros.
As autoridades portuárias não são mais responsáveis pela administração dos portos, que deve ser realizada por novas entidades estabelecidas pelos municípios, com responsabilidades reguladoras sobre os mercados portuários, a fim de garantir a competição entre operadores, fiscalização das leis portuárias e manutenção da segurança dos portos.

Projeto de Aperfeiçoamento do Controle Externo da Regulação do Tribunal de Contas da União
– SEFID Brasília/DF, 30 de novembro de 2007
Relatório do Modelo Desenvolvido de M&T
para Fiscalização da Regulação Econômico-Financeira do Setor Portuário –
Produto 3 www.fgv.br/sefid / www.fgvprojetos.fgv.br