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13 de mar. de 2016

O Porto Perde Competitividade

Brasil perde competitividade antes de chegar aos portos ou armazenadas neles.
Burocracia, logística ineficiente e taxas inexistentes  o chamado Custo Brasil.
O problema centra-se nos investimentos nos acessos aos portos
A infraestrutura brasileira precisa melhorar e dar lugar aos primeiros  modais, a pequena malha ferroviária,desmontada a partir da década de 80 é diferente de uma região para outra. 
Mesmo sendo  o modal essencial para o desenvolvimento do  país. As rodovias são estratégicas para o escoamento da produção o monopólio rodoviário e a falta de opções para o porto de santos como as rodovias imaginarias,itanhanhem –Parelheiros e Suzano-Guaruja    e a falta de integração com os demais modais são  o calcanhar de Aquiles do porto Santista.
O excesso  de órgãos públicos, a excessiva burocracia nas operações de importação e exportação .
Mas há um vilão tão silencioso e guloso nos portos brasileiros  que cobrar armazenagem e demais despesas do exportador por supressão de escala (omissão de porto), ou atraso no embarque (incluindo o overbooking), é proibido, está na Resolução 2.389-Antaq de 2012.http://www.antaq.gov.br/portal/pdfSistema/Publicacao/0000004915.pdf
A ineficácia dos portos esta nos altíssimos custos de demurrage, que são causados em parte pela precária estrutura portuária e em outra parte pela burocracia aduaneira no tempo de liberação de cargas importadas.

O fato  beneficia os terminais de carga e as cias marítimas, que sabem perfeitamente que os free time não são suficientes na maioria dos
portos, para a retirada, desova e devolução das unidades vazias
O armador vive de frete, e para realizar o frete, necessita da unidade devolvida , a natureza jurídica da demurrage, que não é de prestação de serviço e sim de cláusula penal oriunda de descumprimento contratual .
Para não se repetir cenas  de famílias desesperadas ao saberem que teriam que pagar uma fortuna, para retirar do porto seus bens pessoais, acumulados durante anos de trabalho pesado no exterior. Há casos de familias que tiveram que abandonar seus bens pessoais porque não tinham dinheiro para retira-los do
porto.

A não poderia deixar de lembrar da mão de obra , que para alguns o grande motivo para a Lei dos Portos  , mas não uma Lei sim duas .A 8630 /93  trouxa avanços e retrocesos e a 12815/2013 concerto alguns aspectos  ao ponto das associações empresariais portuárias já fazerem lob no congresso por uma nova lei a terceira .
Voltando ao fator econômico  a ova e desova de container e a apeação de cargas em container  sem tpa dentro de terminal de container .Mais quem e o trabalhador  do porto organizado e qual seu peso na logística da carga num leve levantamento a formula utilizada por alguns terminais e mais cara do que se utiliza-se trabalhadores do ogmo  na relação a peação de carga em container.Voltando a profissão a partir da 1993 com a lei 8630 ocorreu uma redução permanente da massa salarial nas cidades portuárias ,não decorrente da modernização ou da automatização mas duma tercerização as avessas com a mão de obra própria .

Brasil perde competitividade  por não cumprir aquilo que assina  o  maior fator do Custo Brasil e o jeitinho Brasileiro ,de cumprir somente aquilo que me convêm .

29 de out. de 2015

Conceder à empresários os projetos logísticos .

Concederá 8 terminais em Portos , 7 mil km em 15 trechos rodoviários , aeroportos e ferrovias .

O governo federal mantém firme o propósito de conceder à empresários  dezenas de projetos logísticos. 
Liberados pelo TCU  no fim de setembro, os leilões das primeiras concessões de terminais portuários, por meio de outorga, poderão ser realizados. Os editais para arrendamento de oito áreas, cinco nos portos públicos do Pará e três no Porto de Santos. 
Porto de Santos (SP), sendo dois destinados a cargas de celulose (Macuco e Paquetá) e um para cargas de grãos (Ponta da Praia). 
Os investimentos estimados para cada um deles são, de R$ 144 milhões, R$ 200 milhões e R$ 297 milhões.
 O quarto terminal, também para grãos, em Vila de Conde, no Pará, e tem investimento estimado em R$ 501 milhões. 
As empresas vencedoras dos leilões terão direito a explorar os terminais pelo prazo de 25 anos. 
 Na primeira etapa estão previstos investimentos de 2,1 bilhões de reais. 
 Os editais foram lançados . A cobrança de outorga resultará em menor margem de lucro pra atravessadores.
As promessas de maior eficiência e menor tarifa.
O lote STS04 – que reúne os armazéns 38, XL e XLII 40 e 42 externos, localizados na Margem Direita do Porto de Santos  movimentação de granéis sólidos de origem vegetal , será o mais concorrido do leilão de áreas portuárias que acontecerá no dia 9 de dezembro.
A área do lote STS07, Armazém 32, no Macuco, na Margem Direita, o lote STS36, formado pelos armazéns 9, 10 e 11 e o pátio do Armazém 12, na região do Paquetá e e VDC29, da instalação de granéis sólidos vegetais do Porto de Vila do Conde.
 Entre os interessados estão grupos europeus e asiáticos, com destaque para tradings agrícolas, interessadas em ter um terminal em um porto, o que faria cortar os atuais atravessadores. 
Nas rodovias, a União pretende realizar um programa de concessões de 7 mil quilômetros em 15 trechos rodoviários que necessitam  investimentos de 50 bilhões de reais.
 Entre 1995 e 2014, foram concedidos cerca de 10 mil quilômetros de vias pela União. Cerca de 40 empresas realizam estudos sobre os trechos em oferta. As taxas internas de retorno deverão ficar entre 8% e 9%.
Os trechos rodoviários a ser concedidos terão, em média, cerca de 400 quilômetros de extensão, metade dos seis lotes transferidos à empresas particulares  em 2013. 
Nos aeroportos, o governo dará continuidade ao programa com Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Florianópolis. Os concessionários terão de investir 8,5 bilhões de reais e, após os leilões, dois terços dos passageiros passarão a ser transportados em aeroportos particulares .
Claro com a participação acionária da Infraero de 20% e possíveis barreiras à participação de empresas que operam outros terminais.
A situação das ferrovias é mais complicada. O modelo de integração vertical, onde a concessionária é responsável tanto pela infraestrutura quanto pela operação do material rodante.
Os investimentos previstos  86 bilhões de reais, mas a metade do montante referir-se ao projeto da ferrovia bioceânica, uma iniciativa do governo chinês , uma rota alternativa ao Canal do Panamá. 
A obra, que no  brasil teria cerca de 3,5 mil quilômetros em trilhos, a interligação do Brasil com o Peru, com financiamento chinês.
As empresas europeias e norte-americanas e fundos de private equity estrangeiros e fundos soberanos, entre eles os de Cingapura e Abu Dabi, estão de olho na carteira de projetos.
O grande descompasso dos fundos soberanos são os conflitos trabalhistas que sempre surgem após sua chegada as cidades Portuárias .


No tocante ao STS36 que fica no cais do 12 área utilizada ate procedimento do cap santista era de preferência para movimentação de sacaria de açúcar  oriunda do interior de São Paulo carga esta que e atualmente escoada pelo porto de Paranaguá.E seria a única área operacional aos cuidados da Codesp .
O que preocupa os empresários são as mudanças radicais quanto as poligonais ,o ser ou não ser do porto organizado ou desorganizado.
O que preocupa os trabalhadores e as comunidades portuárias   e que o crédito vira na sua maioria da Caixa Econômica Federal ou do BNDES.
 E com certeza  ocorrerão conflitos trabalhista por não haver menções a artigos da lei dos portos ou da Convenção 137 e da Resolução 145 e 152 da OIT que garanta as particularidades aos Tpas dos Ogmos, em artigos ou clausulas nos contratos de arrendamento como no caso das responsabilidades ambientais . 
Em Anexo 

14 de jan. de 2015

Três Ministerios para Escoar

Três ministérios para Escoar
O Ministro Edinho Araújo da Secretaria de Portos juntamente com os ministros dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, e da Agricultura, Kátia Abreu anunciaram, no dia (13/01),  ações estratégicas para viabilizar o escoamento da safra agrícola 2015. Os três Ministérios estão investindo para dar continuidade às ações adotadas para evitar congestionamentos de veículos no corredor de acesso ao Porto de Santos, além de melhorias na infraestrutura dos corredores multimodais do Arco Norte nos estados do Mato Grosso, Rondônia, Amazonas, Tocantins e Maranhão.

As medidas são resultado da ação integrada de planejamento do grupo de trabalho formado por técnicos dos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, dos Transportes e da Secretaria de Portos, com a participação do DNIT, ANTT, Antaq, Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Conab, Codesp, Confederação Nacional do Transporte (CNT), e Confederação Nacional da Agricultura (CNA).


A produção total no Brasil da Safra 2013/2014 de algodão pluma, arroz, feijão, trigo, milho e soja foi de 193.386,1 milhões de toneladas, enquanto que a previsão da Safra 2014/2015 é de 202.183,8 milhões de toneladas, um crescimento de 5% da produção, de acordo com o monitoramento agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O destaque no levantamento é para o complexo soja e farelo, que teve produção de 86.120,8 mihões de tons na Safra 2014, e tem uma expectativa de 11% de crescimento para este ano, com total de 95.919,8 milhões de tons. Desse total, 43% destinam-se à exportação.
A maior parte da produção está concentrada na região Centro-Oeste. A distribuição espacial da produção de 202,2 milhões de tons é de 85,4 milhões no Centro-Oeste (42%); 71,7 milhões de tons no Sul (36%); 19,2 milhões de tons na região Sudeste (9%), 19,1 milhões de tons na região Nordeste (9%) e 6,8 milhões de tons na região Norte (4%).
Segundo o levantamento, a região de Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), região que acelera a dinâmica de expansão da agricultura brasileira. Ao todo foram produzidas 8,6 milhões de tons do complexo soja (grãos e farelo) em 2014 (15,2% da produção de 2014) e a expectativa é que, em 2015, aumente para 10,5 milhões de toneladas (17, 2% da produção de 2015).
Aumento na exportação: Em 2013/2014 foram exportadas 61,5 milhões de toneladas do complexo soja e farelo, e a previsão é que, com o aumento da produção, a exportação aumente para 64,2 milhões de toneladas em 2015. Isso significa um aumento de 6,2 % nas remessas internacionais.
Os dados demonstram uma concentração das remessas pelo Porto de Santos e Paranaguá (50% das exportações na Safra 2013/2014). Outro aspecto em destaque é o crescimento da exportação por meio de Porto Velho, Itacoatiara, Miritituba, Santarém, Barcarena e São Luiz.
De Sapezal para Itacoatiara, o produtor tem custos de R$ 202,00 por tonelada, para um preço de comercialização de R$ 885,00 por tonelada. De Sorriso para Santos, o valor da despesa em transporte alcança a marca de R$ 260,00 por tonelada.

 Garantia de boas condições de trafegabilidade nas rodovias

ARCO NORTE
 Melhorias na infraestrutura nos
corredores multimodais em 6 estados (MT/RO/AM/PA/TO/MA):
 Garantia de trafegabilidade na BR-163/MT/PA entre Sorriso/MT e Miritituba/PA (945 km)
 Trechos pavimentados (809 km) - completar a contratação da manutenção em todo segmento
 Trechos não pavimentados (136 km) - previstas adicionalmente as seguintes intervenções:
Colocação de cascalho em trechos de atoleiro
Disponibilização de patrulhas de desencalhe (tratores) para socorro de veículos
 Continuidade das obras de pavimentação da BR-163/PA e de duplicação da BR-163/364/MT
 Manutenção das demais Rodovias do Arco Norte: BR-364/174/158
 Dragagem do Rio Madeira (finalizada em nov/2014)
 Incentivo à multimodalidade no Arco Norte: financiamento de 426 embarcações hidroviárias com recursos do FMM para operação nas Hidrovias do Madeira/Tapajós
CORREDOR DE ACESSO AO PORTO DE SANTOS
 Aprimoramento da Fiscalização da ANTT - controle do agendamento e fiscalização de transporte:
o Postos de fiscalização:
 4 fixos - Limeira/SP (Rodovias Bandeirantes e Anhanguera), Aparecida do Taboado/MS e Paranaíba/MS
 1 móvel - Três Lagoas/MS
o Suporte de tecnologia em tempo real
 Melhoria e qualificação da infraestrutura viária - duplicação de rodovias
o BR-060/GO (Goiânia - Jataí): concluída em out/2014
o PIL Rodovias: Em andamento duplicação de 213 km nas BR-050/060/163
 Incentivo ao Uso do modal ferroviário:
 Ampliação de Capacidade e Melhorias Operacionais no Acesso ao Porto
 Duplicação da ferrovia entre Campinas e Santos (223 km) - 95,5% concluída - conclusão mar/2015.
 Otimização da logística com aproveitamento do Complexo Intermodal de Rondonópolis/MT (Ferronorte) - permitirá transportar 10% mais que em 2014
o Fiscalização conjunta ANTT/ANTAQ para melhorar operação e infraestrutura ferroviária dentro do porto


 Atualização da estrutura de governança de gestão e operação do escoamento da safra:reforçando o papel da Autoridade Portuária na coordenação local da operação.
 Aperfeiçoamento das normas que regulamentam o processo de agendamento para acesso ao Porto de Santos.
 Aperfeiçoamento do processo de fiscalização de cumprimento do agendamento, associado ao reforço das equipes dos órgãos competentes.
 Credenciamento, pela Codesp, de um novo pátio de triagem de caminhões graneleiros .
 Introdução, em fase experimental, do novo sistema de agendamento e sequenciamento de caminhões, denominado PORTOLOG, ferramenta da "Cadeia Logística Portuária Inteligente" que contempla: Santos (projeto Piloto), Santarém, Itaqui, Pecém, Fortaleza, Suape, Aratu, Vitória, Rio de Janeiro, Itaguaí, Paranaguá e Rio Grande.
PORTOLOG
sistema de agendamento e sequenciamento de caminhões já está em uso pelos terminais graneleiros do Porto de Santos, em escala reduzida, e futuramente substituirá o atual sistema de agendamento (SGTC).

No que se refere aos outros portos por onde escoará parte da safra destinada à exportação, no caso do Porto de Paranaguá, segundo do país em escoamento de soja, já existe há mais de dez anos um sistema de agendamento que tem funcionado de modo eficiente.

Já os portos do chamado Arco Norte, tanto públicos, quanto os Terminais de Uso Privado, dispõem no seu conjunto de plena capacidade, em torno de 100 milhões toneladas, para movimentar o volume de grãos previsto para escoar por aqueles portos.
Ainda em relação à capacidade de movimentação e operação portuária, há que se destacar os investimentos em infraestrutura e acessos portuários, cujos reflexos são melhorias para o escoamento da soja destinada à exportação, a partir de 2015. São medidas que compreendem desde a alteração da poligonal do Porto de Vila do Conde; até a implantação do TEGRAM no porto de Itaqui e a autorização para implantação de Terminais de Uso Privado no Arco Norte, perfazendo um total de R$ 1 bilhão em investimentos, aumentando a capacidade de escoamento de granéis vegetais em 23 milhões de ton/ano.

Fonte:Portos do Brasil

5 de abr. de 2014

A Saída para o Cais Santista crescer

Há quantos anos o porto esta próximo do limite

O Porto de Santos tem condições de escoar até 120 milhões de t de cargas por ano – apenas 5% a mais do que o movimentado no ano passado. 
A afirmação é do presidente da Codesp, a Autoridade Portuária, Renato Barco, que encara a falta de opções de acesso ao cais santista como o limitante ao crescimento do mais importante complexo da América do Sul.
A alternativa, esperada por ele a médio prazo, é a construção de novas vias para ligar o Planalto à Baixada Santista e desafogar o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), hoje o principal acesso viário a Santos e região.
Essa análise foi feita por Barco durante sua participação no primeiro painel da conferência Intermodal Ports & Maritime Summit, parte da programação da 20º edição da Intermodal South America. 
Pela projeção do presidente, o movimento de cargas do complexo pode crescer só 6 milhões de toneladas, pouco mais de 5% do que o escoado no ano passado, quando registrou o recorde de 114 milhões de toneladas embarcadas ou desembarcadas.
Barco considera que empreendimentos como a construção do trevo de Cubatão e a duplicação de pistas na Rodovia Cônego Domênico Rangoni  são importantes, mas não suficientes. “As obras que estão sendo feitas hoje vão ajudar, mas não vão suprir toda a demanda”, admitiu. 
Para ele, a solução definitiva virá com a implantação de um novo acesso rodoviário.
O executivo portuário defende a efetivação de um projeto ainda em estudo pelo Governo do Estado – uma nova rodovia, que começaria em Suzano e iria até as imediações da Ilha Barnabé, em Santos.
Esse novo acesso poderá ainda, segundo o presidente da Codesp, segregar o tráfego. 
"Ele serviria para a Margem de Guarujá, enquanto que a Via Anchieta serviria apenas para a Margem Direita, onde estão os terminais de Santos", ponderou. 
Hoje, os caminhões com destino a Santos usam o SAI, além da Domênico Rangoni e um trecho da Rodovia Padre Manuel da Nóbrega (que serve de acesso a Praia Grande).
A estrada em análise tem 36 quilômetros, com início no futuro Trecho Leste do  Rodoanel já em construção. 
O acesso seria feito nas proximidades da Estrada dos Fernandes, em Suzano.
 De lá, o motorista seguiria um percurso formado por túneis e viadutos até a área continental de Santos, a apenas 15 minutos da entrada do Guarujá, na altura do pedágio existente na Rodovia Cônego Domenico Rangoni.
O projeto prevê ainda que a futura estrada dê acesso direto à Rodovia Rio-Santos, via Bertioga, proporcionando rota alternativa para as cidades do litoral norte. 
A expectativa é de que a viagem de Suzano a Santos leve cerca de 40 minutos e possa ser inaugurada em 2019, caso a proposta apresentada ao governo seja levada adiante sem atrasos.
A iniciativa de projetar a nova rodovia é do Grupo Bertin, dono da Contern, responsável pela construção dos Trechos Leste e Sul do Rodoanel. 
Batizada preliminarmente como Via Mar, a nova rodovia ainda poderá ajudar a desafogar as pistas da Cônego Domenico Rangoni nas proximidades do acesso ao Porto de Santos.
Mas existe um projeto que esta no papel desde 1997 a Parelheiros a Itanhanhem.
Região já tem uma trilha famosa, conhecida por mateiros , turistas e aventureiros fazem a pé, um percurso com duração aproximada de 6 horas  pela mata atlântica.
 Uma das bases de saída é por Juquitiba, e outra, por Embu-Guaçu.
A partir de Parelheiros ou Juquitiba, este percurso até Itanhaém não passaria dos 15 km.
A estrada ainda inexistente, tem até uma Lei Estadual que a autorizou (Lei nº 9851/97), de autoria do falecido deputado Erasmo Dias, e sancionada em 1997 pelo governador Mário Covas Júnior, em 24 de novembro. 
A nova rodovia seria construída por meio de outorga, estabelecida na Lei nº 7835/92, de autoria do governador Luiz Antonio Fleury Filho. 
Esta lei dispõe sobre o regime de concessão de obras públicas, de concessão e permissão de serviços públicos.
Mas a esperança dos cidadões do Litoral Paulista que tanto o projeto da Rodovia Suzano Guaruja  e da Rodovia Parelheiros-Itanhaém saiam finalmente do papel.
As duas opções juntas  reduziriam o tempo da carga entre o planalto e o navio pois serão caminhos específicos para os carros de passeios e os ônibus reduzindo em  37% o volume de veículos do complexo Anchieta imigrantes tornando a Anchieta uma via mas ágil para parte do porto elas juntas são a real necessidade  para o  crescimento do complexo portuário santista.

26 de dez. de 2011

Radar sem Aviso

Resolução
Radares já podem ser instalados em vias urbanas e rodovias sem aviso aos motoristas
Os órgãos de trânsito não são mais obrigados a ter placas de alerta para a existência de radares fixos e móveis em vias urbanas e rodovias.

Uma nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), já em vigor desde quinta-feira, derruba a existência desde 2006. Pela nova resolução, apesar de as placas de aviso não serem obrigatórias, os radares não podem ficar mais escondidos. A norma do Contran mudou ainda a exigência do estudo prévio para radares móveis em rodovias.

Agora, qualquer ponto pode ser fiscalizado. Além disso, tais equipamentos podem ser instalados mesmo em trechos de rodovias sem sinalização da velocidade máxima permitida.

O argumento da mudança é a redução do número de acidentes, já que muitos motoristas aproveitavam o aviso dos radares para ultrapassar a velocidade máxima permitida em pontos não cobertos pelo equipamento.A obrigatoriedade das placas foi exigida até 2003, quando uma resolução suspendeu a regra, que só passou a vigorar novamente há cinco anos.
Uma resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) oficializada anteontem revogou a exigência -em vigor havia mais de cinco anos- e os radares já podem ser colocados para multar os infratores mesmo onde não houver avisos.
Pela nova resolução, apesar de as placas de aviso não serem exigidas, os radares não podem ficar escondidos.
Outras mudanças são o fim da exigência de estudo prévio para radares móveis em rodovias e a liberação deles mesmo em trechos de estradas onde não há sinalização da velocidade permitida.
São Paulo – Os órgãos de trânsito não são mais obrigados a avisar sobre a existência de radares em vias urbanas e rodovias com fiscalização eletrônica.

Uma resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) oficializada anteontem revogou a exigência -em vigor havia mais de cinco anos.

Sinalização antes de barreiras eletrônicas e radares não é mais obrigatória
Assim, os radares já podem ser colocados para multar os infratores mesmo onde não houver avisos, segundo entendimento confirmado à Folha pelo inspetor Jerry Dias, chefe da divisão de multas da Polícia Rodoviária Federal e conselheiro do Contran.

A medida tem a aprovação majoritária de especialistas devido ao argumento de que os motoristas têm que respeitar a legislação em todos os lugares -independentemente de saberem se há radar. “Nos locais onde tem radar e placa avisando, as marcas de frenagem são intensas. Os condutores se viciaram em reduzir a velocidade somente nesses locais”, afirma Dias.

Já os defensores do alerta de radar alegam que isso dá mais credibilidade à punição.

A obrigatoriedade das placas de aviso existiu até 2003, quando foi suspensa -voltando a ser exigida em 2006.

O Denatran, responsável pela presidência do Contran e comandado por Júlio Ferraz Arcoverde, não respondeu à Folha. Sua assessoria diz que não havia ninguém ontem para explicar as mudanças.

Em São Paulo, um projeto aprovado na Assembleia Legislativa prevê a obrigatoriedade de placas indicativas de radares a 200 m dos aparelhos. Porém depende de sanção do governador Alckmin (PSDB) -e pode ser contestado pelo argumento de que é competência da União.

Placa de velocidade
Pela resolução do Contran, apesar de as placas de aviso não serem exigidas, os radares não podem ficar escondidos. Para Horácio Augusto Figueira, mestre em engenharia pela USP, eles “não deveriam ser visíveis”. A norma federal também tirou a exigência de estudo prévio para radares móveis em rodovias -permitindo fiscalizar em qualquer ponto.

Permite ainda equipamentos móveis mesmo em trechos de rodovias onde não há sinalização da velocidade permitida. A alegação é que os motoristas devem conhecer os limites legais (em rodovias, até 110 km/h para carros).

Essa regra, porém, não vale para vias urbanas, onde a sinalização ainda é exigida.

Fonte De A Tribuna e folha On-line

17 de jul. de 2011

A estrada Brasil-Pacifico

Na nova estrada Brasil-Pacífico, o progresso é via de mão dupla
Rodovia terá pouca relevância para exportações brasileiras, mas já causa profundas transformações locais, boas e ruins
Feita de estrutura metálica vermelha e suspensa por enormes cabos de aço, presos a 75m de altura, será a primeira a atravessar o rio Madre de Dios – que no Brasil vira o Madeira.
Ela vai ligar Puerto Maldonado e Triunfo, duas cidades onde a esperança de escapar da miséria chega aos jovens na forma de aventuras pelos garimpos ilegais da região. Essa ponte, chamada Billinghurst, significa que agora um brasileiro poderá pegar seu carro e dirigir até o Oceano Pacífico, sem passar por nada que não seja estrada asfaltada.
A Estrada do Pacífico ficou pronta trecho por trecho, só faltava a ponte. O pedaço que sai do Acre, corta a floresta tropical, sobe os Andes e chega até a cidade de Cuzco foi inaugurado em dezembro.
O resto, que parte da antiga capital Inca para o outro lado, até o mar, já era asfaltado – mas foi recuperado. Assim, o Brasil ganha uma ligação com o maior oceano do planeta, embora na prática a novidade seja mais importante aos peruanos que aos brasileiros.
Não que isso seja uma injustiça – é o governo peruano que pagará pela obra. E, inclusive, construtoras brasileiras receberam para fazê-la. O maior contrato, no valor de US$ 1 bilhão (R$ 1,6 bi), foi executado por um consórcio liderado pela Odebrecht, que construiu – e vai administrar por 20 anos – a parte entre o Acre e Cuzco.
Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez participaram de um trecho que sai da via principal e chega a portos do sul do país.
Mas é improvável que a estrada vire um corredor para a exportação de soja, minério e outras commodities brasileiras para a Ásia, como alguns especialistas acreditam. É muito remota, sinuosa e estreita (uma pista, sem acostamento).
Talvez o único produto para qual a hipótese faça sentido seja a carne produzida no Acre. É verdade, ainda, que a vida dos acreanos deve melhorar com a chegada de cebolas, tomates, uvas, azeitonas e cimento vindo do Peru – hoje, essas coisas precisam chegar de lugares distantes, como o sudeste brasileiro.
A grande transformação, porém, irá acontecer nos povoados e cidades peruanas à beira do caminho. O progresso será trazido, por esse veio de asfalto novinho, a comunidades antes isoladas. “A estrada cumpre funções básicas, de integração regional, antes de qualquer ‘mega-função’ de comércio exterior”, afirma Delcy Machado Filho, diretor de sustentabilidade da Odebrecht Peru.
Até o ano passado, o maior sonho de qualquer jogador do San Francisco era brilhar no campinho de Marcapata, numa tarde de domingo, quando acontecem os jogos.
A cidade sempre viveu isolada, incrustada nos gelados penhascos dos Andes. Os moradores – são 120 famílias – levavam quinze dias para ir a Cuzco, a maior cidade da região. Ou, dependendo do clima, simplesmente não iam. Agora, levam menos de 5hs.

Isso, claro, teve consequências. Marcapata tinha três lojas na rua principal, hoje tem dez. Tinha um hotel, agora tem oito. Um trabalhador manual, que cobrava 10 soles (R$ 6,25) por dia de serviço, passou a cobrar 30 soles.
Além disso, o time de futebol que vencer o torneio local irá participar, pela primeira vez, da Copa Peru, no ano que vem. A camisa bege do San Francisco é considerada favorita pelo prefeito, Placido Gutierrez. Ele comemora o fim do isolamento desportivo, mas também outros fatos importantes. “Os jovens daqui só viam o garimpo na selva como alternativa, agora pensam em morar na cidade”, conta.
Porém, se as viagens ficaram mais curtas, elas continuam traiçoeiras. “Não passa uma semana sem acontecer um acidente”, afirma Gutierrez. “Tem muito carro que tenta correr mais, atravessa a pista e cai no penhasco”.
A estrada não tem sequer um buraco no asfalto, nem uma curva sem sinalização, nem um “olho de gato” faltando. Mas a neve e a neblina são freqüentes – e a seqüência de curvas é inacreditável.
Para descer dos 4.735m de seu ponto mais alto até a floresta, a via serpenteia numa sucessão infinita de dobras pelas encostas da cordilheira. Recomenda-se cautela para admirar a belíssima vista.
Ao longo de toda a estrada, transformações como a de Marcapata acontecem. O povoado de Cuyuni. Sempre teve tudo para ser um lugar turístico: cultura tipicamente andina, com suas mulheres que tecem as próprias roupas coloridas e suas divertidas llamas; comida deliciosa e totalmente orgânica, plantada ali mesmo, como aquelas que se paga uma fortuna para comer na Europa; uma vista espetacular do pico de Ausangatec, com seu cume forrado de neve a 6.300m de altitude. Mas Cuyuni nunca foi turística.
As 60 famílias do povoado esbarravam num problema. Cuzco, que tem aeroporto e recebe milhares de viajantes a caminho de Macchu Picchu, ficava a 7hs dali. Depois da chegada da estrada, que reduziu a viagem a 45 minutos, os moradores construíram – com ajuda do consórcio que fez a via – um restaurante-loja-mirante, na forma de empresa comunal. A visita é fortemente indicada. “Agora recebemos cerca de 350 turistas por mês, que deixam 7 mil soles (R$ 4,3 mil) na comunidade”, diz Faustino Inquillay, 26, administrador do lugar.
Perto dali, a uma hora de viagem, fica o povoado de Huayllabamba. Nele, um tímido e sorridente morador chamado Lívio Quispioc, 34, cresceu rodeado por pequenos cuyes, uma espécie de porquinho-da-índia.
Os cuyes viviam soltos, corriam pela cozinha e pelo quintal – mas também eram vendidos para virar comida, por 6 soles (R$ 3,75) o quilo. Então, veio a estrada. E, com ela, a chance de vender os porquinhos em cidades maiores.
Lívio formou uma sociedade com outros 13 moradores para encher caminhonetes de cuyes e levar a lugares mais populosos do distrito. Conseguiram fechar contratos para fornecer 300 porquinhos por quinzena – a suculentos 17 soles por quilo. “Estamos sustentando nossas famílias com isso.
Antes eu ganhava 300 soles (R$ 190) por mês, agora tiro 700 soles (R$ 440) e não preciso ser empregado dos outros”, conta Lívio, que possui 350 cuyes no próprio criadouro.
São incontáveis as pequenas revoluções sociais que a rodovia traz. Ainda no altiplano, mulheres se organizam para vender artesanato local, em Ocongate. Já em plena Amazônia, numa das enormes retas que é a estrada naquele pedaço, um senhor abriu um restaurante simpático para atrair os motoristas.
Quem resolve parar no Família Mendez pode dar um passeio pelos 80 hectares da propriedade e ver castanheiras, macacos e outras belezas da selva. “Antes eu ganhava 2 mil soles (R$ 1.250) por mês, vendendo à beira do caminho. Agora, o restaurante fatura 14 mil soles (R$ 8.750) mensais”, diz Cirilo Mendez, 67. Mas o progresso, assim como as estradas, é via de mão dupla.
O velho Cirilo agora tem um problema. “Não consigo contratar gente para trabalhar no restaurante. A 10 km daqui, tem um garimpo ilegal onde os mineiros ganham 120 soles (R$ 75) por dia – e eu não posso pagar isso”, diz.E, naquele pedaço da Amazônia peruana, a mineração irregular está muito, muito longe de ser um problema só dele.
Estima-se que mais de 50 mil pessoas trabalhem em garimpos no distrito de Madre de Dios, pelo menos 90% deles ilegais. É uma das principais regiões mineiras do país, que tem 17% de sua área ocupada por concessões a mineradoras (o fato de haver uma concessão não torna o negócio legal: ele precisaria não poluir, não contratar irregularmente etc).
Madre de Dios ajudou a transformar o Peru na nação sul-americana que mais produz ouro – o país também ostenta esse título em prata e zinco. Mas essas estatísticas só fazem sentido quando se sobrevoa a região agora cortada pela Estrada do Pacífico.
Num garimpo não tem árvores, nem bichos, nem gente – na verdade, tem gente, mas uma área do tamanho de uma metrópole onde vivem só algumas centenas de pessoas, escondidas em feias barracas de lona azul, parece deserta de cima.
De modo que as maiores cidades da Amazônia peruana não são cidades, são garimpos. E garimpos precisam de gasolina para as máquinas e comida para os garimpeiros. Logo, não é difícil cruzar com caminhões lotados de tonéis de combustível naquele trecho da Estrada do Pacífico .
“A primeira tentação é achar que a estrada facilita o garimpo”, rebate Delcy Machado Filho, o diretor de sustentabilidade da Odebrecht Peru. “Na verdade, ela permite a fiscalização, a presença do estado, a formalização e o controle do tráfego na via. Os garimpos existem ali há 25 anos, não precisaram da estrada”, afirma.
Mas o governador de Madre de Dios, um aliado na busca da formalização do garimpo, aponta outros malefícios do progresso. “Para mim, o maior impacto da estrada é a constante vinda de trabalhadores para a região. Madre de Dios recebe 400 a 500 pessoas por dia”, diz José Luis Pastor, 44. “Os impostos não crescem na mesma proporção, porque há muita informalidade, mas aumentou a violência, a delinquência, os assassinatos”, afirma. “Nosso sistema de saúde não é mais suficiente, tivemos surtos de dengue”.
A própria ponte Billinghurst, que custou US$ 28 milhões (R$ 44,8 mi), vai tirar o emprego de 150 pessoas que trabalham em barcaças para atravessar moradores. “Não acho que a estrada melhore a qualidade de vida de nossa população neste momento”, diz. “Temo que Madre de Dios vá ver passarem os carros, mas não o desenvolvimento chegar”.
O consórcio liderado pela Odebrecht destinou US$ 6 milhões (R$ 9,6 mi) a investimentos sócio-ambientais ao longo da via, para minimizar os impactos da construção. Na hidrelétrica de Santo Antônio, foram gastos, para esse propósito, 10% do valor da obra (ou US$ 1 bi).

Fonte: IG, Por Pedro Carvalho

24 de mai. de 2011

Brasil se prepara para o Proconove P7

Brasil se prepara para a Proconve P7

A partir de 2012 todos os caminhões e ônibus movidos a diesel fabricados no Brasil deverão estar de acordo com o Proconve P7, norma brasileira que regulamenta as emissões de poluentes.


Com isso todos os veículos pesados nacionais sairão de fábrica equipados com a tecnologia SCR (Redução Seletiva Catalítica) que consiste na filtragem dos componentes químicos emitidos pelo motor no catalizador do auto.


Para esse processo é necessária a adição de uma substância chamada Arla 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo, composto por 32,5% de ureia diluída em água desmineralizada) no sistema de exaustão do auto.
Os prognósticos com esta nova tecnologia são positivos de acordo com Alex Barbosa Messias, gerente de marketing de transporte da Petrobras.


Este sistema possibilitará uma redução de 80% dos poluentes em relação ao P5, se for considerar apenas o material particulado, essa diminuição pode ser de 96,3%.
Luís Pasquotto, vice-presidente corporativo da Cummins afirmou que a escolha pelo SCR foi por esse ser menos poluente e até 10% mais potente que a outra alternativa, o EGR (Recirculação dos Gases de Escape), que também poderia ser adotado.


Além disso, o executivo avaliou positivamente as ações ambientais nacionais. “Nós aqui no Brasil comparado com outros países emergentes estamos bem evoluídos”, comentou.
Com este novo cenário, algumas medidas na distribuição de diesel serão mudadas, o S1800 será extinto, o combustível é, atualmente, o mais poluente oferecido no País, pois contém 1800 partes por milhão de enxofre, substância altamente prejudicial ao meio ambiente. Para ilustrar como o P7 reduzirá a quantidade de emissões de gases tóxicos, o diesel para os novos motores será o S50, inicialmente, e o S10 a partir de 2014.
Messias, no entanto, explica que a partir do ano que vem, o S1800 só não será mais distribuído nas zonas metropolitanas do Brasil, sendo que no interior o combustível deve estar disponível até 2014. Para os veículos anteriores a 2012, a Petrobras continuará distribuindo o S500.
O executivo da petrolífera também explicou que os caminhões e ônibus passarão a ter um tanque extra destinado ao Arla 32. Messias complementou explicando que um reservatório de 60 litros possuirá uma autonomia de aproximadamente quatro mil quilômetros.
Segundo o executivo, a Petrobras já está tomando algumas medidas para conseguir suprir a demanda a partir do ano que vem. As refinarias da estatal, por exemplo, já estão focando a produção para o diesel com menos porcentagem de enxofre. Outra ação da petrolífera é fazer com que as suas plantas na Bahia, Sergipe e Minas Gerais produzam o aditivo à base de ureia.
Para Pasquotto estas inciativas que contemplam a preservação do meio ambiente vão além do temor do fim das reservas de combustíveis fósseis. “O apelo por novas tecnologias não é mais por escassez, e sim por preocupações ambientais e preservação da natureza”, relatou.
Fonte: Frota&Cia

10 de mai. de 2011

As rodovias brasileiras III

A Pesquisa Rodoviária CNT 2005, ao avaliar o estado de conservação das rodovias brasileiras, comprovou, mais uma vez, o quadro desfavorável em que se encontram.

O estudo constatou que, dos 81.944 Km de rodovias avaliadas, foram pesquisados 8.736 km na região Norte, 23.976 km no Nordeste, 11.740 km no Centro-Oeste, 22.997 km na região Sudeste ,14.495 km no Sul e 72% encontram-se em situação Regular, Ruim ou Péssimo, o que corresponde a aproximadamente 60 mil quilômetros de rodovias pesquisadas e 28% dos Kms avaliados obtiveram a classificação Bom (17,0% ou 13.922 km) e Ótimo (11,0% ou 8.993 km). Trata-se de uma extensão excessivamente alta e que compromete significativamente a segurança dos usuários, a competitividade do setor de transportes e o desenvolvimento econômico do país.
A avaliação realizada aponta para a situação precária do Pavimento, da Sinalização e da Geometria Viária. Neste ano, 32.187 Km de trechos pesquisados apresentaram defeitos no Pavimento, como desgastes, ondulações, buracos, trincas em malha e remendos ou ainda se mostraram completamente destruídos.

Em relação à Sinalização, a Pesquisa detectou a existência de condições de extrema precariedade, com longas extensões sem qualquer tipo de sinalização. Foram 60,7% dos trechos classificados como Regular, Ruim ou Péssimo. Em termos de Geometria das Vias, o levantamento indicou que 83,4% das rodovias pesquisadas apresentaram deficiências que acabam por comprometer a segurança e a fluidez oferecidas pelas vias aos usuários.
A Pesquisa Rodoviária CNT 2005 constatou que não houve mudanças significativas no quadro geral das rodovias.

Fica evidenciado que os recursos atualmente investidos ainda não são sucifientes perante as necessidades de infra-estrutura rodoviária que o país apresenta.
Para a restauração das condições adequadas de operação da malha rodoviária nacional, devido a sua condição comprometida, exige-se investimentos significativos.

É importante ressaltar que os recursos existem, como no caso da CIDE, mas há sucessivas restrições orçamentárias (contingenciamentos) e há também falta de sensibilidade dos gestores públicos para o problema da infra-estrutura do transporte. Desta forma, esses recursos não têm sido utilizados, como deveriam, para o fim a que se destinam.
É necessário ter maior agilidade na definição de programas de recuperação. Somente com o planejamento de investimentos haverá ganhos de qualidade significativos, principalmente nas rodovias estatais. Sem isso, dar-se-á a continuidade da perda de competitividade brasileira frente aos outros países, o que acaba por gerar empecilhos consideráveis que podem incapacitar o Brasil para mundo moderno.
54,6% da extensão pesquisada encontram-se com Pavimento em estado Regular, Ruim ou Péssimo (44.733 Km); mais de 20 mil quilômetros estão classificados como Ruins ou Péssimos, 60,7% da extensão pesquisada apresentam Sinalização em estado inadequado (49.715 Km) e 39,3% em condições favoráveis (Ótimo e Bom).
Foram identificados 19,9% de rodovias com Sinalização Péssima; 14,5% com Sinalização Ruim e 26,3%
Deficiente. São 49.715 quilômetros de rodovias com sinalização inadequada as condições de segurança na circulação. 10,1% da extensão avaliada não têm placas (8.304 km); 40,6% da extensão avaliada (33.309 km) não têm a presença de placas de limite de velocidade. ; Deficiente,Ruim ou Péssima em 83,3% dos trechos pesquisados, em sua grande maioria (89,9%), serem compostas por pistas simples de mão dupla; terem grandes extensões sem acostamentos (39,6% das rodovias 32.474 Km) ou com acostamentos destruídos ou desgastados; 8,5% da extensão pesquisada têm o acostamento tomado pelo mato (6.955 km); e, ainda,por não apresentarem faixas adicionais de subida em diversos trechos de pistas simples com aclives longos e acentuados.


Os 10 melhores e piores corredores rodoviários brasileiros.
Os melhores:
1º - Limeira (SP)/ São José do Rio Preto (SP)
2º - São Paulo (SP)/ Itaí (SP)/ Espírito Santo do Turvo (SP)
3º - São Paulo (SP)/ Limeira (SP)
4º - Sorocaba (SP)/ Cascata (SP)/ Mococa (SP)
5º - São Paulo (SP)/ Uberaba (MG) 6º - São Paulo (SP)/ Taubaté (SP)
7º - Araraquara (SP)/ São Carlos (SP)/ Franca (SP)/ Itirapuã (SP)
8º - Campinas (SP)/ Jacareí (SP) 9º - Engenheiro Miller (SP)/ Jupiá (SP)
10º - Piracicaba (SP)/ Mogi-Mirim (SP)


Os piores:
1º - Maceió (AL)/ Salgueiro (PE) 2º - Araguaína (TO)/ Picos (PI)
3º - Posse (GO)/ Ilhéus (BA)
4º - Manaus (AM)/ Boa Vista (RR)/ Pacaraíma (RR)
5º - Maceió (AL)/ Paulo Afonso (BA) 6º - Curvelo (MG)/ Ibotirama (BA)
7º - Alta Floresta (MT)/ Cuiabá (MT)
8º - Salvador (BA)/ Paulo Afonso (BA)
9º - Teresina (PI)/ Barreiras (BA) 10º - Belém (PA)/ Guaraí (TO)

As rodovias brasileiras II


Ranking das rodovias brasileiras em 2005


1º Limeira SP - São José do Rio Preto SP

2ºSão Paulo SP - Itaí SP - Espírito Santo do Turvo SP
3ºSão Paulo SP - Limeira SP
4ºSorocaba SP - Cascata SP - Mococa SP
5ºSão Paulo SP - Uberaba MG
6ºSão Paulo SP - Taubaté SP
7ºAraraquara SP - São Carlos SP - Franca SP - Itirapuã SP
8ºCampinas SP - Jacare SP
9ºEngenheiro Miller SP - Jupiá SP
10ºPiracicaba SP - Moji-Mirim SP
11ºBarretos SP - Bueno de Andrade SP
12ºRio de Janeiro RJ - São Paulo SP
13ºRio Claro SP - Itapetininga SP
14ºBauru SP - Itirapina SP
15ºSão Paulo SP - São Vicente SP (Imigrantes/Anchieta)
16ºTietê SP - Jundiaí SP
17ºRibeirão Preto SP - Borborema SP
18ºOurinhos SP - Cascavel PR
19ºCatanduva SP - Taquaritinga SP - Ribeirão Preto SP
20ºSão Paulo SP - Curitiba PR
21ºCotia SP - Itararí SP
22ºParanaguá PR - Foz do Iguaçu PR
23ºBelo Horizonte MG - São Paulo SP
24ºCampo do Coxo SP - Eleutério SP
25ºTrechos agrupados no PR
26ºCuritiba PR - Porto Alegre RS
27ºSão Carlos SP - S. João Boa Vista SP - S. José Rio Pardo SP
28ºSalvador BA - Estância SE
29ºPonta Grossa PR - Ourinhos SP
30ºUruguaiana RS - Porto Alegre RS
31ºSalgueiro PE - Recife PE
32ºCarazinho RS - Porto Alegre RS
33ºBrasília DF - Uberaba MG
34ºTrechos agrupados no RS
35ºJaguarão RS - Curitiba PR
36ºCuritiba PR - Barra do Quaraí RS
37ºSantos SP - Além Paraíba-MG
38ºBrasília DF - Cuiabá MT
39ºSão Miguel D'Oeste SC - Itajaí SC
40ºSão Luís MA - Teresina PI
41ºPonta Porã MS - Rondonópolis MT
42ºVacaria RS - Passo Fundo RS
43ºRio Grande RS - Chuí RS
44ºBrasília DF - Rio de Janeiro RJ
45ºBelém PA - Brasília DF
46ºTrês Lagoas MS - Corumbá MS
47ºTrechos agrupados no RJ
48ºRio Verde GO - Itumbiara GO
49ºCampo Mourão PR - Guarapuava PR
50ºArapongas PR - Curitiba PR
51ºRibeirão Preto SP - Belo Horizonte MG
52ºPanambi RS - Rio Grande RS
53ºUberaba MG - Barretos SP
54ºPonta Grossa PR - São Miguel D'Oeste SC
55ºCuiabá MT - Porto Velho RO
56ºPelotas RS - Quaraí RS
57ºTeresina PI - Petrolina PE
58ºItapetininga SP - Ponta Porã MS
59ºBR-386 RS - São Borja RS
60ºFeira de Santana BA - Rio de Janeiro RJ
61ºGovernador Valadares MG - Nova Era MG
62ºJataí GO - Vitória ES
63ºSalvador BA - Natal RN
64ºRio de Janeiro RJ - Bahia BA
65ºCajazeiras PB - João Pessoa PB
66ºBelém PA - São Luís MA
67ºPetrolina PE - Fortaleza CE
68ºFortaleza CE - Natal RN
69ºOurinhos SP - Uberlândia MG
70ºBrasília DF - Salvador BA
71ºNatal RN - Pombal PB
72ºPiripiri PI - Parnaíba PI
73ºFlorianápolis SC - Lages SC
74ºBR-101 BA - Teófilo Otoni MG
75ºTeresina PI - Fortaleza CE
76ºCarazinho RS - BR-282 SC
77ºJuazeiro BA - Salvador BA
78ºPrata MG - Goiânia GO
79ºUberlândia MG - Cachoeira do Pajeú MG
80ºDourados MS - Cascavél PR
81ºBarracão PR - Cascavel PR
82ºMarabá PA - Wanderândia TO
83ºPicos PI - Salgueiro PE - Lagoa Grande PE
84ºBrasília DF - Unaí MG - Paracatu MG
85ºPoços de Caldas MG - Lorena SP
86ºPorto Velho RO - Rio Branco AC
87ºAçailândia MA - Miranda do Norte MA
88ºRio Brilhante MS - Porto Murtinho MS
89ºCuiabá MT-Barra do Garças MT-Brasília DF
90ºFortaleza CE - Picos PI
91ºSão Vicente do Sul RS - Santana do Livramento RS
92ºGovernador Valadares MG - João Neiva ES
93ºBrasília DF - Palmas TO
94ºMarabá PA - Dom Eliseu PA
95ºNatividade TO - Barreiras BA
96ºLeopoldina MG - BR-262 MG
97ºJataí GO - Piranhas GO
98ºQuipapá PE - Campina Grande PB
99ºRio Verde GO - Iporá GO
100ºMaceió AL - Salgueiro PE
101ºAraguaína TO - Picos PI
102ºPosse GO - Ilhéus BA
103ºManaus AM - Boa Vista RR - Pacaraíma RR
104ºMaceió AL - Paulo Afonso BA
105ºCurvelo MG - Ibotirama BA
106ºAlta Floresta MT - Cuiabá MT
107ºSalvador BA - Paulo Afonso BA
108ºTeresina PI - Barreiras BA
109ºBelém PA - Guaraí TO

As rodovias brasileiras I

Panorama das Rodovias Brasileiras
Em 59,7 % das rodovias brasileiras predominam trechos com pistas simples com acostamentos e sem 3ª pista nos aclives; em 18%, pistas simples sem acostamento, e, em 9,9%, pista simples com acostamento e com 3ª faixa nos aclives.
O traçado horizontal que predomina nas rodovias é retas, ou retas e curvas que abrangem 87,6% da extensão avaliada; apenas em 12,4% predominam as curvas normais ou curvas perigosas.
Em 98,1% das rodovias pesquisadas há predominância de trechos com pontos de compensação. Em 75,6% dos trechos avaliados nas rodovias predomina uma topografia ligeiramente acidentada; em 18,3% , topografia plana e, em 6%, topografia muito acidentada.

Em 70,9% da extensão avaliada há amplo predomínio de trechos com pontes sem acostamento; em 13,6%, de pontes de concreto com acostamento, e, em 13,9%, de trechos sem pontes; apenas em 1,6% existe pontes de estrutura metálica, de madeira ou de travessia de balsas.
Em 34,8% da extensão das rodovias pesquisadas o pavimento encontra-se totalmente perfeito e sem irregularidades em todo o trecho; em 34,6% há algumas irregularidades superficiais no pavimento. Já em 14% da extensão são encontradas rachaduras ou ondulações. Em 16,7% observou-se a presença de buracos na superfície, buracos profundos ou longos trechos totalmente destruídos.
Por meio da pesquisa constatou-se que 78,5% do pavimento pesquisado nas rodovias brasileiras já foi recapeado, e 35,5% apresenta remendos.

Apenas 9,1% desse pavimento é original e sem remendos.
Em 89,2% da extensão avaliada os usuários das rodovias não são obrigados a efetuar redução de velocidade devido ao pavimento; 10,9% da extensão obriga a algumas reduções de velocidade Em 98,3% dos trechos percorridos pelas equipes de pesquisa não existem desvios no eixo da pista, causados pelas más condições do pavimento; os desvios só ocorrem em 1,7% da extensão pesquisada.
Nas rodovias pesquisadas, onde existe acostamento, há predomínio de acostamentos pavimentados, presentes em 60,1% da extensão.

Verificou-se que apenas 18,9% desses acostamentos estão tomados pelo mato.
A sinalização horizontal possui 77,4% dos trechos pesquisados com pintura visível das faixas, 24,8% em condições precárias e 13,8% com a pintura das faixas totalmente apagada ou inexistente.
A sinalização vertical está presente em todo o percurso, em 40,7% da extensão avaliada, ausente em 26,9% e presente, em parte, em 32,5% da extensão pesquisada.
Em 83,9% da extensão avaliada constatou-se a presença de placas totalmente legíveis. Porém, em 14,9%, as placas encontram-se desgastadas, e, em 1,7%, estão totalmente ilegíveis.
Em 80,5% das rodovias pesquisadas foi observada a inexistência de mato cobrindo as placas. E em 19% houve a predominância de algum mato cobrindo parcialmente ou totalmente as placas.
Em 21,7% da extensão avaliada foram encontrados animais na pista ou com acesso livre à pista.
Os resultados obtidos na pesquisa do ano de 2000 mostram que o estado de conservação do pavimento das rodovias brasileiras apresentou um significativo agravamento, comparativamente às condições observadas na pesquisa de 1999.

Em contrapartida, os dados mostram que as condições relativas à conservação da sinalização tiveram uma significativa melhora nos trechos pesquisados, também em relação ao ano passado. Já em termos da engenharia, as suas condições permaneceram praticamente inalteradas nos dois períodos de comparação.Assim sendo, e considerando que a metodologia da Pesquisa Rodoviária estabelece que as condições gerais de conservação das rodovias são determinadas pelo impacto individualizado das condições do pavimento, da sinalização e da engenharia, observa-se que o agravamento das condições gerais deveu-se substancialmente ao efeito provocado pelo agravamento das condições do pavimento, já que houve uma sensível melhora nas condições da sinalização e que as condições relativas à engenharia permaneceram sem alteração. É ainda importante observar, que o agravamento das condições gerais, motivado pela degradação do pavimento, ocorreu apesar do fato de a sinalização ter um peso um pouco maior do que a pavimentação no contexto da metodologia da pesquisa.

Isto leva à conclusão de que a variação na queda das condições do pavimento foi bem superior à variação de melhora das condições da sinalização viária.Numa avaliação mais detalhada, observa-se que os trechos classificados como em estado de péssimo a deficiente na pesquisa de 1999 totalizavam 16.162 Km e que neste ano atingiram 28.585 Km, representando um aumento de 76,8% em relação ao ano passado. Paralelamente a isto, tem-se que os trechos classificados como ótimos e bons foram reduzidos de 26.672 Km, em 1999, para 14.698 Km em 2000. No tocante à sinalização, a quilometragem total relativa aos trechos variando entre péssimo e deficiente era de 26.006 Km em 1999.

Em 2000, este total foi reduzido para 19.819 Km, confirmando uma melhoria nas condições da sinalização das estradas.Além disto, nota-se um avanço na quilometragem total dos trechos classificados como ótimos e bons de 16.809 Km em 1999, para 23.464 Km em 2000, ou seja, um crescimento de 39,6%.Acompanhando esta tendência, os trechos privatizados também mostraram uma evolução favorável ou uma estabilidade em termos das condições de conservação da sinalização. Porém, em contrapartida, apresentaram uma degradação nas condições do pavimento. Dentre estes trechos encontram-se a Via Dutra (Rio de Janeiro - São Paulo), Via Anhanguera (São Paulo - Uberaba), Paranaguá (PR) - Foz do Iguaçu (RS).

Ao longo dos últimos seis anos, a Pesquisa Rodoviária tem levantado a situação das estradas brasileiras que, apesar de algumas melhorias pontuais, continuam apresentando um estado de conservação incompatível com as condições ideais e desejáveis para um transporte seguro e mais eficiente, principalmente, no que se refere às condições do pavimento, que é um importante item no contexto das condições gerais das estradas.

Por esta razão, a CNT reclama por mais investimentos nas estradas, como decisão indispensável para a adequação da malha viária brasileira às exigências do crescimento econômico e, sobretudo, para possibilitar maior conforto e segurança na locomoção dos cidadãos. Até mesmo porque, o objetivo da implementação do programa de privatização foi o de viabilizar investimentos privados no setor, bem como permitir que a dotação orçamentária pública fosse suficiente para fazer face às necessidades de construção, manutenção e conservação das rodovias não privatizadas.

Fonte CNT

As rodovias brasileiras

As dez piores ligações em 2000A

ligação Açailândia (MA) - Miranda do Norte (MA), na BR 222, foi considerada a pior ligação dentre as pesquisadas. Cabe ressaltar que, em 1999, esta ligação ocupava a quarta colocação. Significa que houve um processo de deterioração do estado dessa rodovia, em conseqüência da má conservação do pavimento.

Já a ligação Teresina (PI) - Barreiras (BA), nas BRs 316, 343, 140, 324 e 135, que em 1999 foi classificada como sendo a quinta pior ligação, nesta pesquisa passou a ocupar a segunda colocação. Aqui também houve um processo de desgate das rodovias, e isso se deve principalmente ao agravamento das condições de conservação do pavimento.A terceira pior ligação continua sendo o trecho Picos (PI) - Salgueiro (PE), agora se estendendo até Lagoa Grande (PE), cerca de 100 km a mais.Cabe ressaltar que as demais ligações, com exceção de Belém - São Luís, dividem-se em dois grupos distintos de melhora e de piora em relação a 1999.
2000 -1999
1. Açailândia MA - Miranda do Norte MA
222
1º lugar 4º lugar
2. Teresina PI - Barreiras BA
316-343-140-324-135
2º lugar 5º lugar
3. Picos PI - Salgueiro PE - Lagoa Grande PE
232-316-122
3º lugar 3º lugar
4. Teresina PI - Petrolina PE
222-343
4º lugar 14º lugar
5. Salvador BA - Paulo Afonso BA
110 - BA (1) 093
5º lugar 1º lugar
6. Belém PA - São Luís MA
316
6º lugar 6º lugar
7. Maceió AL - Salgueiro PE
316-423
7º lugar 2º lugar
8. Fortaleza CE - Picos PI
020
8º lugar 7º lugar
9. Teresina PI - Fortaleza CE
222-343
9º lugar 19º lugar
10. Rio Verde GO - Itumbiara GO
452
10º lugar 25º lugar

As dez melhores ligações em 2000
A ligação São Paulo (SP) - Uberaba (MG) contempla parte da SP 330 e em 1999 ocupava o segundo lugar. Em 2000, essa rodovia foi classificada como sendo a melhor ligação quanto ao estado geral de conservação, devido à melhora das condições de sinalização em relação a 1999.

A Via Dutra (BR 116), que em 1999 foi avaliada como sendo a melhor ligação, este ano passou a ocupar o segundo lugar. Isso ocorreu, principalmente, por causa do desgaste do nível de conservação do pavimento de alguns de seus trechos.

A ligação Curitiba (PR) - Porto Alegre (RS), BRs 376, 101 e 290, foi classificada pela pesquisa como sendo a terceira melhor ligação quanto ao seu estado de conservação geral.As demais ligações dividem-se entre dois grupos distintos de melhora e de piora em relação a 1999.

O grupo de ligações que apresentou algum tipo de melhora foram: Brasília (DF) - Uberaba (MG); BR 101 (BA) - Teófilo Otoni (MG); São Paulo (SP) - Curitiba (PR); Brasília (DF) - Rio de Janeiro (RJ) e Brasília (DF) - Cuiabá (MT).Por outro lado, o grupo de ligação que apresentou algum tipo de piora quanto ao seu estado geral de conservação é: Paranaguá (PR) - Foz do Iguaçu (PR) e Belo Horizonte (MG) - São Paulo (SP)
2000 1999
1. São Paulo SP - Uberaba MG
SP (1) 330-50
1º lugar 2º lugar
2. Rio de Janeiro RJ - São Paulo SP
101-116
2º lugar 1º lugar
3. Curitiba PR - Porto Alegre RS
376-101-290
3º lugar 7º lugar
4. Brasília DF - Uberaba MG
040-050
4º lugar
17º lugar
5. BR 101 BA - Teófilo Otoni MG
418
5ºlugar 26º lugar
6. Paranaguá PR - Foz do Iguaçu PR
277
6º lugar 4º lugar
7. São Paulo SP - Curitiba PR
116
7º lugar 10º lugar
8. Brasília DF - Rio de Janeiro RJ
050-040
8º lugar 18º lugar
9. Belo Horizonte MG - São Paulo SP
381
9º lugar 8º lugar
10. Brasília DF - Cuiabá MT
060-364
10º lugar 25º lugar

Classificação das Ligações

1º
São Paulo - SP Uberaba MG
4.35,Bom
2º
Rio de Janeiro RJ - São Paulo SP
4.22,Bom
3º
Curitiba PR - Porto Alegre RS
4.10,Bom
4º
Brasília DF - Uberaba MG
3.99,Bom
5º
BR 101 BA - Teófilo Otoni MG
3.89,Bom
6º
Paranaguá PR - Foz do Iguaçu PR
3.88,Bom
7º
São Paulo SP - Curitiba PR
3.81,Deficiente
8º
Brasília DF - Rio de Janeiro RJ
3.77,Deficiente
9º
Belo Horizonte - MG São Paulo SP
3.73,Deficiente
10º
Brasília DF - Cuiabá MT
3.72,Deficiente
11º
Ponta Porã MS - Rondonópolis MT
3.66 ,Deficiente
12º
Brasília DF - Palmas TO
3.63,Deficiente
13º
Ourinhos SP - Cascavel PR
3.63 ,Deficiente
14º
Uberlândia MG - Cachoeira do Pageú BA
3.61,Deficiente
15º
Ribeirão Preto SP - Belo Horizonte MG
3.59,Deficiente
16º
Cuiabá MT - Porto Velho RO
3.58,Deficiente
17º
Ourinhos SP - Uberlândia MG
3.50,Deficiente
18º
Feira de Santana - BA Rio de Janeiro RJ
3.49,Deficiente
19º
Ourinhos SP - Ponta Porã MS
3.49,Deficiente
20º
Uruguaiana RS - Porto Alegre RS
3.45,Deficiente
21º
Carazinho RS - Porto Alegre RS
3.45,Deficiente
22º
Rio Grande RS - Chuí RS
3.44,Deficiente
23º
Arapongas PR - Curitiba PR
3.43,Deficiente
24º
Natividade TO - Barreiras BA
3.43 ,Deficiente
25º
Rio de Janeiro RJ - Bahia BA
3.43,Deficiente
26º
Curitiba PR - Barra do Quaraí RS
3.42 ,Deficiente
27º
Jataí GO - Vitória ES
3.35,Deficiente
28º
São Miguel D'Oeste SC - Itajaí SC
3.35 ,Deficiente
29º
Salvador BA - Natal RN
3.34 ,Deficiente
30º
Cajazeiras PB - João Pessoa PB
3.30,Deficiente
31º
Governador Valadares - MG Nova Era MG
3.26 ,Deficiente
32º
Ponta Grossa PR - Ourinhos SP
3.24,Deficiente
33º
Manaus AM - Boa Vista RR - Pacaraima RR
3.19,Deficiente
34º
Pelotas RS - Quaraí RS
3.19,Deficiente
35º
Natal RN - Pombal PB
3.16,Deficiente
36º
Jaguarão RS - Curitiba PR
3.15,Deficiente
37º
Posse GO - Vitória da Conquista BA
3.15,Deficiente
38º
Belém PA - Brasília DF
3.14 ,Deficiente
39º
Cuiabá MT - Barra do Garças MT - Brasília DF
3.14 ,Deficiente
40º
Maceió AL - Paulo Afonso BA
3.10,Deficiente
41º
Ponta Grossa PR - São Miguel D'Oeste SC
3.09 ,Deficiente
42º
Belém PA - Guaraí TO
3.07 ,Deficiente
43º
Brasília DF - Unaí MG - Paracatu MG
3.03,Deficiente
44º
Curvelo MG - Ibotirama BA
2.98,Deficiente
45º
Brasília DF - Salvador BA
2.97,Deficiente
46º
Salgueiro PE - Recife PE
2.95,Deficiente
47º
Prata MG - Goiânia GO
2.95 ,Deficiente
48º
São Luis - MA Teresina PI
2.89,Deficiente
49º
Panambi RS - Rio Grande RS
2.87 ,Deficiente
50º
Petrolina PE - Fortaleza CE
2.87,Deficiente
51º
Juazeiro BA - Salvador BA
2.86 ,Deficiente
52º
Fortaleza CE - Natal RN
2.82 ,Deficiente
53º
Porto Velho RO - Rio Branco AC
2.81,Deficiente
54º
Alta Floresta MT - Cuiabá MT
2.68,Deficiente
55º
Rio Verde GO - Itumbiara GO
2.68 ,Deficiente
56º
Teresina PI - Fortaleza CE
2.65,Deficiente
57º
Fortaleza - CE Picos PI
2.45,Deficiente
58º
Maceió AL - Salgueiro PE
2.44 ,Deficiente
59º
Belém PA - São Luis MA
2.42 ,Deficiente
60º
Salvador BA - Paulo Afonso BA
2.37,Deficiente
61º
Teresina PI - Petrolina PE
2.34 ,Deficiente
62º
Picos PI - Salgueiro PE - Lagoa Grande - PE
2.21 ,Deficiente
63º
Teresina PI - Barreiras BA
2.15 ,Deficiente
64º
Açailândia MA - Miranda do Norte MA
2.12,Deficiente

O estado de conservação geral das rodovias avaliadas é de péssimo a deficiente em 80,3% da extensão pesquisada. Por outro lado, a parcela restante da extensão avaliada, que corresponde a 19,7%, encontra-se em estado de conservação variando de bom a ótimo. O estado de conservação da sinalização das rodovias varia entre péssimo e deficiente em 45,8% da extensão pesquisada. A pesquisa detectou 30,6% da extensão avaliada em estado crítico (ruim mais péssimo) de conservação, 15,2% em condições precárias (deficiente) e 54,2% em estado bom ou ótimo de sinalização. O estado de conservação do pavimento classifica-se entre péssimo e deficiente em 66% da extensão pesquisada. Deste total, 48% é classificado como deficiente. Por outro lado, apenas 34% da extensão avaliada pela pesquisa encontra-se em estado de conservação variando de bom a ótimo. A engenharia apresentada pelas rodovias federais brasileiras foi avaliada como sendo deficiente em 89,2% da extensão pesquisada, em função da predominância de pistas simples com acostamento em regiões que apresentam, em sua maior parte, uma topografia acidentada.

30 de nov. de 2010

Modernizar e expandir o rodoviario I

Investimentos na malha rodoviária
deverão suprimir os principais gargalos:
recuperação e manutenção das rodovias existentes
e promoção de novos empreendimentos

A Pesquisa Rodoviária CNT 2010 mostra
que apenas 16% das rodovias são de gestão privada.
E justamente as privadas são as que apresentam melhor qualidade:
87,3% são classificadas como “ótimo” ou “bom”,
enquanto 58,1% das públicas receberam avaliação “ruim” ou “regular”

Sendo este o pano de fundo,
o aumento da participação do setor privado
é de extrema necessidade
para alavancar o desenvolvimento do modal rodoviário.
Novos processos de licitação devem ocorrer para a ampliação da malha,
em um processo claro, seguro, ágil e sem atrasos na contratação das obras.
Ao mesmo tempo,
algumas medidas para garantir a manutenção
das rodovias se fazem necessárias:
aumento da fiscalização para controle de excesso de peso de carga;
regularidade na contratação de obras de conservação,
não apenas de obras de expansão;
e revisão dos limites de carga por eixo, com os devidos
ajustes nos projetos já existentes.

É de fundamental relevância a formação de funding
para projetos em estradas vicinais,
tendo em vista o potencial valor econômico da zona de influência
destas estradas.
Inclusive,
esta finalidade seria uma das aplicações para a CIDE,
instituída, através da Lei nº 10.336/2001,
a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE)
incidente sobre a importação e a comercialização
de petróleo e seus derivados,
gás natural e seus derivados e álcool etílico combustível.
Segundo a referida Lei, os recursos arrecadados pela CIDE deveriam ser
destinados às seguintes finalidades:

I. Pagamento de subsídios a preços ou transporte de álcool combustível,
de gás natural e seus derivados e de derivados de petróleo;
Para que de fato os recursos oriundos da arrecadação da CIDE
sejam destinados para o desenvolvimento efetivo do setor de transportes,
é preciso que o Governo Federal,
junto ao Ministério dos Transportes ative
o Fundo Nacional da Infraestrutura de Transportes (FNIT),
que foi criado junto à CIDE, para ser o responsável pelo financiamento do setor.
II. Financiamento de projetos ambientais relacionados com a indústria
do petróleo e do gás; e
III. Financiamento de programas de infra-estrutura de transportes.
No entanto,
este recurso tem sido pouco utilizado para os objetivos aos quais se propõe.
Conforme dados da receita federal,
a arrecadação da CIDE entre 2004 e 2009 acumulou cerca de R$ 40 bilhões,
valor não desprezível.
Se tivesse sido aplicado ao seu propósito,
o gargalo de investimentos no segmento rodoviário hoje seria 20% menor.
A canalização regular e direta dos recursos da CIDE para o Fundo
impediria desvios para outros usos e garantiria a liberação automática
em compasso com a velocidade das obras, federais ou estaduais.

Segundo a Confederação Nacional dos Transportes,
mesmo o Estado de São Paulo,
que apresentou em 2009 as melhores condições gerais de vias
(pavimentação, sinalização e geometria) do país,
está longe da situação de países com mesmo grau de desenvolvimento,
como por exemplo a Índia.
No Estado, apenas 33 mil km de vias,
de um total de 200 mil km 16%, são pavimentadas,
sendo que boa parte das vias pavimentadas se deve aos investimentos
realizados pelo DER, DERSA
e concessionárias de rodovias ao longo dos últimos anos.
Devemos também lembrar
que investimentos na malha rodoviária do interior diminuem os custos logísticos
e aumentam a capilaridade do escoamento da produção destas cidades,
promovendo um maior intercâmbio entre as regiões do interior.
Também permitem que a população residente
nas áreas mais afastadas dos centros urbanos tenha maior facilidade
para acessar os serviços públicos,
facilitando a concentração da infraestrutura desses serviços
e aumentando a eficiência dos investimentos públicos como um todo.
O estudo realizado pelo Sinicesp e elaborado pela LCA Consultores,
intitulado
“Propostas para o aumento da eficiência e alavancagem de
investimentos na infraestrutura rodoviária do Estado de São Paulo”,
apresenta sugestões para viabilizar o desenvolvimento
da malha rodoviária paulista,
a fim de descentralizar o desenvolvimento econômico e social do Estado.
Dentre os principais gargalos a serem superados, estão:

• O aprimoramento e ampliação do corpo técnico do DER e da DERSA;
• A recuperação das estradas municipais,
permitindo o desenvolvimento social e econômico dessas regiões;
• Auxílio técnico e financeiro aos municípios na realização de melhorias nas vias;
• Fim da inversão de fases em processos licitatórios,
visando garantir a contratação do melhor projeto;
• Buscar vincular os recursos da CIDE-Combustíveis,
para aumentar a capacidade de investimentos do Estado em infraestrutura;
• Viabilizar fundo de precatórios
como forma de cumprir determinações jurídicas e garantir,
ao mesmo tempo, recursos para investimentos em infraestrutura;
• Propor programa de redução de ICMS
para empresas que financiarem a manutenção de vias,
dentro de um programa coordenado pelo DER e DERSA;
• Tomar medidas para ampliar limites de créditos junto a financiadores internacionais;
• Capacitação da mão de obra do setor; e
• Planejamento de longo prazo para garantir a oferta de insumos
para a realização das obras.
Como podemos perceber,
muitas ações propostas podem ser adotadas em âmbito nacional,
diminuindo o custo logístico, o número de acidentes de trânsito
- que resultam em milhares de mortes anualmente –
e reduzindo a concentração do desenvolvimento econômico e social.
fonte
Construbusiness2010
9ºCongresso Brasileiro da Construção