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7 de jan. de 2024

Quale a dá terceirização.

 As lutas dos trabalhadores são entendidas como reivindicações para dignidade familiar junto da sociedade. Para Fraser (2006a; 2007; 2008) e Honneth (2015), a terceirização, engendram uma expansão do conteúdo de justiça das lutas do trabalho, aproximando-as das lutas minoritárias.

Mas qual é a análise do entendimento sobre a terceirização no Brasil.

Foram identificados três eixos contrários à terceirização: econômico, jurídico e moral. No eixo econômico, a terceirização e uma retomada de formas de exploração do trabalho, características do século XIX e constroem o falso discurso do liberalismo. No eixo jurídico, a fragmentação da classe trabalhadora e a precarização das condições de trabalho, a organização dos trabalhadores é uma conquista social.

O eixo moral ultrapassa as categorias do paradigma social e se subdivide em duas questões. A primeira delas é a questão do valor social do trabalho, por meio da qual é denunciado o desrespeito da sociedade em relação aos trabalhadores e às suas conquistas históricas. A segunda questão é a da dignidade nas relações de trabalho e de formação de um grupo de trabalhadores de segunda classe.

A terceirização promove uma desumanização das relações de trabalho e produz um grupo de trabalhadores de segunda classe.

A primeira demonstração, da desumanização das relações de trabalho, remete à ausência de tratamento igualitário entre trabalhadores diretos e terceirizados nos ambientes de trabalho em que estes convivem. Sendo assim, a terceirização produz injustiças não apenas econômicas e legais, mas também morais, porque o trabalhador terceirizado teria um valor moral inerentemente menor do que os trabalhadores diretos, simplesmente por ser terceirizado. Este argumento, presente no discurso dos representantes do “trabalho”, é amparado por três afirmações: a) a vida do trabalhador terceirizado vale menos; b) a terceirização faz do trabalhador uma mercadoria; c) a terceirização expõe o trabalhador ao trabalho análogo ao de escravo.

A primeira afirmação, de que a vida do trabalhador terceirizado vale menos, está baseado nos dados sobre mortes, acidentes e sobre as normas de segurança e saúde no trabalho. Na audiência pública, a socióloga Graça Druck (UFBA) informou sobre o índice de acidentes de trabalho entre terceirizados: no setor do petróleo, “95 e 100% dos acidentes - inclusive os chamados acidentes fatais, ocorre entre trabalhadores terceirizados”; no setor elétrico, “esse dado é 75%”. Além disso, “fiscalizações do Ministério do Trabalho e ações civis” demonstra que “100% das empresas terceirizadas vêm desrespeitando normas de saúde e segurança do trabalho”.

A segunda afirmação a terceirização faz do trabalhador uma mercadoria - faz referência aos casos em que terceirização equivale ao marchandage, ou seja, à locação de força de trabalho. Como coloca, na audiência, o desembargador Márcio Viana (TRT-MG), o caso de “uma empresa que fornece trabalhadores a outra para fazer conservação e asseio”. Este é o tipo de terceirização “que mais preocupa”, no qual “o que se transfere passo-a-passo é a própria força de trabalho”. Este tipo de terceirização seria “quase sempre interna”, o que teria por consequência que uma “empresa engole os trabalhadores de outra”. Essa terceirização discrimina, cria uma subespécie de trabalhadores, cujos corpos são negociados por um intermediário que os aluga quase como animais (Márcio Túlio Viana, Desembargador TRT-MG).

Nesse sentido, a terceirização teria o potencial de tornar os trabalhadores meras mercadorias a serem deslocadas de uma empresa a outra, de acordo com a necessidade destas, sem respeito à dignidade daqueles.

Grandes empresas buscam custos baixos para a produção de seus artigos, que posteriormente são vendidos a altos preços. Tudo vale em busca do lucro.



Por sua vez, a afirmação de que os trabalhadores terceirizados não apenas teriam menos direitos do que os trabalhadores diretos, como também sofreriam discriminação nos ambientes de trabalho. Compartilhando suas experiências como juiz do Trabalho, Renato Sant’Anna (ANAMATRA) afirma que “o trabalhador terceirizado é visto como coisa”:

[…] ele é visto como um empregado de segunda categoria, ele é chamado, como disse o Sebastião Caixeta, de terceirizado. Muitas vezes em audiência, nós ouvindo testemunhas, percebemos que todo mundo tem nome, menos uma determinada pessoa que é chamada de terceirizado. É o terceirizado, a terceirizada, ela perde a identidade, porque ela perde a identidade dela com a empresa, o que é essencial, é da natureza do direito do trabalho (Renato Henry Sant’Anna, ANAMATRA).

Uma demonstração de como o ideal liberal se tornou parte da convicção de pertencimento de parte da sociedade.

Os trabalhadores terceirizados recebem um tratamento diferente dos trabalhadores diretos, quando no ambiente de trabalho da empresa contratante.

Assim, ao aportar uma concepção ampliada de isonomia (salário, direitos e tratamento), o corpus de análise permite afirmar que, frente às injustiças produzidas pela terceirização, a igualdade entre os trabalhadores e a demandada tanto em termos estatutários (Fraser, 2015) quanto em termos de igual valor moral dos trabalhadores terceirizados. Essas duas demandas estão fortemente articuladas, na medida em que o trabalho identifica que a terceirização produz uma ameaça de cisão da classe trabalhadora entre trabalhadores. Enquanto aqueles teriam seus direitos, sua representação e sua remuneração equitativamente garantida por meio, por exemplo, de convenções coletivas de trabalho, estes, alocados em categorias distintas apesar de desempenharem funções correlatas, não teriam nem mesmo sua dignidade respeitada.

Tem-se, portanto, duas facetas da luta por igualdade entre os trabalhadores: uma faceta operacional, posta em prática por meio da reivindicação de isonomia em três dimensões; e uma faceta normativa, que é acionada pelas demandas de respeito à dignidade do trabalhador terceirizado.

Na faceta operacional, a terceirização seria um mecanismo que impede a paridade entre trabalhadores diretos e terceirizados, na medida em que expõe estes as injustiças redistributivas, representativas e de reconhecimento mais, graves. “A terceirização é negativa para os trabalhadores” (Ricardo Antunes, Unicamp). A terceirização faz “de certos atores seres inferiores, excluídos, estrangeiros, ou simplesmente invisíveis e com menos que parceiros de pleno direito na interação social” (Fraser, 2015, p. 328).

Assim, a paridade de representação requer que todos os trabalhadores de uma mesma categoria (ou categoria análoga) sejam representados pelo mesmo sindicato. Por fim, na dimensão do reconhecimento, demanda-se a isonomia de tratamento entre trabalhadores diretos e terceirizados, ou seja, que a eles sejam providos os mesmos materiais de segurança, que eles desfrutem das mesmas condições de saúde, que tenham acesso aos mesmos espaços (como refeitórios), e, sobretudo, que eles sejam tratados como iguais no ambiente de trabalho.

As lutas trabalhistas e as lutas minoritárias compartilham do mesmo substrato moral da igualdade, definido por Benhabib (2004) como o princípio performativo moral e político da história da modernidade.

O problema que a terceirização coloca à noção de direitos universais não é que ela reduz direitos formalmente, visto que grande parte do trabalho terceirizado é assalariado formal, mas sim, na prática, porque a instabilidade econômica das empresas prestadoras de serviço dificulta o acesso dos trabalhadores terceirizados a dignidade social.

Assim, o trabalhador terceirizado tem sua dignidade extirpada, porque sua vida tem um valor inerentemente menor em comparação ao trabalhador direto, porque está exposto ao trabalho análogo ao de escravo e ao risco de ser tratado como mercadoria, pois, não tem acesso aos direitos trabalhistas, sendo discriminado nos ambientes de trabalho.

Referências

BENHABIB, S. Kantian questions, Arendtian answers: statelessness, cosmopolitism, and the right to have rights. Pragmatism, critique, judgment. MIT Press, 2004, p. 171-96.

FRASER, N. La justicia social en la era de la política de la identidad. Redistribución, reconocimiento y participación. Un debate político-filosófico.  2006a, p. 17-88.

FRASER, N. Da redistribuição ao reconhecimento? Dilemas da justiça numa era “pós-socialista”. Cadernos de Campo, São Paulo, v. 15, n. 14/15, p. 231-9, jan./dez. 2006b.

FRASER, N. “Reconhecimento sem ética?”. Teoria crítica no século XXI. 2007, p. 113-40.

FRASER, N. Scales of justice. Reimagining political space in a globalizing world.  2008.

FRASER, N. Pour une critique non culturaliste de la culture. Remarques à propos des classes sociales et des statuts sociaux dans le capitalisme globalisé. 2015, p. 323-52.

HONNETH, A. Le droit de la liberté. Esquisse d’une éthicité démocratique. 2015.

Resenha  da tese de doutorado “O futuro da humanidade que trabalha”: reconfiguração moral das lutas trabalhistas frente à terceirização, 2016  Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

3 de jan. de 2024

Trabalhadores suecos enfrentam Tesla.

 O que começou, há nove semanas com mecânicos suecos solicitando uma digna negociação coletiva transformou-se numa luta contra a precarização que a tesla quer trazer para a região nórdica.

Aceitar a cultura de dignidade social sindical na Suécia poderia encorajar os trabalhadores da Tesla em outros países a também querer um acordo coletivo sobre salários e condições sociais. Também poderia alimentar os esforços de sindicalização dos trabalhadores americanos da Tesla.

Para a sociedade dos países nórdicos-Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia e Islândia – a luta com Tesla e Musk, e uma obrigação social.

“Se uma grande empresa internacional puder (prevalecer) no mercado de trabalho sueco e não assinar um acordo coletivo, o que isso nos diz que outras empresas no futuro aceitarão o modelo atual?” Jesper Petersson, porta-voz da IF Metall, que representa a mecânica da Tesla.

Durante mais de um século, os sindicatos nórdicos ajudaram a definir as condições de emprego dos seus membros, negociando com os empregadores e assinando acordos coletivos.

De acordo com os dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), uma média de 83% de todos os trabalhadores dos cinco países estão contemplados com contrato coletivo. Os governos dos países nórdicos preferem a negociação coletiva a legislar sobre um salário mínimo, que existe em outros países europeus.

Mas uma subsidiária da Tesla na Suécia recusou-se a assinar um acordo coletivo com a IF Metall. Em resposta, os mecânicos contratados pela Tesla para fazer a manutenção dos seus carros no país entraram em greve no final de outubro e não voltaram ao trabalho.

O papel dos acordos coletivos no mercado de trabalho sueco é “fundamental e profundo”, segundo Mikael Hansson, professor especializado em direito trabalhista na Universidade de Uppsala.

Portanto, houve uma onda de “greves de solidariedade”. Os estivadores suecos bloquearam as entregas de carros Tesla nos portos do país, os eletricistas recusaram-se a servir as estações de carregamento e os funcionários dos correios até pararam de entregar matrículas.

No início de dezembro, os sindicatos que representam os trabalhadores portuários na Dinamarca, Noruega e Finlândia anunciaram planos para bloquear todas as exportações de carros Tesla para a Suécia a partir dos seus portos.

 


A IF Metall está pagando aos mecânicos em greve até 130% de seus salários habituais, incluindo contribuições para seus fundos de pensão e férias, disse Petersson no sindicato.

Investidores apoiam trabalhadores

Os trabalhadores suecos já lutaram – e venceram – esta batalha antes. A Toys R Us tentou impedir à negociação coletiva em 1995, mas respeitou após três meses de ação sindical, que incluiu greves de solidariedade.

Desta vez, os investidores nórdicos também aderiram à luta. Um grupo de 16 investidores institucionais, incluindo fundos de pensões e gestores de ativos, instou a Tesla, numa carta enviada no início deste mês, a respeitar a tradição de negociação coletiva da região e expressou “profunda preocupação” com a atitude da empresa em relação aos sindicatos.

O fundo dinamarquês PensionDanmark, cossignatário da carta, deu um passo adiante. No início do mês de dezembro, ela anunciou que havia vendido sua participação de US$ 70 milhões na montadora, citando a “negação inflexível” da Tesla aos acordos de negociação coletiva.

Laura Carlson, professora de direito na Universidade de Estocolmo, não se lembra de outro caso de desinvestimento destinado a defender as tradições laborais da região nórdica. E ele acredita que é improvável que Tesla vença em sua tentativa de contorná-los. “Os acordos coletivos são a base da legislação laboral na Suécia”.

Por enquanto, a Tesla se mostra totalmente contra ao respeito social que os trabalhadores nórdicos conquistaram em seus países. No início de dezembro, publicou um anúncio para um cargo no departamento jurídico e de assuntos governamentais dos países nórdicos, especificamente para alguém "com um histórico comprovado na introdução de mudanças regulatórias" na região. O candidato selecionado ajudará a garantir que os “quadros políticos, regulatórios e fiscais” dos países nórdicos “apoiem a missão da Tesla”, de acordo com o anúncio publicado no LinkedIn.

A posição da empresa demonstra desconhecimento do contexto sueco ou para a empresa este país e uma colônia na África, Asia ou na América Latina.

Vamos dar golpe em quem quisermos", diz dono da Tesla, sobre a Bolívia. No twitter, bilionário respondeu provocação sobre interesse em derrubar Evo Morales para ter acesso a lítio boliviano.

O lítio das baterias que alimentam os veículos da Tesla estão no pano de fundo da disputa que motivou o golpe de estado contra Evo Morales, na Bolívia - Win McNamee / Getty Images via AFP. As políticas nórdicas de Morales sobre os recursos naturais Bolivianos foram a morte de seu governo.

Voltando a região nórdica.

“Isso mostra uma total falta de compreensão do que é o sistema (de negociação coletiva) e quão fundamental ele é na sociedade sueca, e não apenas no sistema jurídico”.

https://cnnespanol.cnn.com/2023/12/30/trabajadores-nordicos-elon-musk-2023-trax/

https://www.brasildefato.com.br/2020/07/25/vamos-dar-golpe-em-quem-quisermos-elon-musk-dono-da-tesla-sobre-a-bolivia

https://noticias.r7.com/internacional/citando-bolivia-elon-musk-defende-patrocinio-a-golpes-de-estado-27072020

1 de mai. de 2021

Políticos abraçam empresários e proíbem Strike


As atividades do Porto de Montreal foram drasticamente mudadas após o senado ter aprovado na sexta-feira à noite o projeto de lei especial que põe fim à greve dos estivadores iniciada no início da semana. Com a mesma conversa, repetida em varias línguas e culturas .A greve  interrompeu as operações em um dos portos mais movimentados do país e ameaçou as cadeias de abastecimento de milhares de empresas e da população.

Os 1.150 estivadores cruzaram os braços na segunda-feira para protestar contra as mudanças em seus horários de trabalho impostas pela Associação de Empregadores Marítimos (AEM).

As conversas entre as duas partes para a renovação do acordo coletivo dos estivadores terão que continuar, mas agora está descartada qualquer greve para a manutenção das atividades portuárias. 

O caminho a percorrer  pelos estivadores e contestar o projeto de lei C-29 nos tribunais canadenses e na Organização Internacional do Trabalho.

Pela visão de mercado e de uma economia de marcado e para o mercado o seu braço de comunicação a mídia vem com a notícia .De acordo com a Montreal Port Authority (MPA), as mercadorias em trânsito diário pelo porto têm um valor médio de US $ 275 milhões e serão necessários "vários dias de trabalho" para o restabelecimento das operações.

Uma dúzia de navios  estão indo para o porto de Montreal e quase 20.000 contêineres d  estão na beira do cais  a ver costado.

"Esta nova etapa fundamental permite ao Porto de Montreal recuperar a estabilidade e capacidade total para cumprir sua função de serviço público estratégico, sem interrupção de longo prazo, um papel particularmente importante enquanto ainda estamos no meio de uma pandemia". “Nossa prioridade agora é planejar a retomada das atividades portuárias e prestar um serviço ágil e ágil aos importadores e exportadores locais, bem como ao nosso cliente final, a população, o quanto antes”,  Martin Imbleau , CEO da APM, em comunicado à imprensa.

A Associação de Empregadores Marítimos disse em um comunicado transmitido à mídia que "toma nota" da lei especial aprovada na noite de sexta-feira. “Tomamos nota da lei aprovada ontem à noite pelo Governo do Canadá e a respeitaremos. Pelos termos do acordo coletivo, as atividades no porto serão retomadas gradativamente hoje. ”

Mas como isso aconteceu, sai mais barato para o empresário bancar uma lei do que tratar dignamente e economicamente seu prestador de serviço. 

Dia vergonhoso para o Canadá quando o Parlamento aprova a quebra de greve rasgando a  constituição canadense.

O Sindicato Canadense de Funcionários Públicos (CUPE) diz que é um dia vergonhoso para os canadenses, pois os legisladores em Ottawa carimbaram o Bill C-29, um projeto de lei para tornar ilegal que os estivadores do Porto de Montreal façam greve.

O CUPE considera o Projeto de Lei C-29 inconstitucional, pois infringe direitos fundamentais protegidos pela Carta. O CUPE está determinado a defender esses direitos contestando o projeto de lei nos tribunais.

“Os liberais não falharam apenas com os estivadores em Montreal, eles falharam com todos os trabalhadores do Canadá”, disse o presidente nacional do CUPE, Mark Hancock. “O primeiro-ministro Trudeau acaba de enviar uma mensagem alta e clara para todos os empregadores do país: não se preocupe em negociar de boa fé com seus trabalhadores, porque se as coisas ficarem difíceis, estaremos lá para salvá-lo.”

Os trabalhadores são membros do CUPE Local 375, que representa 1.150 estivadores do Porto de Montreal.

A CUPE 375 entrou em greve em 26 de abril em resposta à escalada das táticas de pressão de seu empregador. A Associação de Empregadores Marítimos (MEA), que entregou o aviso de bloqueio em 10 de abril, anunciou que não honraria as disposições de segurança no emprego no acordo coletivo e estendeu os turnos dos trabalhadores em até 100 minutos.

O MEA se afastou da mesa de negociação em 27 de abril, uma vez que ficou claro que o governo Trudeau iria dar-lhes o desejo de legislar como na era medieval levando seus vassalos a volta ao trabalho.

“Somos gratos a Jagmeet Singh e ao NDP por emendar com sucesso este projeto de lei para eliminar alguns de seus piores elementos”, disse o secretário-tesoureiro nacional do CUPE, Charles Fleury. “Mas no final, este é um dia sombrio para os direitos dos trabalhadores no Canadá. Todo parlamentar liberal e conservador que votou a favor deveria se envergonhar ”. 

 O braço precarizante do mercado 

A legislação de retorno ao trabalho "prejudicaria os direitos fundamentais de nossos membros e violaria os compromissos internacionais do Canadá", chamando-a de "nem útil nem necessária nas circunstâncias". A legislação foi debatida na Câmara dos Comuns na terça-feira, mas nenhuma votação foi realizada.

Pouco antes das 16h, a líder conservadora Erin O'Toole expos que seu partido apoiaria a legislação de volta ao trabalho. "Os conservadores do Canadá acreditam que uma greve geral em um porto essencial deve ser evitada durante uma pandemia para o bem dos canadenses, trabalhadores portuários de todos os setores e empresas". “Vamos apoiar uma legislação para manter esta porta essencial aberta, mas não deveria ser assim. Estamos nesta situação hoje por causa do fracasso de Justin Trudeau”, disse ele.

Os partidos da oposição dizem que os liberais lidaram mal com o conflito

Durante o debate na Câmara dos Comuns, o líder do bloco Quebec, Yves-François Blanchet, disse que "a lei especial não é uma solução, ao contrário, é uma prova de incompetência". Ele acusou Trudeau de não fazer o suficiente para evitar que o conflito se agravasse.

"Os trabalhadores do porto de Montreal querem um acordo coletivo, é direito deles. Mas, em vez de ajudá-los, o primeiro-ministro vai forçá-los a voltar ao trabalho."

A Ministra Federal do Trabalho, Filomena Tassi, apresentou uma legislação de volta ao trabalho para os 1.150 trabalhadores portuários do Porto de Montreal. A legislação exige que os funcionários voltem ao trabalho após a aprovação do projeto. Também prorrogaria seu acordo coletivo anterior até que um novo seja negociado. A legislação também evitaria quaisquer greves ou bloqueios até que um novo acordo for assinado e impõem um mediador-árbitro para ambas as partes se as negociações falharem novamente. 

Tassi indicou na semana passada que estava disposta a legislar o retorno dos trabalhadores ao trabalho se as negociações com seu empregador, a Associação de Empregadores Marítimos (MEA), fossem ruins durante a greve.

A ministra do Trabalho, Filomena Tassi, afirma que, ao apresentar a legislação, o governo federal não está tomando partido e que os partidos ainda podem optar por chegar a um acordo em seus próprios termos. 

"Todos os outros esforços foram exauridos e uma paralisação do trabalho está causando danos econômicos significativos aos canadenses - o governo deve agir."

Tassi acrescentou que o governo federal não está tomando partido e que as partes ainda podem optar por chegar a um acordo em seus próprios termos de acordo com a legislação.

Fica uma  prova aos estivadores e seus familiares que votam em conservadores e liberais, que estes   não respeitam os interesses e a cultura da comunidade portuária , mas sim o dogma do deus Mercado. 

Uma coisa e certa os portos com brigas trabalhistas não vacinaram contra covid seus trabalhadores. Que coincidência tanto na falta de vacina quanto em legislações defendidas e aplicadas por conservadores, liberais e ditos socialistas.. 

https://cupe.ca/shameful-day-canada-parliament-rubber-stamps-unconstitutional-strike-breaking-law

https://www.journaldemontreal.com/2021/05/01/les-debardeurs-du-port-de-montreal-en-tete-de-la-marche-de-samedi?fbclid=IwAR0JFg8D4R_uh9cCipqcI_AqCm0WW6fiU79iPRx34yBXDDx-fh3dNROVwLE

29 de abr. de 2021

O que falta no porto?

E verdade que o setor portuário sofre com a falta de mão de obra. Quais são os cargos de inovação tecnológica de um porto mecanizado? Qual e a dificuldade de se encontrar profissionais capacitados na operação portuária. Ou continuam desocupadas as vagas do porto 4 g e no porto automatizado.

Como terminais portuários mecanizados, buscam resolver os problemas apresentados com especialistas aprimorados em automação portuária.

Então falta porto automatizado, melhor terminal com grau mínimo de automação. E onde a falta desta mão de obra vai paralisar as operações portuárias no Brasil. Ou melhor, que empresa portuária aprimorou os seus berços de operação e seus pátios de armazenagem em área alfandegada, retirando a mão de obra do risco porto.

O país é carente de engenheiros, mas esta não e uma função da ocupação portuária.

Na pandemia, com o fortalecimento do home officer seria ainda mais evidente, a contratação de holandeses, belgas ou chineses, que trabalhariam de seus países reformulando os sistemas de adequação operacional. A lógica não bate é necessário possuir um conhecimento da realidade da operação portuária. Seria  de fato  preocupante a falta de mão de obra , pois, os portos brasileiros de dentro ou fora do porto organizado tem 115 mil trabalhadores for seguir o estudo que projeta a demanda de 70 mil profissionais qualificados anualmente para o setor portuário, no mesmo estudo demostra que o, pais tem capacidade de 46 mil pessoas sendo formadas anualmente para assumir esses postos de trabalho.

Há 14 (anos) atrás pesquisas do Porto Universidade, projeto desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas Acadêmicas e Consultoria Técnico-Operacional (Impacto), fez uma ampla radiografia sobre a mão-de-obra portuária na região.

Apesar do crescimento, a movimentação de carga cresceu 48%, houve queda na massa salarial dos trabalhadores portuários caiu 28% e a pesquisa também revelou o baixo investimento na capacitação dos trabalhadores portuários.

A mecanização vinda com equipamentos para agilizar as operações do setor portuário na movimentação do contêiner e de graneis sólidos geraram uma redução da mão de obra. Que os especialistas e os gestores portuários defendem, uma nova mão de obra rotulada como novo perfil e para isso geraram uma briga impedindo, dificultando e discutindo a preparação antecipada do trabalhador para operar os novos equipamentos que chegam aos portos brasileiros. Ao não aplicaram a convenção 137 da OIT, pois, tem a convicção que o mais importante para os portos brasileiros e a liberdade de mercado no tocante a mão de obra. E para isso vale tudo. Ate e escrever o que não quis escrever.

O sistema portuário brasileiro passou por transformações impostas através de projetos que se tornaram leis nas últimas três décadas, como, por exemplo, Lei nº 8.630/93, Lei nº 12.815/2013 e a Medida Provisória 945/20, que altera a Lei dos Portos para flexibilizar a gestão, a nova lei (Lei 14.047/20) promove uma minirreforma na legislação, acolhendo sugestões do mercado e para o mercado, causando efeitos prejudiciais às cidades portuárias.

19 de abr. de 2021

Porto de Buenos Aires a ofensiva anti-trabalhadores no Terminal 5

 Há quase 10 dias os trabalhadores do Porto de Buenos Aires realizam bloqueio de contêineres na entrada dos terminais, diante da tentativa de liquidação de seus direitos trabalhistas em meio à crise de licitações do Terminal 5 e à reestruturação privada do porto.

Os empregadores, com o apoio do governo por meio da Administração Geral dos Portos, pretendem absorver o quadro de funcionários do Terminal 5 com total liquidação de seus direitos, reconhecendo todo o quadro funcional na modalidade de trabalhadores descontínuos, nas empresas terceirizadas: ou seja, a corte brutal de salários e direitos adquiridos.

Isso tem despertado a reação da base dos trabalhadores, de onde já ocorreram diversas ações, como outros bloqueios e até uma greve no Terminal 5. A iniciativa dos trabalhadores também se destaca diante do silêncio e da cumplicidade da  Fempinra e a Supa  que não levantaram um dedo até agora, tirando o corpo de todas as ações e se refugiando em um "estagiário sindical".

A verdade é que apesar das diferenças e rupturas que existem no porto de Buenos Aires, o que se propõe é uma ofensiva contra todos os trabalhadores portuários. Não só porque a precariedade maciça de um terço do pessoal total do porto será o pretexto para afundar as condições de trabalho do resto dos trabalhadores, mas porque o que acontece no Terminal 5 é a prova do que os patrões tentarão impor em 2022, quando expirarão as demais concessões.



Esta é uma ofensiva geral contra os trabalhadores, que tem o seu antecedente na proposta de Macri de concurso para um único operador portuário, e que com Alberto Fernández se transformou no projeto de dois operadores, com ajustamento através.

Conflito social paralisou exportação de carnes e frangos  desde a Páscoa reclama Roberto Domenech, presidente do Centro das Empresas Processadoras de Aves (CEPA), integrante do o “Conselho Agroindustrial Argentino” que se deu a conhecer em reunião com Cristina Kirchner no Senado Nacional.

O Conselho reúne mais de 40 entidades e câmaras e em julho do ano passado apresentou ao vice-presidente um plano para aumentar as exportações argentinas para US $ 100 bilhões e  alega que vai gerar 700 mil novos empregos. 

Pega, dá pra mim ...

“Um consulta e eles falam“ Transporte ”, outros falam“ Segurança ”, que a Prefeitura tem que cuidar disso. O concreto é que um está preso ali e não pode ser produzido ou exportado. Você não pode remover o contêiner vazio para o que você já vendeu ou carregar o que você levou para o porto. E o navio acaba indo embora. É mais um problema nesse panorama caótico ”, disse o empresário.

Aquela dadiva eu tenho que ganhar, os outros se perdem o problema não e meu.

 Os contêineres encalhados são reflexos do frio social de parte do empresariado argentino que não preserva empregos e "paz social".

O que aconteceu quando o capital se sente atrapalhado vem o estado ao seu socorro.

O Ministério da Segurança argentino ordenou o levantamento do bloqueio das instalações da APM Terminales y Terminales Río de la Plata (TRP) do Porto de Buenos Aires.

A operação foi coordenada pela Polícia Federal Argentina, com a colaboração da Prefeitura Naval, e foi levada ao conhecimento das autoridades judiciárias federais e do Governo da Cidade de Buenos Aires.

“O impedimento à exploração dos terminais 1, 2, 3 e 4 efectuado por trabalhadores chefiados por Daniel Amarante, secretário adjunto do Sindicato dos Guincheros, suspenso pelo Conselho de Administração daquele sindicato por“ Má Conduta Sindical ”, pretendeu aumentar a operação do terminal 5 enquanto as obras dos demais terminais ficavam bloqueadas para exigir nova prorrogação da concessão, o que constituiria uma violação das disposições atuais ”, indicaram fontes do Ministério que instruíram o levantamento da medida de força.


Na madrugada deste domingo, às 6h, uma inusitada operação repressiva foi implantada, com centenas de integrantes da Polícia Federal e da Cidade de Buenos Aires, para desalojar o bloqueio aos trabalhadores portuários do Terminal 5, que mantinham  há mais de 10 dias vigilantes em defesa de suas condições sociais .

Diante de tal megaoperação, os trabalhadores decidiram se retirar pacificamente, mas não sem antes denunciar a responsabilidade do governo nacional de Alberto Fernández e do ministro massista Mario Meoni, de onde se recusaram a atender e resolver a situação.

Os empregadores do Porto de Buenos Aires estão tentando avançar com uma reestruturação privada do porto, usando a retirada da empresa Bactssa da operadora portuária do Terminal 5: um plano desenhado por Alberto Fernández para reduzir a operação portuária de três para duas empresas.

https://prensaobrera.com/sindicales/puerto-de-buenos-aires-bloqueo-de-contenedores-contra-la-ofensiva-antiobrera-en-terminal-5/?fbclid=IwAR2SyXcm7tUSG92TV3JxTXWrwiFNVzRq2xUelGz2UrgebvUn28KNTdz-WYM

https://www.infobae.com/economia/2021/04/11/un-conflicto-en-terminales-portuarias-de-buenos-aires-tiene-paralizadas-las-exportaciones-de-pollo-y-carne/?fbclid=IwAR1YwP413etItbl231EIycYqPfwUQhE_iQ1u9-pTTBFkGaU_DLVj2zdE9PM

https://prensaobrera.com/sindicales/puerto-de-buenos-aires-megaoperativo-represivo-desaloja-bloqueo-portuario/

18 de abr. de 2021

A insegurança do muro de burocracia no cais de Barcelona

 CGT em Tepsa está em reunião com a Autoridade Portuária sobre insegurança laboral

Na manha de 16 de abril, os trabalhadores da TEPSA, no cais de inflamáveis, reuniram-se com colegas de outras empresas e no cais do porto de Barcelona em frente ao World Trade Center.


O Porto volta a lutar: CGT do cais dos inflamáveis ​​demonstra insegurança e precariedade

Convocados para as 10 horas do dia 16 de abril, trabalhadores da empresa Terminales Portuarias SL (Tepsa) reuniram-se nas portas do World Trade Center, onde se encontra a Autoridade Portuária de Barcelona (APB). Fizeram isso acompanhados de trabalhadores de outras docas e também de trabalhadores de outras empresas inflamáveis do cais. Bem como membros da Coordinadora Obrera Sindical, da Corriente clasista 1 de mayo, ou de outros grupos. O objetivo era solicitar uma audiência e que a APB respondesse às terceirizações, precariedades e despedimentos ocorridos na empresa.

Durante o comício, Javier Romero, delegado sindical da CGT junto do conselho de trabalhadores da Tepsa, explicou que nos últimos anos a Tepsa tem vindo a reduzir o seu pessoal e a externalizar alguns serviços a outras empresas que na opinião da seção, precarizam os seus trabalhadores ainda mais . Eles denunciaram que “essa política perversa que coloca o benefício acima da população compromete seriamente a segurança de todos os que trabalham no porto e vivem nos bairros populares adjacentes”. Salientam que nos últimos anos a gestão da TEPSA com Núria Blasco como gerente geral, e Ignasi Marí Gimeno sob ela, aumentou a pressão sobre os quadros e também a repressão sindical.

É precisamente às portas da negociação de um novo acordo e após a aquisição da Tepsa pela Rubis Terminal e pelo fórum de investimentos I Squared Capital, que a administração faz o que Romero descreve como "um movimento abertamente repressivo" e despede dois trabalhadores. Ambos haviam sido delegados sindicais, um deles um segurança, e há anos denunciavam a situação da empresa. Como lembra Romero, os operadores  são responsáveis ​​por, entre outras coisas, posicionar os navios, conectá-los com braços ou mangueiras flexíveis e carregar ou descarregar milhares de toneladas de líquidos e hidrocarbonetos perigosos e cancerígenos. “Qualquer emergência que não possa ser atendida por pessoal suficiente e amplamente qualificado e experiente com condições de trabalho decentes pode acabar como o acidente do IQOXE em Tarragona”, lamentou.


Como explicamos neste aprofundado relatório sobre a situação dos trabalhadores do cais, a terceirização leva à descoordenação dos trabalhadores, fazendo com que, além de sofrerem condições mais precárias, trabalhem com menos garantias de capacidade de atuação no evento. de um incidente. Os serviços terceirizados hoje seriam a carga e descarga de vagões-tanque (CTC), a linha de embalagem de agrotóxicos (ATE Sistemas) e a manutenção (Savia). Para evitar isso, as atuais demandas da força de trabalho dizem respeito justamente ao fim da precariedade, terceirização e sobrecarga da força de trabalho, à reintegração dos trabalhadores demitidos e ao fim da repressão sindical.

E não é só da Tepsa, os trabalhadores de outras empresas do cais de inflamáveis ​​começaram a se organizar e o têm feito através da representação sindical de todos os terminais do cais dentro da Coordenadoria de Trabalhadores do cais de peças inflamáveis ​​do Porto de Barcelona. Àlex Conesa, o seu porta-voz, exigiu um porto seguro para todos: "quando os terminais negligenciam a segurança, toda a gente corre perigo e se Tepsa explode, explodimos todos". Ele destacou que há anos os trabalhadores do cais de inflamáveis ​​brigam com os empregadores para que tenham todos os recursos humanos e materiais necessários para garantir a segurança das unidades. O Conesa tem criticado o “muro de burocracia” existente com dezenas de protocolos ao mesmo tempo que constantemente, disse, incidentes vivos: derramamentos de produtos, falta de pessoal que gera trabalho a quente sem fiscalização ou falta de preparação das áreas de trabalho, cargas e descargas de caminhões e navios sem o monitoramento adequado, sobrecargas de ritmos de trabalho, incêndios, sobrepressão nas tubulações que acabam com quedas nas juntas e vazamentos do produto ... ”

O Conesa destaca que esses incidentes acabam não sendo registrados porque os cobrem com operadores que os limpam rapidamente. Ele também denunciou que essa falta de segurança não é exclusividade da Tepsa. “Aprendemos a conviver com a insegurança, esvaziar um extintor para apagar um incêndio ou levar uma garrafa de gasolina para limpar um vazamento já são tarefas diárias”. Agora, dizem, isso já foi longe demais e ainda mais quando começaram a demitir sindicalistas para questionar essas práticas: “o que a Tepsa fez não pode servir de exemplo para outras empresas”, disse Conesa. Assim, do Coordenador também exigiram uma audiência à Autoridade Portuária de Barcelona: “Queremos dar-lhes uma oportunidade para que participem e assumam a responsabilidade como donos das terras, porque já não vai só de segurança, são direitos fundamentais ”.

O que está claro, como Romero explicou a este médium, é que se ocorrerem incidentes graves, eles podem afetar todo o cais e toda a cidade. Ele lembra e deplora incidentes como o de um trabalhador que operava com uma empresa fora da Tepsa no mesmo píer que sofreu queimaduras de segundo grau em 65% do corpo devido a uma explosão. Esse incidente específico ocorreu em 2014, quando o trabalhador carregava tolueno em um caminhão. A explosão causou esses ferimentos e o trabalhador foi levado para Vall d'Hebron, um hospital especializado em queimaduras. A explosão de fumos tóxicos também fez com que a Direção Geral de Proteção Civil da Generalitat ativasse a fase de Alerta do Plano de Emergência Externa para o Setor Químico da Catalunha. Quem disse que depois que o fogo foi extinto, não havia evidências de que houvesse algum dano na parte externa da usina. O trabalhador, já com idade avançada e próximo da aposentadoria, foi responsabilizado pela empresa, que não assumiu responsabilidades e acabou sendo denunciado em juízo por ele.

A reunião contou ainda com a presença de um dos trabalhadores despedidos que esteve durante 4 anos como delegado sindical na área da segurança do trabalho. Explicou que depois de constatar como desde 2014 vêm terceirizando serviços com a conivência da APB, agora veem também a atitude de ocultação de todas as ocorrências da empresa aos órgãos competentes e a aplicação indiscriminada de Registros Disciplinares e também de demissões por sindicato trabalhos. Agora, juntamente com o outro colega demitido, têm ações movidas contra a Tepsa por isso e em defesa do direito de exercer a liberdade de associação.

https://diaritreball.cat/la-cgt-a-tepsa-aconsegueix-una-reunio-amb-lautoritat-portuaria-per-denuncies-dinseguretat/

https://www.esquerradiari.cat/Concentracio-Port-de-Barcelona-Tepsa-acomiada-per-lluitar-contra-la-externalitzacio-i-la-falta-de

17 de abr. de 2021

Caminhoneiro cruza o braço

 Terminal no porto de LA impactado por greve de caminhoneiro

Os estivadores pararam de fazer a manutenção de caminhões de propriedade da Universal Logistics Holdings em um terminal do porto de Los Angeles na quarta-feira em solidariedade aos motoristas de caminhão que fizeram greve na segunda-feira contra a empresa.

Membros do International Longshore and Warehouse Union aderiram à ação dos Teamsters, que afirmam que alguns motoristas foram demitidos após votar para formar um sindicato. Phillip Sanfield, do porto de Los Angeles, disse à City News Services que um dos sete terminais do porto teve “interrupção de tráfego mínima a moderada” pelos trabalhadores que “não estão fazendo manutenção nos caminhões que estão sendo visados ​​pelos Teamsters”.

Sanfield não conseguiu quantificar o impacto da carga no porto, mas disse que foi mínimo. O mesmo terminal também teve cerca de 20-30 piquetes de membros do Teamster a partir das 12h40. Quarta-feira, Sanfield disse.

“Estamos ajudando os Teamsters com seu direito de piquete e seus direitos da Primeira Emenda, e respeitamos isso, e os estamos ajudando a fazer isso, garantindo que o porto esteja funcionando”, disse ele.

O Porto de Long Beach não poderia fornecer informações imediatamente sobre os impactos potenciais em seus terminais.

“Hoje é um novo dia nos portos de Los Angeles e Long Beach. Juntamente com os trabalhadores de todo o sul da Califórnia, estamos dizendo em uma só voz que os dias em que os funcionários portuários e as empresas de transporte podiam atropelar nossos direitos sem consequências acabaram - para sempre ”, disse a Irmandade Internacional dos Equipes em um comunicado.

“Mostramos hoje que há força em nosso sindicato e em nossa solidariedade como trabalhadores. Somos imensamente gratos que nossos irmãos e irmãs da Federação do Trabalho do Condado de Los Angeles, a Aliança de Trabalhadores Móveis, SEIU 721 e ILWU Local 13 se juntaram a nós hoje para apoiar caminhoneiros portuários em greve para exigir seu sindicato e seus direitos básicos como funcionários. ”

O ULH não respondeu imediatamente ao pedido de comentários do City News Service.

Motoristas de caminhão em greve formaram uma linha de piquete na manhã de segunda-feira do lado de fora do pátio de caminhões Southern Counties Express do ULH, em 2880 E. Las Hermanas St. em Compton.

O grupo está exigindo que as empresas de transporte de propriedade da ULH:

recontratar motoristas demitidos e dar-lhes o pagamento atrasado;

respeitar o direito dos motoristas de formarem um sindicato;

negociar de boa fé um acordo coletivo de trabalho; e

pare de classificar os motoristas como contratantes independentes.

De acordo com a International Brotherhood of Teamsters, a ULH / Universal Intermodal Services demitiu motoristas que estavam se organizando para formar um sindicato no final de 2019.

Os Teamsters também alegam que a ULH transferiu o trabalho de uma empresa ULH sindicalizada para o Southern Counties Express da ULH, que os Teamsters alegam que os motoristas classificaram incorretamente em um esforço para evitar a sindicalização.

Após a greve de segunda-feira de manhã, os Teamsters disseram no Twitter: “Durante a pandemia, caminhoneiros trabalhadores fizeram entregas para nossas comunidades. Muitos deles ficaram doentes porque as empresas afiliadas do (ULH) recusaram-se a fornecer-lhes os suprimentos de que precisavam para se manterem saudáveis. Eles devem parar de explorar os trabalhadores. ”

Em 15 de março, os motoristas de caminhão que trabalham para a Container Connection da ULH entraram com uma reclamação junto à Cal / OSHA alegando que a empresa não protegeu os motoristas da pandemia COVID-19.

Os Teamsters também alegam que a Container Connection classificou erroneamente os motoristas como autônomos, negando-lhes licença médica, seguro-desemprego, seguro de invalidez, indenização trabalhista e seguro saúde. O Container Connection não respondeu a uma solicitação de comentário.

O porto de Los Angeles continua registrando volumes de contêineres à medida que o aumento no tráfego de importação através do porto continua inabalável. As autoridades relataram que continuam a fazer progresso, eliminando os atrasos que se desenvolveram e que as operações no porto continuam sem problemas, apesar de uma greve do sindicato dos camionistas contra uma das empresas de transporte que agora se espalhou para apoiar as ações dos estivadores.

A greve começou na segunda-feira, quando os caminhoneiros iniciaram uma ação contra uma das empresas, a Universal Logistics Holdings, alegando que a empresa havia demitido motoristas e cometido outras violações da lei trabalhista em resposta aos esforços dos motoristas para formar um sindicato. Os caminhoneiros em greve estão fazendo piquetes no pátio de caminhões da empresa desde segunda-feira, exigindo a recontratação dos motoristas demitidos.

O impacto nas operações portuárias foi limitado, mas hoje os membros da International Longshore and Warehouse Union anunciaram que, em simpatia com os grevistas, eles não estariam mais fazendo a manutenção de caminhões de propriedade da Universal Logistics Holdings nos terminais do porto. Um porta-voz do porto disse à NBC News em Los Angeles que houve algumas interrupções no tráfego em um dos sete terminais do porto, mas que o impacto contra as operações portuárias em geral e o movimento de carga foi mínimo.

Quaisquer interrupções nas operações do porto podem vir como um revés significativo, visto que o Porto de Los Angeles continua a fazer progressos na redução do acúmulo que atingiu o pico no final de janeiro e início de fevereiro. Dando sua atualização mensal, o Diretor Executivo do Porto de Los Angeles, Gene Seroka, destacou que o número de navios esperando no ancoradouro por espaço nas docas caiu para uma média de 20 no total para a Baía de San Pedro, com nove esperando hoje para entrar no Porto de Los Angeles. O tempo de espera continua alto, em média de quase oito dias, mas Seroka previu que o acúmulo seria resolvido no final de maio ou início de junho.

“Nunca vimos volumes como esse na primeira metade do ano civil”, disse Seroka, informando que março foi o oitavo mês consecutivo de aumento de volume e o terceiro mês mais movimentado de todos os tempos no porto. Los Angeles, como muitos portos, continua batendo recordes impulsionados por um aumento nas importações em resposta aos fortes gastos dos consumidores.

O porto de Los Angeles tem uma média de 900.000 TEU por mês, criando um aumento sustentado que Seroka disse nunca ter visto em sua carreira na indústria de navegação. O porto movimenta em média 16 navios por dia no cais e para março entregou um total de 95 navios, que incluíram quatro carregadores extras, navios que as linhas adicionaram aos seus horários devido à forte demanda.

As comparações anuais em volumes são dramáticas por causa das paralisações quando a pandemia começou há um ano. Seroka, no entanto, destacou que o volume do porto aumentou 17 por cento em relação a 2019 durante o primeiro trimestre, chegando a 2,6 milhões de TEU no trimestre com 957.599 TEU em março.

Os especialistas portuários afirmam que os fortes volumes continuarão no verão de 2021 e, quando chegarem, esperam começar a ver o tradicional aumento nas importações de mercadorias de volta às aulas e, em seguida, de férias. Como mais indicações do progresso na eliminação do acúmulo, Seroka apontou para reduções nos tempos de permanência na maioria dos pontos da cadeia de abastecimento, exceto para o tempo de permanência na ferrovia. Ele agradece aos estivadores e caminhoneiros que têm trabalhado tanto e aponta os turnos de trabalho que estão 13% acima da média de quatro anos.

O aumento que começou no outono de 2020 está levando o porto ao que Seroka vê como uma conquista notável. O porto de Los Angeles deve ultrapassar os 10 milhões de TEU em seu ano fiscal que termina em junho. Seria o primeiro porto do Hemisfério Ocidental a atingir esse nível anual.

Os motoristas de caminhão nos portos de Los Angeles e Long Beach, representados pelo sindicato dos Teamsters, iniciaram uma greve contra a Universal Logistics Holdings (ULH) esta semana, agravando ainda mais os problemas de congestionamento extraordinários nos principais portões marítimos da costa oeste da América.

As empresas afiliadas da ULH nos portos “despediram caminhoneiros ilegalmente, negaram-lhes pagamentos atrasados ​​e se recusaram a reconhecer e negociar com o sindicato [os motoristas] legalmente vencidos”. Os motoristas formaram uma linha de piquete fora do pátio de caminhões ULH Southern Counties Express em Compton, Califórnia.

Em 17 de março, o National Labor Relations Board emitiu uma queixa contra as empresas afiliadas ao ULH, tendo encontrado durante sua investigação mais de 20 violações da legislação trabalhista federal. Em particular, o conselho disse que a Universal Intermodal Services violou a lei ao encerrar sua força de trabalho de motoristas logo após sua vitória nas eleições sindicais em dezembro de 2019. De acordo com a reclamação, a empresa então transferiu o trabalho da instalação sindicalizada para motoristas erroneamente classificados como contratados independentes em Southern Counties Express. ULH também é acusado de intimidar funcionários e se recusar a negociar de boa fé por um primeiro contrato.

A reclamação do NLRB define uma data de julgamento para 14 de junho. Os Teamsters buscarão ter demitidos indevidamente funcionários reintegrados e pagos pelo tempo desde que foram desligados, para restabelecer a unidade de negociação sindicalizada e para negociar de boa fé por um coletivo justo acordo de negociação. Nesse ínterim, a greve está chamando cada vez mais atenção para a situação. Com o congestionamento contínuo nos portos da Califórnia, os motoristas de caminhão podem estar esperando que sua ação de greve force uma solução mais cedo.

O congestionamento recorde de conteineiros na Baía de San Pedro mostra poucos sinais de diminuir, conforme evidenciado no rastreamento por satélite capturado hoje.

https://www.nbclosangeles.com/news/local/terminal-at-port-of-la-impacted-by-truck-driver-strike/2573504/?fbclid=IwAR3kU3u00bq_POPDjGKQrQ2CV10THCQZJNGpf3LOC9-drZLsnrWj4mh-0LU

https://maritime-executive.com/article/truckers-strike-not-impacting-records-volumes-at-port-of-los-angeles

https://splash247.com/truck-drivers-strike-at-ports-of-los-angeles-and-long-beach/?fbclid=IwAR0Y_8eMChhrmoHmnKYAAvZNk5r2CZKDEdOqMPW3LPmooX_Q25r5OGl1SiM

10 de abr. de 2021

A Luta por respeito social em Puerto Buenos Aires

Uma coisa e certa o loby dos operadores portuários não tem ideologia e na direita ou na esquerda. A esquerda quando chega ao poder virar as costas aos trabalhadores e aplica as regras do deus mercado. Os sindicalistas ficam mais preocupados com os seus apadrinhados em cargos públicos do que com o futuro da sua profissão. Movimento social de estivadores no Terminal 5, bloqueio e concentração no Porto de Buenos Aires, lutam pela defesa do emprego e contra a terceirização.


Os trabalhadores  presentes no movimento são de diferentes sindicatos portuários como guincheros, conferentes, marinha mercante (sindicatos que compõem a Federação Marítima - FEMPINRA) e Sindicato dos Portuários (SUPA), junto com dezenas de trabalhadores vem atuando cruzando os braços e  bloqueando o acesso a diferentes terminais do Porto de Buenos Aires.

“Somos 600 trabalhadores e avulsos outros 300, para os quais as empresas também não garantem a fonte de trabalho. Eles não estão nos planos de ninguém. Camaradas com quase 30 anos de atividade, profissionais, mão de obra especializada estão direto na rua ”.

Ao mesmo tempo, que “tínhamos um acordo-registado onde se definiu que iam absorver todo o pessoal com as mesmas condições de trabalho. A federação firmou nossa precariedade nas costas dos trabalhadores, então as empresas vão nos absorver em terceirizações e péssimas condições salariais ”.

A denúncia refere-se à Federação Marítima (FEMPYRA) chefiada por Juan Carlos Schmidt, que em dezembro assinou um acordo nas costas dos trabalhadores para transferi-los para os terminais restantes em condições inaceitáveis. Ficariam a cargo de duas empresas terceirizadas, Gestión e Dompra, e não das operadoras. Dessa forma, os trabalhadores do Terminal 5 que hoje se encontram , seriam terceirizados para essas empresas e com redução salarial de 30% a 60%.

 “Não pode ser que um governo nacional e popular condene trabalhadores essenciais em meio a uma pandemia e que têm colegas falecidos e despedidos”. E eles exigem: “Já tínhamos movimentação há dez dias. O que queremos é que o Ministério do Trabalho se encarregue dessa situação. ”

Há 10 dias, e após terem realizado a paralisação e bloqueio das atividades de carga e descarga de um navio recém-chegado ao Terminal, chegaram a uma mesa de negociações onde  o governo de esquerda apoiado por estes trabalhadores, lavou as mãos como Pilatos, em nome do Deus mercado.

Mostrando força e dignidade em busca do respeito social a luta continua viva.

No terceiro dia  onde empresários do Porto de Buenos Aires apoiados pelos políticos ditos de esquerda  condenam à indigência 800 famílias. 

Os trabalhadores, permanecem firmes em sua reivindicação. Desde a última quarta-feira 7, os trabalhadores do Terminal 5 do Porto de Bs. As. Estão bloqueando o acesso aos terminais 1, 2, 3 e 4. 

“O governo faz ouvidos moucos de novo e a verdade é que não o entendemos. Não vamos afrouxar ”.

No quarto dia a ficha caiu: "O governo nos decepcionou"

O bloqueio começa a incomodar, enquanto o governo pressiona com manobras para que sejam retiradas. Os trabalhadores se mantêm firmes e buscam ampliar a solidariedade. "Nossa briga é um caso de testemunho do plano de terceirizar ainda mais o acordo."

Os portuários continuam bloqueando os terminais do Porto de Buenos Aires, enquanto as autoridades governamentais iniciam com manobras e promessas de reuniões em troca do levantamento das medidas. Enquanto continuam a receber a solidariedade de outros trabalhadores dos outros terminais, bem como dos estivadores La Plata da empresa Tecplata em luta, da luta aeronáutica de Latam e GPS-Aerolineas Argentinas, Astilleros Río Santiago, entre outros, eles convocar expandir a solidariedade, pois reconhecem que sua luta é de todos os trabalhadores portuários.

“Nossas demandas são claras, para manter os empregos com as mesmas condições de trabalho e a eficácia dos avulsos. Se não nos derem esse mínimo, não levantamos nada ”,  diante das promessas vazias e manobras das autoridades. “Já aconteceu conosco em outras ocasiões, tendo levantado e aceito o juiz que nunca acatou. Mais de duas vezes com a mesma pedra não tropeçaremos ”.

E uma realidade a tríplice união empresários, políticos e membros do judiciário todos rezam na bíblia do Deus mercado.

A direção sindical nos vendeu, deu nossas condições de trabalho e é por isso que estamos na luta com o corpo de delegados ”. O porto de Buenos Aires foi uma das muitas privatizações do Menemismo nos anos 90 e os trabalhadores sabem o que isso significou para suas condições de trabalho e hoje alertam que se está tentando, com este conflito como testemunho, avançar com tudo para tornar o espaço portuário terra  precariedade e terceirização em todos as cidades argentinas.

Foi o que expressou o comunicado do Corpo de Delegados do Terminal 5: “Nossa luta não é uma união interna, é pelo futuro de nossas famílias, somos o laboratório do projeto do Porto de Buenos Aires, porto terceirizado. e com salários decrescentes, nossos velhos viveram nos anos 90 e todos nós já sabemos o resultado ”.

Ao longo da pandemia, o porto continuou a funcionar e alertam que a sua defesa das condições de trabalho é “... com um governo em cumplicidade com as multinacionais que faturam em dólares e levam todos os seus lucros para a sua sede”.No ano que vem expiram as concessões dos demais Terminais Portuários e é aí que os trabalhadores estão mirando no que será uma luta para todos. No ano de 2022 quando sai o novo concurso ”.


Consultados pelo Encontro para a Coordenação das Lutas da AMBA que se realiza no dia 17 em Madygraf (sob gestão operária), vários delegados nos disseram: “Há a luta dos trabalhadores e não as lideranças traidoras” e acrescentaram “É vai lidar com a situação que estamos vivendo agora ... Se não fizermos alguma coisa, eles vão passar o rolo compressor, com sindicatos que são corruptos. As bases não podem permitir ”.

Anúncio:

Apelamos a todos os trabalhadores dos terminais do porto de Bs. As., Exolgan, armazéns fiscais, estaleiros, grupos sindicais de todo o país para apoiar o conflito dos trabalhadores portuários do terminal 5 do porto de Bs.As .

Estamos lutando contra a precariedade de nossos empregos, com um governo em cumplicidade com as multinacionais que faturam em dólares e levam todos os seus lucros para suas sedes.

A nossa luta não é uma união interna, é pelo futuro das nossas famílias, somos o laboratório do plano para o Porto de Bs.As., um porto terceirizado com baixos salários, já vimos e sentimos este filme nos anos 90 e todos já sabemos o resultado.

Essa situação de precariedade e perda de conquistas trabalhistas será vivenciada por todos os trabalhadores do Porto de Bs.As. no ano de 2022 quando sai o novo concurso.

Permanecemos firmes, por nossas famílias, pelos trabalhadores de todo o Porto de Bs.As.

NÃO À PRECARIZAÇÃO

NÃO A TERCERIZAÇÃO

Estaleiro Río Santiago apoia luta dos estivadores do Terminal 5

O Grupo Marrom do Estaleiro Río Santiago enviou uma mensagem de apoio e solidariedade aos trabalhadores que lutam no porto por seus empregos e contra o avanço da precariedade no setor. No dia 17 de abril haverá uma reunião de todos os setores em luta.

O apoio a esta luta tem sido manifestado por diferentes setores de trabalhadores, como expressam os trabalhadores que integram o Grupo Marrom do Estaleiro Río Santiago (ARS) em Ensenada:

“Do grupo Marrón de Astillero Río Santiago nos solidarizamos com os trabalhadores portuários do Terminal 5 que têm lutado contra as tentativas de terceirização que querem impor do Governo em cumplicidade com as multinacionais e que, além de tirar seus direitos legítimos, tende a aumentar a precariedade dos trabalhadores Todo o apoio aos trabalhadores e suas famílias !!

Do nosso grupo, convidamos você e esperamos que você possa fazer parte deste dia 17 de abril em Madygraf, do call de coordenação convocado por todos os trabalhadores que têm defendido seus empregos, salários, a luta pela terra e moradia, pela saúde e educação ., para que possamos trocar experiências, dar força a cada luta e avançar na coordenação de todas as lutas!

Abraço fraternal. Trabalhadores do Estaleiro Río Santiago, grupo Marrón. "

No dia 17 de abril, trabalhadores ocupados, desempregados e precários da Área Metropolitana (AMBA), convocam uma reunião na fábrica de Madygraf e via zoom, para discutir entre todos "uma coordenação efetiva, tanto nas ruas como organizada". Do grupo marrom da ARS eles promovem este encontro como parte do Movimento de Agrupamentos Classistas (MAC).

https://www.laizquierdadiario.com/Segundo-dia-de-bloqueo-y-concentracion-en-el-Puerto-de-Buenos-Aires?utm_source=lid&utm_medium=tw&utm_campaign=article-social-actions&fbclid=IwAR1uFo75egyKIY9vaRdppJC2hI5OzqC6lRUkecgk9kEp-O0BKQxUtepiJiE

https://www.laizquierdadiario.com/Cuarto-dia-de-bloqueo-en-el-Puerto-de-Bs-As-El-gobierno-nos-defraudo?utm_source=lid&utm_medium=wp&utm_campaign=article-social-actions&fbclid=IwAR0D_1RtjQZsUcTy9AV17zqp6gRl8ljymHt4O6Ce3HhjzZiFbX7UXxKdCHA

https://www.laizquierdadiario.com/Trabajadores-de-Astillero-Rio-Santiago-apoyan-la-lucha-de-los-portuarios-de-la-Terminal-5

1 de jul. de 2020

Breque dos APPS

Nesta quarta-feira (1), aconteceu a paralisação de entregadores de aplicativo em cidades pelo Brasil.

 Os profissionais da categoria cruzaram os braços por 24 horas em protesto por respeito social. Os entregadores pedem que os clientes não usem os aplicativos nesse período, para apoiar a greve. 

Os aplicativos de entrega são a principal fonte de renda de mais de 3,8 milhões de brasileiros. Quem não pode fazer quarentena e tem que ir trabalhar vê pelas ruas a correria de bicicletas e motos carregando na mochila uma rotina exaustiva de mais de 12 horas de trabalho, salários baixos e nenhum vínculo empregatício com as multinacionais contratantes.


Numa escravatura digital, sistema criado por pessoas de uma classe social que foram criados sem saber o que e respeito com o próximo. Essa Treta no Trampo, deixou nu a fase mais cruel do neoliberalismo, a uberização do trabalho, com o empreendedorismo tão propagado nos programas de tv, nas capas das revistas e nas primeiras paginas de jornal.

Em abril os trabalhadores de aplicativo das empresas Glovo, Rappi, Requests, Solicitation Ya e Uber Eats realizaram uma greve geral de 24 horas que ocorreu na Argentina, Espanha, Equador, Costa Rica, Guatemala e Peru, exigindo aumento salarial e garantias de emprego.
O movimento social foi promovido a partir de "redes sociais".

A importância das lutas virtuais no Facebook e Instagram só farão sucesso quando impactarem a sociedade sobre o prejuízo que os aplicativos causam nos mensageiros e entregadores Em suas bikes ou motos.

O IBGE estima que os entregadores cadastrados em aplicativos como Rappi, iFood e UberEats representam 23% dos 23,8 milhões de trabalhadores dessa categoria.

O covid 19 escancaro o intenso fluxo de capital improdutivo de gigantes empresas que nada produzem,Rappi, IFood, Loggi, James e Uber Eats, mas lucram milhões com a precarização dos empreendedores que prestam serviço as plataformas, mas também demostra como a reforma trabalhista, do governo de Michel Temer em 2017. 

Que acentuou a precarização do trabalho. Permitindo a terceirização em todos os níveis da atividade, tratando qualquer trabalhador como autônomo. Empresas que cordialmente não garantem nenhum direito, muito menos com a segurança do trabalhador.
Entregadores de aplicativos como Rappi, Loggi, Ifood, Uber Eats e James cruzaram os braços em 14 estados e no Distrito Federal.
Em meio à pandemia, somente uma vez receberam equipamentos de segurança pessoal, como máscaras e álcool em gel.
O Breque dos Apps, foi organizado por grupos de empreendedores que se sentem enganados pela mídia e escravizados pelos mauricinhos sem respeito pelo suor alheio.


São Paulo a concentração principal, aconteceu na Avenida Paulista e seguiram o trajeto, passando pela prefeitura até a Ponte Estaiada, na zona sul.
Rio de Janeiro
A Praça da Candelária foi o palco principal para as reivindicações dos trabalhadores.
Na capital mineira, Belo Horizonte, os entregadores se reuniram na Praça da Assembleia.
Houve registros em Ceará, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul.


Segundo a turma haverá nova treta no trampo em breve.