Investimentos na capacitação portuária
A Vale e o Shipping and Transport College (STC)
– instituição Holandesa e referência mundial em treinamentos para o setor de portos e navegação – firmaram convênio, para aprimoramento da mão-de-obra no Brasil.
A iniciativa é o primeiro passo para a implantação, no Brasil, de um Centro de Excelência que seguirá os moldes do Centro de Formação da STC, em Rotterdam, na Holanda.
A iniciativa é o primeiro passo para a implantação, no Brasil, de um Centro de Excelência que seguirá os moldes do Centro de Formação da STC, em Rotterdam, na Holanda.
A unidade brasileira terá simuladores de equipamentos portuários para granéis sólidos – tecnologia inexistente hoje no País.
Em parceria com o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), a Vale criou em 2008 o primeiro curso técnico em Porto do País.
Atualmente cerca de 348 alunos já cursaram ou estão cursando a formação técnica.
E com a UFRJ para a criação do primeiro curso de Pós-graduação em Porto do Brasil.
O programa recruta engenheiros recém-formados, que ganham uma bolsa de estudos para se especializarem na área de engenharia portuária. A pós-graduação foi desenvolvida em parceria pela mineradora e pela Escola Politécnica da universidade com o objetivo de suprir a carência de profissionais com este conhecimento.
A questão portuária deve ter uma atenção primordial, e o desenvolvimento de novas técnicas para a gestão portuária e principalmente, para a qualificação de alto nível da mão de obra portuária, em todos os níveis, hoje são prioridade zero no processo estratégico do país.
O STC é uma fundação sem fins lucrativos que atua em educação, treinamento, pesquisa e consultoria para todo o cluster marítimo, naval, portuário e de transportes em geral, de nível operacional à pós graduação. A chegada da STC no Brasil traz uma nova visão estratégica de ensino, qualificação e formação de mão de obra com alta tecnologia, além de desenvolver grandes projetos de consultoria naval, logística e portuária para as grandes companhias brasileiras.
O STC é o maior complexo educacional para o setor do mundo, com uma combinação única de atividades (portos, shipping, navegação, hidrovias, logística intermodal, indústria naval, petroquímica, offshore, dragagem, desde nível operacional à pós-graduação), além de presença global, atualmente em 5 países (Países Baixos, África do Sul, Omã, Vietnam, Filipinas e Brasil) e projetos realizados em mais de 90 países. Nós acreditamos profundamente na missão de trazer para o mercado brasileiro o expertise no desenvolvimento de recursos humanos; vivemos no Brasil gritante necessidade de investimentos em educação. Há uma receptividade muito grande no mercado, mas há vários fatores complicados, pois os custos de implementação dos projetos são altos – prestação de serviço sequer entrou na pauta do acordo de livre comércio Mercosul-EU – e ainda não é área de mais alta prioridade para as empresas. A cooperação com órgãos públicos também é bem intrincada.
Brasil no Mundo: Como você vê a mão de obra portuária hoje no Brasil? Que sugestões você recomenda para uma melhor qualificação da mão de obra?
Daniel Breda: Sempre digo que nosso investimento em mão-de-obra tinha que ter começado 20 anos atrás, pois sequer dispomos de trabalhadores com educação básica. E temos pouco tempo para correr atrás deste prejuízo. Em 15 anos nosso bônus populacional estará no fim. O portuário brasileiro está, em média, defasado. Precisamos rever as políticas de treinamento, que são muito concentradas em recursos públicos e por isto pouco dinâmicas. Os currículos disponíveis estão bastante defasados, e é preciso estimular a formação de instrutores na área. Precisamos de uma revolução em tecnologia educacional, simuladores, softwares de ensino. E desenvolver centros de treinamento de classe mundial, como o STC em Rotterdam. Existem alguns cases de sucesso no país e não há nada que impeça o nosso país de ter um ensino de alto padrão, como temos em algumas áreas. Basta haver governança e uma mudança na mentalidade empresarial, para enxergar treinamento como investimento.
Brasil no Mundo: Como a STC está presente no mundo? E quais os futuros projetos da STC no mundo e no Brasil?
Daniel Breda: As unidades internacionais do STC são, normalmente, joint-ventures com organizações locais, normalmente entidades governamentais. Alguns projetos financiados por grandes consórcios corporativos também ocorrem, partindo de empresas que compreendem o valor da mão de obra. O maior expertise do STC é, contudo, a transferência de conhecimento para as entidades com que trabalha, sejam sócias ou não. Assim, temos professores árabes, vietnamitas e filipinos oferecendo cursos de classe mundial em suas respectivas línguas. Pretendemos implementar esta experiência no Brasil. Estamos buscando auxiliar entidades públicas, mas também parcerias privadas. Estamos atendendo alguns grandes players como Vale, Transpetro e CSN e acreditamos no aprofundamento deste relacionamento. Creio que quanto mais competitivo o mercado, melhor para todos. Fechamos um convênio com ministério da educação do Chile recentemente e temos recebido muitos peruanos e colombianos em Rotterdam, além de realizarmos projetos no porto de Cartagena. Estamos prospectando oportunidades no Paraguai. A América do Sul hispânica tem tido um crescimento dinâmico que nos chama a atenção.
Fonte
http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/brasil-no-mundo/2013/10/21/portos-educacao-e-inovacao-stc-holanda-brasil/
Imagem JORESIMAO
E de fato o grande prisma não esta no trabalhador Portuario mas sim nos profissionais .Advogados e Engenheiros .Estes como gestores tornarão os portos brasilieros tão competitivos que essa mão de obra ,disputadissima pelo mercado ,sera exportada aos moldes do MAIS MEDICO .
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