8 de jul. de 2010

De olhO no prato dos Praticos

SEP quer reduzir ganho de práticos
Press Guide
A Secretaria Especial de Portos SEP está em contato com a Marinha do Brasil,
de modo a limitar os ganhos do sistema de praticagem.
Os práticos - profissionais que cuidam da entrada e saída de navios dos portos -
são aprovados pela Marinha, mas, na visão dos armadores,
cobram valores muito altos.
Um recente estudo do Centronave mostrou que os
ganhos médios superavam R$ 200 mil mensais.
No encontro sobre portos, promovido no Rio pelo grupo IBC,
Marcos Pagnoncelli,
coordenador geral de Planejamento Estratégico da SEP afirmou,
ante o plenário do encontro:
" Em 1993, na redação da Lei dos Portos,
não houve disposição para se conter o ganho dos práticos.
Agora, chegou a hora de regular a praticagem.
Estamos em contato com a Marinha para resolver esse problema".

Pedro Henrique de Jesus,
em nome do Sindicato dos Armadores Syndarma,
afirmou, também ante o plenário,
que a praticagem é "um monopólio privado administrado pelo estado".
Disse tratar-se de um sistema em que o prático fixa o preço e
o armador apenas paga, sem conseguir mudar essas condições".
Em aditamento, Marcos Pagnoncelli disse que
" já passou da hora de revisar o assunto.
É certo que, na regulação, a parte que paga deverá participar".

Em nome do Conapra estava presente Arionor Souza,
que disse que o tema é sério para ser debatido em seminários.
A discussão deve ser feita formalmente,
com a presença da Marinha e da Conapra."
Não é justo chamar-se de monopólio um serviço essencial.
Os preços pagos são sempre discutidos e estabelecidos
acordos entre as partes.
O Brasil adotou esse modelo, que deve ser respeitado.
Se é caro ou barato,
em de ser discutido no âmbito do governo e não em seminários informais.
O tema está em discussão junto ao Governo", afirmou Souza.

Nilson Mello, assessor do Centronave, afirmou:
" Representantes do Conapra não querem que a sociedade participe do
debate sobre o monopólio da praticagem,
alegando que é um assunto sério demais para ser debatido em seminários.
A afirmação é estarrecedora, por antidemocrática.
Ora, por que assuntos sérios não podem ser tratados em seminários?
Por que alguém promoveria um seminário para discutir assuntos banais?
E quem compareceria a seminários para discutir banalidades?
Na verdade, o Conapra teme abrir a caixa preta e colocar em discussão,
perante a opinião pública,
m monopólio estatal que não tem tido a necessária regulação econômica,
indispensável para a redução dos custos e a promoção da competitividade".

Então uma pergunta fica no ar,
quando e com quem ficara tal redução e
qual o peso de tal serviço no preço do Conteiner movimentado.
Pois quando um armador aumenta o trade ,
não ouvimos nem dos empresários nem dos políticos uma lei
para reduzir os ganhos dos armadores com as cargas brasileiras .
Será que haverá descontos com a chegada dos navios super pós-panamax
no Brasil após a era das dragagens.
So o tempo dira.

Um comentário:

  1. Posso lhe dizer o que sei:

    1. Que o custo da praticagem no porto que é o segundo maior movimentador de contêineres do Brasil está abaixo de US$ 10 por TEU movimentado, ou US$ 20 por FEU.

    2. Que o custo da praticagem tende a diminuir com o tamanho do navio. Um porta-contêineres do tipo Monte Rosa (AB 69132) paga o mesmo que o MSC Leigh (AB 50963), apesar de trasportar muito mais carga.

    Abraços,

    Lotsemann

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