SEP quer reduzir ganho de práticos
Press Guide
A Secretaria Especial de Portos SEP está em contato com a Marinha do Brasil,
A Secretaria Especial de Portos SEP está em contato com a Marinha do Brasil,
de modo a limitar os ganhos do sistema de praticagem.
Os práticos - profissionais que cuidam da entrada e saída de navios dos portos -
são aprovados pela Marinha, mas, na visão dos armadores,
cobram valores muito altos.
Um recente estudo do Centronave mostrou que os
ganhos médios superavam R$ 200 mil mensais.
No encontro sobre portos, promovido no Rio pelo grupo IBC,
No encontro sobre portos, promovido no Rio pelo grupo IBC,
Marcos Pagnoncelli,
coordenador geral de Planejamento Estratégico da SEP afirmou,
ante o plenário do encontro:
" Em 1993, na redação da Lei dos Portos,
não houve disposição para se conter o ganho dos práticos.
Agora, chegou a hora de regular a praticagem.
Estamos em contato com a Marinha para resolver esse problema".
Pedro Henrique de Jesus,
Pedro Henrique de Jesus,
em nome do Sindicato dos Armadores Syndarma,
afirmou, também ante o plenário,
que a praticagem é "um monopólio privado administrado pelo estado".
Disse tratar-se de um sistema em que o prático fixa o preço e
o armador apenas paga, sem conseguir mudar essas condições".
Em aditamento, Marcos Pagnoncelli disse que
" já passou da hora de revisar o assunto.
É certo que, na regulação, a parte que paga deverá participar".
Em nome do Conapra estava presente Arionor Souza,
Em nome do Conapra estava presente Arionor Souza,
que disse que o tema é sério para ser debatido em seminários.
A discussão deve ser feita formalmente,
com a presença da Marinha e da Conapra."
Não é justo chamar-se de monopólio um serviço essencial.
Os preços pagos são sempre discutidos e estabelecidos
acordos entre as partes.
acordos entre as partes.
O Brasil adotou esse modelo, que deve ser respeitado.
Se é caro ou barato,
em de ser discutido no âmbito do governo e não em seminários informais.
O tema está em discussão junto ao Governo", afirmou Souza.
Nilson Mello, assessor do Centronave, afirmou:
Nilson Mello, assessor do Centronave, afirmou:
" Representantes do Conapra não querem que a sociedade participe do
debate sobre o monopólio da praticagem,
alegando que é um assunto sério demais para ser debatido em seminários.
A afirmação é estarrecedora, por antidemocrática.
Ora, por que assuntos sérios não podem ser tratados em seminários?
Por que alguém promoveria um seminário para discutir assuntos banais?
E quem compareceria a seminários para discutir banalidades?
Na verdade, o Conapra teme abrir a caixa preta e colocar em discussão,
perante a opinião pública,
m monopólio estatal que não tem tido a necessária regulação econômica,
indispensável para a redução dos custos e a promoção da competitividade".
Então uma pergunta fica no ar,
quando e com quem ficara tal redução e
qual o peso de tal serviço no preço do Conteiner movimentado.
Pois quando um armador aumenta o trade ,
não ouvimos nem dos empresários nem dos políticos uma lei
para reduzir os ganhos dos armadores com as cargas brasileiras .
Será que haverá descontos com a chegada dos navios super pós-panamax
no Brasil após a era das dragagens.
So o tempo dira.
Posso lhe dizer o que sei:
ResponderExcluir1. Que o custo da praticagem no porto que é o segundo maior movimentador de contêineres do Brasil está abaixo de US$ 10 por TEU movimentado, ou US$ 20 por FEU.
2. Que o custo da praticagem tende a diminuir com o tamanho do navio. Um porta-contêineres do tipo Monte Rosa (AB 69132) paga o mesmo que o MSC Leigh (AB 50963), apesar de trasportar muito mais carga.
Abraços,
Lotsemann