8 de jul. de 2010

Em busca da Qualificação portuaria

Visita busca melhorias na capacitação
Uma melhor qualificação dos trabalhadores levou os
diretores do Sindicato dos Arrumadores e do OGMO/RG a
uma visita no porto de Santos, no final de abril.
O objetivo foi conhecer os procedimentos de uma empresa experiente
na capacitação portuária, que tem feito uso de aparelhos s i m u l a d o r e s
operacionais no treinamento da mãode-obra avulsa.
Para o diretor secretário do Sindicato dos Arrumadores,
Rogério Porto Veleda, o que motiva a busca de
novas alternativas de capacitação é o fato de que a qualidade
hoje apresentada não atende a
necessidade dos operadores portuários,
levando-os a optarem pelo vínculo empregatício da mão de obra,
pelo qual as empresas podem capacitar na conformidade das suas expectativas.
“Acredito que não podemos, no momento atual,
almejar um nível menor de capacitação do nosso
trabalhador”, frisa o diretor sindical.
Segundo Veleda, a melhor preparação da mão-de-obra,
permite acompanhar a modernidade esperada na área portuária,
mas tem esbarrado na
dificuldade de se conseguir os equipamentos necessários para propiciar
uma prática que torne o
treinamento realmente eficaz.
“Isto nos motivou a conhecer uma empresa que tenha simuladores e
que a capacitação
portuária seja sua atividade fim”,
explica.
Os simuladores apresentam sistemas desenvolvidos para a operação
de cada equipamento
portuário, desde uma pá carregadeira até um portêiner.
Eles oferecem todas as situações
práticas que o trabalhador irá encontrar na execução de sua atividade.
A empresa visitada também
desenvolve testes de aptidão e competências aos trabalhadores e
vem atuando em grandes
terminais que operam nos portos brasileiros.

Para o diretor do OGMO/RG, André Ortigara, a visita foi válida,
para analisar alternativas que
tragam uma melhor capacitação aos trabalhadores do porto marítimo gaúcho.

Um novo projeto de capacitação para os avulsos

O OGMO já está analisando uma proposta executiva para elaboração
de um diagnóstico
voltado aos trabalhadores portuários avulsos locais.
O objetivo é realizar um levantamento de necessidades
de treinamento de trabalhadores portuários avulsos,
definindo o número de trabalhadores habilitados e treinados para atender
a demanda no porto do Rio Grande.
Haverá ainda a descrição de cargo de todas as funções operacionais
com a definição de
suas respectivas competências,
diagnosticando as lacunas de competências existentes.
Para anular tais problemas,
serão definidos sinopses e conteúdos programáticos dos treinamentos
a serem promovidos pelo OGMO.
Ao final, também espera-se melhorar os índices de produtividade
dos TPAS do porto do Rio Grande, cumprindo a legislação vigente e
atendendo os pré-requisitos da OSHA/18002/2008.

Trabalhadores são reciclados em jaús no Tecon
Na semana de 14 a 18 de junho, os trabalhadores de estiva
passaram por um treinamento para operação dos novos jaús,
no Terminal de Contêineres.
A atividade de segurança foi realizada em uma parceria
entre o Tecon e o SESSTP do OGMO,
quando serão abordados tópicos como:
- Modificações estruturais no Jaú;
- Riscos das atividades em altura a bordo;
- Utilização de cinto de segurança tipo paraquedista e demais acessórios
(talabartes e osquetões);
- Treinamento prático de segurança a bordo.

Conforme informa o engenheiro de segurança do OGMO, Frediani Macedo, o
Tecon realizou algumas adaptações estruturais nos jaús,
para propiciar maior segurança
nas operações à bordo e com altura.
“Desta forma, se aproveitará a oportunidade para
reciclar algumas informações importantes para o trabalho”,
prevista no item XV, parágrafo, cláusula 22ª:
A ideia, conforme o engenheiro de segurança do OGMO, possibilita que o mesmo
acrescente importantes conhecimentos para a sua própria segurança.
“O trabalho em altura exige que tenhamos uma preocupação ainda maior nas
condições de segurança”,enfatiza Macedo.
Exigência de EPI específico
Conforme orientação do Tecon,
todos os trabalhadores portuários avulsos escalados para
o terminal deverão utilizar o protetor auricular,
além dos equipamentos de segurança
básicos obrigatórios já utilizados.
Sem os equipamentos citados,
o trabalhador poderá ser impedido de entrar no terminal.
O protetor auricular também é distribuído pelo almoxarifado do OGMO.
Fonte Boca de Ferro

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