O risco do pombo no cais
Avaliação dos riscos de contaminação relacionados à superpopulação de
Columba livia pombos em trabalhadores portuários avulsos verificar a existência de riscos de contaminação aos trabalhadores portuários avulsos em relação a superpopulação de Columba livia (pombos) que habitam o Porto. A falta de Vigilância ambiental e política de controle de pragas contribui para o aumento deste risco .
É preciso estruturar uma política de prevenção de acidentes e doenças de trabalho e
controlar a forma de como as atividades são desenvolvidas pelos TPA´s e
realizar um controle populacional de Columba livia (pombos), principalmente
dentro da área portuária.
Em muitos lugares, o pombo-doméstico já atingiu a condição de praga urbana, em
razão de sua superpopulação, dos prejuízos econômicos que causa e dos riscos que representa à saúde pública, sendo necessário o controle populacional.
Em alguns centros urbanos do Brasil é comum encontrar a proliferação de
pombos, uma vez que há uma disponibilidade grande de alimento, as
condições climáticas são favoráveis para reprodução e não há predadores
naturais (falcões, gaviões e felinos) para um controle biológico eficiente.
No Porto a maior concentração de pombos é localizado no complexo onde suas atividades são voltadas para o carregamento , armazenamento e passagem de grãos.
Além dos grãos, os pombos apresentam variação alimentar (grãos diversos, cascas de frutas, legumes e restos alimentares), principalmente quando em situação de competição.
Nesse sentido, os centros urbanos e próprio complexo portuário contribuem para o aumento da população, visto que o crescimento da colônia está intimamente relacionado com a oferta de alimento.
Os TPA's estão diretamente em contato com essas aves, por isso a importância do uso dos Equipamentos de Proteção Individual EPI´s.
A maneira como trabalham, tornam-se mais vulneráveis a contaminação. Esses trabalhadores não tem vinculo empregatício com a Companhia Docas são trabalhadores gerenciados OGMO,sendo protegidos pela lei 8.630/93 e Lei 9.719/98 e as companhias docas são co-responsável a partir do momento que fornece o ambiente para desenvolverem as atividades.
A mão-de-obra fornecida pelos TPA´s é exclusivamente produtiva. Esse sistema de trabalho produtivo, muitas vezes contribui para uma precariedade na saúde desses trabalhadores.
Não obstante a precariedade das condições de trabalho que os portuários avulsos estão submetidos no cotidiano constou que o ganho por produtividade está sempre sendo superdimensionado pelo fato de não só constituir no meio de sobrevivência, mas, sobretudo, por estar vinculado aos outros encargos e compromissos que os atormentam no cotidiano.
Sob essas condições para obter a renda necessária e/ou satisfatória, os “TPA´s” trabalham,
obstinadamente, para ganharem mais dinheiro provocando, desse modo, o aumento do comprometimento no seu nexo bio-psiquíco.
É importante avaliar os riscos de contaminação por população de pombos em TPA's, pois são profissionais que desenvolvem suas atividades em áreas onde os pombos habitam e também para justificar a ação de controle da superpopulação, contribuindo para a qualidade de vida desses trabalhadores.
As pesquisas sobre essa problemática são pouco realizadas e divulgadas,
De descrever o processo de atividades dos trabalhadores portuários avulsos e relacionar com os riscos de contaminação por pombos.
A proliferação de pragas e vetores urbanos possui relação direta com a situação sanitária da região e com o nível socioeconômico dos habitantes. Se as condições são insalubres, este ambiente estará muito mais sujeito àproliferação de pragas.
Avaliação dos riscos de contaminação relacionados à superpopulação de Columba livia (pombos) em trabalhadores portuários avulsos do Porto de
Vitória, E.S.
Maryana Baioco Aguiar ,Luzimar Luciano
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