26 de mai de 2017

Luta e Resistencia da Estiva


De todos os anos que já passei,
Eu daria tudo que tenho,
para iniciar  novamente
Ouço o vento cantar entre o costado e o cais
Ele sabe que estou deixando o porto
mas lembre
Nunca estarei distante
Vejo os navios diminuírem no cais
Estou indo para longe
Para a terra do Poder
As vezes sinto que o Politico casou com meu empregador
mas em briga de casal
não se mete a colher
Eu não sei por que, só não sei por que
Não adiante nem tentar
Me desempregar
Os detalhes do cais
A toda hora vão estar presente
Se uma outra lei aparecer
A Lei será combatida
Durante toda minha vida de Estivador
Ano a ano sem sossego e respeito
Meu empregador tentando impor  suas imposições
Querendo mudar a cultura portuária
No assalto as moedas do meu bolso  
Mas como ler o jornal da cidade portuária
E ver uma realidade pintada nas paginas
Num marketing bucólico e surreal
Numa propaganda de refrigerante
Triste fim da profissão da liberdade
Na cidade que já possui 130 escribas

Fazendo do cais uma arena  mas a milhões de km de distância
Em Brasília fui lembrar a mulher do meu empregador
Que em briga de casal
não se mete a colher
Eu não sei por que, só não sei por que
Não adiante nem tentar
Me desempregar
Os detalhes do cais
A toda hora vão estar presente
Se uma outra lei aparecer
Com luta e resistência
Será combatida nas ondas da Web e nas ruas
Daria tudo que tenho
Só pra ter o respeito do meu empregador
A cultura portuária
Ao bem estar do estivador
Ouço o vento cantar entre o costado e o cais
Desafiando a muralha
onde o estivador admira a lingada .



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