Nos Estados Unidos, 20% da produção do país passa por hidrovias
que dispõem de 250 eclusas e uma rede hidrográfica de 47 mil quilômetros quadrados.
A hidrovia do Mississipi- Missouri, que tem tradição de mais de cem anos,
representa 25% da matriz de transporte na área de granéis, que transporta
600 milhões de toneladas de carga por ano, com 6,3 mil km, verdadeiras portas
para o oeste que serpenteiam por boa parte do interior do país e que apenas com
soja, desloca, anualmente, 100 milhões de toneladas.
Seus principais produtos são aço, carvão, cereais, combustíveis, ferro, fertilizantes
e permite o deslocamento de comboios com capacidade de até 36 mil toneladas,
o dobro do volume transportado, por exemplo, no rio Madeira, no norte do Brasil .
Na Europa, a hidrovia Reno-Danúbio possibilitou a integração do Mar do Norte ao Mar Negro, atravessando oito países da Europa possui16 eclusas.
O rio Reno nasce no maciço de São Gotardo, nos Alpes suíços, e atravessa
o Lago de Constança. Seu curso marca a fronteira da Alemanha com a Suíça e com a França.
Em território alemão, o Reno passa por Speyer, Mannheim, Mainz, Bonn, Colônia
e Düsseldorf, desembocando no litoral holandês do Mar do Norte.
O Danúbio, que se origina da confluência de dois pequenos rios procedentes da Floresta Negra,
o Brigach e o Breg, percorre os planaltos subalpinos de oeste para leste,
passando pela Alemanha, Áustria, Hungria e Romênia que flui de oeste para leste até desembocar no Mar Negro, entre as maiores do mundo.
A navegação fluvial concentra-se sobretudo no rio Reno e seus afluentes,
em 8,1 mil km todos com excelente infra-estrutura.
A densa malha de rios e canais navegáveis é um importante eixo de trânsito nas
direções leste-oeste e norte-sul, tanto para o transporte de passageiros como de cargas ,transportando 300 milhões de toneladas por ano, principais produtos carvão ,
combustível, grãos e minerios.
O porto de Roterdam deve sua grandeza e os portos de Duisburg, Liège
a hidrovia Reno-Danúbio.
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