26 de jun de 2017

A FECPB

Estivadores e portuários fundam federação única

Nova federação representará trabalhadores avulsos e  vinculados pela CLT e sua fundação ocorreu em Santos



Uma pergunta vem sendo feita por trabalhadores portuários e avulsos de todo País. As federações nacionais dos estivadores (FNE), dos portuários (FNP) e dos conferentes, consertadores, vigias, trabalhadores de bloco, arrumadores e amarradores  Fenccovib) estão com os dias ­contados?
Parece que sim. Na quinta-feira 8 os sindicatos de Santos, filiados às três entidades, participaram de assembleia  e fundaram a federação nacional dos estivadores ,capatazia e portuários do Brasil.
A nova FECPB também será debatida em assembleias semelhantes nas demais cidades portuárias, explica o presidente do sindicato dos estivadores de Santos, Rodnei Oliveira da Silva ‘Nei’.
A finalidade da federação é unir todas as categorias  portuárias, para exigir, do governo e dos empresários, respeito à legislação do setor, inclusive à lei 12.815-2013.

O presidente do Sintraport lembra que a FECPB representará não apenas trabalhadores avulsos, ligados aos órgãos gestores de mão de obra (Ogmos), mas também vinculados celetistas.
Miro cita o caso dos empregados das companhias docas, regidos pela consolidação das leis do trabalho (CLT), e também de empresas que prestam serviços a essas estatais.
A assembleia, aberta aos trabalhadores de base de cada sindicato, foi na sede do Sindaport, na Rua Júlio Conceição, 91, Vila Mathias.

Com o auditório do Sindaport totalmente lotado,  foi aprovado o protocolo de intenções da Federação dos Estivadores ,Capatazia e Portuários do Brasil (FECPB).
Participaram do evento, sindicatos de Santos ,Paranaguá (PR), Belém (PA), Imbituba (SC) e Candeias (BA), além das centrais Força Sindical, CUT e CGTB.
A entidade se contrapõe às federações nacionais dos estivadores (FNE), dos portuários (FNP) e dos conferentes, consertadores, vigias, trabalhadores de bloco, arrumadores e amarradores (Fenccovib).
Ao abrir a assembleia, o presidente do sindicato dos estivadores de Santos, Rodnei Oliveira da Silva ‘Nei’, criticou as diretorias das federações por não unificarem as categorias.
O presidente do sindicato dos empregados na administração portuária (Sindaport), Everandy Cirino dos Santos, defendeu que a nova entidade tenha designação diferente.
“Seja como for, ela é possível e se se tornará uma realidade”.
O presidente do sindicato dos operários portuários (Sintraport), Claudiomiro Machado ‘Miro’, reclamou que a FNP “trata sua categoria como se não existisse”.
“Nosso sindicato é o maior da base da federação e não aceita mais ser tratado com descaso. Ontem, houve uma reunião no Ministério dos Transportes, mas sequer fomos avisados”.
O presidente do sindicato dos operadores de guindastes e empilhadeiras (Sindogeesp), Guilherme do Amaral Távora, ponderou que “esse movimento tinha que ser lançado em Santos”. “Temos sofrido muito pelas tentativas de Brasília enfraquecer o porto de Santos e os portuários. Nossa unificação não interessa a eles, mas acontecerá”.
O presidente do sindicato dos trabalhadores de bloco, Wilson Roberto de Lima, disse que a nova federação “traz a esperança dos portuários terem voz em nível nacional”.

A FNE é a mais antiga das três federações, fundada em 1949. A FNP é de 1953. E a Fenccovib foi fundada em 1988. Santos, que encabeça o movimento, é o maior porto latino-americano.


O sindicato dos estivadores de Santos aprovou, em assembleia, seu desligamento da federação nacional da categoria (FNE). E decidiu filiar-se à nova federação dos estivadores, capatazia e portuários do Brasil (Fecpb).
A entidade foi criada em 8 de junho e a assembleia dos estivadores foi na quarta-feira dia 14 de junho, mesmo dia em que os operários portuários saíram da sua federação nacional (FNP).
Os dois sindicatos são os principais articuladores da nova entidade.

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