4 de jun de 2017

O investimento Ambiental dos Armadores

Projeto De Conteineiro De 20,000 TEUs Movido A Gás Natural
A grande maioria das embarcações atuais utiliza óleo pesado para alimentar seu motor de combustão principal. No entanto, devido às preocupações sobre os impactos ambientais e ao natural avanço da indústria, o gás natural liquefeito (LNG, em inglês) tem ganhado bastante atenção ultimamente como uma alternativa ao bunker.
Um consórcio de empresas de renome na área, como ABB, Caterpillar, CMA CGM e DNV GL criaram um projeto conjunto, chamado de PERFECt, para estudar o uso do LNG em embarcações de grande porte, do tipo Ultra Large Container Vessel (ULCV), com capacidade para mais de 20 mil TEUs. A utilização de um ciclo combinado do gás natural e turbinas elétricas (COGES) tem o potencial de proporcionar boas economias e também reduzir as emissões de CO2.

Sistema COGES. Créditos GE Marine Solutions.
Os resultados da segunda fase do projeto “PERFECt” foram apresentados na feira de negócios Nor-Shipping pelos seus desenvolvedores (ABB, OMT, GTT, Caterpillar’s Solar Turbines, CMA CGM, sua subsidiária CMA Ships e DNV GL), o que pareceu tornar o projeto válido e pronto para ser encomendado.
“O projeto ‘PERFECt’ trouxe um conjunto de novos recursos e também resultados promissores,” disse Gerd Wursig, Diretor de Negócios para navios movidos a LNG na DNV GL – Maritime. “O impulso por trás desse projeto foi o interesse em ver como o design de um ULCV moderno poderia se beneficiar de um combustível limpo e da tecnologia COGES que é altamente eficiente. Nós atingimos nossos objetivos e agora temos um design válido com detalhes técnicos suficientes para desenvolver uma atividade comercial.”
Segundo os desenvolvedores, o uso do sistema COGES, junto com um design todo elétrico, ofereceu uma excepcional performance com diversas vantagens. Utilizar motores elétricos permitiu que os sistemas de propulsão e geradores de energia fossem colocados em diferentes seções do navio. E já que o sistema distribui energia tanto para os motores auxiliares quanto para os principais, uma casa de máquinas não é mais necessária. Dessa forma, os geradores poderiam ficar sob a superestrutura, poupando mais espaços para os contêineres.
“A colaboração, inovação e entusiasmo de todos os sócios resultou no projeto de um navio altamente eficiente que nos leva ao conceito da próxima geração de transporte pelos oceanos,” disse Barbara Stanley, Vice Presidente, Desenvolvimento Estratégico e Geração de Energia, Solar Turbine Inc. “’Solar’ está orgulhosa de entregar soluções técnicas para nossos clientes que possuem um custo eficiente e se adaptam ao meio ambiente. Nossas turbinas a gás de baixa emissão, que operam a partir de LNG, não irão apenas se adequar às restrições de emissões no ambiente marítimo, como irão dar uma margem para futuras restrições mais rigorosas.”
“O navio do projeto ‘PERFECt’ é projetado com nossas soluções para propulsões que combinam uma ótima propulsão eficiente e excelente manobrabilidade, permitindo uma operação mais segura para a tripulação e para o meio ambiente,” disse Juha Koskela, Diretor Executivo, ABB Marine & Ports.
Além da melhora geral do dos sistemas propulsivos do navio, um novo casco e um design de propulsores aumentam a eficiência de toda a embarcação. Com a forma inovadora do casco que foi adequada para o perfil operacional da embarcação e com um propulsor altamente eficiente aumentam em 5 por cento a eficiência geral do novo ULCV.

Outra tentativa de redução de poluente
A empresa Mitsui OSK Lines (MOL) está a estudar uma forma de redução de CO2 para os seus porta-contêineres, acompanhia japonesa afirma já ter conseguido uma redução de 2% nas emissões de dióxido de carbono através de um defletor – uma espécie de “pára-brisas” – na proa dos navios.
O teste realizado pela MOL foi feito com dois navios, à velocidade de 17 nós, numa rota no Oceano Pacífico. O navio equipado com esta inovação demonstrou a redução dos 2% no CO2.A MOL, continua os esforços para confirmar a análise dos dados de navegabilidade e adequação do equipamento, procurando o desenvolvimento tecnológico a partir deste projeto inicial.
Fonte: Marine Link e o mercado marítimo .

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