3 de out de 2017

MP em Ensino : avanços e desafios a partir de políticas indutoras I

Percurso metodológico 
 A pesquisa realizada foi de caráter exploratório, com metodologia qualitativa que, de acordo com Triviños (1987, p. 109), “permite ao investigador aumentar sua experiência em torno de determinado problema”. A amostra teve âmbito nacional, visando corresponder ao que determinam os objetivos da pesquisa. Teve, como limite, estudar os programas em Ensino na Saúde existentes e reconhecidos pela Capes até o ano de 2013. Esse recorte possibilitou a identificação de 13 programas de MPES existentes no país 
NOME DO PROGRAMA INSTITUIÇÃO
 Mestrado Profissional em Ensino em Ciências da Saúde Unifesp
 Mestrado Profissional em Ensino na Saúde Ufal 
Mestrado Profissional em Ensino em Ciências da Saúde UNIR (Rondônia) 
Mestrado Profissional em Ensino na Saúde UFG
 Mestrado Profissional Ensino em Saúde Famema-SP 
Mestrado Profissional em Educação nas Profissões da Saúde PUC-SP (Sorocaba)
 Educação para o Ensino na Área de Saúde FPS – PE 
Mestrado Profissional em Ensino na Saúde UFRGS 
Mestrado Profissional em Ensino na Saúde UFVJM (MG)
 Ensino na Saúde: Formação docente interdisciplinar para o SUS UFF
 Mestrado Profissional Ensino e Saúde na Amazônia Uepa 
Mestrado Profissional em Ensino na Saúde Uece 
Mestrado Profissional em Ensino na Saúde UFRN 

Neste estudo, entende-se como essência de um MPES o programa que tem como objetivo tomar a prática docente do mestrando como ponto de partida para empreender mudanças no cotidiano do ensinar e aprender no âmbito dos serviços de saúde e das IES, em um movimento de ação-reflexão-ação. Para a coleta de dados, optou-se por dois instrumentos: análise documental e realização de entrevistas semi estruturadas com os coordenadores dos programas que estavam em funcionamento há pelo menos um ano, para aprofundar o conhecimento sobre as experiências desafiadoras dessa modalidade de pós-graduação.
 Como primeiro momento, foi realizado o estudo documental dos dados dos programas na página da Capes e identificados os cursos de pós-graduação voltados para o Ensino na Saúde, na modalidade MP, reconhecidos e recomendados por essa coordenação, ou seja, aqueles que obtiveram nota igual ou superior a 3 na última avaliação e que, portanto, atendiam aos requisitos básicos de qualidade e, consequentemente, tinham permissão para a emissão de diplomas de mestrado com validade nacional. 
Em seguida, foi realizado um estudo exploratório e investigativo da realidade, visando a uma “maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses” (GIL, 2002, p. 41). Dessa forma, a pesquisa de campo pôde contribuir para a concretização dos objetivos propostos. O roteiro de entrevista semiestruturada foi elaborado a partir dos seguintes núcleos direcionadores:
 desafios, nós críticos e mecanismos de sustentabilidade dos programas. 
Uma carta-convite, contendo informações, esclarecimentos, relevância e objetivos do estudo, foi enviada por meio dos endereços eletrônicos aos sujeitos da pesquisa, juntamente com o link de acesso ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).
 Foram contatados 11 coordenadores dos 13 programas de MP em funcionamento.
 Destes, nove aceitaram participar, respondendo ao roteiro de entrevista, que foi encaminhado para armazenamento dos dados no GoogleDocs. Esse número não implicou limitações aos objetivos propostos na pesquisa. Como procedimentos de análise de dados, foi realizada análise temática, uma das técnicas de análise de conteúdo. Inicialmente, trabalhou-se na organização dos documentos selecionados e na transcrição das entrevistas. Em seguida, foi realizada a leitura flutuante e a identificação do material de análise, constituindo assim o corpus da pesquisa. 
Por fim, foram identificadas as unidades de registro e de contexto para a formulação das categorias de análise e a interpretação dos núcleos de significação encontrados (MINAYO, 2006). 
 O estudo foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – Plataforma Brasil e aprovado com o Parecer nº 428.955. Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. E, para preservar o sigilo dos entrevistados, eles foram nomeados por ordem sequencial de E1 a E9. 

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